Mist ( Revisão )
22 Capturada
Notas iniciais
Capturada
Um dos meus problemas estava resolvido, eu não estava mais nua, mas ainda estava perdida e precisava achar o caminho de volta e o pior no escuro.
– Você quer ajuda para voltar para casa? Eu posso te guiar.
– Gridy não precisa, além do mais você tem que cuidar do Burlok, eu o deixei preso, mas ele pode e vai tentar algo.
– Está bem Alisu, muito obrigada por tudo.
– Por nada príncipe, eu que tenho que agradecer pelo vestido.
– Não precisa Alisu, é um grande prazer poder ajudar.
– Eu preciso ir, tenho uma grande jornada.
– Volte quando quiser Alisu, você sempre será bem vinda aqui.
– Obrigada amigos, adeus. — Os abracei e saí caminhando escuridão a dentro, de novo eu estava perdida na escuridão.
– Como eu queria ter uma luz comigo uma pequena tocha serviria. — Continuei a caminhar quando minha mão começou a esquentar e a brilhar como se estivesse se transformando em uma tocha. – O que diabos está acontecendo comigo? Primeiro foi o vento, depois a água e agora o fogo, eu devo está ficando maluca e porque estou falando sozinha? — Parei de tagarelar e continuei a caminhar agora não estava mais tão escuro, minhas mãos estava iluminando o caminho, caminhei por muito tempo e cheguei ao local da queda, ali era ainda mais escuro, me sentei entre duas árvores e fiquei lá imaginando como estariam meus guerreiros e meu anjo.
De repente ouvi algo se mexendo perto de alguns arbustos, olhei na direção dos arbustos e vi olhos grandes e vermelhos, assustada comecei a correr sem parar, já longe olhei para trás e vi um enorme bicho de pedra com olhos escarlate à me observar, eu queria gritar e sair correndo, mas não podia fazer nada que o fizesse me atacar, comecei a andar devagar para trás, mas só dei cinco passos antes de o bicho correr em minha direção.
– Não ataque Remyts, já a temos como queríamos. — Uma voz veio de trás do animal com olhos escarlate.
– Quem é você?
– Eu sou Mistick sou a líder do conselho supremo, Alisu. — A mulher saiu das sombras revelando sua face, ela era linda, mas não era uma beleza angelical ou até mesmo vampírica, era uma beleza maligna, ela tinha cabelos vermelhos escarlates assim como os olhos da criatura, uma pele pálida e suas presas estavam à mostra, seus olhos tinham um brilho de maldade que eu nunca tinha visto em nenhuma criatura. — Você não achou que poderia se esconder para sempre achou?
– O que você quer comigo?
– Eu vou apenas restabelecer a lei das coisas, querida.
– O que você quer dizer com isso?
– Você não deveria existir Alisu, por tanto você deve sumir de vez.
– Eu preciso ser levada e julgada perante o alto poder dos arcanjos e também pelo Conselho supremo. — Tudo até ser capturada era melhor do que acabar aqui, sendo morta por essa louca ou pior devorada por sua criatura.
– Oh querida, eu sinto muito, mas não posso, ninguém sabe que eu te encontrei e vou negar até o fim.
– Por que? O que eu fiz para você?
– Eu já te disse, preciso restabelecer as coisas, mas chega de conversa, vamos, eu não posso te extinguir aqui, seria antiético.
Eu não tinha outra escolha a não ser segui-la, caminhamos por diversas horas, até chegarmos à um enorme castelo feito de pedras, ela me levou até a sala principal e me prendeu a uma cadeira.
– E agora o que vai fazer?
– Por enquanto nada.
– Como nada, você não ia me extinguir?
– Bem lembrado. — Eu e minha boca grande, eu tinha que a lembrar disso? Sério? – Mas eu mudei de ideia, você vai ser meu bichinho de estimação.
– Não basta aquele ali. — Apontei para a criatura com olhos escarlate.
– Ele? — Eu não entendi o seu tom de surpresa seguido de sua gargalhada.
– Ele é apenas o meu cão de caça e bem sem graça por sinal, ele costumava ser mais divertido quando príncipe. — Eu não sabia se estava louca ou surda, ela tinha falado príncipe?
– Como assim príncipe?
– Orá você nunca ouvir falar em contos de fadas criança?
– Não me chame de criança. — Ela já estava me irritando com isso de superior.
– Enfim eu o enfeiticei e ele agora é só um cãozinho, que por sinal está com fome. — Veio em minha direção e me soltou. — Alimente-o ou eu darei você a ele como comida.
Saí em direção a uma grande porta onde ela disse que seria a cozinha e peguei carne para a criatura que havia me seguido até lá, me dirigi a ele e joguei o pedaço de carne.
– Em que pé estamos em colega.
– Pois é e espere até fazer 4 anos. — Ou eu estava louca ou eu tinha acabado de falar com uma espécie de cachorro.
– Você fala?
– Claro, por que achou que eu fosse mudo?
– Não sei se foi por você ser de pedra ou ser do mal.
– Eu não sou do mal e nem sempre fui de pedra.
– Se não é do mal por que a ajuda?
– Se eu não a ajudar ela me mata.
– Como você se transformou nisto?
– Ela me jogou um feitiço.
– Como?
– Eu era completamente apaixonado por sua irmã gemia Mastik, mas seus pais eram contra porque eu sou um príncipe alado, eu sou ou eu era uma especie de vampiro com asas.
– Você o que?
– Vampiro alado na verdade.
– Eu achei que eu fosse a única.
– E você é, eu não fui gerado como você eu fui feito através de um sacrifício proibido e como punição eu recebi asas douradas e me tornei um ser alado, durante anos fui designado a servir a família de Mistick e assim foi durante muitos séculos, mas um dia acabei me apaixonando pela bela e encantadora Mastik e ela me correspondia, sua irmã tinha muita inveja dela por sua doçura e bondade.
Um dia ela descobriu sobre nós e jurou nos destruir, ela tentou matar Mastik, mas seu pai interveio o que só a deixou ainda mais furiosa, vendo que nós corríamos perigo decidimos fugir, mas Mistick descobriu nossos planos e nos denunciou ao conselho supremo e como punição eu fui aprisionado neste receptáculo de pedra e ela se tornou a líder do conselho, a única coisa de mim que sobrou além da minha alma foram meus olhos escarlate.
– Eu sinto muito.
– Não precisa ter pena de mim.
– Me desculpe, mas não ha uma forma de quebrar este feitiço?
– Só ha um jeito.
– Qual?
– A adaga escarlate.
– Que adaga é essa?
– Era a minha arma de guerra e por isso só ela pode me libertar, pertencia a um antigo deus vampiro guerreiro chamado Dragomir, ele traçava suas batalhas bravamente e aniquilava seus rivais sem nenhuma piedade, ficou conhecido como Deus após a sua participação em algumas grandes batalhas onde invocou a sua forma original a de um dragão mistico e aniquilou os exércitos inimigos.
– E onde está essa tal adaga?
– Eu não sei, dizem que perdida no subsolo dos jardins do valle do paraíso.
– Eu sei onde fica, só precisamos sair daqui e saber em que lugar exatamente está.
– Então temos um plano?
– Se você me ajudar a fugir sim.
– Ainda está noite fugiremos.
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