Notas iniciais
Oi gente, eu sei eu sei, muitas fics.
Mas enfim, minha cabeça é cheia de ideias e gosto de colocá-las pra fora :)
Espero que gostem, agora tenho conta no Spirit (meio atrasadinho em), portanto, estarei postando lá também.
Enfim, logo estarei atualizando as demais fics, e postando novas.
Eis um gênero que curto bastante, mas nunca escrevi ♥
Boa leitura.

Olhava a paisagem pela janela do ônibus, já estava chegando a seu destino, bem longe de casa. Os prédios eram substituídos por árvores, as poucas casas no caminho eram bem simples, várias placas de “Bem-Vindo” que pareciam terem sido feitas artesanalmente.

Suspirou cansado, até que avistou uma placa (ao que pareci, era a última) mais escondida, bem velha, tomada por limos e quase totalmente coberta por folhas. As letras eram somente borrões, mas conseguiu ler a palavra paranormal bem pequena e pouco visível. Estreitou os olhos, balançou a cabeça e a placa não estava mais lá.

Antes que pudesse parar pra pensar sobre o que acabara de ver o ônibus parou.

— Última parada, Konoha! – A voz do motorista era cansada e entediada. Ajeitou o boné, pegou a bolsa de viagem e desceu caminhou até a porta do veículo.

Assim que descera pôde avistar seu padrinho, não o via a uns 8 anos. Este correu em sua direção e o abraçou. Bem, confessava sua ida até aquela cidade fora meio forçada por seus pais, “Você tem que aprender que há um mundo fora desses vídeo games e da internet.”. A voz da sua mãe ecoava em sua cabeça.

— A quanto tempo garoto! Não queria mais ver seu velho padrinho?

— Senti saudades velho. – E não era mentira. O homem sorriu, adorava aquele garoto.

— Vem, vamos logo, sua madrinha preparou chili, do jeito que você gosta, bem apimentado. – Os olhos do garoto brilharam.

Logo entraram na velha caminhonete de seu padrinho e rumaram até a casa.

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— Então seus pais te mandaram pra cá por conta dos vídeo games e da internet?

— Sim, disseram que eu tenho que socializar. – Disse de boca cheia. Sua madrinha o olhou atentamente, já sabia o que fazer quanto a isso.

— Não vamos desperdiçar a chance não é? – O sorrisinho que brincava no rosto dela não mostrava boas intenções.

— O que você está pensando Tsunade?

— Ora, o Naruto vai nos ajudar a cuidar da lojinha. – O garoto parou a colher no meio do caminho. – E vai ficar sem telefone o dia inteiro. – Dito isso, a mulher se levantou e rumou até a pia.

— O que?! Sem telefone?! Mas-

— Nada de mas, seus pais o mandaram pra cá para que socializasse e se esquecesse um pouco do mundo virtual. – Então virou-se para o garoto com um sorriso no rosto. – Nada mais justo que cumprir a ordem deles não?

Suspirou derrotado, sabia que não daria em nada se rebelar ou discutir com sua madrinha, ela era uma mulher assustadora quando queria (Quase o tempo inteiro).

Ainda eram 16:00hrs quando terminara de se instalar em seu quarto, resolveu passear já que seu telefone fora confiscado. Quando parava pra pensar que ficaria “off-line” o verão inteiro sentia uma pequena depressão. O que seus pais estavam pensando afinal? Tinha 14 anos! Era normal que gostasse de vídeo games e internet! Sempre fora um ótimo aluno, não faltava às aulas, suas notas eram perfeitas! Fora que estando com seus vídeo games não estragava sua juventude com sexo e drogas.

Com as mãos nos bolsos, saiu de casa. Há muito tempo não ia a Konoha, jamais confessaria, mas até que sentia saudades de brincar no rio, ou tomar sorvete na praça principal da cidade. Rumou até o riacho, também não confessaria que estava afoito pra se jogar na água.

Caminhava pela mata, a cada passo lembrava da infância, conhecia aquele lugar como a palma da mão. Tateava as árvores com um singelo sorriso brincando nos lábios, talvez o verão não fosse tão ruim.

Assobiava tranquilamente quando tropeçou em algo e caiu de cara no chão meio lamacento, levantou rapidamente e procurou o causador da queda. Passou a mão no rosto e fixou os olhos no chão, era uma caixinha, uma pequena caixinha preta. Se agachou e pegou o objeto, passou a manga da camisa sobre ele na intenção de limpá-lo, então pôde ver símbolos estranhos talhados no mesmo.

Logo sentiu que estava sendo observado, começou a suar frio, olhou para os lados sentindo a respiração cada vez mais pesada e o coração bater acelerado. O que diabos estava acontecendo?!

— Quem está aí?! – Só teve os grasnados das aves voando dali, o que lhe pôs mais medo. – Olha, é melhor aparecer se não... se não... eu acabo com você! – Era visivelmente um blefe, estava apavorado, a sensação horrível só aumentava.

Não sabia bem o porquê, mas não conseguia largar a caixinha estranha. Não suportando mais aquela pressão, correu. Correu com todo seu esforço, a todo instante olhava para trás. Seu desespero não lhe deixou ver um enorme galho à sua frente, e não deu outra, tropeçou novamente e saiu rolando pelo chão.

Sentiu o joelho direito arder, e seus braços também. Algo quente estava escorrendo por sua testa, sabia que era sangue. Arregalou os olhos com extremo pavor, bem ao longe pôde ver um par de olhos brilhantes fitando-o e jurou ver um sorriso, um sorriso bem macabro.

Logo ouviu o som de passos se aproximando, pensou em gritar por socorro, mas decidiu que não era nem de longe uma boa ideia. Respirou fundo, se levantou tentando não fazer barulho, iria correr, tinha que correr! Assim que deu o primeiro passo sentiu uma mão em seu ombro.

—Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhh!!!!

— Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhh!!!

— Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhh!!!

— Aaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhh!!!

—Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhh!!!

— Ei, Naruto! Para de gritar!

— Hã? Velho?

— Por que você está tão assustado? E por que tá sangrando? O que diabos aconteceu? – O garoto olhou para os lados, procurou os olhos assustadores e o sorriso macabro, tudo que encontrou foram os animais da floresta.

— Eu, é que, tinham olhos, uma sensação, e-eu... – Até que a caixinha em sua mão pulsou, sentiu um solavanco no peito e caiu de vez, desacordado.

— Naruto?!

Notas finais
Bem, é isso, pequeno por ser apenas um prólogo.
Espero que tenham gostado.
Não deixem de comentar, críticas, sugestões, elogios, são todos bem vindos ♥ (Com respeito, claro).
Até a próxima leitor.
Ja ne o/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.