Mistérios da Lua

13 O aniversário da Princesa parte III


Notas iniciais
Hey, hey, hey, cupcakes! Ganhei mtos coments no último capítulo, obrigada! Mas voltando ao assunto, FELIZ ANO NOVO! Atrasado, mas tá valendo! :D Ok, o capítulo da FESTA DE NIVER da Anne ficará pro próximo, infelizmente. Mas tdb, vou fazer o mais rápido possível! P.S. O q vcs acharam da capa da história? Ficou ridícula, sim eu sei. Mas a Ester fez o seu melhor? Sim, ela fez. O editor dela não ajuda mto? Não, ñ ajuda mto. P.S.² O q vcs acharam da Lily Collins como a Anne? Eu sou suspeita pra falar, A-D-O-R-O ela! Mas comentem quem vcs querem pra mim fazer uma capa assim, uma semana pra cada personagem? Eu quero fazer uma do Josh, mas ñ sei q ator ficaria legal para fazê-lo... me ajudem, okay? Vão falando, amo quando vcs comentam!

Naquela noite, eu peguei o livro que peguei na Biblioteca para ler. A capa era negra, com letras douradas. Abri o livro. A primeira página dizia:

"Caso você não seja o próximo na linha do Trono, melhor guardar este livro. A não ser que queira ser uma barata pelo resto da vida."

Um aviso bem claro, no entanto. Havia fotos e mais fotos sobre reis e rainhas desde 500 a./C. O que descobri não era nada o que eu esperava, apenas os Governantes e seus poderes. Eu estava perdendo as esperanças, quase no final do livro, com sono, às três da madrugada, quando achei a página que falava sobre minha mãe.

Nome: Miranda Watern.

Poderes: Dominante de ar, Feiticeira das Trevas.

Nascimento: 01/01/1978

Símbolo: Rainha de Copas.

Cor do poder: Lilás.

Nome: Hanker Doger

Poderes: Não domina nada, Feiticeiro das Trevas.

Nascimento: 09/12/1975

Símbolo: Águia.

Cor do Poder: Cinza.

Li atentamente as informações de cada um. Se eu fosse a próxima no Trono, deveria ter meu nome ali, certo? Folheei a página e encontrei uma foto minha. Na verdade, era eu naquele momento, como se o livro estivesse me observando.

Nome: Annelise Raxel Watern.

Poderes: Dominante de água, ar. Feiticeira das Trevas e da Luz.

Nascimento: 12/10/1997

Símbolo: Lua.

Cor do Poder: Prateada.

Como se eu já não soubesse disso. Informação completamente inútil. Pelo menos confirmou que não, não era inteiramente de um nem de outro.

No dia seguinte, Hanker esqueceu completamente o ocorrido. Mas toda a vez que ele passava eu ficava assustada. Sei lá, para mim ele não havia esquecido porcaria nenhuma. Aquele homem era estranho. Me olhava como se eu fosse uma estranha conhecida, e deixava os ombros duros quando me via. Ed e eu ainda olhávamos ele como se fôssemos matá-lo, mas nada de ele perceber. Estava ficando estranho. Mas passamos mais dias do que esperávamos no Castelo, já que minha mãe insistiu. Ficamos em quartos separados, lógico. Mas um do lado do outro. Às vezes eu gritava algo para Ed e ele respondia, do outro lado da parede.

Finalmente me livrei daquele vestido azul e usava minhas roupas habituais, ou seja, jeans rasgados, tênis surrados e camisetas de rock. Como lá ninguém usava praticamente nada que não fosse preto, fiquei bem à vontade. Ed estava com mais problemas. Mal podia sair, já que minha mãe havia ouvido queixas sobre Feiticeiros da Luz dentro do Palácio. Acho que sentiram o poder de Ed lá, já que eu não saía de perto dele. Ele me enchia o saco, mas eu não podia deixá-lo sozinho. Fui eu que trouxera ele até ali, era eu que deveria tirá-lo daquela furada. E eu ia escapar na noite da minha festa de 16 anos, sem Miranda saber. Era triste, mas eu nada poderia fazer. Eu tinha que devolver Ed para meu o Vale da Luz e ir embora o mais rápido possível. Eu não voltaria para o Orfanato, pois já deveriam estar dando falta de mim. Descobri que o tempo passava mais lentamente conforme você era cercada por magia. Eu ficara três dias no Palácio da Luz, mas parecera apenas um. Enquanto estava uma semana no Palácio das Trevas, parecia duas. Eu morria de saudade de Josh e da minha antiga vida.

Eram 3:24 da manhã. Eu não conseguia dormir e pegara o livro para ler novamente. Eu tinha a impressão de que deixara passar alguma coisa naquele livro, e minhas impressões sempre estavam certas. Eu precisava falar com alguém, e eu não poderia esperar. Me levantei e fui até a parede do quarto.

– Ed. — Chamei, alto o suficiente para que ele ouvisse.

– Anne? — Perguntou ele. A voz dele não parecia cansada, então concluí que ele deveria estar acordado.

– Você tá acordado? — Perguntei, por segurança.

– Sim. — Respondeu ele. — Não consigo dormir muito bem aqui neste lugar.

– Bem-Vindo ao clube. — Falei.

– Mas o que aconteceu com você para estar acordada a esta hora? — Questionou ele, me lançando em uma armadilha. Eu não poderia mentir. Não para ele.

– Eu estava lendo o livro que peguei na Biblioteca. — Respondi.

– Das roupas? — Brincou ele, com nervosismo.

– Não, o que estava dentro. — Falei. — Uma enciclopédia sobre os antigos reis e rainhas das Trevas.

– Ah. — Disse ele, com a voz fraca.

– Você viu o que estava dentro, não viu? — Perguntei, assustada com o aviso na frente.

– Abri lá no meio do livro. — Respondeu ele,contido. Ai, ele não leu o aviso. — Depois perdi o interesse.

– Você não leu o aviso? — Perguntei, alarmada.

– Não, que aviso?

– Ed! — Gritei. — Tinha uma aviso bem no começo dizendo que somente o próximo rei, rainha poderia ler o livro. Do contrário, se transformaria em uma barata.

– Ai, tô ficando sem ar! AAAAAHHHH — Riu ele. — Que doideira. Mas eu não estou virando uma barata.

– Vai virar se me assustar desse jeito de novo. — Ameacei.

– Ah, vai dormir. — Mandou ele, ignorando minha ameaça. — Até porque você nunca seria capaz de transformar esse rostinho lindo em uma barata.

– Hum. — Desdenhei. Mas era verdade. Não teria coragem de transformá-lo em nada e mesmo que tivesse eu nem saberia como fazer isso. Resolvi acatar a ordem. — Boa noite. — Desejei. Me deitei e fiquei olhando para o teto por alguns momentos. Decidi que eu teria que dormir. Afinal, às 9 eu deveria estar acordada para a prova do vestido. Às 12:15 em ponto, almoço com os Lordes. Às 15:30 teria aula até às 17:00, quando eu iria ser arrumada para a festa, que começaria às 19:30. E às 0:00 eu fugiria com Ed. E se não desse certo... bem, pelo menos eu não teria que fazer a escolha entre minha mãe e meu pai. E eu sabia que se eu fosse escolher, escolheria minha mãe. Não me leve a mal, mas eu faria esta escolha. Eu gostava do meu pai, que era gentil comigo, mas com a minha mãe, achava que eu estaria mais... sei lá, mais aceita, e meus poderes seriam mais claros. Fechei os olhos e peguei no sono.

Quando acordei, eram 7:00h da manhã. Minha mãe sacudia meus ombros.

– Anne, acorde! — Chamou ela.

– Ai, o que foi? — Perguntei, irritada.

– Ora, vamos dar um passeio. — Disse ela, se levantando. Olhei para ela. Eram 7 da manhã e ela me acordara para dar um passeio.

– Pra onde? — A interroguei.

– Para o meu jardim. — Respondeu ela, saindo. — Daqui a 15 minutos estarei de volta.

Me levantei resmungando e fui ao banheiro que tinha no quarto. Depois de tomar um banho de 5 minutos e fazer tudo o que era necessário no banheiro fui até o closet mágico que havia no quarto. Sim, aquele quarto era incrível, e peguei um vestido preto, na altura dos joelhos, e meus All Star pretos como sempre. Depois de me vestir rapidamente, penteei meus cabelos compridos — eu ainda não tinha me acostumado com eles -, e refiz minha franja.

– Anne? — Chamou Miranda do lado de fora. Olhei para o relógio. 07:15 em ponto.
Já estou pronta. — Gritei. Saí pela porta. Miranda usava um vestido negro comprido, com decote. Um cinto dourado e os cabelos negros presos em um coque mal feito de propósito. A coroa negra em seus cabelos a identificavam como da Realeza. Minha mãe definitivamente parecia minha irmã mais velha. Ela me olhou de cima a baixo.

– Não acredito que você vai assim. — Reclamou ela.

– E eu não acredito que me chamou às 7 da manhã para passear. — Retruquei.

– Ponto pra você. — Disse ela, sorrindo. — Vamos logo. — Ela pegou minha mão e nos teletransportamos para um Jardim florido. Ele era belamente cuidado, e o cheiro que emanava dele era tão bom que eu senti que se fosse um perfume seria melhor que Channel num. 5.

– Que jardim é esse? — Perguntei, me soltando de minha mãe.

– É o Jardim das Hespérides, um tributo à mitologia grega. — Respondeu ela, orgulhosa. — Quando eu tinha 12 anos encontrei-o. Descobri que ele é encantado para aparecer a cena que o visitante mais quer ver. Só eu conheço esse Jardim. Eu o enfeiticei para que ninguém descubra sua localização. Agora venha sentar comigo. — Pediu ela, se dirigindo para um banco de madeira. — O que você vê quando olha para aquela grande árvore ali? — Ela apontou.

Olhei para a árvore. Não vi nada de especial, mas de repente, comecei a ver algo diferente. Eu estava sentada ali, ao pé da árvore, escrevendo alguma coisa em um caderno. A luz se infiltrava pelas folhas da árvore, fazendo meus cabelos brilharem suavemente. Um rosto surgiu do lado esquerdo do tronco da árvore. Meu pai, com os cabelos molhados de água. Logo pareceu minha mãe. Eles se sentaram na minha frente e minha mãe fechou o caderno que eu estava escrevendo. Eu somente olhei para ele e fiz uma corrente de água ao meu redor. Eles sorriram para mim. E minha corrente de água caiu no chão.

Pisquei. A visão desapareceu. Percebi que estava sorrindo. Olhei para o lado. Miranda sorria e tinha lágrimas nos olhos. Ela levantou a mão como se quisesse tocar algo e então abaixou-a. Uma lágrima rolou dos olhos dela e ela baixou o rosto.

– O que você vê? — Perguntei a ela. Miranda ergueu a cabeça em minha direção. Seus olhos estavam vermelhos de chorar e ela respondeu, fracamente.

– Eu vejo nós. Raffael, você e eu. Se nós estivéssemos juntos, seria assim. Você teria sido criada por nós. — Ela chorava incontrolavelmente. — Às vezes sacrifícios doem, Anne. Eles são capazes de salvar alguns, mas destroem outros.

– Você se sacrificou por vidas. — Falei, abraçando minha mãe. — Você se sacrificou por mim e por meu pai. E isso é bonito. Eu te amo, mãe.

– Eu também te amo, Anne. Feliz aniversário.

– Obrigada. — Respondi, com a voz embargada.

– Mas vamos embora, já devem ser 8:30. — Disse ela, me largando delicadamente, e secando as lágrimas.

– 8:30? Mas nós chegamos aqui às 7:15. — Protestei.

– O tempo passa bem mais rápido por aqui. — Falou ela, levantando do banco.Ela me estendeu a mão e eu a peguei. Nos teletransportamos para o meu quarto. Olhei o relógio. 8:53. Nossa, o tempo voou. Literalmente.

– Por que me levou para o Jardim? — Perguntei, sem entender.

– Eu queria que você visse o que mais queria. Para ter um objetivo. — Respondeu ela, sentando-se em uma poltrona.

– Um objetivo? — Repeti.

– Anne, sabe filha, às vezes eu tenho a impressão de que você não sabe o que quer. — Falou ela, me fazendo pensar. — Lá, você viu o que mais queria. Agora, deve lutar por isso.

– Digamos que... — Comecei a falar, sorrindo. — Não é uma coisa tão lutável, assim.

– Como assim? — Quis saber ela.

– É algo tão fácil que nem preciso lutar por isso.

– Não vai me contar o que é? — Pediu ela.

– Não.

– Ei, isso não é justo. Eu te contei o meu. — Falou ela, fingindo estar escandalizada.

– Ah, tá bom. — Concordei. — Meu sonho é estar sentada tranquilamente debaixo de uma árvore.

– Só isso? — Reclamou Miranda. — Realmente não é algo tão lutável assim. Mas vamos indo, já é hora de se arrumar. Vou chamar o Ed, já que ele também deve se arrumar.

– Ele também vai se arrumar?

– Ora, mas é claro. — Ela disse, revirando os olhos. — Vocês dois são meus pombinhos, não são?

– Não, não somos. — Rangi os dentes.

– Mas deixa isso pra lá. — Mandou ela, me puxando pelo braço. — Vamos gritar na porta dele. — Quando paramos na porta dele, gritando, um Ed com a cara amassada do sono apareceu, com olheiras e nos olhando com um olhar fulminante. Eu sorri, me mordendo pra não cair de rir. — Ed, ora menino, vá se arrumar.

– Pra quê? — Perguntou ele, piscando os olhos para acordar.

– Pra minha festa, cabeção. — Falei. Ed olhou pra mim como se finalmente estivesse visto que eu estava ali. Ele me olhou dos pés a cabeça e disse:

– Essa é a roupa que vai usar na festa?

– Não. — Respondi.

– Para a sua informação rapazinho. — Disse Miranda, com um dedo na bochecha, analisando Ed. — Anne estará linda na festa dela. E você também estará. Portanto, você tem quinze minutos para se arrumar. Logo depois, partiremos para a loja de Elizabeth, onde ela guardou as roupas de vocês. Ed, não se preocupe, você estará lindo! E Anne, você estará mais bonita do que eu! Talvez não, mas ficará linda! Agora vá, Ed. — Ed bocejou e entrou no quarto, fechando a porta na nossa cara. — Ai que canseira. Esperar adolescentes por 15 minutos.

– Mãe, o livro que eu peguei na Biblioteca... ele era da Seção Protegida. — Contei. Miranda assentiu, levemente. — Há mais livros como este aqui, no castelo?

– Há. — Respondeu ela. — Existem centenas de livros proibidos. E um você receberá hoje.

– Como assim? — Perguntei, sem entender.

– É um livro de feitiços. — Explicou Miranda. — Lhe será muito útil.

– Eu bem que preciso de um livro de feitiços. — Bufei.

– Anne... você é filha da Rainha das Trevas e do Rei da Luz. Não conhece o próprio poder. Você é a mais poderosa deste Palácio inteiro. Talvez até mais poderosa que Hanker. Você é a nossa Princesa, a esperança que falta neste Reino. Nos fazemos de fortes, mas eu sinto que o Reino está caindo. E eu não tenho a mínima ideia de porque. E o Reino da Luz também está caindo. A magia do mundo está ruindo, Anne. Toda ela. E se a magia ruir, não há mais nada que impeça que o mundo acabe. — Miranda falava tudo com a cabeça baixa, mas eu sentia o temor em sua voz. Ela estava com medo. E eu também.

– Mas como eu posso ser a única forma de salvar tudo? — Perguntei, arrasada. — Eu nem sei meus próprios poderes, como você mesma disse. Eu não tenho a mínima ideia de como.

– Eu também não, pode acreditar. Mas nossos oráculos disseram que uma escolha sua poderia mudar o mundo. Pra pior ou para melhor. Mas eu lhe disse, lembra? Escolhas difíceis, recompensas maravilhosas. -Disse ela, sorrindo para me acalmar.

– Você nunca disse isso. — Falei, sorrindo.

– Não? Oh, tanto faz, agora eu falei.

– Obrigada, mãe. — Agradeci. — Por tudo.

– Não tem nada do que agradecer. — Retrucou ela. — O dia em que tiver filhos vai saber.

– Eu não quero ter filhos. — Falei, estremecendo ao pensar em uma criança aos meus cuidados. Pobre bebê.

– Oh, bobagem. Eu também pensava assim e eis que conheci seu pai e pãn! Fiquei grávida. Foi o maior choque da minha vida. Eu nem era rainha ainda. Era apenas uma princesa. Seu pai também era príncipe. Quando a mãe dele descobriu que ele havia engravidado a Princesa das Trevas... morreu de desgosto. Sério mesmo. As últimas palavras foram: "Puta que lhe pariu, Raffael". — Miranda ria com a história. E eu também. Afinal, imaginar uma velhinha falando tais palavrões para o próprio filho... era engraçado. Ficamos rindo até alguém a nossa direita pigarrear.

– As madames poderiam parar de falar assim do meu Rei? — Pediu Ed.

– Meu pai! — Falei, rindo.

– Meu ex-noivo! — Disse Miranda, também rindo.

– Vamos fazer o que deve ser feito, eu tô morrendo de sono. — Resmungou Ed, bocejando.

– Vamos lá dorminhoco. — Disse Miranda pegando Ed pelo braço, enquanto pegava minha mão. — Vai valer a pena. — E nos teletransportamos para uma loja de roupas. — Elizabeth? — Perguntou minha mãe, bem alto.

– Estou aqui, Rainha! — Respondeu uma voz de dentro de um corredor iluminado.
Elizabeth, venha cá. — Chamou Miranda. Um segundo depois, uma velhinha surgiu, carregando um cajado como bengala. Ela tinha os cabelos grisalhos presos em um coque e usava um vestido simples, marrom, bordado com borboletas. Achei bonitinho. — Oh, Rainha, esta é a princesa? — Perguntou Elizabeth, sorrindo.

– É sim. — Confirmou minha mãe, fazendo carinho em meus cabelos. — Minha filha, Annelise.

– Anne. — Corrigi ela, que balançou a mão como se dissesse "que seja".

– E este é Ed, amigo de Anne. — Apresentou Miranda. Ed acenou para Elizabeth. — Elizabeth, você terminou as roupas deles?

– Oh, mas é claro. — Respondeu Elizabeth, batendo o cajado no chão. Quando abri os olhos novamente, eu estava em uma sala iluminada com Elizabeth. Ela estava ao lado de um manequim, coberto com um pano branco. Fiquei surpresa com a cor do pano. Sempre usavam preto.

– Anne? — Chamou Elizabeth, puxando o pano do manequim. Oh, God. O meu vestido era lindo. Eu nunca vira nada tão bonito quanto aquele vestido. Ele era azul royal, da mesma cor que minhas mechas e era de renda preto. Azul e preto. A renda preta formava desenhos de flores, Jayjers. Era lindo, e o corpete tinha pérolas prateadas espalhadas pela renda. Na cintura, um laço negro. A barra do vestido também era rendada. E os sapatos eram lindos. Pretos, peep toe também rendados. Elizabeth estava de parabéns.

– Elizabeth... é lindo! — Exclamei, passando a mão pelo tecido.

– Obrigada, querida. Afinal, os 16 anos de uma princesa devem ser comemorados do melhor jeito. — Falou ela, abrindo um fecho nas costas do vestido. Elizabeth desenlaçou o laço e bateu o cajado no chão. O manequim desapareceu deixando apenas o vestido, que Elizabeth rapidamente apanhou, e o estendeu para mim experimentar. Ela apontou para um canto, os provadores. Me enfiei no provador e coloquei o vestido. Havia ficado perfeito em mim. Eu mal esperava para poder usar aquele vestido na festa. Para logo depois fugir com ele. Ai, tinha que ser tão difícil assim? Eu só queria fugir, o que isso tinha de mais? Saí do provador com o vestido e me topei com minha mãe, que falava com Elizabeth, silenciosamente. Ela se virou para mim e abriu um grande sorriso.

– Oh, você está linda! Mal posso esperar pela festa!

Notas finais
Comentem gente! Este capítulo ficou bobinho, mas é isso msm! Mas eu tenho q ir rápido aki no PC, tem um idiota me pedindo em namoro pelo face! Cruz-Credo! Credo-em-Cruz!