Notas iniciais
Capitulo agitado... *-*

Fugindo

Havíamos conseguido libertar Remyts e ele era novamente um vampiro alado, mas ainda estávamos em perigo, Serpian estava vindo, tínhamos que fugir ou enfrenta-la.

– Remyts, algum plano?

– Com a adaga podemos mata-la.

– Acho melhor fugirmos. — Deni estava apavorado, eu até poderia bagunçar dele se também não estivesse apavorada.

– Deni tem razão, temos que fugir.

– Podemos fazer o mesmo truque com a água A.

– Não dá Remyts, não temos água suficiente para isso aqui dentro.

– E fogo?

– O fogo parece uma boa ideia, mas ela também domina o fogo.

– Ela está vindo, A.

– Então nós também vamos, me sigam. — Peguei uma entrada a esquerda de onde estávamos, em algum lugar aquilo tinha que dar.

– A onde esse caminho leva?

– Eu não sei, A.

–Mastik, você sabe?

– Não minha querida, eu nunca havia saído da sela.

– Então vamos descobrir. — Seguimos em frente até que chegamos em uma encruzilhada.

– E agora direita ou esquerda?

– Estamos ferrados, eu sabia que não devíamos ter descido aqui.

– Você o que Deni?

– Eu sempre soube que isso não era uma boa ideia.

– Você nunca comentou nada Deni, não vem dar uma de lunático. — Era isso, lunático essa palavra me fez lembrar da ajuda que um certo deus tinha me dado para entrar ali, era isso eu tinha que pedir a ajuda de Nigth e assim fiz.

– O que foi A? Você ficou seria de repente.

– Só preciso me concentrar T, fique quieto. — Eu só precisava falar com o deus lunático.

Fechei os olhos e me transportei para um jardim cheio de Alisus, eu tinha que falar com Nigth por telepatia e só de pensar nele fui trazida para aquele lugar, mas eu não tinha tempo para ficar pensando no lugar e nem em nada.

– Nigth, você está aí? — Depois do que se pareceram minutos, sua doce e atraente voz veio até mim.

– Sim minha rosa negra, para você estarei sempre aqui.

– Sem cantadas baratas por favor, vim te pedir uma ajuda, eu sei que você me ajudou antes, mas agora estou pedindo de novo e dessa vez é serio.

– Fale minha querida Alisu. — Deixando toda aquela coisa de minha rosa negra e cantadas baratas, eu fui direto ao ponto.

– Preciso fugir com meus amigos para longe do subterrâneo e de Serpian, pode me ajudar?

– Seus amigos ou seus namorados minha rosa negra?

– Ah Nigth, para, eu não vou dividir assuntos pessoais com você, você vai ajudar ou não?

– Eu sei de tudo que se passa na sua vida meu amor.

– Eu não me importo Nigth, você deveria ir atrás de uma deusa e não me encher o saco, vai atrás de Iemanja a deusa das água ou de Florest a deusa das flores e me deixa em paz, se não quer ajudar não atrapalha.

– Calma minha querida eu vou te ajudar.

– Eu prefiro morrer a receber mais alguma ajuda sua, cansei. — Abri meus olhos e novamente estava no subterrâneo com todos inclusive com Serpian.

Nigth não iria me ajudar e se quisesse me ajudar eu não iria aceitar, cansei de suas conversas fiadas, sobre eu amo você, você vai ser minha deusa e blá blá blá, iria sair dessa sozinha, não sabia como, mas iria.

– Alie, você está bem?

– Teve alguma ideia?

– Calma gente, vamos sair dessa, vamos para a direita.

– Se você diz eu confio em você A. — Seguimos para a direita andamos por algum tempo até que nós esbarramos com as muitas cabeças de Serpian.

– Essa não, vamos ter que lutar.

– É o que parece gente. — Eu mais do que ninguém sabia o quanto estávamos ferrados, se lutássemos com Serpian iriamos perder e acabar mortos. — Peguem suas armas.

– E você A?

– Não esquenta comigo, eu vou ficar bem. — Ou pelo menos eu esperava ficar bem.

Todos se armaram, Pith estava com suas asas e um arco em mãos, Thin havia pegado seus punhais, Deni estava com sua espada Reluzindo, Remyts estava com a única arma que poderia matar Serpian e eu não tinha propriamente uma arma, mas eu tinha meus poderes, não iria acabar assim muito menos deixar algum dos meus guerreiros ser morto por um Réptil.

– Ataquem. — Comandei me preparando para conjurar o vento e se tudo ocorresse bem a terra.

Deni pegou a sua espada e partiu correndo para cima de Serpian, ele realmente lutava como um guerreiro, era rápido e agiu, conseguiu cortar umas das cabeças de Serpian, mas outra o atacou, o jogando contra uma parede ao longe, ele estava caído e Serpian estava indo em sua direção quando Pith partiu voando para cima dela, com seu arco mirou na garganta de uma de suas cabeças, tinha uma ótima pontaria acertou em cheio, mas ainda restavam muitas cabeças, as quais iriam o atingir se Thin não tivesse cravado um de seus punhais na calda de Serpian, o que a atrasou dando tempo para Pith sair do caminho da besta, agora era a minha deixa.

– Vento que nos rodeia ajude-me, derrube Serpian. — Não demorou muito para o vento se agitar e desabar Serpian no chão, eu tinha que me aproximar mais dela para tentar conjurar a terra.

– A, o que você está fazendo?

– Não chegue perto dela Alie.

– Al, você ficou louca?

– Fiquem quietos e me deixem, fujam enquanto ela está no chão, vão.

– Nós não vamos sem você minha garota.

– T, lembra quando você arrumou briga com os jogadores do Leoneu e eu estava com você?

– Lembro A, eu levei uma baita surra daquela vez.

– Sim e você me fez ir embora, lembra.

– Lembro e por isso mesmo que não vou te deixar sozinha.

– Eu não estou pedindo eu estou mandando, vão embora daqui agora. — Eu sabia que se ficássemos todos, iriamos morrer, eu ia ao menos dar tempo para que eles fugissem.

– Vamos T, é a vontade dela.

– Você diz que a ama, mas no primeiro sinal de perigo quer ir e a deixar.

– Ela quer que nós saiamos, eu só estou seguindo as suas ordens.

– T, meu garoto, eu vou ficar bem, vá com eles tire eles daqui nos vemos na aula de hoje a noite ta. — Eu estava em lagrimas eu sabia que eu poderia não sair dessa, não mais ver T, meu garoto, meu grande amigo nem Pith, mesmo ele tendo me magoado eu ainda o amava.

– Vão agora. — Gritei fazendo o vento se agitar mais, eles saíram correndo, mas Thin ainda olhava para trás enquanto se afastava, me voltei para Serpian que ainda lutava para se erguer.

– Terra ajude-me prenda Serpian... — Antes que pudesse terminar de conjurar a terra a calda de Serpian me atingiu me derrubando, enquanto eu estava caída, ela se ergueu e estava vindo em minha direção, tudo que eu pensava era no fim, no meu fim que estava se aproximando a cada passo daquela besta, lembrei dos meus momentos com Thin, dos meus momentos com Pith e até das minha discussões com meus pais, Serpian estava á um passo de mim, suas cabeças começaram a jorrar chamas, chamas essas que estavam vindo em minha direção, fechei meus olhos e esperei pelo impacto, houve um barulho e uma enorme luz, mesmo com olhos fechados senti a claridade, para a minha surpresa ao abrir os olhos vi Night a frente de Serpian a segurando por uma de suas cabeças e a derrubando, foi a minha vez de terminar de conjurar a terra e prender Serpia ao chão para sempre. — A aprisione a este chão rochoso e que ela nunca mais se liberte. — Com um pequeno terremoto,as rochas em volta prenderam Serpian, Night ainda a estava segurando quando a terra começou a engoli-la.

– Vejo que você está bem, Alisu.

– Graças a você Nigth, obrigada.

– Eu disse que iria te proteger minha rosa negra.

– Não começa, Night.

– Eu te levo para a the angel&vampire.

– Mas sem gracinha.

– Ok não falo nada Alisu.

Em silêncio saímos do subterrâneo, os outros já haviam ido embora, quando chegamos na superfície do rio o carro de Pith não estava mais no estacionamento, apenas a minha moto estava lá, já era quase 6:00 da noite, eu tinha apenas uma hora para chegar na the angel&vampire antes da aula com o professor novo.

– E aí deus da lua e da noite você já andou em uma dessa?

– Nunca tive essa oportunidade minha rosa negra.

– Nem vai ter se não parar de me chamar de sua rosa negra. — Isso de rosa negra me irritava em um ponto mortal ou melhor imortal.

– Tudo bem, Alisu, eu paro.

– Sobe aí, vamos dar uma volta.

– Você tem que ir para o colégio.

– Essa volta é exatamente para lá Nigth, relaxa. — Um pouco exitante ele subiu e colocou o capacete que Thin havia usado quando viemos para o valle. — Deixa de medo e se segura Nigth, não esqueça quem é um deus aqui.

Com o deus da lua na minha garupa resolvi correr ainda mais, cada curva eu aumentava a velocidade, ele parecia está gostando de tudo já que não reclamou de nada, demoramos menos de uma hora para chegar na the angel&vampire.

Notas finais
E aí o que acharam?