Notas iniciais
Capitulo meio que informativo e cheio de tensão...brigar com os pais nunca é fácil...

Assim que acordei, segui até a cozinha e quando estava prestes a voltar para o quarto após comer panquecas, ouvi minha mãe soluçar, precisava ver o que estava acontecendo, ela era uma louca e tudo mais, mas a amava, empurrei a porta do quarto e não a vi.

— Mãe? – chamei, mas não tive resposta, então resolvi procurá-la, precisava saber o que estava acontecendo. — Onde você está, mãe? – Procurei pelo quarto seguindo o som soluçante, até encontrá-la caída no chão do banheiro. — Mãe, o que aconteceu? – Perguntei me sentando ao seu lado. — Por quê está assim? – Odiava vê-la assim, derrotada, preferia vê-la louca, gritando comigo, do que assim arrasada e chorando.

Minha mãe costumava ser mais que isso, ela com seu porte fino, cabelos pretos curtos, olhos escuros e um sorriso esplêndido, com o qual escondia diversos mistérios, amava a vida, amava tudo, mas tudo isso sumiu quando o traste do meu pai sumiu com uma vadia ordinária.

— Eu...estou...bem filha, não...se...preocupe comigo. – Falou entre os soluços tentando ainda esconder as lágrimas.

— Você está assim por causa daquele idiota não é? – Odiava confrontar ela, ainda mais assim nessas circunstâncias, mas odiava ainda mais vê-la sofrer por aquele canalha.

— Tem sido tão difícil desde que ele se foi, Alisu. – Ouvir ela me chamar de Alisu fez com que meu coração se apertasse ainda mais, esse tinha sido o apelido que o meu pai tinha me dado quando ele ainda se importava com a família, significava filha da noite, sempre achei lindo, mas não agora que ele se foi assim. – Querida, não chame seu pai assim. – Ela me pediu, como se ele merecesse algum respeito e isso me deu nojo.

— Não o defenda, você sabe que ele merece pior, ele é um canalha, não me importo com ele e você também não deveria.

— Alice Suith, não fale assim, ele é seu pai, você deve respeitá-lo. – Ela tinha parado de chorar e estava voltando a ser a louca que gritava comigo e que venerava o maldito homem que a traíra e abandonara.

— Você é mesmo estúpida mãe, como eu posso ainda querer te ajudar quando você venera aquele homem? Aquele traidor! – Gritei em tom de deboche.

— Cale essa boca, você não sabe o que está dizendo. – Ela já não estava mais caída no chão estava de pé a minha frente e parecia furiosa.

— Ele te trocou por uma vadia mais no... – Ela me interrompeu com um tapa que doeu muito, não no rosto onde estava vermelho e tinha as marcas da sua mão, porém no coração onde ninguém poderia ver, não chorei nem exibi fraqueza, pelo contrário, sorri e fui sarcástica.

— Parabéns Sara Suith, você acabou de mostrar o quão boa mãe você é, proteja o seu precioso marido, aquele que te deu as costas e te deixou sozinha.

— É melhor você ir, não estou pensando direito.

— Eu percebi e não é de hoje. – Com essas palavras saí do seu quarto e segui para o meu, tomei um banho e fui para a rua.

Notas finais
Momentos tensos, o que acharam? Me respondam e ganham um doce...rsrrrsrsrrs