Mistérios da Lua

19 Sophie mostra ao que veio


Notas iniciais
Hey cupcakes! Capítulo curto! Alguém aí voltou às aulas? EU não! Só dia 24... Vou tentar não morrer de tédio até lá... Alguém aí curte RADIOACTIVE? Gamei nessa música! Tipo, ouvi ela umas 500 vezes, só hj '-' Alguém aí já ouviu falar do Invento na Hora? É um canal mto foda no youtube! Tipo, só pra saber msm! Bye bye, girls & boys... #PartiuLerCidadeDeVidro I'M SHADOWHUNTER!!

Fiquei paralisado. Minha respiração ficou pesada e meus joelhos tremeram. Oh Josh. Isso não é nada heroico. Pensei. As meninas gritavam para mim, me fazendo ouvir. O garoto andava um passo de cada vez, tão lentamente que senti meu coração falhar uma batida. Ele apontou a espada para minha garganta.

– Muito bem, hora de se mexer. — O garoto ordenou. Ele não parecia mais velho que eu, até mais novo. Mas seus olhos, diziam que ele já havia visto de tudo. A propósito, o garoto parecia um playboy. Loiro, sarado e tinha olhos mel tão claros que poderiam ser dourados. Se Anne estivesse aqui diria que ele seria o típico badboy de Hollywood. O problema era que badboys eram atraídos pela Anne. Embora ela desprezasse caras assim, eu sabia que ela poderia estar sendo fisgada por Ed. — Qual é seu nome, fracote?

Cerrei os dentes.

– Meu nome é Josh, seu ladrãozinho de esquina. — Cuspi. O garoto sorriu.

– Meu nome é Sam. — O garoto se apresentou, sorrindo. Se ele não estivesse com as garotas presas em uma rede em uma árvore e eu com uma espada na garganta eu diria até que ele seria simpático. O mais estranho era que Sam, ou seja quem fosse, parecia brilhar. Um brilho dourado. — Prazer em roubá-lo.

– O prazer é todo seu. — Falei, estupidamente. Esta frase foi tão ruim que Sam riu.

– Josh, o que está fazendo? — Gritou Millena do alto da rede.

– Nada por enquanto. — Respondeu Sam. — Mas vai fazer o que eu mandar senão vai provar minha espada na garganta dele.

– Nós não temos nada. — Protestei.

– Creio que esta corrente que você tem no pescoço é algo, Josh. — Sam disse, apontando para minha corrente. Revirei os olhos.

– Olha aqui, nós estamos em uma missão contra o relógio para encontrarmos a filha do Rei Raffael e levá-la até ele para entregarmos a maldita Luna para a Lua, senão ela acaba com a Terra. Então se aprecia sua vida, é melhor deixar a gente ir. — Despejei tudo. Pensei que Sam me chamaria de louco e outras coisas, mas quando mencionei "Luna" a respiração dele pareceu ficar pesada.

Antes que ele falasse, uma sombra laranja passou por mim, derrubando a espada que Sam mantinha em meu pescoço. Com um piscar de olhos, Sam se recompôs e pegou a espada no chão. Foi tão rápido que fiquei vesgo. Quando vi direito novamente, Sophie estava na minha frente, de costas para mim, duas espadas tão compridas quanto seus braços apontadas para Sam. Ele puxou outra espada do cinto também. E quando vi as lâminas perdi as esperanças. Eram lâminas tão compridas quanto as de Sophie e douradas. O punho era de couro vermelho. Ele apontou as espadas maléficamente para Sophie, que não recuou. Rápida como um raio, Sophie correu na direção de Sam, apontando a espada da direita para o rosto dele. Sam, igualmente rápido, defendeu-se com a espada da esquerda, e fez uma estocada com a outra espada para a cintura de Sophie, que se defendeu com a outra lâmina. Ela fez um giro com a espada, quase fazendo a lâmina de Sam escapar de suas mãos. Ele pressionou a espada direita na guarda de Sophie, a fazendo se desequilibrar. Pensei que Sophie já era, mas ela de alguma forma, transformou a falsa queda em uma rasteira, e Sam caiu de costas. Ela, como um gato se levantou e pegou as espadas. Mas Sam foi mais rápido. Enquanto ela pegava a espada da mão direita, ele correu e chutou a espada dela para longe e colocou a espada dele na nuca dela, enquanto sua espada esquerda era aparada pela única espada restante de Sophie. Ela tinha a mão direita livre, mas um deslize faria Sam decepar-lhe a cabeça.

– Perdeu, ruivinha. — Sam sorriu. Ele respirava pesadamente, assim como ela, que o olhava ferozmente.

– Olhe de novo, loirinho.– Sorriu Sophie. Lentamente, Sam baixou o olhar. Eu o acompanhei. Sophie tinha, não sei como, uma adaga na barriga de Sam. — Um passo em falso e eu enfio esta adaga no seu estômago. — Rosnou ela. Sam jogou as espadas no chão.

– Ganhou. — Admitiu ele.

– Sei que sim. — Sorriu ela novamente. — Millena, sua vez.

Assim que ela chamou Millena, me lembrei da loira. De repente, Sam começou a afundar. Ele olhou desesperado para baixo, e começou a levantar os pés, tentando se levantar. Inutilmente.

– Eu não faria isso se fosse você. — Millena advertiu, aterrissando como uma raposa em uma pedra ao meu lado. Seu cabelo loiro estava caindo como uma cortina dourada em suas costas. Seus cabelos não eram compridos, eram como os de Anne, uns cinco dedos abaixo dos ombros. — Dizem que quanto mais se mexe mais se afunda.

– Ah, que plano brilhante. Me fazer afundar em areia movediça. — Desdenhou Sam, agora parado na areia, enterrado até os cotovelos.

– Na verdade, esse não é o plano. Não somos assassinos, além do mais. — Millena balançou a mão e Sam parou de afundar. A terra ficou plana e dura ao seu redor, deixando-o afundado até o antebraço. — Ok, agora vai falando. Quem é você, quantos anos, o que está fazendo por aqui, e por que nos atacou.

– Meu nome é Sam, como eu respondi pro Josh ali. — Ele apontou para mim. — Tenho 17 anos. Eu estou aqui pra poder roubá-los e os ataquei para roubá-los. Deu. Satisfeita?

– Sim, nós estamos satisfeitas. — Respondeu Sophie por Millena. — Onde conseguiu estas espadas? Apenas dominantes de fogo possuem.

– Eu as consegui com o Professor Adrien. Na floresta. — Ele apontou para trás. — Agora respondam as minhas perguntas. — No começo, o tom de voz dele era autoritário, como se ele exigisse explicações. Mas depois assumiu um ar mais descompromissado.

– Quais são as suas perguntas, geniozinho? — Ironizou Sophie.

– Por que é que vocês estão aqui nesta área? — Ele perguntou. — O que Josh quis dizer com "a Lua cair sobre a Terra"? E, finalmente, quando pretendem me soltar?

– Ah, que ótimo que você gosta de sair dizendo a qualquer ladrãozinho, a nossa missão, Josh. — Sophie rolou os olhos. — Respondendo suas perguntas, nós estamos aqui porque precisamos encontrar o Professor Adrian. A Lua cairá sobre a Terra se não entregarmos Luna a ela. — Outra vez Sam tremeu. Ele sussurrou algumas palavras, mas não entendi o que eram. — E pretendemos te soltar daqui a alguns minutos, quiçá algumas horas.

– Sério? — Ele sorriu. — Mas digam a verdade. Para que precisam encontrar o professor?

– Para descobrir o caminho do Palácio do Sol. — Respondeu Millena. O rosto de Sam perdeu o sorriso. Sua expressão ficou vazia e eu não tinha ideia do que ele escondia.

– Vocês serão tão idiotas a ponto disso? — Ele perguntou. Mas algo na sua voz mudara. Ele não parecia tão jovial. Sua expressão estava vazia e o jeito que ele falara havia me dado arrepios.

Antes de qualquer um de nós responder, um grito sobrenatural tomou conta do ar.

– São os Erros, escondam-se! — Berrou Sophie.

Notas finais
Kisses!