Notas iniciais
Esta é uma história de minha autoria espero que gostem e comentem, beijos, boa leitura...

Me chamo Alice Suith, tenho cabelos longos e escuros como a noite, os quais vão até a minha cintura, muitos não gostam, mas realmente adoro cabelos longos. Tenho um estatura alta, até alta demais para uma garota de 17 anos, muitos confundem a minha idade por isso, muitos já disseram que pareço ter 21 anos, mas não pense que porque sou alta tenho o corpo magro e sem curvas, tenho uma cintura fina, mas um quadril bem vantajoso, não tenho nenhuma barriguinha sexy ou um tanquinho, mas com a minha altura e um belo par de peitos, meu corpo é perfeito, ao menos ao meu ver, tenho uma ótima autoestima.

Mas saindo da área física, sou uma garota bem extrovertida e como minha mãe Sara Suith diria: "Você é uma garota adorável, para quem não te conhece!" Digamos que tenho um temperamento muito forte e uma personalidade nada fácil, mas também sou doce e gentil, só não demonstrei ainda… Quando criança era bem mais amável e doce, mas o fato de meu pai, Willian Suith ter traído a minha mãe e abandonado o lar, fez com que eu mudasse muito, não tinha superado isso, embora tentasse demonstrar o contrário.

Não tenho muitos amigos em Johson Gush onde nasci e morei, na verdade tenho mais inimigos, confesso que gosto de uma encrenca. Mas o grande ponto foi minha mãe decidir que nós íamos nos mudar em um mês, para bem longe desse lugar, esquecermos o passado era o que ela dizia, mas na verdade ela quer tentar esquecer o traste do meu pai, era óbvio que ainda continuava apaixonada por ele, era burra, é uma pura verdade que o amor é cego.

Para mim não faz muita diferença onde quer que fossemos tudo sempre ia ser a mesma coisa, problemas. Essa sou eu, uma garota abandonada pelo pai que não aceita regras e causa problemas, com uma mãe louca que não superou ser abandonada pelo marido.

Mesmo que fossemos nos mudar em um mês, ainda tinha que ir para o colégio todos os dias. E estudo em um colégio nada legal, onde existem muitas patricinhas e mauricinhos, odiava eles mais que tudo, sempre com suas roupas de marca, carros da moda e atitudes superiores, cheguei a brigar muitas vezes com Natasha Thing uma garotinha arrogante de cabelos curtos e ruivos, ela se achava a última bolacha do pacote, mal sabia ela que a última bolacha do pacote é sempre a mais quebrada e na verdade ninguém quer mais porque já comeu o pacote inteiro e está cheio, não a suporto.

Estávamos no refeitório, todos estavam na fila para o lanche e ela passou por todos como uma "rainha", claro que não aguentei calada, já vinha tentando me segurar para não bater nela fazia um tempo, mas já estava cansada de segurar.

— Ei Paty, você é cega? Olha o fim da fila. — Afirmei cruzando os braços a encarando.

— Acho que ouvi um ruído, deve ter sido um inseto. — Não podia mais aguentar, saí da fila chegando onde ela estava e a empurrei.

— Um inseto grande e bem forte que vai te chutar, até não sobrar nada. — Ia quebrar a cara dela, não tinha nada a perder mesmo, me mudaria em poucos dias.

— Isso é o que nós vamos ver, garotinha. — Ela avançou o pequeno espaço entre nós, ela achava mesmo que poderia me ganhar em uma briga? Ela nunca ganharia, era dessas garotas frescas que tinham medo até de quebrar uma unha, enquanto eu estava pronta para estraçalhar ela, no entanto Thin chegou do ginásio, provavelmente da aula de Ed. Física, me segurando pelo braço.

— Calma Alie, não vale a pena, minha garota, é isso que ela quer, te ver em apuros com a direção. — Não me importaria em ir para a direção, não seria a primeira vez mesmo, mas sabia que Thin não me largaria por nada no mundo a menos que concordasse em parar ou fingisse.

— Tudo bem Thin, você tem razão. — Ele achou mesmo que estava dizendo a verdade, mas não ia deixar ela sair em pune dessa, dessa vez não, assim que ele me soltou dei um soco na Paty, ela tentou revidar, mas me esquivei e chutei suas pernas a derrubando, então Thin estragou tudo, me puxando para fora, me levando até o seu carro.

A gente costumava ficar nesta época, me encostei no capô do mustang vermelho quase vinho em minha saia preta colada e fiz bico mediante sua expressão séria, sabia que aquela roupa o deixava louco e fazer bico tirava sua concentração, sempre gostei de provocá-lo, não entendia porque, mas era assim, o vi revirar os olhos e me puxar para dentro do carro surtando em seguida.

— Alie, você não pode ficar batendo em todo mundo. — Ele tentou argumentar enquanto eu voltava a fazer bico.

— Thin, ela mereceu você viu. — Sorri satisfeita, mas ele ainda parecia sério demais.

— Sim Alie, mas isso vai te causar problemas com a direção. — Ele era sempre tão certinho, até demais.

— Um problema a mais, outro a menos, que diferença faz? — Retruquei e levei minha mão a sua nuca puxando seu cabelo devagar aproximando nossos rostos.

— Alie, faz toda diferença você vai levar suspensão. — Parei alguns centímetros de sua boca.

— Thin, daqui um mês não vou nem estar mais aqui, vou para outra cidade, já te disse. — Ele suspirou e me afastei voltando a me encostar no assento do passageiro.

— Eu ainda não me conformei com isso. — Sabia que era difícil para ele aceitar minha partida, não era fácil deixá-lo de fato, mas é vida que segue.

— Thin, Mist fica à 5 horas daqui, mas você pode ir me ver nas férias, não é uma cidade muito moderna, mas parece ser legal. — Tentei o consolar pela milésima vez desde que lhe contei sobre a mudança e sorri fraco.

— Eu vou sentir sua falta, minha garota. — Se aproximou me beijando de forma lenta enquanto abraçava minha cintura, não deixei de correspondê-lo levando a mão a seu cabelo puxando devagar, sabendo que isso o deixaria arrepiado.

— Também vou sentir sua falta, Thin. — Os beijos foram ficando mais intensos, suas mãos estavam deslizando por meu corpo e de repente ele parou.

— Alie, é melhor você ir para casa. — Arqueei uma sobrancelha voltando a fazer bico e suspirei, era sempre assim, na melhor parte ele parava e com qualquer desculpa me mandava embora ou partia.

— Mas Thin... — Antes que pudesse dizer algo, ele abriu a porta do carro e me colocou para fora.

— Vai embora, Alie. — Revirei os olhos e com passos pesados demonstrando descontentamento segui pelo estacionamento.

— Já estou indo Thin, não se preocupe, logo você não vai nem mais me ver, literalmente. — Resmunguei alto, estava furiosa, ele havia me dispensado, justo quando estava começando a gostar dele.

Comecei a caminhar mais rápido até a minha moto, a liguei dando partida e acelerei, corri o máximo que pude, mas não fui para casa, sumi estrada a fora, passei por pessoas, lugares cheio de casas, lugares vazios. Vazia, era assim que eu me sentia.

Meus relacionamentos nunca deram certo, por isso que com o Thin não quis namoro sério, isso poderia estragar tudo, nossa amizade, tudo. Já tinha tido 5 relacionamentos e nenhum deu certo. O primeiro, era um garoto meigo e fofo com o qual me iludi achando ser o amor da minha vida, me apaixonei por ele, por seu jeito meigo, mas com o tempo ele foi ficando possessivo, então mandei o plantar batata no asfalto. O segundo durou bastante tempo, mas ele era um idiota, se achava o gostosão, até achou que era demais para mim e fugiu com a nossa professora de Ed. Física. O terceiro não durou uma semana, era um playboy, arrogante, o mandei colhei cacos de vidro no telhado, no primeiro vacilo. O quarto me decepcionou muito, gostava realmente dele, era inteligente, amoroso e infelizmente descobri ser um mentiroso, tinha outra namorada, ele não mandei fazer nada, eu mesma fiz nem sei se algum dia ele vai poder ter filhos. O quinto e último fez de tudo para me conquistar e quando finalmente conseguiu, me decepcionou mais que todos, ele me traiu com uma das Paty que mais odeio, se você pensou na Natasha acertou em cheio, não pude fazer nada, ainda o amava quando descobri, passei semanas sem ir ao colégio, Thin que me passava os assuntos e me ajudava, ele além de ser um garoto super gostoso também era inteligente.

Me lembrei de muita coisa que a gente passou junto, como a aula de auto defesa que ele tentou me dar, era um domingo de manhã, fui a casa onde ele morava sozinho, não sabia porque morava sozinho, nunca perguntei, estávamos no quarto dele enquanto ele me dizia dicas de como me livrar de um garoto irritante me prendendo.

Flashback on:

— É muito simples Alie, você o atinge com o cotovelo, assim ele vai te soltar, aí é sua chance para dar uma rasteira e o derrubar. — Eu o estava segurando enquanto ele fez os movimentos que terminou comigo no chão. — Quando ele estiver no chão, o imobilize. — Ele estava deitado por cima de mim, o que me deixou ofegante não por ele pesar 79 quilos, ser pesado e alto para caramba, mas pela posição em que nossos corpos estavam.

— E se eu for a pessoa que está em baixo. — O empurrei com uma força que nem sabia que tinha e fiquei por cima.

— Alie, assim não vale. — Ele fez careta enquanto eu sorria convencida.

— Por que não, Thin? — Retruquei começando a rir me sentindo vitoriosa.

— Você está me provocando. — Arqueei uma sobrancelha e neguei com a cabeça.

— Não Thin, só estou tirando uma dúvida. — Me fiz de inocente sorrindo de canto.

— Se você estiver em baixo, lute para o virar como você fez comigo, assim. — Ele voltou a ficar por cima, mas dessa vez ele me beijou, na verdade foi o primeiro beijo que nós demos. — Me desculpe Alie, não sei o que estava passando na minha cabeça.

— Tudo bem Thin, que tal pararmos a aula um pouco?! — Sorri um pouco corada, nunca imaginei que Thin fosse fazer algo assim.

— Por mim, tudo bem. — Ele já estava saindo de cima de mim quando o puxei de volta e a gente ficou ali a tarde inteira entre beijos e amassos.

Flashbak Off

Foi nossa primeira ficada de muitas, até ele me dispensar assim como os outros fizeram, fiquei tanto tempo lembrando de tudo que a noite chegou e ainda estava na estrada, correndo feito louca. Eram 10:00 da noite quando cheguei em casa e acabei levando sermão da louca da minha mãe.

Notas finais
E aí o que acharam da Alice? Quem gostou levanta a mão... O / Beijos até os comentários...