Mistérios da Lua
31 Epílogo
Notas iniciais
Oiii cupcakes! Último capítulo :'(
Corri em direção a Anne. Seu corpo, agora sem vida, repousava encima da mesa de pedra. Seus olhos estavam abertos. Os belos olhos negros brilhantes, agora um negro fosco, sem brilho. Chorando, fechei os olhos dela. Me agarrei em seu corpo, e tudo o que ouvi foi o meu choro, alto e ecoante.
– Volta pra mim! — Gritei. — Volta, por favor! Eu te imploro, Anne, volte, volte! Eu te amo, ouviu? Está me ouvindo, Raxel? Me chame de Frederick outra vez! Por favor, volte!Ouvi um estrondo atrás de mim. Me virei para ver Josh e Sophie adentraram o Templo, fortementemente armados e correram em minha direção.– Anne? — Josh se ajoelhou ao meu lado. — Anne. Me desculpe. Por favor, me perdoe. Eu te peço perdão. Por tudo o que cometi. Me perdoe.Ele chorou também ao meu lado, por uma garota linda, incrível e inteligente que agora estava morta. Rapidamente, nossos soluços preencheram o local. Sophie se ajoelhou no meio e nos abraçou. Delicadamente, nos puxou para longe de Anne. Nos levantamos cansadamente.Porém, eu peguei Anne no colo e a ajeitei na mesa da pedra. Seu sangue vermelho ainda estava ali, e eu via a adaga prata da Lua que tinha a ponta ensanguentada no chão. Deitada com seus olhos negros fechados, Anne parecia dormir. Seu cabelo preto estava espalhado pela pedra, e eu coloquei suas mãos sobre o coração. A luz da Lua, agora iluminava a mesa, fazendo a pedra brilhar. Com um susto, percebi que saía uma fumaça branca da boca de Anne.– Está feito. — Grasnou alguém. Me virei. A Lua estava ali, se levantando pesadamente. — Minha Luna vai voltar.A raiva me veio como uma onda. Anne havia... se sacrificado por Luna. A Lua estava certa. Luna voltaria. Mas Anne não.Ouvi um arquejo. Sophie apontou para a mesa de pedra, atrás de mim. Josh e eu nos viramos rapidamente.Uma... Anne estava em pé ao lado de Anne. Quer dizer, Anne estava deitada imóvel na mesa de pedra, mas esta Anne estava em pé. Ela estava vestida com um vestido negro, mas as pérolas que o enfeitavam tremeluziam, e pareciam estrelas. Seus cabelos negros estavam trançados em uma trança lateral, com fios de prata. Os olhos negros brilhavam. A boca vermelha como sangue contrastava com a pele branca como leite, perolada, o que me chamou atenção, pois me lembrava Lyanna.– Anne? — Chamou Josh. Ele estava boquiaberto. Eu até sentiria ciúme, se não fosse este momento. Ela olhou para ele, de um modo quase que melancólico. Então ergueu uma sobrancelha para a minha irmã e parou seu olhar em mim. Só que eu não sabia o que ela estava sentindo. Sua expressão era firme e ao mesmo tempo, misteriosa, cautelosa.– Luna. — A Lua disse, se aproximando. Anne lhe deu um olhar gélido.– Mãe. — Ela disse, me causando arrepios. Era tão estranho vê-la chamar a Lua de mãe, justo por ver Miranda morrer. — O que estes mortais fazem aqui?– Luna, eles tentaram retardar sua volta, tentando salvar a mortal que no final, ainda se matou. — Lua desdenhou, e eu rangi os dentes. Essa "Anne" não era minha Anne afinal. Era uma pessoa completamente diferente, que eu não conhecia.– Bem, não conseguiram completar a missão. — Luna falou, amargamente. — Infelizmente.– Infelizmente? — Repetiu a Lua. — Infelizmente? Luna! Eu lhe trouxe de volta. E você agora me diz que...– Não queria voltar? — Completou Luna. — É o que estou lhe dizendo agora. Eu não desejava voltar!– Como pode dizer uma coisa dessas? — Gritou Lua.– Você perdeu tudo, arriscou tudo, só para reviver alguém que não queria ser revivida. — Continuou Luna, dando a volta na mesa de pedra. — É sua maldição, Lua. Você é uma divindade sagrada, mas não quer dizer que não possa ser trocada. Eu sou sua herdeira, e vou tomar o seu lugar.A Lua caiu no chão, gemendo. Ela gritou, e eu vi com horror, que ela se desfazia. Seu rosto, mãos, tudo. Se transformava em um líquido prateado. Mas antes de sumir completamente, eu a ouvi sussurrar. Não sei se os outros ouviram, mas isso foi o suficiente para me fazer querer me enterrar em um buraco.– Eu vou me vingar.A única coisa que sobrou foi a coroa de prata. Luna passou por nós. Juro que apenas um passo foi o suficiente para mim sentir o poder e o frio que emanava dela. Ela falou algumas palavras em latim, que eu entendi.– Vá em paz, mãe.Ela se virou para nós, a coroa em suas pálidas e frias mãos. Ela virou para mim e abriu a boca, como se quisesse dizer algo, mas a fechou com a mesma rapidez.– Os abençoados do Sol. — Ela chamou. Sophie, Josh e eu nos entreolhamos. — Eu quero dizer os irmãos Dellarge. Há centenas de anos, meu pai, o Sol, deu sua benção a sua família. Ele hoje os reivindica. Mas ele oferece uma escolha. Juntos, invencíveis. Separados, são falhos. É do desejo de vocês, juntar-se a mim e a meu pai nos céus?Sophie arquejou. Eu observava, estupefato. Uma chance de virar uma estrela, uma constelação nos céus? Isso era único. Josh deu um passo para trás, tentando se esconder nas sombras. Certamente, mesmo que eu não gostasse, eles tinham uma história juntos. Sophie virou para mim. Ela correu e me abraçou fortemente.
– Você é a única família que me resta. — Ela disse, a voz embargada. — Eu não quero te perder. Eu te amo.– Você é minha irmãzinha. Eu te amo, ruivinha. — Eu também derramava algumas lágrimas. — E você não vai me perder. Tem certeza do que quer?– Sim. — Ela disse, firme. — Eu tenho certeza.Nós nos separamos. Ela chorava, mas seus olhos azuis brilhavam. Ela andou até Josh e para minha total surpresa, o beijou. Bem na boca. Eu olhei para os dois, indignado.– Pode parando aí, Rogers. Essa moça tem família. — Falei. Eles se separaram, Sophie irritada. Josh sorriu, constrangido. Eles olharam para Luna. Ela sorria friamente. Sophie tomou uma profunda respiração, e andou até Luna. Luna tocou em suas mãos, e logo, Sophie estava tomada por uma luz vermelha. Ela estava vestida com um vestido vermelho que pareciam brasas. O cabelo ondulado caía como uma cascata em seus ombros. Os olhos azuis reluziam como safiras. Josh arquejou ao meu lado. Eu dei uma cotovelada nele. Luna nos olhou. Era tão doloroso vê-la deste jeito. Tão perto, porém tão longe. Ela parecia com Anne, mas não era Anne.– Quando eu me for... espero que não briguem. — Ela disse. Eu ergui as sobrancelhas, sem entender. Mas então, elas começaram a brilhar. Olhei para minha irmã. Ela tinha lágrimas nos olhos. Uma coroa dourada brilhava em sua cabeça.– Adeus. — Ela murmurou, e meu coração ficou do tamanho de um grão de feijão. E elas explodiram, com a claridade de uma super-nova.– Ed? — Chamou Josh. — Você está bem?Eu poderia ter dado várias respostas. Mas a única coisa que fiz foi silêncio.– Está ouvindo? — Perguntei a ele. Ele parou de falar. Nós ficamos quietos como idiotas, e Josh já ia abrir a boca para falar algo, mas ouvimos novamente. Mais forte e mais claro. O som de uma respiração. Nos viramos e corremos. Na direção de Anne. Ela estava sentada na mesa de pedra. Meu coração fazia polichinelos quando cheguei perto dela e a abracei. Me senti tão feliz que nem percebi o empurrão que ela me deu.– Anne, você está viva! — Eu a observei. Ela não sorria. Me olhava como se fosse louco.– Me desculpe, senhor. — Ela começou, delicadamente irritada. — Mas eu não sei quem você é.
Notas finais
Bem... Deus sabe que eu tentei uma segunda temporada, mas as coisas não foram como eu pensei.
Queria agradecer à Isabela, Lorraine e a Mylla por sempre estarem comigo, vocês são rainhas!
Bem, só pra terminar o suspense... E pq gosto de spoilers (rçrçrçrç) Anne e Ed terminam juntos no final, Reis do Reino da Luz, enquanto Josh herda o trono do pai.
Acho que é só... Acompanhem meu perfil se quiserem ler outra história minha, vou adorar!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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