Mist ( Revisão )
13 Casa dos Marck/Valle do paraiso
Notas iniciais
Casa dos Marck
O Pith morava em uma mansão, era linda, enorme, tinha dois andares e uma torre, me lembravam aqueles castelos antigos e perfeitos.
– Pith, sua casa é incrível. — Falei descendo da moto e o seguindo, ele já estava quase na porta.
– Espera até conhecer o meu quarto. — Insinuou envolvendo seus braços em volta de mim.
– Bobo, mal posso esperar. — Envolvi os meus braços sobre o seu ombro, ele abriu a porta e nós entramos.
– Está é minha humilde residência senhorita Suith. — Falou com uma voz grandiosa, que me fez sorrir.
– Mãe, pai vocês estão aí? — Não muito tempo depois a mãe dele saiu de trás de uma das grandes portas de madeira polidas estilo século XV, que estavam espalhadas por diversos lados.
– Olá filho. — Ela olhou para mim com surpresa, porém com alegria. — Olá Alice querida, como estão seus pais?
– Olá senhora Marck, vão bem e a senhora como está? — Ela estava tão graciosa quanto da primeira vez que a vi.
– Estou bem querida, mas eu gostaria de pedir que parasse de mim chamar de senhora, me chame só de você ou Maryan que é o meu nome. — Estava prestes a concordar quando o senhor Marck saiu de outra porta.
– Ela detesta ser chamada de senhora, se sente velha acredita? — Eu estava prestes a rir e comentar como ela parecia jovem e bela quando ele continuou. — Ela tem apenas 126 anos.
– A senhora, desculpe quer dizer você é muito linda e jovem.
– Oh querida muito obrigada, você que além de muito linda é muito gentil. — Minha mãe tinha que ouvir isso, ela iria desabar em risadas.
– Mãe, nós viemos apenas pegar umas roupas minhas, eu achei melhor ficar na casa dela, para protege-la melhor, se vocês estiverem de acordo é claro. — Eu vi o Pith pedir permissão, foi isso mesmo? Fiquei surpresa, como o anjo negro protetor com toda aquela pose de machão estava pedindo permissão ao papai e a mamãe? Eu quiz rir mas fiquei imóvel vendo a reação normal e tranquila dos senhores Marck.
– Claro querido, podem subir e pegar tudo que precisarem, estaremos aqui em baixo se precisarem de nós. Nós já estávamos subindo as escadas para o quarto do Pith quando Maryan me chamou.
– Querida você pode vir comigo um antes, eu acabei de lembrar de algo que eu tenho para você. — Sem protestos eu a segui, passamos por um longo corredor até chegamos a um quarto cheio de luzes brancas e nas paredes haviam muitos pôsteres de bandas famosas como Legião Urbana, Titãs dentre outras, eu fiquei surpresa quando ela disse que aquele quarto era seu.
– Nossa é incrível.
– Eu curto muito essas bandas querida, não é porque eu nasci há séculos atrás que eu não gosto de coisas não tão velhas assim.
– Claro Maryan. — Concordei, mesmo surpresa com aquilo tudo, eu a segui até um canto da sala onde ela me mostrou um baú de madeira, ele era lindo, cheio de desenhos de luas, estrelas e rosas.
– Querida aqui está cheio de roupas e joias que eu gostava de usar na sua idade, guardei para que se um dia eu tivesse uma filha dar a ela de presente, mas com a vontade dos deuses eu tive apenas o Pith a quem eu amo mais que a minha vida e como você é a primeira namorada dele e espero que seja a única por toda a eternidade eu quero que fique com o baú,você aceita Alie?.-ela gesticulou para o baú. — Ele era perfeito e ela estava me dando de presente, ela realmente era uma mulher incrivelmente doce, agora eu entendia o por que de o Pith ser tão bem educado.
– Claro que eu aceito Maryan e é uma alegria imensa que você goste tanto assim de mim, fico muito feliz com isso.
– Se o meu querido filho te ama, eu também te amo querida. — Ela me abraçou tão intensamente que lembrei da minha mãe. — Eu irei mandar o Pith levar para lá hoje a noite, junto com as coisas dele.
– Obrigada Maryan, agora se você me permite eu gostaria de ir ajudar o Pith.
– Claro Alie, o quarto dele fica na torre, ele escolheu lá por que tem uma vista ótima para o céu. — Com as instruções da senhora Marck, segui para o quarto do Pith, chegando lá fiquei encantada, as paredes eram feitas de espelhos, o teto era de cor preta e tinha uma janela com vista para a noite assim como sua mãe falara.
– O que minha mãe queria Alie?
– Ela queria me dar um presente, sua mãe é mesmo incrível meu anjo.
– Ela é sim, mas as vezes ela exagera um pouco.
– Ela só quer ver a sua felicidade.
– Então ela vai ter que te olhar muito. — Ele era tão sedutor e tão fofo ao mesmo tempo.
– Bobo, já escolheu as roupas? — Gesticulei para uma pilha de roupas no chão ao lado de um pequeno guarda roupa.
– Precisa de ajuda?
– Claro, mas antes quero te dar uma coisa.
– O que?
– Calma é surpresa. — Ele me mostrou uma pequena caixinha dourada.
– Me mostra vai amor, estou curiosa. -Eu nem percebi que o tinha chamado de amor, só percebi quando ele começou a brincar com a menção a esse nome.
– Amor é? Não Alie eu só vou te dar mais tarde quando a gente tiver no vale do paraíso, onde vamos já já, então me ajuda a pegar algumas roupas vai. — Ele me mostrou algumas roupas nós escolhemos, em seguida ele começou a brincar novamente.
– Agora vamos testar minha cama? — Eu adorava aquele jeito sedutor dele, mas eu não estava preparada para o que ele estava sugerindo então brinquei também.
– Quantas já testaram ela antes? — Ele pareceu serio em escolher a resposta certa.
– Acho que umas dez, eu não costumo contar. — Ele sorriu e continuou. — Bem Alie a verdade é que eu nunca trouxe ninguém para minha cama, pelo menos ninguém que eu realmente queria.
– Sua mãe me falou.
– Ela também não pode está quieta.
– Eu não deveria saber?
– Não é isso Alie. — Me aproximei dele o beijando.
– Tudo bem Pith, calma.
– Eu prefiro quando me chama de amor. — Sorri quase que sem querer.
– Então vai ter que se acostumar a não ouvir muito. — Nos beijando e andando para trás sem ver caímos na cama.
– Sua cama é mesmo boa.
– Bom é ter você nela.- Falou me beijando novamente, senti o clima esquentar quando sua mão começou a percorrer meu corpo, por impulso me levantei da cama.
– Vamos sair está na hora daquele passei lembra, no seu camaro.
– Você está certa vamos.
Chegamos rápido na garagem, fiquei maravilhada com o seu possante, era um camaro perfeito, cor preta, listas brancas no capo, com jogos de roda também brancos e com desenhos de asas na porta.
– Nossa, você sabe mesmo como se destacar, ele é perfeito. — Disse observando todo o camaro.
– Eu disse que você não é a única com estilo, minha garota.
– Vamos logo para o passeio, estou louca para ver se ele é tão veloz quanto belo. — O desafiei sorrindo, ele foi até a porta da frente do lado do passageiro e a abriu, brincando.
– Então entre madame. — Entrei e em menos de dois segundos Pith já estava dentro também.
– Pronta para a aventura garota da moto? — Ele parecia está se divertindo.
– Sempre, garoto do camaro.
– Então aí vamos nós, o vale do paraíso nos aguarda. — Com essas palavras Pith deu uma arrancada veloz no camaro e saiu devagar em 20 km/h no início, mas assim que pegou a estrada aumentou para 70 km/h, o vale do paraíso era á mais ou menos uns 300 km de distância do centro onde o Pith morava, eram 16:30 quando saímos da casa dele, provavelmente chegaríamos no vale às 18:00, meu pais iam me matar por chegar tão tarde em casa, mas se eu estava com Pith o resto não importava.
Valle do paraíso
Eu estava certa eram 18:00 quando chegamos ao valle do paraíso, eu estava encantada com aquele lugar, era incrivelmente lindo, um jardim enorme, tinha um campo lindo e um lindo riacho, o lugar era magnifico, havia luzes florescentes nas árvores para que o lugar ficasse iluminado.
– Gostou Alie? — Pith e eu estávamos sentados no meio de um gramado perto do jardim, eu estava encostada no seu peito enquanto ele mexia nos meus cabelos, me deixando relaxada.
– É perfeito Pith, esse lugar é lindo e com a sua companhia tudo fica ainda mais perfeito.
– Que bom que você gostou Alie,acho que está na hora da minha surpresa. — Retirou do bolso a pequena caixinha dourada que vi na mais cedo. — Este é o meu presente para você.
– Você é um presente para mim Pith.
– Isso é muito doce Alie, mas não combina muito com você.
– Você tem razão Pith, eu não sou nem um pouco doce e nós sabemos disso afinal nos conhecemos em circunstâncias nada meigas. — Rimos por alguns minutos até que ele me entregou a caixa, a abri e dentro havia um lindo colar de prata em forma de coração, fiquei sem palavras para descrever o que eu estava sentindo, o colar era perfeito assim como o Pith.
– O que você achou? — Ele parecia frustado por eu não ter esboçado nenhuma reação.
– Ele é perfeito meu anjo protetor, obrigada. — Me ergui o beijando.
– Que bom que gostou minha garota. — Me abraçando forte ele completou. — Esse é o simbolo do nosso amor, sempre que precisar de mim basta beijar o meu coração que eu virei até você com o toque suave do seu beijo.
– Sim , meu anjo, já está ficando um pouco tarde não acha melhor voltarmos para casa?
– Você tem razão amor, se não chegarmos logo o seu pai come o meu figado. — Brincando ele levantou-se e me ajudou,
andamos até o estacionamento onde ele tinha deixado o seu belo camaro. — Me espere aqui eu já volto, não saia daqui e não fale com ninguém minha vampirinha.
– Meu anjo eu não sou mais criança e eu sei me defender sozinha. — Gritei quando ele já estava longe.
Sozinha naquele lugar senti um medo, uma insegurança, como se algo ruim fosse acontecer, Pith não demorou muito, assim que ele chegou entrei no carro. Chegamos na casa dele eram 20:30, era uma noite silenciosa e escura sem estrelas, nem lua no céu.
– Vou pegar minha moto. — Pith estacionou, sai do carro o beijando.
– Alie você tem certeza que você quer ir sozinha de moto para casa, eu posso pedir para minha mãe levar minhas coisas.
– Você precisa levar o seu carro também, não vou ficar te dando carona sempre — Caçoei o beijando novamente.
– Está bem, mas tome cuidado.
– Relaxa meu anjo, eu vou ficar bem, sou a garota da moto lembra? — Aquela sensação ruim não passou, eu queria dizer ao Pith, mas se eu dissesse ele iria ficar preocupado.
– Sim, minha garota da moto. — Ele me acompanhou até onde eu tinha deixado a moto, montei na mesma e antes de colocar o capacete o beijei. — Se cuida tá te vejo já já.
Mesmo eu não contando ao Pith sobre o meu mal pressentimento ele parecia preocupado demais o que me fez pensar se ele não estava sentindo esse mal presagio também, mas sem mais palavras liguei o motor da minha moto e saí noite a dentro.
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