Mistakes Of The Love
8 Capítulo 7
Pov’s Lilian Luna.
Eu não posso mais deixar esses garotos sozinhos! Parecem criança, você dá as costas por dois minutos e eles aprontam alguma coisa! Eu estou começando a querer jogar todos eles em uma sela em Azkaban e deixar lá. Dos Dementadores eles não vão fugir... Não... Espera... O Sirius já fugiu de Azkaban uma vez... É, eles são incontroláveis!
— Me explica exatamente o que aconteceu, Tiago. – Falei impaciente.
— Assim que você saiu, nós começamos a comer. Então o Sirius fez algum comentário sobre o Tiago realmente não saber fazer curativos. Aí o Tiago falou que não tinha ficado tão ruim assim, e o Sirius falou que você tinha razão, que se a vida do Tiago dependesse dos curativos que ele faz, ele morria. Então eu falei que devia ser por isso que ele e a vovó morreram...
Eu dei um tapa tão forte no braço dele que doeu até a minha mão.
— Ei! – ele reclamou.
— Você é muito burro, Tiago! – falei irritada.
— Eu sei. – falou Rose que estava atrás de mim.
— Desculpa! Eu não estou acostumado a ter meu avô aqui, principalmente com quase a minha idade. Nem pensei direito.
— Estou começando a duvidar que você pensa! – falei cruzando os braços.
— Calma gente. – Ele começou – Eu só disse que eles morrem! Isso acontece com todo mundo! Não é como se eu dissesse pro Tiago que ele e a vovó foram mortos pelo Voldemort, no ano em que o nosso pai completou um ano, porque eles foram traídos pelo Rabicho!
— Hã? O que você quis dizer com isso? – Olhei por cima do ombro do Tiago, que foi se virando devagar para trás, quase em choque. Sirius e Pontas estavam nos olhando um pouco chocados com a capa da invisibilidade na mão.
— Por que vocês não estão na sala precisa? – Perguntei, quase implorando para que eles voltassem pra lá e esquecessem do que ouviram.
— Achamos estranho o seu irmão sair correndo loucamente depois de nos contar que eu morro, porque, afinal, todo mundo morre um dia. Então viemos ver o que tinha acontecido e, pelo que eu ouvi, o Rabicho vai nos trair. – falou Tiago apertando os labios, como se tentasse entender ainda de que jeito isso aconteceu.
— Viu? É por isso que vocês não podem sair da sala precisa! – falou Rose batendo as mãos nas pernas.
— E eu recomendo voltarem para lá. – falou Alvo se levantando. – Pois, caso não tenham reparado, estamos discutindo um assunto um tanto delicado no meio do salão principal e todo mundo está olhando para nós.
Foi só então que eu reparei e, realmente, todo mundo estava olhando para nós. Menos certo garoto loiro de cabeça baixa, sentado sozinho na mesa da Sonserina...
***
Agora estávamos todos, mais uma vez, na velha e boa Sala Precisa. Já enjoei desse lugar, sério. Mas, pelo visto, vou passar um bom tempo aqui. Voltando ao assunto. Pelo que eu entendi, Rose tinha contado à Roxanne, ao Alvo e ao Hugo sobre o Pontas e o Sirius.
A essa altura não adiantava mais tentar esconder a morte do Pontas para eles, porque o Tiago já tinha feito o favor de abrir a boca enorme dele. Pelo menos ele não falou para o Sirius que ele é morto pela própria prima.
— Agora podem nos explicar melhor isso tudo? – Pediu Pontas, que estava em uma poltrona de frente para o sofá, onde eu estava com a Rose e a Roxanne, ao lado de onde Sirius estava encostado na parede.
— Não, não podemos. – falei.
— Por quê? – perguntou Sirius me olhando curioso.
— Porque vocês sabem que isso pode destruir o passado, o presente e o futuro! –falou Alvo, que estava de pé ao lado do sofá onde eu estava.
— De novo isso. – Reclamou Sirius revirando os olhos.
— Mas nós já sabemos do que se trata. — Falou Pontas ignorando o que Sirius tinha dito. – Só queremos maiores explicações.
— Quanto mais informações vocês tiverem, mais coisas que não deviam saber vocês vão saber. – Falou Rose ficando um pouco confusa com a própria frase.
— Conta logo! Já tá tudo ferrado mesmo. – falou Sirius.
— É! – falou Hugo que estava jogado no chão. – Conta logo, a gente vai apagar a memória deles depois mesmo. – Pausa, todo mundo olhou pro Hugo, confusos.
— Oi? – Era Pontas.
— A gente não vai... tipo assim, apagar a memória deles? – perguntou Hugo se sentando no chão.
— É... – Começou Rose, mas foi interrompida por alguém extremamente irritado.
— Ninguém vai apagar a minha memória não! – Falou Sirius.
— É uma boa ideia até! – falou Tiago empolgado, que estava sentado no chão se encostando nas minhas pernas.
— Não é, não! Eu não quero perder a minha memória! – Gritou Sirius.
— Você só vai esquecer do que a gente te falou... – falou Rose. E continuou baixinho. – Talvez até algo mais...
— Não. – Insistiu.
— Estou bem com a minha memória, do jeito que ela está. – Falou Pontas. Eu e Rose trocamos olhares.
— Então não vamos contar para vocês o que acontece. – Falei.
— Certo! – falou Sirius. – Afinal, se contarem e depois apagarem a nossa memória, não vai adiantar de nada mesmo. Pelo menos, sem saber dos detalhes, a gente ainda sabe de alguma coisa.
Ele é esperto.
— Então encerramos aqui. – falou Rose, se levantando e indo para a porta. – Vou para a sala comunal terminar meu dever, porque, caso não se lembrem, amanhã temos aula. E, — ela se virou para Tiago – você vem comigo, para garantir que não vai mais dizer o que não deve.
— Vou indo também. – Falou Hugo se levantando. – Vamos, Rox?
— Vamos. – respondeu Roxanne se levantando também.
— Você vem, Lili? – Falou Alvo, que já estava na porta.
— Vou já, já. – Falei, todos saíram.
Então só restaram eu, Pontas e Sirius. Sirius me olhou levantando uma sobrancelha.
— Algum motivo especial para ficar, Lilindinha? – Perguntou irônico.
— Sim, eu vou dormir aqui. – falei cruzando os braços.
Então uma cama surgiu bem na frente da porta. Sirius começou a gargalhar.
— Já que quando eu saio vocês aprontam, então vou ficar por perto. – Continuei.
— Não sou eu quem vai discutir. – falou Tiago.
— Eu muito menos. – Concordou Sirius sorrindo.
Dei um leve sorriso, me virei e fui para minha cama. Tiago e Sirius também foram para a deles.
Já deviam ser três e meia da manhã e eu não conseguia dormir. Me virei várias vezes na cama e nada. Tinha muita coisa na cabeça, muita coisa acontecendo. Me sentei na cama pra respirar um pouco, então vi uma luzinha e a silhueta de um garoto de cabelos cacheados sentado em uma poltrona.
Ele olhou para trás e pude perceber que sorriu, levantou-se e veio na minha direção em silêncio.
— Não está conseguindo dormir? – Sussurrou se sentando ao meu lado.
— Não. – Respondi também sussurrando. – Você também não?
— Não. – Um breve silêncio pairou na sala, mas logo foi cortado. – Quer dar uma volta?
— Uma volta? No meio da madrugada? – Perguntei, deixando a minha voz sair um pouco mais alta do que eu queria. Coloquei as mãos na boca, impedindo que algum som a mais saísse e acordasse Pontas, que se virou na cama.
— Você quer ou não? – ele perguntou rindo um pouco.
— Quero.
Ele pegou a capa da invisibilidade e jogou-a por cima de nós dois, então saímos. Fomos andando pelos corredores até chegarmos em uma armadura de aço. Sirius mexeu na mão dela que se mexeu revelando uma passagem secreta que eu ainda não tinha usado. Passamos por ela e saímos dentro do vestiário de Quadribol.
— Uou! Essa passagem eu não conhecia! – Falei saindo de baixo da capa. – Na verdade, das sete passagens, eu só usei duas. E com essa foram três.
— Eu e Tiago usamos para chegar mais rápido. É bem mais prático do que aquele caminho lá. – Falou Sirius.
— Só vou usar esse caminho agora.
— Você joga? – Ele perguntou parecendo surpreso demais.
— Jogo. – Falei ignorando a cara de surpresa dele. Mais um momento de silêncio. Olhei para baixo, e depois para as minhas roupas. – Acabo de me tocar que estamos no vestiário do campo de Quadribol de pijama.
Nós rimos.
— Dane-se. Só tem a gente aqui mesmo. – Ele pegou minha mão e me puxou. – Vem.
Saímos do vestiário, fomos até o meio do Campo de Quadribol, e paramos.
— Não tem melhor lugar para observar as estrelas do que no meio do campo de Quadribol. – Ele falou colocando a capa da invisibilidade no chão e se deitando em cima.
— Talvez a torre de Astronomia seja boa também. – Falei me sentando ao lado dele.
— Mas lá não tem esse cheirinho de grama gostoso, e... Não tem uma passagem secreta para a torre de Astronomia. – Eu dei risada. – E lá tem os fantasmas também e...
— Foi melhor virmos para cá mesmo.
— É.
— O céu está lindo. – falei me deitando em seu braço, ele me abraçou. Coloquei a cabeça em seu peito e ele soltou um suspiro triste.
— Vou sentir sua falta, Lili. – falou – Quando eu tiver que voltar...
— Eu também vou sentir sua falta, Sirius.
Então ficamos lá. Eu, Lilian Luna Potter, fiquei deitada ao lado de Sirius Black, sobre a capa da invisibilidade no meio do campo de Quadribol, observando as estrelas. Só isso. Não conversamos sobre o que estava acontecendo, não nos beijamos, só ficamos lá, deitados, relaxando, abraçados, observando o céu e aproveitando cada tempo da noite que ainda tínhamos juntos. E eu estava amando aquilo.
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