Mistérios da Lua - O Retorno da Magia

10 Desculpa, mas é pra rir ou chorar?


Notas iniciais
Eu vou explicar o nome do capítulo: sem criatividade e porque ele tem que estar assim mesmo, pq define bem as palavras que lerão aqui em seguida. Primeiramente eu não sei porque raios eu escrevi essa bosta, só sei que postei pq sei que vcs irão cagar tijolos lendo isso, portanto preparem um balde rçrçrçrçrç (piadinha interna) Aproveitem a sanidade de vcs enquanto ainda podem. Mas em casos como a Miih, já perderam faz tempo, então aproveitem de qq jeito! Miih, te love gata ('3')/

POV'S ANNE

Se Ed queria falar comigo isso era sinal de que era importante.

– Eu quero te pedir desculpas. — Ele mordeu o lábio.

– Você não fez nada de errado. — Falei. — Só disse a verdade.

– Eu tornei a verdade ainda pior. — Ele parecia se torturar. — Eu não devia ter feito aquilo.

– O quê, ter deixado eu quase gostar do garoto que me manteve aprisionada com algemas de ferro presa a uma parede úmida enquanto te torturava? — Comecei a dizer. — Você fez a coisa certa. Eu não sei nem o que aconteceria se você não tivesse dito nada.

– Então você está... feliz? — Perguntou ele, confuso. Eu dei um risinho.

– Não estou feliz. Estou completamente triste. Josh ter feito algo assim comigo... não sei nem se o perdoo. — Respondi. — Mas era melhor eu ter decepções no começo do que lá no final.

– Bem, isso é verdade. — Ele virou a cabeça e admirou as pinturas na parede. Ele deu um pulo e apontou para a qual ele estava me convidando para dançar. — Isso foi no seu aniversário. Foi incrível.

– Lembra o que você me disse? — Perguntei.

– Não importava se você não se lembrasse ou não. O meu charme era irresistível. — Ele respondeu, amargamente.

– Não era bem disso que eu tava falando. — Falei, meio sem graça.

– Não?

– Eu disse pra você que não importava se eu te amasse, nunca poderíamos ficar juntos. — Despejei, triste. — Lembra o que me disse?

– Que eu ia te amar mesmo assim. — Ele respondeu, sorrindo. — Era verdade. Eu nunca menti pra você.

– Gostaria que me mentisse. — Dei de ombros. — Algo como: "não fique triste, tudo vai terminar bem".

– Tá. — Ele respondeu, sem piscar. — Não fique triste, tudo vai terminar bem.

– Por que você fez o que eu pedi? — Perguntei, desconcertada. Aquilo havia sido um pedido retórico.

– Porque eu faria qualquer coisa por você. Qualquer coisa que me pedisse. Se me pedisse: enfie uma faca na garganta, eu nem pensaria duas vezes. — Disse ele.

– Sério? — Rebati. — Corre lá mo banheiro e se afogue na pia.

– É pra já. — Ele riu.

– Ed, só isso já é capaz de me fazer rir e me sentir como se não existisse nada além disso aqui. — Apontei para o quarto. — Você me faz me sentir bem.

– Você também me faz sentir bem. — Os olhos dele estavam brilhando. Ficou um silêncio depois disso. Não era um silêncio desconfortável, era até legal.

– Então, tchau. — Andei até a porta e a abri. Ed andou até a porta, e parou na minha frente, mais alto que eu.

– Eu espero realmente que você mande eu fazer coisas mais agradáveis da próxima vez. — Disse ele.

– Não tente dar uma de espertinho. — Era pra mim ficar brava, mas sorri.

– Porcaria. — Ele resmungou, sorrindo tanto quanto eu. — Mas haverá um dia, eu sei disso.

– Espere sentado. — Brinquei. Ed saiu do quarto, e eu soltei a respiração que nem sabia que estava prendendo. Corri até a janela e abri as persianas. — Joe! Joe!

– Cara, Ed é realmente um bobalhão apaixonado. — Joe saltou para dentro do quarto.

– Hey! — O repreendi. — É por mim que o bobalhão está apaixonado.

– O que o torna cinco vezes mais bobalhão. — Respondeu Joe. Rolei os olhos. — Quando se tem todas as garotas da cidade suspirando por você, a pergunta é: o que ele viu em você?

– Vai ficar aí me xingando? — Perguntei, irritada. — Eu sou linda, gostosa e uma Princesa, ok?

– Ah, é fofa? Pois eu sou loira, alta e minha bunda é empinada, beijos. — Ele rebateu. Caí na gargalhada.

– Sua bunda é empinada desde quando? — Perguntei, em meio aos risos. — Parece uma manga chupada!

– Minha bunda atrai muita gente, ok? — Ele fez voz de falsete.

– Olha o stress, hein fofa! — Avisei.

– Tive uma ideia. — Ele anunciou.

– Diga. — Fiquei séria.

– Que tal você gemer bem alto pra brincarmos com o Ed? — Sugeriu ele. Antes que eu dissesse um sonoro "NÃO!" pensei no assunto.

– Isso é cruel. — Concluí. Joe pareceu uma criança que alguém tirou o doce. — Vamos lá.

– Sério? — Ele abriu um sorriso maior que a cara. E começou a gritar. — Ai! Anne, ai!

Caí no riso, mas consegui seguir com a brincadeira.

– Joe! Essa sua bunda empinada me dá tesão! — Berrei, o mais alto que pude.

– Anne, sua calcinha é cor de rosa? — Perguntou ele, berrando. Dei um tapa na nuca dele. Joe murmurou um "foi mal, me empolguei".

– Joe, sua cueca é G? — Perguntei, gritando o mais alto que pude.

– É GGG! — Ele me informou. Aquilo foi o estopim pra porta estourar dos trincos.

– QUE PALHAÇADA É ESSA?! — Berrou Ed. Então ele nos viu dobrados de tanto rir no chão. O alívio dele foi tão grande que ele começou a rir também.

– Enganei o bobo, na casca do ovo! — Brinquei, dando um pulo pra dar um beijo na bochecha de Ed.

– Eu tinha que ter tirado uma foto, cara! — Joe riu.

– Eu pensei que vocês tavam...

– Ah, pelamor, é o Joe bunda chupada. — Apontei para o loiro que fingiu uma falsa indignação.

– Confessa que você tem tesão na minha bunda empinada. — Joe sorriu.

– Você NÃO TEM bunda empinada! — Ataquei.

– Tenho sim, sua IN-VE-JO-SA! — Ele contra-atacou.

– Pelamor, minha bunda é maior que a sua! — Senti dois pares de olhos escorregando pela minha coluna. — Eu não preciso que confirmem esta afirmação.

– Ai, a gente ía te elogiar, valeu? — Joe se defendeu. — E, olha... é verdade.

– Cala boca! — Dei um tapa na nuca dele novamente. — Agora, por favor, eu preciso tomar um banho e tirar um cochilo, porque é difícil acordar às seis e meia. Saiam.

– Posso levar isso? — Joe apontou para o meu CD do Imagine Dragons.

– Isto foi um presente. — Apertei os olhos, me lembrando que foi uma das primeiras coisas que Ed fez quando perdi a memória: me levar a uma loja de CDs. — Se voltar arranhado, eu te mato. Tenho raízes das Trevas, lembre-se.

– Pode deixar, eu não vou nem tocar. — Joe fez um gesto com a mão e o CD voou. Ele saiu do quarto empurrando o CD voador.

– Nunca mais repita aquela brincadeira, quase morri do coração. — Avisou Ed.

– Pode deixar. — Sorri. Ed saiu do quarto e eu tranquei a porta, mas rapidamente destranquei. — Ed! — Ele se virou. — O que foi que aquele professor Rick disse pra você?

– Ele disse que o mundo da Magia ruíria e o primeiro sinal são dois frutos das Trevas disfarçados de Luz. — Ele respondeu. Um calafrio atravessou meu corpo.

– Pelo menos são dois. — Falei, tentando forçar um sorriso, mas não consegui. Acenei com a cabeça e fechei a porta. Dez minutos depois, eu tava no banho.

Meia hora depois, eu já estava no quarto, de pijama e tirando o esmalte das unhas. Ouvi um grito lá fora. Reconheci a voz de Millena e saí do quarto.

– Onde você estava? — Perguntei, assim que vi Millena.

– Fazendo investigações. — Ela respondeu, olhando para todos nós. — Cadê o Josh?

Olhei ao redor. Era verdade. Josh não tinha voltado desde quando Genevieve o mandou tomar um ar lá fora. Engoli a preocupação.

– Aconteceu alguns... imprevistos. — Ed respondeu. — Mas que investigações você fez?

– Lembra que o Rick antes de ir embora correndo gritou: "Como eu não percebi isso antes?" — Millena lançou um olhar para Ed, tentando o fazer lembrar. Olhei para Ed com um claro aviso: Você não me disse isso? - E depois gritou um nome. Miriam Harvelle. Eu fui tentar descobrir quem é essa tal de Miriam. E sabe o que eu descobri?

Esperamos Millena desembuchar, mas ela prolongou o suspense.

– Fala logo! — Mandei. Millena tirou um papel do bolso. Estava amassado, mas ela tentou ler mesmo assim.

– Miriam Harvelle, 16 anos. — Ela começou. — Feiticeira das Trevas. Foi criada por Hellen Harvelle, uma Feiticeira assassinada em 2004. Miriam foi encontrada encolhida atrás da lareira, com seis anos, ela viu a cena toda. Sempre foi estranha, mas depois melhorou. Ver o assassinato da mãe, que coisa triste. Dizem que Miriam não havia nascido feiticeira, mas Hellen fez umas magias e Miriam se tornou uma de nós. Houve complicações: Miriam é um tipo de albina, só que tem cabelo preto como petróleo. Os olhos dela são um verde estranho. Parecem uma floresta cercada de sombras. Ela tem um jeito meio... não sei, me dá calafrios.

Todos nos entreolhamos.

– Como você descobriu isso? — Perguntou Joe.

– Uma boa dose de feitiços da verdade, uma ameça e uma foto. — Respondeu Millena, satisfeita.

– Posso ver a foto? — Pedi. Millena colocou a mão no bolso e tirou uma foto.

– O que foi, Anne? — Perguntou Ed, preocupado, vendo minha súbita palidez.

– É ela. — Apontei. — É ela, eu tenho certeza!

– Ela quem? — Perguntou Joe.

– Você se lembra da primeira vez que nos vimos, na escola? — Perguntei a Ed. — Você me chamou de Luna, e eu disse que meu nome não era Luna, porque Luna era o nome de uma amiguinha do orfanato que morreu com seis anos. Lembra?!

– Não pode ser. — Ed disse. — Você a reconheceria, mesmo agora?

– Sim, é claro! — Apontei novamente para a foto. — Era Lunna, minha amiga. Dividíamos o lanche juntas, Josh pode comprovar. Daí ela morreu. Mas eu a vi num caixão, eu vi ela sendo enterrada!

– Anne, se acalma. — Joe pediu. — Você tá muito agitada. Tem certeza?

– É claro que eu tenho certeza, Joe! — Falei. — Ela tinha a pele mais normal, e os olhos mais verdes, mas era ela sim! Como isso pôde acontecer? Miriam?

– Ela tá certa, Hellen a adotou com seis anos. — Millena balançou a cabeça. — Ninguém sabia como ela havia arranjado uma garota já com seis anos.

– Pelo amor do Armando... — Joe botou a mão na boca. — Mesmo que essa garota for sua amiguinha, o quê que tem?

– Significa que eu preciso de respostas. — Falei. — E não vou descansar até conseguir.

– Anne, daqui a três meses...

– Não importa, Ed. — Eu o interrompi. — Nem tem como a gente os parar, em primeiro lugar. É bem capaz deles tirar nossos "poderes super-especiais". E mesmo que vocês não me ajudem, eu vou fazer isso.

– Tô contigo! — Joe bradou. — Vá que esta Miriam não tem namorado?

– Eu comecei tudo isso, agora quero ir até o final. — Millena disse. Todos olhamos para Ed.

– E você? — Joe chamou.

– Eu não estou de acordo. — Ed parecia em conflito com si mesmo. — Mas eu sei que vocês farão isso com ou sem mim, então... Tô junto, ebaaa.

Senti que cada um buscava respostas para ambas as questões. Eu sabia que reencontrar Lunna não era importante, mas eu precisava. Eu sabia que devíamos nos concentrar em nos defender dos Quatro Senhores, mas eu precisava esquecer — pelo menos por um tempo — que estávamos condenados.

Notas finais
Comentem sábagaça! Amo vocês, meus little potes de Nuttela! ('3')/