Notas iniciais
Heeey meus cupcakes, mais um capítulo que eu vou dedicar pra Daughter of sun, a Camila e a Lorraine, pq foram as ÚNICAS que comentaram e eu estou puta da cara com uma coisa que aconteceu agora. Estava eu, bem feliz no facebook quando de repente me ligaram pedindo pelo meu responsável. Fiquei apavorada, mas passei o cel pra minha avó. Quando ela desligou ela me disse que eu ganhei meia bolsa pra veterinária num curso aquie da minha cidade. Fiquei feliz, mas a amiga da minha irmã que tá aqui casa disse que a irmã dela teve que ordenhar vacas e cortar as unhas de uma ovelha ~('-')~ ou seja: TÁPUTAQUIPARIU, eu NÃO VOU pra essa bosta. Vlw, flw.

POV'S ANNE

Entrei na escola ao lado de Joe, que teimava em me animar. Teríamos o primeiro período vago porque seria aula de Rick, e ninguém ainda havia sido contratado para substituí-lo.

Anne, por favor. — Pediu Joe, vendo a minha cara.

Josh é muito importante pra mim, eu não posso nem chorar por ele? -Rebati.

Ele não morreu! — Joe disse. — Ed e Millena estão cuidando dele.

Preocupação, preocupação. — Falei, entrando na sala. — Mas está tudo bem, não é? Eu tenho que ficar feliz.

Ahã. — Joe apontou para um grupo de garotos reunidos. — Anne, eu vou ali com os garotos.

Ok. — Balancei a cabeça. — Ah, ali está a Genn.

Genevieve estava sentada na sua cadeira lendo um livro. Ela estava com os cabelos super loiros, quase loiro platinado.

O que você fez com o seu cabelo? — Questionei.

Magia, Anne! — Ela riu. — Eu pinto e despinto ele quando eu quiser sem estragá-lo.

Sério? — Fiquei boquiaberta. — Como?

Tem um feitiço simples. — Ela disse. — Você só precisa mentalizar e tocar no cabelo. A maioria dos feitiços não precisam ser ditos em voz alta, não é necessário. Olha.

Ela fechou os olhos e tocou na ponta dos cabelos. Os fios ficaram vermelhos.

Eu repeti e toquei nos fios negros. Eles ficaram castanhos e com mechas loiras.

Caramba! — Arregalei os olhos. — Dessa eu não sabia.

Zoe Ambers me disse isso um pouco antes de vocês chegarem. — Genn apontou para nossa colega, que tinha o cabelo cheio de mechas coloridas.

Eu vou fazer isso todos os dias. — Falei. — E como tira?

Anti-feitiço. — Genn estendeu a mão e faíscas laranja saíram da ponta dos dedos. As faíscas rodaram minha cabeça e o meu cabelo assumiu a cor preta.

Obrigada. — Agradeci.

E aí, como foi o dia sem aulas ontem? — Ela perguntou.

Corrido. — Desconversei. Não contei que os fantasmas do meu passado haviam voltado para me assombrar.

E o Josh? Voltou? — Ela indagou.

Voltou. — Em meio a lágrimas, contei tudo. Genevieve ficou com a mão na boca.

E agora como ele tá?

Eu não sei. — Dei de ombros. — Ed fez um treco lá. Espero que ele melhore.

Você já o perdoou?

Não sei. Fiquei tão cega de preocupação que esqueci o que ele fez comigo. — Admiti. — Eu tenho que pensar. O que ele fez foi horrível.

Pensa direitinho, Anne. — Avisou ela.

Eu sei, Genn. — Sorri. — E você, como tá?

Bem. — Ela desconversou. Mas eu não caía nessa. Ela tava horrível.

Você tá mal, o que aconteceu? — Eu a pressionei. Genn soltou um suspiro.

Meu namorado, Daniel. — Ela disse. — A irmã dele me odeia, e me chamou de um monte de coisas. E ele não me defendeu.

Daniel? — Repeti. — Esse nome não me é estranho.

Você deve conhecer. — Ela deu um sorriso triste. — Ele é neto do lorde Gabriel. O nome dele é Daniel Williams. E a irmã é Suzanne Williams.

Foi Gabriel que ordenou o meu "destino". — Fiz aspas com os dedos.

Eu sei. — Ela balançou a cabeça.

Gente! — Gritou uma garota de cabelos claros e olhos cinza, olhando para o corredor. — Suzanne, Stella e Maia estão chegando!

O que aconteceu logo depois foi um tufão. As garotas arrumaram os cabelos, ajeitaram as roupas e repassaram a maquiagem, enquanto os garotos passaram a mão no cabelo e fizeram pose de badboy.

Três garotas apareceram na porta da sala, uma ruiva uma loira e uma morena.

É ela. — Genn sussurrou, apontando para a morena de olhos azuis. — Suzanne Williams. A loira do lado é Stella Gomez e a ruiva Maia Harrinson. Tudo p...

Genevieve! — Suzanne sorriu, falsa. — Oi cunhadinha querida!

Oi Suzzy. — Genevieve cumprimentou. Suzanne trincou o maxilar.

Me chame de Suzanne, querida. — Ela corrigiu, se aproximando. Ela parou na minha frente com desprezo estampado no rosto. — Sai daí, cafona.

Você quer fazer uma reverência pra mim? Oh, Suzzy, não precisa. — Sorri, cada letra gotejando sarcasmo.

Você sabe quem eu sou, insolente? — Ela rangeu os dentes, vermelha de raiva. — Eu sou uma WILLIAMS. Meu avô é o LORDE.

E você sabe quem eu sou? — Dei um tapa na mesa, me levantando. — Annelise Raxel Watern.

Suzanne emitiu um som de engasgo que a fez corar violentamente. Eu nunca tinha usado esse tom de nojo na minha voz. Eu nunca tinha me valido da minha condição antes. Me senti tão mal que tomei pra mim mesma nunca mais fazer isso.

Ah, a órfã real. — Ela debochou. — De que vale uma princesa sem reino?

Retiro o que eu disse.

Seu avô que é o Lorde, você é só uma patricinha mimada, e nem Gabriel passa por cima das minhas ordens. — Sorri, debochada. — Curve-se diante da princesa, Suzanne. E isto é uma ordem.

Suzanne ficou branca como osso, o que acentuou seus olhos azuis. De muita má vontade, ela fez uma reverência.

Agora, pode falar com Genn. Mas se você a fizer chorar — Meneei a cabeça em direção de Genevieve -, sendo eu princesa ou não, vou quebrar a sua cara.

Suzanne pôs a mão sobre o peito, fingindo mágoa. Genevieve, com um sorriso estampado no rosto se levantou e acompanhou Suzanne, que jogou o cabelo pra trás e saiu andando.

O que foi aquilo? — Zoe exclamou, superanimada. — Anne, ninguém nunca desafiou Suzanne antes.

Aquela garota é um saco. — Falei. — Ela não estuda aqui, estuda?

Não, ainda bem. — Zoe suspirou. — Ela está no segundo ano. A Stella e a Yanna também. Ninguém suporta elas.

Houve um coro de "sim", "ahã", "que garota nojenta".

A maioria aqui arrumou os cabelos e as roupas só pra "Suzzy" notar vocês. — Afirmei. — Hipocrisia comigo não rola. Se você tem uma opinião hoje, a mantenha para sempre e não mude quem você é só pra agradar vadias como aquelas. Não vale a pena.

Falou tudo! — Zoe sorriu. — As garotas aqui querem ser uma delas. Popularidade não é tudo na vida. Stella e Yanna provavelmente matariam Suzanne só pra ser a mais popular de todos.

Exatamente. — Sorri. O segundo período bateu na mesma hora. Todos suspiraram e sentaram em seus lugares.

Um homem ruivo, baixinho e gordo apareceu na sala. Genevieve se apressou atrás dele.

Meu nome é Coronel Quentin. — Se apresentou ele. — Eu vou ser o professor de Combate de vocês.

Ouvi uma série de burburinhos animados. Genevieve se remexeu animada na cadeira.

Professor, nós não precisamos nos bater, não é? — Uma baixinha de cabelos claros que reconheci como Thamires perguntou.

Apenas feitiços. — Garantiu o professor. — Claro que aprenderão uma ou duas coisinhas básicas, mas a maioria é feitiço ofensivo.

Vou adorar aprender um pra tacar fogo na cabeça de certa cunhadinha querida. — Genn riu.

Essa eu quero ver. — Falei.

Silêncio! — Ordenou Quentin. Todos nos viramos. — Vocês agora não são alunos. São soldados! E serão treinados de forma severa! Vocês vão aprender a ser fortes.

Por um momento fiquei assustada. Mas eu bem que precisava ser forte. Coisas ruins aconteceriam em três meses. Coisas que eu não poderia deter, por mais que quisesse.

Eu quero que as meninas fiquem no canto da janela e os meninos no da porta. — Mandou o professor. As meninas formavam um grupo de 12 e os meninos 15.

O que será que ele quer? — Perguntou Genn.

Sentido! — Gritou Quentin. — Vocês estão completamente fora do estilo militar.

O quê? — Várias meninas gritaram quando as roupas se tornaram macacões do exército e os sapatos se tornaram pesadas botinas. E mais ainda quando desaparecemos e reaparecemos em uma sala repleta de armas. Corri em direção a um estojo de facas. Genevieve parou ao meu lado e pegou uma calibre 22. Joe segurou uma espingarda.

Por que estamos tendo esta aula? — Perguntou Thamires. — Isso não é magia. Não é lógico.

O Conselho decidiu que é necessário. — Resmungou Quentin. — Alguns de vocês podem ser futuros combatentes. Precisam saber a bela arte das armas.

Assisti enquanto ele continuava o seu discurso sobre diversas armas.

Quando um feiticeiro nasce, linhas são desenhadas em seu corpo. Essas linhas é que dão magia. Isso é proibido hoje em dia, porque muitos de nós nos apaixonamos por humanos e se o transformarmos, eles acabam morrendo. Com bebês é mais fácil, embora haja muito risco. É uma linha de fogo que se finca em sua pele e se impregna na alma. — Contou ele. — E uma dessas linhas é um desenho muito peculiar que te traz ajuda quando você mais precisa. A pior lembrança de vocês lhe traram uma espada. Esta espada é um fragmento de suas almas. Agora, pensem. Varram as memórias e me deixem ver.

Varri a memória em busca de lembranças horríveis, mas não achei. Todas eram suficientemente tristes, não ruins. Mas quem não arrisca não petisca. Revivi as memórias da morte dos meus pais. Senti meus olhos arderem com lágrimas. Abri os olhos e vi que todos estavam — senão chorando -, secando as lágrimas. Mas a maioria conseguiu. Se via várias e várias espadas, cada uma completamente diferente da outra.

Aos meus pés se via uma espada metade feita de diamante polido e metade negra como sombras. O diamante era meio azulado, enquanto que a metade de ônix era meio fosca.

Anne, que linda! — Genevieve apontou para a minha espada. A dela era de rubi como sangue. — A minha é meio... vermelha demais.

Se acha a sua diferente, veja a da Joe! — Apontei. Joe estava com um problema carregando uma espada bem... peculiar. Ela era branca como sabre e brilhava como joias. — Joe, sua alma é brilhante! — Gritei, o provocando.

E-VE-JO-SA! — Berrou ele em resposta.

Viu? — Ri. — Cadê o professor Quen?

Silêncio soldado! — Gritou alguém na minha frente. Olhei pra frente e vi o professor ali.

Desculpe profe... senhor. — Pedi.

Que memória escolheu, soldado? — Perguntou ele. Eu não estava a fim de lhe dizer que havia escolhido a morte dos meus pais.

A pior que eu tinha, senhor. — Desconversei. O professor me olhou, desconfiado. Resolvi contar. — A morte dos meus pais, senhor.

Foi bem escolhida. — Ele disse, e se retirou.

Qual foi a sua lembrança escolhida? — Perguntei a Genevieve.

A minha irmã. — Ela suspirou, triste. — Minha mãe é feiticeira, e meu pai também, mas a minha irmã não nasceu assim. Com cinco anos, meu pai tentou desenhar a linha na coluna dela. Ele errou e a minha irmã morreu agonizando. — Ela fechou os olhos e as lágrimas rolaram pelo rosto dela. — Eu tenho pesadelos com isso a noite toda.

A minha irmãzinha tinha sete anos. — Contei. — Lorrie era um doce. Tinha o dom da Visão, podia ver o futuro. Eu perdi toda a minha família em uma única noite, e mal consigo me lembrar deles. Se eu pudesse... voltar no tempo, eu faria qualquer coisa para salvá-los.

Tenho certeza de que sim. — Genevieve sorriu. — Você parece que tem gosto de proteger as pessoas com que se importa.

Eu daria minha vida a eles. — Admiti.

Notas finais
Comentem sábagaça se não quiserem um rabo de porco igual ao do Duda Dursley em vcs quando acordarem no feriado! P.S. Bom feriado, gatosas! ('3')/