Mistérios da Lua

7 Por que raios você fez isso?


Notas iniciais
E aí, gente amada do meu coração! Fiquei um tempo sem postar, mas foi por uma causa: EU PASSEI PRO 1º ANO DO ENSINO MÉDIO! Tô tão feliz! Como passei, agora vou entrar todos os dias na net, então.... provavelmente, vou postar um capítulo comprido a cada semana! Bjos pros meus amados, que acompanham a fic, e deem uma passadinha na fic da Silena s2, garanto que vão gostar! Bem é isso! P.S. Capítulo curto! #TeamJonne (Josh+Anne) não aprova.

A sombra correu pela clareira em uma velocidade ofuscante. Ed paralisou e eu também. Nós dois tivemos um passado... hã, turbinado, em relação à sombras. E devo dizer que nenhum de nós havíamos superado. Então, ficamos ali, parados, respirando pesadamente, revirando memórias do passado. Eu podia sentir Ed se encolhendo, passando do medo ao aterrorizado. Uma sombra matara a mãe dele. Uma sombra havia matado uma garota na minha frente. Não era coisa pra se esquecer com o tempo.

— July... Amanda... — disse a sombra. Era uma voz aguda, como um grito fino de um soprano. Amanda. Amanda era a garota que morrera naquele estacionamento. July, deveria ser a mãe de Ed.

— Ed. — chamei. Ele tremia.

— Você ouviu? — respondeu ele, agora com certa raiva na voz — July. É a minha mãe. Mas quem é Amanda?

— Não sei. — menti. Eu não iria falar daquele assunto para Ed.

— Anne, está aí nosso primeiro desafio. — disse ele — Quer enfrentá-la? Ou eu faço isso? — perguntou ele, empunhando a espada.

— Que tal juntos? — falei, olhando para a sombra. Não me agradava nem um pouco Ed sair para batalhar com a sombra, nem eu sozinha.

— Juntos? — disse ele, me olhando — Você não tem nenhuma especialização em luta.

— Então por que perguntou? — respondi, ríspida.

— Tá bom então. — concordou ele — Observe e aprenda, princesa. — então ele correu à frente, de encontro com a sombra. Ed brandiu a espada desafiadoramente. Eu o imitei. Minha espada era um tanto pesada, mas eu ainda a segurava, confiante. Uma onda de energia pareceu ter renovado a Ed e a mim. Descrevi um arco com a espada. Ter assistido a filmes havia me ajudado bastante na hora da luta. Ed levantou o antebraço, e com uma estocada, ele estava prestes a acabar com a sombra, a empalando. Mas a sombra apenas deu um passo para o lado e chegou perto de mim. Ed não conseguiu para e foi de encontro aos arbustos. Ele era um maravilhoso protetor. Eu dei um passo para trás, levantando minha espada estranhamente estranha. A sombra também deu um passo para trás. E se contorceu. E ficou menor. E menor. E menor. Até eu ver porque. Ed havia enfiado a espada nas costas da criatura, a matando. Oh, Ed havia matado alguém. Olhei para o chão. Não havia nada ali. A sombra havia sumido. Ed suava e arfava. Larguei minha espada e corri para ajudá-lo. Essa foi rápido, pensei.

— Você está bem? — ele perguntou, enquanto mexia seu braço enfaixado.

— Sim estou. — respondi — A pergunta é pra você. Você está bem?

— Eu estou legal. — mas quando ele falou isso, caiu no chão desmaiado. Eu fiquei sem saber o que fazer. Ah, então foi assim que Josh ficou quando eu desmaiei. Mas assim que lembrei disso, meu coração pesou como chumbo. Josh. Josh estava lá sozinho com Sophie. Que tipo de pessoa desalmada era eu? Anne Raxel, você é uma desalmada. pensei. Mas consegui agarrar Ed e o arrastar até a cabana que ele invocou. Eu o puxei para um colchão inflável e procurei por água. Havia só a Coca de Ed. Peguei um copo e levei para dentro da Cabana. Puxei as cobertas e o travesseiro e derramei o líquido na cara do garoto. Ele deu um pulo enorme e se levantou.

— O que você fez? — gritou, esfregando os olhos.

— Eu não sabia o que fazer. — respondi, me defendendo — E não tinha água....

— Por que não invocou uma garrafa de água?

— Ah. Pior. Esqueci.

— Esqueceu, é? — gritou ele, mais uma vez — AH, EU VOU FICAR CEGO!

— Não é pra tanto, tá? — falei.

— Já jogaram refrigerante em você? — perguntou ele, com uma pitada de sarcasmo na voz.

— Não. — respondi.

— Então nem comenta nada, vai? — disse ele, falando normalmente, ao invés de gritar. Ele ainda estava esfregando os olhos.

— Se acalma, deixa eu ver isso. — falei, puxando o braço dele. Ele se virou para mim com os olhos vermelhos. Eu afastei as mãos dele dos olhos, e assoprei, bem de leve, como se faz com um cisco no olho. — Pronto já deu. Agora vai dar tudo certo, não fica nervoso.

— Fácil falar, não é você que está com olho ardendo por causa de um refrigerante. — ele reclamou, cruzando os braços, como faz uma criança birrenta.

— Ai, dai-me paciência com você. — falei — Você é muito birrento, pelamor!

— Não sou não! — ele respondeu

— É sim, onde já se viu?

— Sou não!

— É sim!

— Não mesmo!

— Claro que... — nem deu tempo de terminar a frase. Ed avançou, me girou e me deu um beijo na boca. Um beijo de verdade. Sim, eu era BVL. Mas pelo jeito, agora não era mais, e fora Ed quem tirara. Fiquei tão furiosa. Eu NÃO estava preparada, e não, não queria que fosse com ele. Meu último pensamento foi: "Fora!" antes de dar um empurrão nele, que saltou 3 metros no ar, como se algo o estivesse fazendo flutuar.

Notas finais
Eu disse que era curto, não? Amados, dessa vez ñ deu pra colocar "Quadro de Honra" mas, da próxima vez eu coloco, juro!