Rosa negra

Dormi demais, acordei já era quase 14:00 horas, levantei correndo tomei um banho, vesti uma calça jeans preta, uma blusa de renda branca, coloquei minha jaqueta preta de couro por cima e peguei meu óculos escuros na gaveta da comoda, fui até a cozinha peguei uma maçã e saí correndo pela porta.

Eu precisava conhecer mais a cidade, andei até minha moto, fazia um bom tempo que não dava uma volta com ela, foi a maior discussão com minha mãe para poder tê-la, minha mãe dizia que era um perigo, um risco para a minha vida e agora vejo o quanto minha persistência valeu a pena, uma vampira anjo da noite como eu andando a pé seria patético. Depois de muito discutir ela acabou concordando e eu simplesmente amo a minha moto.

Coloquei meu capacete vermelho, subi em cima dela e saí rodando por Mist, estava passando pelo parque quando avistei Pith a minha frente, buzinei parando ao lado dele, tirei o capacete vermelho, dei aquela jogadinha fatal no cabelo e sedutoramente falei:

– E aí Pith, quer dar uma voltinha?

– Nossa, você é mesmo diferente das outras garotas, primeiro me derruba no chão, agora descubro que você é uma motoqueira e uma das belas. — Aquele sorriso sedutor me deixava boba.

– Fazer o que né, eu amo está no controle.

– E eu amo ser controlado. — Falou subindo na moto e pegando em minha cintura.

– Então prepare-se para a aventura, meu protetor. — Com um sorriso sarcástico coloquei o capacete, religuei a moto e arranquei com ele na garupa. — Espero que não tenha medo do perigo.

– Eu adoro o perigo Alie.

– É melhor se segurar garotão.

Depois de rodarmos quase toda a cidade, achei que seria legal irmos para um lugar onde pudéssemos sentar,ver o pôr do sol e conversar.

– Você conhece algum lugar alto o bastante para observar o pôr do sol? — Parei a moto, mas não desliguei o motor.

– Sim Alie, só que é um pouco longe. — Ele falou de um jeito como se estivesse propondo algo, isso me assustou o que era estranho, como uma vampira anjo da noite iria se assustar com um garoto? Mas após esse pensamento lembrei que eu não sabia se ele era um humano ou não.

– Você está subestimando a garota da moto? — Brinquei para distrair o pensamento de que ele poderia não ser humano, isso me dava arrepios. — Apenas me diga onde é e eu nos levo até lá, além disso quero te mostrar o quanto a minha amiga aqui corre. — Falei batendo a mão no tanque da minha moto.

– Ok garota da moto. — Levantou as mãos em sinal de rendição, ele tinha um ótimo senso de humor. — Pegue a primeira a esquerda e siga reto, vamos para o morro da névoa, de lá dá para ver toda a cidade e tem uma vista incrível do pôr do sol e da noite estrelada, eu sei porque costumo ir lá as vezes no meu camaro,você não é a única a ter estilo Alie,eu tenho o meu possante. — Falou dando gargalhadas em seguida, fiquei surpresa ao ouvir aquilo.

– Está bem então senhor do camaro, vamos já está quase na hora do sol se pôr. — Peguei o capacete e segui suas instruções, depois de algumas horas chegamos no topo de um morro, estacionei a moto em baixo de uma árvore de cedro, enquanto eu tirava o capacete ele estava caminhando para mais perto do campo verde, onde segundo ele a vista era melhor, eu o segui e o encontrei sentado perto de um monte de rosas lindas e pretas, sim rosas pretas eu nunca tinha visto nada tão perfeito, me sentando ao seu lado curiosa.

– Que rosas são essas Pith? Nunca tinha visto nada tão perfeito. — Falei ainda boquiaberta com a beleza delas, mas o que me surpreendeu mesmo foi sua resposta.

– Essas são as rosas negras, mais conhecidas como Alisu e você nunca as viu porque elas são únicas e só nascem aqui em Mist. — Eu congelei com o que ouvi, como aquelas flores podiam se chamar Alisu? Eu me chamava Alisu ou pelo menos os meus pais me chamavam assim, eu tinha que ficar calma eu não poderia falar nada ao Pith sobre mim, se ele fosse humano ele iria surtar, se ele fosse um vampiro ou um anjo iria querer me dizimar como o resto deles.

– Alie o que foi? Por que você está assim? Fala comigo, por favor. — Pith parecia assustado não entendi o porquê até que olhei para mim, eu estava brilhando com uma luz escura como a noite e meu cabelo estava flutuando, droga deve ser as mudanças, o que viria agora as presas? Fiquei ali parada vendo Pith me chamar, pedir para eu falar com ele, dizer que estava bem, mas eu não consegui responder meu pensamento estava certo as presas estavam surgindo e se eu falasse ele iria ver, eu tinha que ir embora rápido, me levantei, me esquivei do aperto que ele tentou me dar para eu ficar com ele e dizer o que estava acontecendo, mas eu não me virei para ele, só conseguir dizer poucas palavras antes das presas aparecerem de vez.

– Pith, me desculpa eu não queria te assustar eu sinto muito, eu tenho que ir. — saí correndo feito louca até minha moto, coloquei o capacete a liguei e corri, corri o máximo que pude.

Depois de o que eu acho que foram 50 minutos estacionei a moto na frente de casa, segui até a varanda tempo o bastante apenas para gritar de dor, tudo estava queimando meu olhos, meu estômago, as presas já haviam surgido, eu só consegui abrir a porta e dar mais três passos e cair de cara no chão, vi minha mãe correr em direção a mim, com o meu pai ao seu lado e em seguida apaguei.

Notas finais
O que acharam das transformações da nossa querida Alice? O que acharam dela ser de uma nova especie? Comentem...