Notas iniciais
Espero que gostem.

Já era noite na cidade
de Tókio e o chuvisco que caia deixava o clima mais frio. Uma limusine preta adentra o luxuoso prédio Daimond, e Lawliet Riuuzaki sai do veículo quando o mesmo adentra
o estacionamento. Era um jovem de aproximadamente 19 anos, alto de cabelos
negros bagunçados pelo não pentear, seus olhos negros e profundos apresentavam
sinais de muitas noites não dormidas.



- Boa noite Watari. –
Disse Lawliet ao adentrar a sala de seu apartamento, e logo sentando-se no
sofá.



- Boa noite Lawliet.
Tudo certo com a investigação?.



- Sim. — Disse sem expressão suspirando profundamente
fechando os olhos. – Esse caso era particularmente simples, já tive melhores.
Agora vou me dar um pouco de descanso. Watari, você pode mandar, por favor,
levarem o jantar no meu quarto?



- Claro! – Disse o
homem velho sorrindo.



- Obrigada, não esquece
a sobremesa, por favor. – Disse o jovem se dirigindo a seu quarto.



- Pode deixar. – Disse
Watari. Lawliet era como um filho para ele. O conheceu ainda criança quando o
garoto chegou ao orfanato para superdotados que ele construira. Lawliet na
infância já demonstrava talento para a investigação. Não demorou muito para
pegar seu primeiro caso e resolver com sucesso, utilizando o Nick de “L”,
tornou-se o maior detetive de todos os tempos. Mas para Watari, Lawliet era só um
garoto que gostava de doces e vivia sozinho.



***.



O dia havia amanhecido
ensolarado. Os pássaros cantavam e o sol já iluminava o ambiente. Lawliet já
havia acordado, estava em pé encostado na parede observando a movimentação da
cidade pela janela, a qual lhe proporcionava uma bela vista, diga-se de
passagem. No entanto seu olhar estava longe e excepcionalmente triste
totalmente vago e sem brilho. Ele era “L”, o melhor detetive do país e quem
sabe até mesmo do mundo, foi treinado para ser desprovido de emoções e ver tudo
a partir de uma perspectiva racional. Mas hoje acordara simplesmente triste...
era mais forte que ele, não pode evitar. Dirigiu-se a uma cômoda de gavetas e
avistou uma caixinha, abriu a tampa e ficou olhando o objeto que estava dentro
da mesma por alguns segundos sem ao menos piscar. Parecia que um filme passava
pela cabeça do nosso detetive, mas em um movimento rápido a guardou
bruscamente.



Decidiu ir à cozinha
para comer algo, ficar daquele jeito se entregando a sentimentos ruins era uma
total perda de tempo em sua opinião.



- Bom dia Watari –
Disse o jovem sentando a mesa.



- Ah! Bom dia
Lawliet-kun, dormiu bem? – Disse o senhor de cabelos grisalhos.



- Sim... – Disse o
jovem com um sorriso de canto de boca.



- Tome seu café da
manhã.



- Tem algum trabalho da
polícia pra mim hoje?



- Sei que gostaria que
tivesse Lawliet-kun, mas hoje você está de folga.^^ — Disse watari sorrindo.



- Hum... ¬¬.
Eu vou dar uma volta agora depois eu como. – Falou se levantando. – Qualquer
coisa, estou no celular.



- Tudo bem, tome
cuidado.





Lawliet pediu ao
motorista que preparasse o carro. Calçou uma sandália e colocou uma jaqueta e
desceu até o estacionamento. Mas para onde iria? “Qualquer lugar...tudo é
melhor do que ficar no quarto pensando besteira...” pensou o solitário
detetive.



- Para a Lavandiska
Kem, por favor. – Disse Lawliet ao seu motorista. Nesta rua ficava seu Café
preferido, pensando bem fazia um bom tempo que não ia lá. O jovem detetive
olhava pelo vidro fumê da janela do carro, olhava a paisagem da qual não se
sentia parte. O detetive L não tinha amigos, muito menos namorada. Não tinha
família nem parentes, sendo Watari a única pessoa pela qual nutria sentimentos
de afeição. Era muito rico, mas extremamente simples.



- Está dispensado Kem,
eu ligo quando for hora de me buscar. – Disse L quando chegaram ao Café.



Era um lugar bem
aconchegante. Lawliet sentou-se em uma mesa e pediu um café a moda a casa e 3
fatias de bolo de morango, observando a movimentação do lugar enquanto
aguardava seu pedido. Ficou cerca de 2 horas, a ao sair começou a caminhar sem
rumo pela quadra daquele bairro. Começou a ver como as pessoas eram felizes por
que tinham companhia. Avistou um casal de namorados que conversavam
animadamente sobre qualquer coisa, um casal de velinhos de mãos dadas, a mãe
com sua filha...Lawliet não pode evitar a lembrar “dela”. Como sentia saudades,
daria qualquer coisa para poder abraçá-la mais uma vez. Perdido em seus
pensamentos não soube dizer o quanto andou e nem por quanto tempo. Chegou a uma
praça deserta. O sol já dava sinal de partida no céu e o balanço ainda se
movimentava indicando que tinha acabado de sair alguém. Ele olhou o brinquedo
sem nenhuma expressão, e se aproximando sentou e começou a se embalar como uma
criança. Foi então que notou uma coisa que brilhava na areia abaixo de seus
pés, parando o brinquedo imediatamente. Levou a sua mão até o objeto que
brilhava verificando que se tratava de uma corrente de ouro.



- Nã... não pode ser...
– Lawliet olhou surpreso para o objeto arregalando os olhos.



- Juntos! – Era o que
estava grafado na metade do coração que servia de pingente.



“O que significava
aquilo? Esse cordão? Como? Como foi parar ali? Não era possível!”



- Com licença! – Uma
voz feminina interrompeu as indagações do detetive. – Com licença o senhor por acaso viu uma cornetinha perdida por aqui?

Ao ouvir a voz que lhe
interrogava rapidamente olhou para ela. Seria possível?

Notas finais
Aguardo comentarios.