Meu pai logo aparecia de repente parecia desesperado:

_ levanta, levanta! dizia ele logo nos tirando do sofá sentando no nosso lugar com as mãos sobre o seu queixo.

_ pô , pai...

_ mordomo , chame o meu mordomo!

_ ah , o mordomo... dizia eu com os braços cruzados.

_ ele parece estar bem mal... dizia Luna preocupada.

_ o que foi? eu perguntava sentando ao seu lado enquanto fundo ele olhava para frente.

_ meu remédio! dizia ele calmo agora olhando para mim enquanto eu saia correndo .

_ calma senhor... dizia Luna tentando acalma-lo.

(...)

_ mordomo! eu o procurava por todos os lados quando ele aparecia de repente.

_ me chamou , senhor? ele dizia enquanto sorria calmamente.

_ remédio!

_ mais o que?

_ o remédio do meu pai , aonde está?

_ eu pego para o senhor e...

_ está bem... eu dizia enquanto ele levava.

(...)

_ aqui está senhor! ele entregava seu remédio apresado.

Quando ele logo tomava seu remédio logo se sentia melhor.

_ ufs... ufs... ufs... ele respirava fundo._ pensei que fosse...ele dizia enquanto colocava a mão sobre o peito.

_ pai!

_ filho , precisamos ir... dizia ele ao se levantar.

_ ir aonde mais o senhor ficou...

_ vamos , logo! dizia ele me segurando enquanto com tudo eu o jogava contra o sofá.

_ aonde pensa que vai? dizia eu enquanto ele finalmente caia em si.

_ ufs...

_ o senhor acabou de passar mal!

_ eu não quero mais perder tempo! dizia o teimoso._ ligue para Douglas!

_ está bem... dizia eu ao pegar o telefone.

_ Douglas?

_ alô , Hector pode falar! dizia ele tomando café.

_ vem voando para cá!

_ o que houve? ele dará um pulo de sua cadeira.

_ meu pai tá ficando maluco!

tu... tu... tu... tu...

A ligação caia.

(...)

Minutos depois logo Douglas chegava.

_ o que houve? dizia ele logo entrando .

_ eu não posso mais esperar! dizia Charlie.

_ do que está falando , Charlie?

_ eu preciso saber!

_ o que?

_ aonde está ela?

Todos se entreolhavam por alguns instantes, enquanto ele respirava fundo.

_ vamos logo ao trabalho! dizia Douglas.

Enquanto todos saiam desesperadamente para fora entrando no carro.

(...)

_ coloquem o cinto! dizia o detetive Douglas.

_ acelera!

_ para onde vamos , senhor?

_ para algum hospicio...

_ como vamos saber , senhor Douglas?

_ vamos procurar, filho!

_ mais pai...

(...)

Logo paravámos em um dos hospicios.

_ deixe me entrar! dizia meu pai logo apresado.

_ a campanhia...

Ele berrava na frente do hospicio quando uma mulher logo nos atendia.

_ vieram trazer mais um louco?

_ que louco o que o... meu pai começava a ficar nervoso.

_ segurem ele! dizia Douglas.

_ por favor , veja se há uma mulher por aqui!

_ o nome dela senhor?

_ qual é o nome de sua mãe , Hector?

_ Lara!

_ Lara , entre senhor! dizia ela enquanto ele entrava.

(...)

_ o sobrenome dela ? a moça perguntava enquanto uma moça aparecia gritando .

_ me solta , eu não sou louca!

_ traga a camisa de força!

_ nãããããããããããããããooooo!

_ por favor , me deixa!

_ todo louco , não é louco , segurem ela!

_ eu , hein , segura você , parece mais a samara...Eles comentavam entre si enquanto ela de repente parava de gritar.

Seus olhos fundos me fitavam , cabelos tão negros quanto aos meus , seus olhos tão claros assim como as de um oceano.

_ era ela?

_ desculpe senhor não temos ninguém com este nome! dizia a moça.

_ veja isto direito! dizia meu pai nervoso.

_ calma Charlie... dizia Luna.

Enquanto eu seguia pelos corredores sem que ninguém me viste e sem que ninguém percebesse a minha falta.

Sua voz parecia ficar cada vez mais longe de meus ouvidos , até que sumissem de uma vez.

_ o que o senhor pensa de que está fazendo? aparecia um médico de repente que me cutucava.

_ co-co-como é o nome daquela mulher?

_ acha mesmo que eu sei?

_ eu não sei...

_ vá procurar o que fazer, rapaz , não atrapalhe... dizia ele me empurrando quando eu cai sobre o chão sentado.

(...)

É era agora ou nunca...

12:00h o ponteiro logo apontava.

Eu saia correndo até que eu a encontrasse por todos os corredores ignorando a presensa de todos os médicos ou daqueles que achavam que eu fosse um deles.

_ hei , para ai garoto!

_ pegue ele!

Dizia eles quando eu era mais rápido , eles ainda a levavam para tomar remédio a porta se fechava em minha cara, apertando a massaneta e a puxando para a fora.

_ não da, droga!

Eu a arrombei de uma vez só, já havia dado o remédio.

_ você não pode entrar assim não rapaz e...

Eu me aproximava dela , enquanto meia sonolenta ela me fitava.

_ mãe...

_ o que pensa de que está fazendo? um médico tentava me puxar para fora.

eu o empurrava com força enquanto eu pegava minha mãe em meu colo e a levava , ele parecia apagado enquanto eu fugia.

(...)

Encontrando agora com todos que já estavam preocupados, meu pai logo levara um susto ao me ver levando em meus braços uma mulher , eu não aguentava mais andar e nem correr.

_ ufs...

_ o que...

Vencido pelo cansaço me jogava sobre o chão.

Meu pai parecia emocionado ao reconhece-la, ele permanecia agora com ela.

_ mentirosa! eu pegava sua ficha e tacava sobre o chão ao ver o nome de minha mãe escrito.

_ não fale assim comigo, você não tem o direito de...

_ aaaaah , dane-se...

_ não vai leva-la a lugar algum! dizia a moça que nos atendeu._ vou chamar os seguranças!

_ chame quem quiser... dizia eu ao pegar minha mãe sobre os braços._ vamos...

(...)

Voltando para casa.

Todos reunidos , eu já estava cansado, minha mãe parecia ainda apagada.

_ Lara... dizia meu pai ao se aproximar dela.

Ela ainda permecia deitada sobre o sofá , enquanto rapidamente Douglas pedia a empregada que trouxesse algodão e alcool.

_ pronto...

Ele sentia o cheiro entrando pelas suas narinas ela despertava tussindo.

_ cof... cof...

_ Lara , lara! ele dizia enquanto escorria uma lágrima de seus olhos.

ao se levantar ainda meia sonolenta, quando ela me reconhecia.

_ Hector? ela chorava no mesmo momento._ queria tanto ter visto você crescer...quanto tempo se passou! dizia ela ainda sentada enquanto ao seu lado eu me sentava.

_ eu não acredito de que tudo chegou ao fim...

Ela me abraçava fortemente:

_ nunca lhe abondonei , Hector , eu nunca, eu te amo meu filho!

_ eu sei...eu dizia enquanto ela me beijava.

_ você sabe!

_ eu também nunca deixei de lhe amar , Lara... dizia meu pai com a cabeça baixa ela se levantava.

_ eu também , não queria te ver morto por minha causa...ela dizia ao se aproximar dele._ Charlie... ela pegava em suas mãos carinhosamente enquanto eles se sentavam._ sei que teve seus motivos...

_ eu arriscaria tudo... tudo... para lhe ver fora daquele lugar... dizia meu pai.

_ não há nada a fazer , não há nada a mudar o passado não voltará... dizia ela.

_ eu ainda quero ficar com você...

_ eu ainda te amo Charlie...

_ posso encarar isto como um sim?

Ela apenas sorria mais nada lhe respondia.

_ aff... depois ainda dizem que eu sou orgulhoso! dizia eu cortando o clima , quando todos riam .

_ você é orgulhoso , Hector! dizia Luna enquanto me abraçava.

_ eu protejo , eu vou só , não quero a sua ajuda... dizia o detetive logo me zuando. hahaha...

_ eu... não sou assim...não!

_ a sua mãe é assim... dizia meu pai apontando para ela._ tem a quem puxar... hahahaah...

_ eu?olha quem fala...

_ não é orgulhoso? posso dar um abraço no mordomo? dizia Luna me provocando.

Enquanto eu tentava esconder a ciumeira , mais não conseguia esconder a minha cara.

_ eu não ligo! dizia eu cruzando os meus braços.

_ ai que fofo!

Não conseguia disfarçar a fumaça saindo dos meus olhos.

_ hunf...

_ você é tão legal! dizia ela ainda olhando para mim, enquanto a mão dele fora descendo até a sua cintura.

_ grrr...

Douglas se acabara de rir enquanto o orgulhoso ainda continuava imovel ainda com os braços cruzados, morrendo de ciumes.

_ chega! olha aonde poe esta mão! eu dizia surtando.

_ hahhahaha... ela continuava a rir.

_ solta, para de abraçar... dizia eu a puxando.

_ eu não fiz nada... dizia o mordomo.

_ é paixão, Hector? perguntava Douglas sorrindo enquanto eu ficava vermelho.

_ o que? eu logo tentava disfarçar.

_ nada...

Enquanto todos permaneciam na sala e assim por muito tempo ficavamos felizes , depois de muito tempo me casei com Luna , meu grande amigo Douglas se separou de sua esposa e namorara uma agente também , eu me tornarei um dos mais conhecidos detetives , meu pai e minha mãe finalmente viveram juntos e felizes.

fim



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