Logo voltavamos para a " Casa Dos Detetives."

_ bom dia senhor Douglas... a moça logo -lhe comprimentava.

_ aonde está Charlie?

_ em férias...

_ aonde posso encontra-lo?

_ e...

_ passe-me o endereço!

_ mais... isso não seria...

_ é urgente!

_ está bem... é este aqui o endereço...

(...)

Todos entravam no carro rapidamente.

_ segure isto... dizia ele me entregando um pedaço de papel._ Luna , coloque o cinto!

_ está bem Douglas! ela colocava.

_ diga-me o endereço! ele olhava para mim rapidamente enquanto colocava o cinto rapidamente.

_ Bairro da uva , Rua Cristalina...

_ diga-me o número!

_ 33...

_ está bem segurem-se agora! ele começava a acelerar.

(...)

Quando finalmente chegavamos a casa de Charlie , logo senhor batia sobre a porta , quem nos atendia era o mordono com enorme sorriso sinistral em sua face com um chapéu meio engraçado que me lembrava a de Charlie ele tinha uma cara de paranoico mais ele era mesmo sinistro.

_ a que posso ajuda-los?

_ viemos falar com Charlie! dizia logo Douglas.

_ um momento por favor! ele dizia antes de sair.

Enquanto impacientemente nos esperamos sua volta, Douglas assoviava eu batia os pés sobre o chão Luna olhava meio encantada.

_ entrem , sejam bem vindos , senhor Charlie os esperam! dizia ele se curvando sobre a direção para a nossa entrada.

_ obrigada... dizia o detetive quando ele fechava a porta e desaparecia.

Luna soltava um comentário enesperado.

_ ele parece fofo, eu gostei dele! dizia ele meio que pensando alto.

_ fofo? gostou é? nem achei ele tão legal assim! eu dizia com os braços cruzados enquanto ele aparecia de repente.

_ sentem -se! ele já deve estar vindo... dizia ele .

_ a senhorita... sinte-se a vontade! ele dizia enquanto beijava uma de suas mãos.

_ brigada... ela respondia meio que acanhada quando ele sumia de cena mais uma vez enquanto eu somente a fitava com os braços cruzados sentado no sofá.

Douglas ria disfarçadamente enquanto me zuava:

_ comeu alguma coisa estragada?

_ não mais uma coisa já estragou meu dia! eu dizia ainda a fitando enquanto ela me olhava sem entender.

Quando Charlie aparecia, ele logo me fitava engolindo seco.

_ a que devo a honra de sua visita? o detetive se sentava sobre sua poltrona._ veio aqui pedir as minhas desculpas, Douglas?

_ não!

_ eu somente havia imajinado quando meu modormo disse que havia " visitas"... a propósito como é mesmo que você conseguiu meu endereço?

_ o que importa? ele perguntava quando a empregada de sua casa oferia-nos café ela era tão sinistra quanto a seu modormo que mais parecia uma vampira.

_ obrigada! o " louco" por café era o primeiro a aceitar quando ela sumia de cena eu soltava um comentário.

_ ela é linda , e eu gostei dela! Eu dizia isso olhando para Luna esperando sua reação.

_ é? que bom! ela dizia sorrindo para a minha surpresa._ eu achei também o mordomo desta casa muito educado , lindo , tão cavalheiro! ela dizia isso enquanto eu rangia os dentes quando percebiamos que os detetives olhavam para nós.

O silêncio tomava conta por alguns minutos mais logo Douglas cortava o silêncio:

_ vamos logo com isso... dizia ele dando o ultimo gole de café.

_ manda...

_ conhece este cara? ele mostrava a foto de pai de Luna a Charlie.

_ mais um caso a ser resolvido?

_ não...

_ hmm... eu não o reconheço... dizia ele por alguns minutos olhando a foto.

_ tem certeza?

_ talvez... no passado... mais...

_ passado... isso...

Ele olhava assustado a Douglas.

_ a quanto tempo não ve a sua esposa? ele perguntava.

_ a entendi o caso agora sou eu? ele colocava a foto em cima da sua mesinha .

_ não! mais ou menos!

_ está bem senhor , vamos logo com isso! eu me levantava do sofá não aguentando mais.

_ sente aí , garoto! ele se levantava também.

_ mais espera aí , o que é que está havendo aqui? sejam diretos por favor! Charlie dizia logo chamando a nossa atenção.

Eu me aproximava dele ficando de frente.

_ viemos aqui saber a verdade!

_ que verdade? ele me perguntava tranquilamente enquanto eu pegava a foto.

_ está vendo este senhor aqui?

_ ele está foragido?

_ não , está na cadeia! ele nos disse a verdade depois de muito pressionado... quer dizer... meia verdade...eu dizia quando Luna se levantava para a surpresa de todos.

Agora se proximando de Charlie ela perguntava diretamente:

_ você é , ou não o pai de Hector?

Ele cuspia quase todo o café colocando a xícara na mesa, e nos fitando Douglas se aproximava.

Ele nada respondia enquanto eu começava a ficar nervoso ele somente pedia para que todos sentassem em seus lugares.

Ele se levantava virando -nos a costas parado olhando para seu quadro:

_ quem lhe disse isso?

_ meu pai, ele disse isso...

_ o que foi que ele disse?

_ não mude de assunto! dizia Douglas.

Ele se aproximava de mim:

_ Hector , eu sou seu pai! e afirmava -me com todas as letras.

_ ele tinha razão , por que um pai negaria ajuda a seu próprio filho? por que ele estava enganando a todos esse tempo todo! dizia Douglas apontando para ele enquanto ele fundo respirava fechando seus olhos e abrindo em nanos segundos.

_ é claro , falar é fácil! ele se virava rapidamente para Douglas._ todos me procuravam , como queria que eu disesse?mesmo depois de todo esse tempo como é que eu saberia? com tudo aquilo sobre o caso passando pela tv , quando todos descobrissem... ele voltaria a tentar novamente acabar comigo!

_ era por isso que sempre esteve tão esquisito!

_ era por isso que eu tentava esconder!

_ você não confiou em mim Charlie... dizia ele meio triste.

_ me desculpa por ter lhe chamado de fraco, eu estava fora de mim!

_ não sabe como isso me magoou...

_ não sabe como isso me deixa culpado... podemos voltar a ser amigos? ele lhe estendia a mão.

_ podemos... ele retribuia.

_ ah , obrigada por cuidar do meu filho! ele me abraçava.

E por fim eu soltava um comentário :

_ não sabe como isto me alivia!

_ eu digo o mesmo , agora só resta somente... ele olhava para o quadro aonde havia uma mulher ele suspirava fundo.

_ ela está em algum hospicio!

_ como sabe?ele se virava contra mim.

_ meu pai a colocou lá... dizia Luna .

_ vou descobrir aonde ela está ! pensava alto meu pai.

_ eu também quero lhe ajudar... dizia Douglas.

_ seremos uma equipe novamente...

_ tudo dará certo! dizia o detetive quando estava prestes a ir embora.

_ aonde vai filho?

_ vou embora...

_ não senhor , vai morar comigo!

_ está bem... você precisa mesmo conversar! dizia senhor Douglas._ até mais Hector! dizia ele meio triste.

_ eu vou tentar me adaptar! dizia eu.

_ boa noite, Hector... dizia Luna.

_ boa noite... eu dizia sem demonstrar muito que estava triste.

Quando os dois iam embora eu sentia um enorme aperto em meu peito.

_ você precisa saber de tudo! dizia meu pai colocando a mão sobre meu ombro._ filho!

Ele começava a falar desde o começo:

_ me desculpe por não lhe contar isso antes quando nos encontramos... ele terminava de dizer quando o mordomo me levava a meu quarto.

_ aqui está o seu quarto senhor!

_ obrigada... dizia eu meio que antipático com ele.

_ ele lhe fez algo? meu pai logo perguntava estranhando -me eu tentava disfarçar.

_ não, afinal ela não é mesmo de ninguém! eu dizia isso meio nervoso.

_ o que? ele me perguntava meio que tirando sarro.

_ nada não...

_ está bem boa noite! dizia ele antes de sair.

Enquanto caia a noite , sentia falta das estrelas e do céu e escuro e por mais que eu tivesse demonstrado nenhum sentimento quando Luna fora embora eu saberia que sentiria a falta.

Afinal o orgulho e o ciúme talvez tivesse falado mais alto.

_ eu sou um idiota...

Eu me virava para o lado , naquela mesma noite eu pulei o janela colocando meu sobre tudo e saindo sem que ninguém na casa percebesse.

Andando até a Casa dos detetives Luna ainda continuava por lá.

Jogando uma pedra sobre a janela esperando em que ela aparecesse, jogado umas cinco pedras ela despertava.

_ Luna!

Ela aparecia.

_ Hector?

Eu entrava rapidamente subindo as escadas ela abria a porta para mim.

_ o que você faz... eu não deixava ela terminar a frase dando-lhe um beijo ela tentava se soltar.

_ você é maluco?

_ sou sim por você!

Ela ficava acanhada por alguns instantes.

_ eu amo você! eu dizia ainda a agarrando._ e eu nem achava aquela empregada tão bonita assim... eu só queria que você ficasse... eu dizia a soltando , sentando agora sobre o canto eu ficava meio pensativo agora por ter dito isto por impulso agora olhando para ela eu a perguntava.

_ ele era tão fofo assim?lindo e cavalheiro?

Ela ficava vermelha e sentava sobre o meu lado.

_ não...

_ hmm... e você gosta de mim? eu olhava para ela ainda meio acanhado mais esperando a sua resposta.

_ eu te amo! ela dizia enquanto eu apenas sorria.

Enquanto a noite ia eu até me esquecia que havia saido fugido e por lá adormecia.

_ boa noite , Luna!

_ boa noite, Hector!

Enquanto adormeciamos o som ia em nossos ouvidos.

continua...