Notas iniciais
Oieee meus cupcakes! Desculpa a demora, e vcs já sabem a desculpa. Mas agora chegou as minhas tão esperadas FÉRIAS de julho, e vou me dedicar mais a escrever essa fic que tá tão paradinha.... Bem, pra começar o último capítulo parecia que era só mais um capítulo, mas vai mudar muita coisa nesta fic, como este capítulo!

– Você está bem mesmo? Perguntei meio nervoso.

– Jonathan, é claro que a sua irmã está bem. Minha mãe passava a mão no cabelo da Diana. Os olhos dela estavam de um tom tão escuro quanto o céu à noite. Só está um pouco fraca, não é querida?

– Considerando o que eu acabei de fazer, sim. Diana pegou um copo de água que estava em seu criado mudo e bebeu um gole. Suas veias apareciam na pele clara, ainda mais em evidencia pelo inverno. Dessa vez foi mais difícil. Parecia que eu tava perdendo sangue.

– Você vai ficar bem, Dan. Me apressei em dizer.

– Será que eu tô fazendo a coisa certa? Isso que eu tenho se não uma benção, é uma maldição. Diana tossiu levemente, fazendo a luz do abajur ao seu lado tremular.

– É o que eu venho dizendo, mas a mamãe...

– Nem me venham com esse negocio de poderes especiais são legais, mãe eu já falei, isso só faz mal pra você, Diana! Mamãe fez a sua melhor cara de agonia.

– A ultima vez que ela usou os poderes foi muito legal. Protestei, murmurando.

– Você tá brincando, Jonathan? Mamãe me olhou com os olhos apertados de desaprovação. Ela quase fritou a menina Belutti!

– Isso foi completamente sem querer! Aposto que ela poderia controlar desta vez! Defendi Diana. Eu estava quase aos berros com a minha mãe. Eu queria proteger a minha irmã, mas Diana era incrível, ela tinha que aprender a usar seu poder, e não se esquivar.

– Aposto que se o meu pai estivesse vivo ele diria a mesma coisa. Murmurei baixinho. Mas não baixinho o suficiente para minha mãe ouvir e se virar pra mim. Pensei que ela iria gritar comigo, mas ela só me olhou com tristeza, os olhos cheios de lembranças.

– Johnny, se você o tivesse conhecido... Você é tão parecido com ele. Sussurrou ela, mais para si mesma do que para mim. Você lembra-se dele, Diana?

– Loiro, alto, olhos cinza, como um pai pra mim. Diana sorriu. É muito injusto que eu tenha conhecido ele o próprio filho dele não tenha conhecido. Desculpa Joe.

Diana começou a chorar, enquanto minha mãe se debulhava em lágrimas.

– Olha, essa atmosfera é muito melodramática pra mim, eu vou indo. — Peguei meu casaco xadrez e joguei por cima do ombro.

– Você... você vai pra casa? Mamãe fungou.

– Não hoje, mamãe. Dei um beijo na bochecha dela. Apertei a mão da minha irmã, que estalou com o choque estático. Tchau. Me virei e quando eu estava saindo, me virei novamente. Ah, o Oliver está aí na recepção. Ele está tentando achar uma brecha pra poder entrar.

– Mas não vai achar. Diana cruzou os braços.

– Diana. Minha mãe olhou pra ela naquele tom professoral que ela usava comigo. Jonathan, peça pra esse menino entrar, ok?

– Como se eu não o mandasse entrar com ou sem permissão. Bufei, e antes de Diana fazer até mesmo a mais leve objeção, saí do quarto.

Quando atravessei a sala de recepção do hospital, Oliver quase me atropelou.

– Como ela está? Já é a segunda vez esse mês, isso é normal?

– Cara, se acalma. Ri. Ela está bem.

Oliver soltou um suspiro aliviado.

– E você devia me agradecer pelo o que eu consegui. Dei um tapinha nas costas dele. Você vai poder entrar lá e falar em particular com a minha irmã.

– Sério? Oliver puxou minha cabeça e a beijou. Joe, você é o melhor cunhado do mundo!

– Argh, que nojo. Protestei. Oliver saiu correndo para o quarto de Diana e eu saí do Hospital.

Assim que atravessei as portas do Hospital percebi que deveria ter trazido uma jaqueta, não só uma camisa. Estava esfriando muito no Vale. O inverno chegara mais cedo, afinal.

– Hey, Joe. Alguém me chamou. Me virei para ver quem estava ali. Um cabelo loiro, a boca vermelha como sangue, os olhos verdes brilhantes. Eu preciso falar com você.

– Belinda está bem. Me apressei em dizer.

– Não, não é sobre Belinda que eu quero falar. Millena me olhou com os olhos suplicantes. Percebi que o brilho do verde estava quase se esvaindo. Ela tirou um papel do bolso da calça jeans que usava e me entregou. Entregue isso pra Anne. Por favor, entregue o mais rápido que puder. Joe, a minha vida depende disso. A minha vida e a vida dos Reinos.

Millena olhou para o céu, que tarde demais percebi, havia enegrecido, com ventos fortíssimos. Ela olhou apavorada enquanto a nuvem mais negra de todas pairou acima de nós.

– Não! Você não pode fazer isso, eu não contei nada! Ela gritou para o céu. Fiquei confuso. Ela estava falando com a nuvem? Antes que eu fizesse qualquer piadinha com isso, um raio se desprendeu do céu e acertou Millena. Olhei para a loira, incapaz de fazer qualquer coisa quando sem mais nem menos ela desapareceu, deixando apenas uma cratera fumegante. Me afastei antes que os Combatentes aparecessem e me aplicassem uma gravata. Corri pra longe e peguei o papel. A escrita tão floreada de Millena estava cheia de garranchos, dobrado em um pedaço qualquer, uma carta endereçada a Anne. Andei até a parte mais alta da cidade, em direção a casa de Ed. A bonita casa colonial de três andares, com um portão negro e uma fonte de uma chama viva. Na verdade, aquilo era fogo de verdade, queimando eternamente dentro do vidro moldado. Nas demais casas, haviam outras estatuas, mas nenhuma com toda a pompa dos Dellarge. A família italiana que migrou na época que o tataravô de Raffael Raxel havia tomado o posto de Rei e chamado todas as famílias mágicas da Europa. Como eu sabia disso? Ser filho de uma professora de história te ensinava muitas coisas.

Passei a mão pela tranca do portão e ele se abriu sozinho. A mansão do lado de fora parecia quase um castelo. Se você nunca tivesse visto o Castelo dos Raxel, claro. Subi as escadas circulares do pátio e abri a pesada porta de entrada. A paisagem da casa sem que Anne interferisse era magnífica. Preto e branco, flores por toda a parte, quadros famosos reproduzidos com perfeição, tapetes de várias cores. Janelas que vinham do chão até o teto mostravam o gramado extremamente verde e a piscina de águas cristalinas, na qual Ed nadava. Tateei a porta de vidro procurando a maçaneta, porque eu já tinha muita experiência em me grudar de cara em portas de vidro.

– Ed! Berrei, atravessando o enorme gramado em direção da piscina.

– Não era pra você estar no Ginásio? Perguntou Ed, subindo da piscina pelas escadas.

– Diana está no Hospital. Respondi. Você não evapora quando mergulha?

–Ra-ra. Ed revirou os olhos. Diana está bem?

– Oliver está lá, então estou mais preocupado com ele. Dei de ombros. Você não sabe o que aconteceu comigo.

Quando terminei de contar a história, Ed estava boquiaberto.

– Millena enlouqueceu? Cadê o papel?

– Tá aqui. Tirei o papel do bolso com cuidado. Mas eu tenho que entregar pra Anne, então nós não podemos ler.

– Vamos entregar pra ela de noite. Ed disse. Tá um dia muito bom pra ela se preocupar com isso. Hoje começa o dia de espionagem a Lunna. Péssimo plano, por falar nisso.

– É o que Anne quer. Bufei. Ela faz tudo o que quer, não é mesmo?

Notas finais
Comentem!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.