Mistérios da Lua

21 Tão normal quanto podemos ser


Notas iniciais
Hey, hey, hey, cupcakes! Cpaítulo 22, cara! Tô emocionada! Biscoitos, comentem no último capítulo, hein? Quase ninguém comentou, tristeza :'( Bem, a Lyne postou em BTTP, o que acham de dar uma olhada lá? http://fanfiction.com.br/historia/458713/Back_to_the_Past/ Como disse no último capítulo, já fiz o último capítulo de MDL, o epílogo e tb o último dos últimos, um capítulo recheado de CURIOSIDADES! Ahã, e tem tb uma parte que eu falo de cada uma das minhas leitoras, sou fofa (SQN) ... Minha fic de Jogos Vorazes já foi postada, quem quiser ver... http://fanfiction.com.br/historia/473942/9_Edicao_dos_Jogos_Vorazes/ Bem, é isso, aproveitem!

– Meu nome é Adrien. — Apresentou-se o homem.

– Meu nome é Josh. — Me apresentei. — O senhor é "O Professor"?

– Sim, sou. — Disse ele.

– Professor. — Pigarreou Sam. Posso jurar que vi Adrien ficar subitamente branco ao ver Sam. Ele ficou com os olhos arregalados e a expressão de profunda surpresa. Mas tão rápido quanto veio, se foi. — Meu nome é Sam. Lembra-se?

– Sam? — Adrien o olhou, confuso. Com o canto dos olhos, vi Sam piscar para o homem. — Ah, claro. Sam é óbvio.

– Então....

– Nós precisamos que o senhor nos diga onde fica o Palácio do Sol. — Despejei. — E que cure as meninas.

– Para mim não precisa. — Disse uma voz delicada. Suspirei de alívio. Era Sophie.

– Sophie! — Falei. — Pensei que estivesse morta como...

– Como quem? — Indagou ela. Olhei de soslaio para Millena, desmaiada ao lado de Sophie. — Millena! — Sophie começou a chorar, chacoalhando Millena. — Ela está morta?

– Ainda não. — Disse Sam, sombrio.

– Como assim ainda não? — Sophie perguntou.

– Ele quis dizer que o veneno ainda não chegou ao coração. — Respondeu o Professor.

– E o que vai acontecer quando chegar? — Perguntei.

– Não é óbvio? — Retrucou Adrien. — Ela vai bater as botas. Passar desta para melhor. Jogar a toalha. Vai morrer.

– Quanto tempo? — Perguntou Sophie, ainda chorando.

– Hum. — Adrien olhou em seu relógio calmamente. — Uns... 15, 20 minutos.

Eu me apavorei. Fiquei de olhos arregalados.

– O que está esperando? — Gritei. — Cure ela!

– Não é tão fácil assim, rapazinho. — Ele me estudou por um momento, e ouvi um leve arfar. — Eu posso estar errado, mas você é a cara do... ah, não importa.

– Cure Millena! Por favor. — Sophie pediu, sua voz doce como a de um anjo. Adrien colocou a mão no queixo. Era a mesma coisa que Raffael fazia. Que engraçado.

– Muito bem. — Concordou ele. — Vamos levá-la até minha casa.

– Onde fica sua casa? — Perguntei, pegando Millena no colo.

– Ah. Desculpe. — Adrien disse, soando realmente pesaroso. — Modo invísivel.

Eu estava prestes a perguntar "Hã?" Quando Adrien simplesmente fez um gesto simples. Como se estivesse lançando algo. No início, não vi nada especial. Depois, um leve tremular. De repente, bam! Eis que me surge uma porta.

– Vão entrando, não se acanhem. — Disse o Professor. — Josh, pode me dar a menina? Eu vou levá-la para meu laboratório. — Eu apertei Millena no abraço, dando um passo para trás. — Josh, eu não vou mordê-la.

– Dê Millena para o professor, Josh. Ele sabe o que faz. — Disse Sam. Eu o olhei. Com um grande suspiro, passei Millena para Adrien, que a segurou tal como se segura um bebê.

– Entrem, vamos. — Convidou Adrien, passando pela porta com Millena no colo. Ele não foi parar em lugar nenhum. — Ah, cuidado com o degrau. — Apareceu Adrien novamente, nos fazendo pular de susto. Olhei para o chão. Ainda parecia grama para mim.

– Desculpe. — Comecei. — Mas eu não vejo degrau nenhum.

Adrien me olhou como se eu estivesse louco. Então olhou para o chão.

– Ah, como eu sou burro! — Exclamou ele, para então repetir o gesto. Três degraus de madeira apareceram.

– Hum. Obrigado, eu acho. — Agradeci. Subi os degraus devagar, com medo de que caíssem. No final, olhei para a porta. Com cuidado passei por ela, e acabei dentro de uma casa bonita, de classe alta. Nem tão extravagante, nem tão simples. Me virei para a porta. Sophie olhava com apreensão para dentro. Eu a via, mas ela não me via. Coloquei a cabeça para fora. — Hey. Entrem. Está tudo bem. É uma casa linda.

Sophie olhou para dentro sem ver nada, mas entrou mesmo assim.

– Oh, uau. — Suspirou ela. Sam entrou logo depois, mas ele não pareceu surpreso.

– Sentem-se, meus jovens. Querem um gole d'água? — Ofereceu Adrien, entrando na sala.

– Sim. — Aceitou Sophie. Adrien a entregou um copo d'água. — Obrigada.

– Então, senhor Adrien...

– Josh. Josh, querido Josh. Não me chame de "senhor". Ainda mais enquanto eu estou na presença de... — Ele olhou rapidamente para Sam. — Deixe pra lá. Mas, me chame de Adrien. Ou professor. Se quiser, óbvio.

– Claro. — Falei. — Mas... e quanto à Millena? Ela estará bem?

– Eu acabei de colocá-la no meu laboratório, ela ficará bem. — Me tranquilizou Adrien. — Dei a ela uma poção que eu mesmo preparei, de algas do mar. Veneno de Erro é completamente fatal.

– Mas ela vai ficar bem? — Sophie insistiu.

– Talvez. Não tenho certeza. — Adrien deu de ombros.

– Mas... — Sophie engoliu em seco. — se Millena morrer...

– Eu vou te matar. — Ameacei.

Adrien riu.

– Um feiticeiro da Luz, pensando em matar alguém? Eu fui expulso por isso! — Contou Adrien. — O que Raffael diria?

– Você conhece Raffael? — Perguntei.

– E como não conheceria? — Adrien suspirou, cansado. — Ele é o meu irmão mais novo.

A informação pegou a mim e a Sophie de surpresa. Por isso Adrien fazia o habitual gesto do Rei, colocando a mão no queixo. E o pior, é que eu via a semelhança. Os mesmos olhos azuis, porém mais escuros. O nariz arrebitado como se ele estivesse se exibindo, que a própria Anne havia puxado. Anne e Adrien tinham o mesmo nariz arrebitado. E a mesma forma da sobrancelha, Raffael e Adrien compartilhavam. Assim como vários outros pontos em comum, que eu fui numerando.

– Sua sobrinha. Ela é muito parecida com você. — Foi o que eu disse.

– Que sobrinha? — Perguntou o homem, surpreso.

– Anne. A filha do Rei com Miranda Watern. — Despejou Sophie. Adrien fez um som de engasgo.

– O quê?! — Falou. — Raffael e Miranda... tiveram uma filha? Quando?

– Daqui a uns quatro dias... fará 16 anos. — Respondi.

– Uh. Isso é mau. — Observou Adrien. — Ela já escolheu onde vai governar? Quer dizer, ela vai ser a próxima Rainha, mas de que Reino?

– Provavelmente Trevas. — Sophie deu de ombros. — Ela tem o dom.

– Ela é má? — Indagou Adrien.

– Não! — Saltei. — Ela não é má, Sophie. Só... não gosta muito de você.

– Mas em compensação, deve gostar muito do meu irmão. — Murmurou a ruiva.

– Esperem. — Adrien fez um gesto claro de "PAREM". — Vocês estão me dizendo que eu tenho uma sobrinha de 16 anos, e que ela é filha de Miranda Watern, a Rainha das Trevas? Mas onde ela está?

– Possivelmente no Reino das Trevas. — Contou Sophie. — Ela fugiu a uns dois dias atrás. Em um ataque do Exército da Lua.

Ouvi Adrien e Sam arfarem.

– O exército da Lua? — Sam perguntou. — No Reino da Luz? Como?

– Quase destruíram o Reino. — Contou Sophie, soturna. — Felizmente, Raffael conteu as Sombras, mas a maioria dos Feiticeiros está no Hospital. Eu mesma estive no Hospital, depois de ser atacada pela própria Lua.

Sam engasgou. Ele tossiu, e com a voz rouca, repetiu.

– A Lua?

– Sim. Ela sumiu, logo depois de eu me jogar contra ela. Ela contou uns papos estranhos sobre ser a mãe de um espírito que habita Anne e algo assim. — Contei. Adrien engoliu em seco. Sam ficou branco como papel.

– A lenda de Luna? — Questionou o professor cansadamente. Sam se retesou ao nome "Luna".

– Sim. É. — Assentiu Sophie. — Anne é a filha da Lua. Mas ela não sabe, e provavelmente está no meio da floresta agora mesmo.

– Bem. E eu suponho que queiram saber onde ela está? — Indagou Adrien.

– Na verdade, nós queremos saber onde fica o Palácio do Sol. Nós precisamos saber como... bem, como tirar Luna de Anne, e entregar ela aos pais. — Sophie disse.

– Eu aposto que se ele soubesse, ele mesmo tiraria Luna dessas meninas inocentes. — Sam rangeu os dentes. — Até porque, Luna também é filha dele. E assim como a Lua, ele deve querer a filha junto com ele.

– Nós temos que torcer para ele saber como tirar Luna de Anne. Ou senão... a Lua, bem, ela ameaçou cair sobre a Terra. Temos 2 semanas. Ou então, todos morremos.

Aquilo foi demais para Sam. Ele se levantou bruscamente e saiu para outro cômodo. Fiquei sem entender nada.

– Bem, meus jovens... daqui a pouco será meio-dia e eu farei o almoço. Tragam suas coisas de lá de fora para cá. Quando voltarem, coloquem tudo ali. — Apontou Adrien para uma porta em corredor. — 1° porta à esquerda. Não tem como errar.

Adrien deixou a sala entrando em um outro lugar, que deduzi, seria a cozinha. Eu e Sophie nos entre-olhamos. Sem nada dizer, saímos pela porta até a Clareira, onde nossas mochilas estavam.

– O que você acha que Sam esconde? — Perguntei.

– Não sei. — Disse ela. — Ele esconde alguma coisa?

Nós chegamos na Clareira. Nossas mochilas estavam ali, as três, juntas. Peguei a minha e a de Millena. Logo, estávamos voltando.

– Quer dizer, o que sabemos dele? — Retomei o assunto.

– Além de que o nome dele é Sam? — Sorriu Sophie. — Acho que nada, além da informação dos 16 anos, embora os olhos dele sejam de uma pessoa bem mais velha.

– Eu também acho isso. — Concordei. — Sem falar em como ele ficou estranho com o papo da Lua e de Luna. Parecia que ele...

– Soubesse algo que não sabemos. — Completou Sophie.

– Tive a mesma impressão. — Assenti. — Mas não podemos simplesmente obrigá-lo a falar algo que ele não queira.

– Não. — Concordou Sophie. — Você tem razão.

Fizemos silêncio. Já estávamos a uns 18 metros da porta quando Sophie falou novamente.

– Você acha que Adrien é realmente irmão de Raffael?

– Sim. — Falei. — Quero dizer, eles são muito parecidos. Até Anne se parece com ele.

– Eu percebi. Eles tem o mesmo nariz arrebitado. — Riu Sophie. — Quero dizer, Raffael não tem o nariz arrebitado. Mas, por outro lado, Adrien e Anne tem.

Eu sorri. Chegamos a porta e entramos. O cheiro de comida de verdade fez meu estômago roncar. Arroz e feijão, carne assada e provavelmente, milho na manteiga.

– Que cheiro bom. — Comentou Sophie.

– Ah, sim! — Adrien disse da cozinha. — Modéstia à parte, eu faço um manjar quando quero. Já deixaram suas coisas no quarto? Vocês dormirão lá.

– Já colocaremos. — Sophie disse, caminhando em direção ao corredor. Eu a acompanhei. Quando ela abriu a porta, entrei sem pestanejar. Era um quarto médio, com duas camas beliches, e um criado mudo no meio, uma enorme janela acima. A luz do Sol brilhava no chão. Coloquei as mochilas em um canto. Da vista da janela, se via um Rio, que logo julguei por ser o Rio amaldiçoado.

– Bem, você estava certa afinal. — Comentei. — O Rio está lá. E estamos a oeste do Rio.

– Eu disse. Eu sempre estou certa. — Ela sorriu, presunçosa.

– Venham! — Ouvi Adrien chamar. Sophie e eu nos dirigimos para fora do quarto, para a cozinha, onde uma mesa de jantar estava belamente preparada.

– É assim que você trata seus hóspedes? — Perguntei, embasbacado.

– Raramente tenho hóspedes. — Contou Adrien. — Então, sim.

– Bem, eu não estou reclamando. — Disse Sophie, estendendo um guardanapo no colo. Ela puxou a cadeira um pouco mais para frente e começou a se servir, com pequenas porções, mas eu sabia que de pouco em pouco, encheria tudo. Adrien e eu começamos a nos servir. Comemos até nos fartar.

– Onde está Sam? — Perguntei, no meio de uma garfada.

– Foi dar uma volta. — Respondeu ele, com ar saudoso.

– Hum. — Comentei.

– Querem pipocas? — Ofereceu Adrien. — Está passando um filme fantástico na Telecine Premium.

Nossa. Fazia quanto tempo que eu não via TV a cabo?

– Qual filme? — Perguntei.

– Acho que Invocação do Mal. — Respondeu ele.

– Claro, por quê não? — Assenti. Adrien foi até um balcão e tirou um pote de pipocas.

– Eu vou pegar alguns cobertores. — Ofereceu Sophie.

– Cobertores? Neste calor? — Retruquei.

– Filme mais pipoca, combina com cobertor, não é? — Argumentou ela.

– Isso mesmo. — Concordou Adrien. — Eu fecho as venezianas e ajusto o termostato para ficar frio.

– Ótimo. — Sorriu Sophie. — Vamos para a sala.

Notas finais
Comentem, o que acham do Adrien? Um cara bom, ou um cara malvado? Ele foi expulso do Reino da Luz, vcs viram? E do Sam? Que segredo vcs acham que ele esconde? Comentem!