Mistérios da Lua

15 Um Dominante de Fogo para encontrar o Sol.


Notas iniciais
Cupcakes!! Bem, este é o primeiro POV JOSH desde a história com a Lyne, estou feliz! Quem quiser saber aonde a Anne foi parar, sugiro que entre aqui: http://fanfiction.com.br/historia/458713/Back_to_the_Past/ Bem, é isso, a outra fic já está no capítulo 3, e esta na 15! Eu estou emocionada, e é agora que vcs saberão aonde fica o Reino da Luz. Perguntinha: De que Reinos vcs são? Eu sou das Trevas, óbvio :3 me respondam, cupcakes! Ah, obrigada pelos comentários no último capítulo, fico feliz com isso!

POV JOSH
Depois que descobri que iria ir no Palácio do Sol, minha vida não ficou nem um pouco mais fácil. Primeiramente, passei a noite inteira ao lado de Sophie. Em parte porque Ed havia fugido com Anne — uma coisa que eu não havia engolido, onde já se viu? -, ela não tinha família e era por causa nossa que ela havia ficado assim. Eu me sentia culpado. Mas quem não se sentiria? Haviam se passado uma noite inteira e nada de notícias de Anne. Eu ainda tinha esperança de que ela voltaria, para mim não ir até lá. Já eram quase meio-dia quando Raffael apareceu.

– Josh? — Chamou ele. O rei estava com olheiras pela noite mal dormida, pensando em Anne, como eu.

– Sim? — Respondi.

– Josh, vá tomar um banho, eu cuido dela. — Disse ele.

– Eu não trouxe roupas, senhor. — Protestei.

– Lorrie, poderia entrar aqui, por favor? — Pediu ele, me deixando confuso. A porta se abriu, deixando uma garotinha loira de olhos azuis entrar. Ela não deveria ter mais de 7 anos. — Josh, esta é Lorrie, minha filha, irmã de Anne.

– Oi, prazer em conhecê-la. — Lorrie era completamente o oposto de Anne. Lorrie era loira, Anne tinga cabelos negros. Lorrie tinha olhos azuis, e Anne pretos. Mas a cumprimentei. Ela deu um grande sorriso e apertou minha mão. Por um segundo o rosto dela perdeu o sorriso e ela puxou a mão da minha. Ela deu um passo para trás, como se tivesse tropeçado.

– Lorrie, querida, está tudo bem? — Perguntou Raffael, preocupado.

– Está tudo bem papai. — Respondeu ela, com a mão na têmpora. — Só tive uma visão.

Eu fiquei confuso.

– Lorrie é vidente. — Explicou Raffael, para então se virar para a filha. — Eu a trouxe para que pudesse nos ajudar, querida. Você sabe onde está sua irmã?

– Fica difícil, já que eu passei apenas poucos minutos com ela. — Disse ela, pensante. — Eu precisaria... Josh, você que é amigo dela, poderia me dizer para onde Anne iria?

– Com certeza para casa. Ela iria ir embora para o Orfanato. — Falei, com certeza absoluta.

– Ela voltaria para lá? — Perguntou Raffael. — Não me parece um plano muito bom.

– Olhe, me desculpe seu rei, mas sua filha não é conhecida exatamente pela sua inteligência. — Me lembrei dos anos que passei com ela. — Ela tentaria dar volta e fingir que isso nunca aconteceu. Mas onde exatamente estamos? Nós moramos em Seattle, mas onde estamos agora?

– O Reino da Luz é difícil de ser encontrado. — Falou Raffael, com aflição. — Sabe a velha lenda sobre o pote de ouro no fim do arco-íris? A história não é exatamente isso.

– Quer dizer que estamos... — Quase engasguei.

– Exatamente. Estamos no fim do arco-íris. — Disse ele.

– Mas então como sair daqui? Estamos flutuando em pleno céu? — Indaguei, abismado.

– Não exatamente. Estamos em algum lugar e em lugar nenhum na verdade. Aqui, é onde o primeiro feiticeiro fez seu primeiro feitiço. O começo da magia sem usar a varinha. Onde o mundo mortal foi separado dos Feiticeiros. Onde os Bruxos foram separados de nós. Onde tudo foi separado. Onde o primeiro feiticeiro do Mal deixou nossas terras e partiu para o leste. Anne pode estar tão perto quanto pode estar muito longe. — Ele falou aquilo como se estivesse dizendo: "A lanchonete fica ali na esquina" mas eu achava isso o máximo. E eu comecei a sentir aquela pergunta, que eu sempre fiz, aparecendo aos poucos. Se a magia existe, será que meu pai está vivo?

– Papai, assim você assusta ele. — Disse Lorrie, com sua voz de criança. — É muita informação para um dia, e ainda o que o espera no Palácio do Sol... não é bom. Mas sei que vai conseguir, Josh. Você é tão poderoso quanto Anne, embora não acredite nisso. Os poderes dela superam o de qualquer um, mas saiba que o único que pode fazer Anne ouvir a voz da razão é você. Nem mesmo Ed é capaz de fazer isso. Ela vai precisar de você quando a hora chegar.

– Que hora, Lorrie? Do que você está falando? — Perguntei.

– Não posso falar mais, me desculpe. Mas guarde minhas palavras caso Anne o decepcionar. — Pediu ela. Raffael balançou a cabeça, concordando. Eu fiquei um tanto receoso por concordar com uma garotinha de 7 anos, mas Raffael era sábio e acreditava na filha, então eu deveria acreditar também.

– Lorrie, fique aqui contando a Josh o que ele precisará fazer no Palácio do Sol. Eu preciso ver sua mãe. — Assim dito, Raffael saiu, me deixando com a vidente de 7 anos.

– Lorrie. — Chamei. Ela se virou pra mim. — Você sabe algo sobre meus pais?

– Sua mãe. — Ela fechou os olhos. — Dayana, mortal. 37 anos, loira de olhos claros. Trabalha como gerente em uma loja e...

– Não. — A interrompi. — Eu quero saber sobre meu pai.

Ela fechou os olhos novamente.

– Huum. Alto, cabelo negro e olhos negros. Feiticeiro. — Ela apertou os olhinhos. — Está difícil de ver, perdão. Ele é muito poderoso. — Ela abriu os olhos. Eu estava abatido. — Não se preocupe, verá seu pai. Saiba que ele nunca esqueceu você.

– Tudo bem é só que... é um sonho antigo, sabe? Mas ele está vivo?

– Muito bem vivo. — Ela sorriu, nervosa, o que me deu a ideia de que ela sabia mais do que queria contar.

– Tudo bem. — Concordei por final. — O que você tem a me dizer, Lorrie?

– Sua viagem não será solitária. Para ir ao Palácio do Sol você deverá ir com alguém que domina fogo. — Disse ela, claramente aliviada por trocar de assunto.

– Mas onde iremos encontrar alguém que domine fogo? — Eu não havia me acostumado com a ideia.

– A família Dellarge é a única a dominar o fogo desde mil anos. Existem apenas dois dominadores de fogo no mundo. — Contou ela.

– Sophie e Ed. — Suspirei. Lorrie sorriu, como se dissesse "exatamente". — Mas Ed está com Anne e Sophie está apagada.

– Não tão apagada. — Falou uma voz fraca. Me virei. Sophie abria os olhos fracamente. Suas íris azuis estavam vermelhas, e quando digo vermelhas, é vermelhas mesmo, como se o fogo estivesse nos olhos dela.

– Sophie você está...

– Viva? — Completou ela. — A Família Dellarge é conhecida pela força, não só pela dominação do fogo. Não desistimos assim tão fácil. Somos muito persistentes no que queremos.

– Sophie, eu pensei que estivesse morta depois do que aconteceu. — Falei, sentindo o peso da culpa.

– Nunca. — Ela piscou. — Onde está Anne?

– Ela... ela fugiu. — Contei. Sophie arregalou os olhos.

– Chame o meu irmão aqui, rápido!

– Anne fugiu com Ed. — Desabafei. Sophie parecia que estava quase soltando fogo pelo nariz.

– Ela o quê? — Gritou Sophie. — Ela levou meu irmão? Ah, eu vou tirar aquela cara de deboche daquela garota só com um tabefe!

– Você não pode. — Interrompeu Lorrie calmamente. — Ela é sua princesa, e os poderes dela dão um banho nos seus.

– Quem você pensa que é, loirinha? — Perguntou Sophie.

– Eu sou a filha de Raffael e Clarissa, a Princesa Lorrie. — Se apresentou ela. — Tenho um grande apreço por seu irmão, mas vejo que a gentileza da família infelizmente não foi para o seu lado.
Eu apenas ergui as sobrancelhas. Aquilo era uma disputa entre uma criança e uma garota de quem alfineta mais.

– Desde quando você conhece Ed? — Perguntou Sophie.

– Desde que me lembro. — Respondeu a menina. Sophie pareceu desconfiada, como se não soubesse disso.

– Ed nunca me contou isso. — Comentou ela.

– Ele é seu irmão mais velho, não te deve satisfação. — Falou Lorrie, revirando os olhos. Sophie ficou vermelha.

– Desisto de discutir com você. — Falou Sophie.

– Sábia escolha. — Retrucou Lorrie.

– Ei meninas, se acalmem. — Intervim. — Lorrie, você disse que eu precisava da ajuda de Sophie?

– Sim. — Concordou ela. — Mas vocês devem partir ao próximo amanhecer. Amanhã.

– Por quê? — Perguntei.

– Não é óbvio encontrar o Sol no amanhecer? — Ela rolou os olhos.

– Pode ser. — Concordei. Pisquei. — Ei, que dia é hoje?

– 8 de outubro. — Respondeu Lorrie, automaticamente. Mas aí ela arregalou os olhos. — O aniversário da Anne!

– O que que tem? — Quis saber Sophie.

– Ela vai fazer 16 anos dia 12! — Gritou Lorrie. Sophie arregalou os olhos. — A festa de 16 é importante para uma princesa. É quando ela sela seu destino e dá o seu primeiro beijo.

– E quem ela poderia beijar? — Perguntei, respirando rápido.

– Meu irmão, ora! — Berrou Sophie. — Ed é um garoto... conquistador. Tem uma grande fama de pegador. Qualquer Feiticeira ou mortal se apaixona por ele. O apelido "Ed o Irresistível" não foi dado à toa.

– Eu... — Lorrie ficou com os olhos parados. — "A Filha da Lua aos 16 chegará. Um grande amor de repente surgirá. Ao passado deve voltar para compreender o futuro; Para aceitar o que a aguarda basta voltar ao muro" — Lorrie proferiu as palavras e tombou para trás.

– Lorrie! — Gritei, e corri para ajudar a menina.

– Eu estou bem. — Garantiu ela. — Encontrem Anne. Ela não pode ir ao Reino das Trevas!

– Ela é filha de Miranda! — Gritou Sophie, se levantando da cama. — Lá é o Reino dela.

– Lá é onde ela saberá quem é, e assim estará abrindo uma porta para Luna voltar ao mundo! — Argumentou a criança. — Depois que ela descobrir isso, será questão de tempo até Luna começar a se libertar, usando Anne como escada.
Sophie engoliu em seco. Lorrie estava aterrorizada. Eu parecia um pateta no meio da conversa. Eu não fazia a menor ideia do que elas estavam falando.

– Voltem, por favor. — Pedi. As duas se viraram para mim. — Vocês estão falando de quem?

– A questão não é essa! — Gritou Sophie. — O que é esse "muro" que você falou?

– O muro é o que separa duas coisas. O muro que separa a Luz das Trevas. — Lorrie contava tudo isso arrasada. Ela sabia muita coisa para uma menina de 7 anos.

– O muro... — Sophie parecia que ia chorar. — O muro que separa nossos mundos é o...

– Templo da Lua. — Completou Lorrie. — Anne terá que ir até o Monte Everest.

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– O que é esse Templo da Lua? — Perguntei, alheio à conversa. Lorrie não tinha condições de responder. Estava se aguentando para não chorar. Sophie a consolava, embora a dois minutos antes estavam trocando farpas. Mulheres.

– O Templo da Lua... bem... — Sophie parecia abalada, mas respondeu. — Antigamente, há cerca de 5000 anos, alguns Feiticeiros quiseram criar uma nova raça. Os Dominantes da Noite. Eles canalizavam o poder da Lua e a veneravam, em troca de suas bençãos, que deixava os Feiticeiros ainda mais poderosos. A benção da Lua no entanto era uma coisa rara. Só as pessoas com os melhores sacrifícios ganhavam. A benção era a imortalidade. Imagina só se nós Feiticeiros fôssemos imortais? Seria um caos. No entanto, muitas pessoas queriam a benção. Mas o sacrifício deveria ser feito no Monte mais alto na 6° Lua Cheia. Os Feiticeiros, para não precisar fazer seus sacrifícios no chão de terra, criaram no topo do Monte, um Templo prateado. E quando a luz da Lua tocava no Templo, a magia dos Feiticeiros com a benção aumentava muito. Mas o certo é que Feiticeiros desertores, dos dois Reinos criaram o Templo para sacrifícios.

– O que eram os... hum, sacrifícios? — Eu já estava com medo da resposta.

– As jovens mais belas. As Feiticeiras, de ambos reinos eram oferecidas à Lua. — Respondeu ela. — Alguns pergaminhos daquele tempo retratavam os desenhos dos sacrifícios. As jovens eram amarradas em uma mesa de pedra, e quando a luz da Lua Cheia se infiltrava pelo teto, elas eram queimadas vivas. Os desenhos eram tão reais... era horrível. Mas ao matar jovens puras, os Feiticeiros adquiriam, não só a imortalidade, mas também a Maldição da Lua Nova. Como todos sabem, a Lua tem 4 formas. Minguante, Crescente, Nova e Cheia. E em todas elas, o Espiríto da Lua muda. Minguante e Nova, misericordiosa e justiceira, a Lua que pune os maus. Crescente e Cheia, má e assassina, a Lua que amaldiçoa os bons.

– Mas... se o Templo fica no Monte Everest... como é que eles passavam pelo gelo? — Indaguei. Eu queria saber o máximo que podia, para ajudar Anne.

– Há uma lenda... a Filha da Lua. — Sophie explicou. — Dizem, que na mesma época dos sacrifícios à Lua, uma mãe queria proteger a filha, que estava jurada de morte pelos dois Reinos. A mãe e a criança foram perseguidas, até que foram acuadas no Templo da Lua. E a mãe cometeu a burrice de invocar a Lua. A Lua apareceu, e quis levar a menina aos céus, mas a mãe não deixou, óbvio. Então a Lua se explodiu de raiva e matou a mãe e a criança. Só que ela ficou muito triste e chorou por uma semana. As lágrimas dela congelaram e fizeram o Monte inteiro ser coberto de neve.

– A lenda não é essa. — Se pronunciou Lorrie, limpando as lágrimas. — Todos pensam que a Lenda é essa, mas só a Realeza conhece a verdadeira história. A mãe na verdade queria se sacrificar para dar a imortalidade a filha, que era o espiríto da Filha da Lua na Terra. Só que quando a Lua chegou lá, viu que não era uma moça pura. Era época de Lua Cheia. Ela resolveu que iria incinerizar a mulher, porém acabou atingindo a filha. E embora estivesse em sua pior fase, ela ainda era mãe, e chorou pela morte, causada por ela mesma, e suas lágrimas congelaram o lugar.

Sophie pareceu em choque, mas eu estava com outra questão na cabeça.

– E por que ninguém consegue subir até o topo?

– Não é por causa do oxigênio, embora os mortais pensem que é. — Repondeu Lorrie. — É porque o lugar é amaldiçoado pelos Reinos. Nos antigos pergaminhos também diziam que alguns Feiticeiros da Luz e das Trevas tiveram que fazer uma trégua para enfeitiçar o local, para que nenhum pária fosse até lá buscar a imortalidade. Foi tudo pensado para que ninguém, nunca consiga chegar ao topo. Apenas a Filha dela, enquanto num corpo mortal, pode subir.

– Lorrie, quando foi que a última Filha da Lua nasceu? — Eu tremia, mas não sabia porque.

– Há cerca de 1000 anos, Monique, Feiticeira das Trevas. O Rei da Luz desta época mandou matá-la. Ele foi deposto por isso, mas conseguiu o que queria. Mas o que isso tem a ver, Josh?

– Como é que elas vêm ao mundo? — Eu estava visivelmente assustado.

– O espírito da Filha da Lua vive na jovem mais poderosa do seu tempo. — Fiz uma pausa e Lorrie pensou no que disse, para então arregalar os olhos e gritar. — Anne!

Notas finais
Comentem, e não esqueçam, respondam minha perguntinha! Bjos e até o próximo!