Mist ( Revisão )
28 Subterrâneo/Doce jasmim
Notas iniciais
Subterrâneo
Eu estava cada vez mais surpresa com as histórias ao meu redor, primeiro foi a descoberta de que eu era uma vampira anjo, depois descobri sobre uma rosa de cor negra, então descobri a existência de elfos e sereias e agora estava tentando pegar uma adaga que pertencia a um deus para libertar um vampiro alado de um corpo de pedra e ainda tinha a história da Serpian o monstro que guardava a adaga.
"Não se preocupe minha Alisu eu vou te proteger."
Eu havia me esquecido completamente de Night o deus da lua até que sua bela voz ecoou na minha mente me assustando.
– O que houve A?. — Thin estava me segurando pelo braço como se quisesse me proteger de algo, só então percebi que eu estava com as presas armadas e asas a mostra.
– Nada T, está tudo bem calma. — Guardei minhas presas e coloquei minhas asas nas costas onde deveriam ficar.
– Por que você se alarmou Alie?
– Por nada Pith, só estou um pouco estressada com tudo, Remyts você tem algum plano para passar por Serpian?
– Enquanto você estava no mundo da lua pensamos em algo Al. — As palavras de Deni me arrepiaram será que ele sabia sobre Night? Eu não queria falar nada a eles sobre o deus, eu nem se quer sabia se ele realmente existia e já havia confronto demais entre esses garotos por mim, mas um por causa de um deus inexistente seria o caus.
– Qual o plano?
– Bem simples A, você controla a água certo?
– Certo Remyts.
– Serpian tem pavor a água, você só precisa criar uma bolha em volta de nós e nos fazer passar por ela.
– Mas eu não domino muito bem os meus dons.
– Não seja modesta nós vimos o que você fez no baile Alie.
– Ok nós podemos tentar.
– Então vamos, não podemos perder tempo temos aula depois lembra?
– Você tem sempre que estragar o momento não é T?
– Sim minha garota.
– Vamos. — Peguei a mão de Thin junto com Pith e os outros em seguida e mergulhamos no rio, a água era cristalina de um azul tão límpido quanto naquele filme A lagoa azul, mas enfim, pensei na água que estava a nossa volta e comandei mentalmente:
"Nos encubra, nos esconda, nos defenda e não deixe que Serpian se aproxime, nossa causa é nobre, apenas queremos libertar a jovem Mastik e o seu amor Remyts, peço sua ajuda, água."
Não demorou muito para que a água fizesse o seu trabalho, ela nos rodeou e se transformou em um circulo protetor a nossa volta, dentro do circulo tínhamos oxigênio, o que nos manteve vivos, não demorou muito para encontrarmos a porta que Remyts tinha falado.
– Vejam é a porta. — Pith quase berrou no meu ouvido o que me fez rir.
– Não precisa gritar Pith, o som aqui é perfeito.
– Desculpe Alie, nunca estive embaixo da água assim.
– Tudo bem, vamos até a porta, mas vamos com calma não podemos romper a barreira de água a nossa volta. — A porta era de vidro e não tinha nenhuma maçaneta nem nada que a abrisse. — Não tem tranca Remyts, como a abriremos?
– Eu não sei A.
– Como não sabe? — Deni estava quase voando em cima de Remyts o que me deixou alarmada, se eles começassem a brigar ali a água iria se romper e adeus oxigênio.
– Eu não sei, tudo que eu sabia, eu falei.
– E como sabia aquilo tudo?
– Eu ouvi falar. — Eu estava começando a entrar em pânico e me perguntando sem esperar por resposta como iriamos conseguir entrar na passagem, quando de repente a resposta ecoou na minha mente:
" A água é a chave que purifica e abre qualquer caminho minha deusa."
Eu sabia bem de quem era aquela voz, mas isso não importava tudo que importava agora era salvar o amor de Remyts e quebrar a sua maldição, sem mais interrupções nem pausas dei um passo a frente ainda ficando dentro do circulo.
– Água que purifica e limpa a alma, eu lhe peço mais uma vez que me ajude a dar a paz e a liberdade a quem precisa, abra está porta. — Com os olhos fechados apenas ouvi quando a porta deu um estalo e se rompeu.
– Como você sabia A? — Eu não podia dizer ao Thin que um deus lunático e apaixonado por mim estava tagarelando na minha mente.
– Foi só um palpite vamos.
Entramos no subterrâneo onde Serpian guardava a adaga e a amada de Remyts, no começo não vimos nada nem ninguém só corredores e mais corredores, seguimos Remyts além dos corredores até que avistamos uma pequena chama ao longe que foi crescendo cada vez que nos aproximávamos. Quando chegamos perto vimos que a chama vinha da calda da Serpente, ela era gigante e suas cabeças eram assustadoras.
– Uma cobrinha em Deni. — Não deixei de rir de Deni ele que havia se gabado de ser só uma cobrinha e agora estava branco como neve, de susto.
– Para Al, como vamos passar sem que ela nos veja? Ela tem muitas cabeças.
– Eu avisei.
– Façam silêncio e não mexam um músculo que o resto eu faço. — Tinha acabado de ter uma ideia, ela era de fogo e eu comandava o fogo isso poderia contar a nosso favor. — Fogo aumente deixe-a cega, até sairmos daqui.
– O que você está...
– Fique quieto T, não chame sua atenção, caminhem devagar até o outro lado sem que ela nos veja.
Doce jasmim
Começamos andar lentamente a frente de Serpian, o circulo de água começou a se desfazer creio que por entrar em contato com o fogo, o fogo estava violento, Serpian estava distraída o que nos fez passar despercebidos, depois de passar por Serpian chegamos rápido a sela onde Mastik estava.
– Mastik, meu doce jasmim você está bem? — Remyts rapidamente se atirou contra as barras de ferro da sela as entortando.
–Meu amor é você mesmo? — Segurando uma pequena adaga nas mãos uma mulher jovem de cabelos loiros e olhos claros saiu das sombras revelando sua face, ela era idêntica a vampira louca que tinha me capturado exceto por seus cabelos, olhos e sua alma que reluzia bondade.
– Sim meu jasmim, sou eu, seu Remyts.
– A maldição te deixou horrível meu amor.
– Mas agora podemos quebra-la meu amor, você precisa cravar está adaga em meu peito.
– Eu não posso meu amor, seria demais para mim.
– Você precisa meu jasmim. — Por mais que aquele momento fosse emocionante eu tinha que interromper eu senti o fogo que cercava a serpente aumentar mais, o que me fez crer que ela tinha se libertado do meu encanto.
– Gente é melhor cuidar algo me diz que Serpian enxerga de novo e que está atrás de nós.
– Meu jasmim crave a adaga, tudo vai ficar bem eu prometo.
– Eu confio em você meu amor e com toda a minha alma e todo meu amor por você Remyts eu quebro está maldita maldição criada pelo ódio e a inveja da minha irmã. — Com lagrimas nos olhos elas ergueu a adaga e a cravou no coração de Remyts, no mesmo instante seu corpo de pedra começou a rachar e faiscar até que ouve um grande barulho e uma luz que nos cegou por completo, não consegui ver o que estava acontecendo com Remyts e Mastik, eu não conseguia enxergar eles, a luz era muito forte e durou muito tempo, talvez horas, aos poucos a luz foi cessando e começamos a enxergar um corpo belo, forte e nu a nossa frente, ele tinha cabelos escuros compridos e seus olhos eram vermelhos escarlate, quando olhei em seus olhos conheci que aquele corpo jovem e belo nu a nossa frente era Remyts que antes era um animal pedregoso.
– Meu amor, funcionou. — Mastik o abraçou tão forte que sentimos o seu amor em nós, Thin me abraçou também e olhou nos meus olhos com um amor que chegou quase a se assemelhar com o de Remyts e mastik.
– Você conseguiu minha garota. — Estávamos quase nos beijando quando Pith se aproximou.
– Sim Alie você conseguiu. — Ele estava sorrindo de uma forma triste que me atingiu no fundo do coração.
– Agora não é hora para isso gente, Serpian está vindo. — Deni nos interrompeu lembrando que ainda estávamos em perigo, a parte fácil tinha sido concluída agora vinha a parte difícil, sair dali.
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