Mistérios da Lua

25 A proteção cai


Notas iniciais
Voltei cupcakes! Ainda tem alguém aí? ~cri cri, cri cri~ Bem, hj estou com um capítulo mais ou menos comprido, pq resolvi que seria comprido, mas tenho q postar hj. Desculpe a demora, mas tenho dois BONS motivos. 1 - A SELEÇÃO: É uma saga foda demais! Li eles neste fim de semana, e ADOREI *u* sou da casta três, alguém? 2 - Irmãos Winchester: Esse é o meu motivo preferido! Eu e minha amiga começamos a assistir e tipo, APAIXONAMOS *u* meu marido é o Sam Fofo Delícia Winchester (tira o olho, suas "nougentas") e o dela é o Dean Tarado Winchester! Bem, são esses meus (LINDOS) motivos. Aproveitem o capítulo, o próximo é da Sophie :3

Pulei do beliche. Mas a diferença agora era que Sophie e Sam estavam dormindo em suas camas, o que achei estranho. Olhei na janela e o que eu via era a lua brilhando no topo do céu azul escuro. Ela estava tão grande. Talvez por estar mais perto.

Então, vi uma sombra passar pelas árvores do lado de fora. Uma silhueta humana. Seguida por mais outras. Meu coração congelou.

Em passos estilo ninja, saí do quarto em direção da sala. Eu me sentia em um filme de espionagem. Meu coração estava martelando no peito. O único barulho que eu ouvia era do relógio de madeira.

Um passo. Tic toc. Dois passos. Tic toc. Três passos. Tic toc. Quatro passos. Tic toc. Cheguei na porta. Eu respirava com dificuldade. Ora, saber que há pessoas te espionando na noite e ir até elas confrontá-las? Que idiotice. Pense, Josh. Pense. O que eu diria quando chegasse lá? Algo estilo "o que é que estão fazendo aqui?" Ou "quem são vocês?" Ou até mesmo "vão embora, marginais!" Mas não era nada legal. O que Anne diria? "Que que vocês estão fazendo aqui?" Mas ela diria com sua petulância e atitude habitual, e é claro, amedrontaria qualquer um. Não que ela fosse grande nem alta, até porque era magra e baixinha. Baixinha o suficiente para a cabeça dela dar na minha testa. Mas ela tinha mais dois metros de atitude. Nem magra estilo modelo. Uma cintura marcada, claro. E braços delicados que não combinavam com ela. Ela não era nada parecida com o pai. Será que era com a mãe?

Ignorando minhas próprias dúvidas, coloquei a mão na maçaneta gelada. Estava pronto para abrir até ouvir uma conversa.

– Tem certeza de quê o menino se encontra aqui, Jessie? — Perguntou um homem.

– Tenho certeza sim, senhor. — Essa era com toda a certeza a voz taquara rachada de Jessie. Ela falava com sua habitual arrogância. — Eles estão aí desde ontem.

– Mas não há nada aqui. — Protestou o homem.

– O homem, Adrian, fez um tipo de magia. — Explicou Jessie. — Estamos na frente da porta neste exato momento.

– Um tipo de magia? Ah, claro, um feitiço. — O homem disse. — Não se preocupe, pequena mortal.

– Eu sou uma guerreira do Exército da Lua. — Protestou Jessie. — Não me chame de "pequena mortal".

– Detalhes. — A voz do homem soou firme. — Até porquê, menina, você terá o que quer.

– E você também. — Jessie disse.

– O menino me pertence. — O homem afirmou, me dando calafrios. Ele estava falando de mim ou de Sam?

– Eu pensei que eu o teria!

– Pensou errado. Você pode tentar conquistá-lo. Mas ambos sabemos, será impossível.

Me afastei da porta com um pulo. Sim, eles estavam falando de mim. Respirei fundo três vezes. Andei calmamente até a cozinha. Bebi um copo d'água gelado e joguei um pouco na cabeça. Eu precisava avisar Adrien. Corri até o laboratório, e como previsto, lá estava Adrien, lendo um livro. Ele virou para olhar para mim.

– Josh. O que está fazendo aqui tão tarde da noite?

– Adrien... há um grupo de pessoas lá fora. E eu acho que vão atacar. — Despejei. Adrien ergueu as sobrancelhas.

– Mas... eles não podem ver a casa. — Protestou Adrien.

– Mas sabem que está aqui. — Contei. — E pretendem tirar o feitiço.

– Como você sabe de tudo isso?

– Eu... bem, ouvi atrás da porta da frente. — Mordi o lábio, envergonhado. Adrien levantou, fechando o livro.

– Bem, temos que fazer alguma coisa. — Ele passou por mim e correu para fora do laboratório. Bateu na porta do quarto de Sophie e Sam.

Depois da segunda batida, Sophie abriu a porta, o rosto amassado. Eles falaram alguma coisa que não ouvi, então Sophie arregalou os olhos e entrou dentro do quarto para chamar Sam. Ele apareceu na porta do quarto, cansado. Então me lembrei do sonho. Minha garganta fechou e eu andei até Sophie e Sam. Então Sophie me viu.

– Josh, tem certeza? — Perguntou ela.

– Absoluta. Estão discutindo cono tirar a proteção da casa agora mesmo. — Falei. Sophie respirou fundo.

– Então... Josh, vá tomar um banho. — Ela ordenou.

– Como?!

– Você me ouviu. — Ela falou, calmamente. — Pode ser a última noite de sua vida, pelo menos morra limpo.

Resmungando, entrei no quarto e peguei minha mochila. Quando passei por Sam, ele estava se mordendo para não rir. Joguei-lhe meu melhor olhar assassino e chispei correndo para o banheiro.

Tomei o banho mais rápido da minha vida. Coloquei uma camiseta verde e calça jeans de lavagem clara. Meus all star pretos e a corrente que Raffael havia me dado no Reino da Luz. Talvez me protegesse, sei lá.

Sophie também estava de banho tomado, Adrien havia "emprestado" a ela o banheiro do andar de cima. Ela usava uma blusa azul e calças jeans quase da mesma cor, e suas botas de montaria, que ela adorava. Reconheci o pingente que Raffael também havia a dado. Sam passou por mim com uma toalha e entrou no banheiro, trancando a porta.

Alguém tocou no meu ombro e me virei. Millena estava ali, sorridente. Ela me abraçou. Cheirava a terra molhada.

– E aí, Josh? — Perguntou ela, me largando e olhando para mim.

– Acho que essa pergunta pode ser feita a você, não é? — Retruquei. Ela rolou os olhos verdes.

– Por que todos ficam me perguntando se estou bem? — Reclamou ela. — É claro que estou bem.

– Ainda bem. — Eu sorri. Ela bagunçou meu cabelo afetuosamente, e por um momento, pensei que não existia um mundo além de nós e sorri como uma criança. — Estou empolgada por fazer alguma coisa que não seja inútil.

– Inútil? — Repeti, sacudindo a cabeça. — Millena, você foi incrível. Você dominou um Erro e usou seus poderes para nos salvar. Eu é que sou inútil. Vejo o mundo de vocês, mas duvido que seja um Feiticeiro. Você é tão heroína quanto Sophie.

Ela abriu a boca para falar algo, mas a fechou e mordeu o lábio.

– Talvez. — Disse ela, afinal. — Mas não seja tão duro consigo mesmo, Josh. Você não merece este julgamento. Você é um garoto incrível e espontâneo. Talvez não tenha um domínio ao certo... mas não o impede de ser e fazer outras coisas. Você é um excelente guerreiro. Você me inspira, Josh.

Perdi a fala. Isso foi tão... bonito. Nunca pensei que palavras como essas seriam dirigidas até mim algum dia. Mas, obviamente, a única pessoa que pensei que algum dia diria isso, nunca diria isso. Num impulso maluco, me aproximei dela e dei um beijo em sua bochecha. Ela corou violentamente, destacando os olhos verdes. Vermelho não combinava com ela. Simplesmente não fazia parte de seu ser. Ela emanava vida, não luz. Emanava verde.

Sorri e andei até Sophie, que conversava intensamente com Sam, os olhos dourados vidrados. Olhei direito. Finalmente, ele deixava cair a fachada. Eu não tinha de se Sophie sabia ou não de que ele era... o Sol. Mas não queria perguntar. E além do mais, isso seria completamente estranho. "E aí, Sophie, você sabia que Sam na verdade é o Sol? Acho que devemos perguntar tudo o que queremos a ele, não é?" Não. Isso seria maluco. E além do mais, eu não tinha nada pra provar. Só um sonho rídiculo de que a casa pegava fogo. Ninguém acreditaria, além de Adrien, que estava mancumunado com Sam desde o início. Senti uma tontura, mas logo passou.

– Josh, você está bem, menino? — Chamou Adrien atrás de mim. Me virei. — Você está branco como papel, o que aconteceu?

Eu nunca pude responder. Minha voz congelou na garganta e eu fui jogado com Adrien para trás com uma força descomunal. Senti um arrepio na coluna e meu ouvido começou a chiar. Uma explosão havia quebrado as paredes da frente e arrebentado o resto. Só via escombros e poeira avermelhada em todo lugar. Ouvi os lamúrios de Millena e engatinhei em sua direção. Sophie gritou em algum lado, mas eu cheguei em Millena antes. Ela estava com o pé preso em uma parede que caiu. Ela resmungava baixinho. Tentei ajudá-la.

– O que está fazendo? — Ela perguntou, irritação transbordando em sua voz. — Vá ajudar Sophie!

– Mas...

– Vá. — Ela insistiu, o olhar determinado. — Eu me viro.

– Ok. — Assenti, engatinhando na direção de Sophie. E estava com o rosto suado por causa da força. Ela estava com as duas pernas presas. Me viu e seu rosto se iluminou. — Onde está Sam? — Perguntei, chegando perto dela.

– Em algum lugar debaixo deste escombros, eu acho. — Palpitou ela. — Ajude a me tirar daqui.

– Tudo bem. — Concordei. A puxei com força. Ela deu uns gemidos de dor, mas não reclamou. Finalmente, arranquei-a de debaixo das paredes. Ela se levantou e quase caiu novamente.

– Você está bem? — Perguntei, limpando o suor da testa.

– Se você considera ser entulhada com os tijolos bem, sim, estou muito bem. — Ironizou ela.

– Não use de ironia, mocinha. Eu te salvei. — Sorri.

– Desculpe, obrigada.

– Disponha. — Falei.

– E onde está Millena? — Questionou ela.

– No outro canto. Me obrigou a deixá-la para te ajudar. — Rolei os olhos, claramente demonstrando meu desgosto.

– Então vamos lá. — Ela deu um passo, quase torcendo o pé. Eu a segurei e coloquei seu braço em meu ombro. Sophie murmurou um "obrigada". Quando chegamos em Millena, ela estava quase sem forças. — Você está bem?

– Não! — Grunhiu ela, em resposta. — Me ajudem.

Ela estava, se possível, ainda mais atolada, cercada de raízes. Eu não sabia como isso era possível.

– Por que você está coberta por raízes? — Perguntou Sophie.

– Não sei. — Millena deu de ombros. — Acho que pra me ajudar, sei lá. Só o fato de eu estar com o pé no chão já ajuda muito.

– Vamos ter que arrancar essas raízes. — Sugeriu Sophie.

– Não façam isso! — Protestou Millena. — Só me puxem, estas raízes... eu não sei, mas tem significados maiores.

– Bem, vamos tentar. — Falei, pegando-a pelos braços. Sophie pegou-a também. Em contagem regressiva, puxamos juntos, mas não deu certo. Tentamos mais duas vezes. Também não deu certo.

– O quê...

– Eles estão lá dentro! — Gritou a voz de Jessie, do lado de fora da casa. Olhei para as meninas. Elas estavam brancas. — Mais uma explosão não fará mal.

Entendemos o que ela disse tarde demais. Mais uma vez fui jogado para trás, e desta vez, não fiquei acordado.

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Dor de cabeça. A primeira coisa que senti quando abri os olhos. Uma cebeleira loira estava fazendo cócegas no meu rosto. Mas não era Millena. Millena tinha o cabelo dourado, não um cabelo loiro descolorido.

– Josh!

– Jessie? — Perguntei, atordoado.

– Sim, bebê. — Ela sorriu. — Nós estamos finalmente juntos!

– Não estamos não. — A empurrei. Ela fez um barulho de irritação.

– Logo você verá que estaremos. — Então ela deu um beijo no ar e saiu, saltitando.

– Espera, aonde eu estou? — Gritei.

– Michigan. — Respondeu ela, com um sorriso, para depois sair.

Percebi que estava em uma tenda. Olhei ao redor, mas estava escuro. Quando olhei para trás, lá estava. Um homem claro de olhos e cabelos negros, as roupas como um rei, e uma espada se projetava da bainha. Ele olhou para mim, deu um sorriso perverso e disse:

– Olá, filho.

Notas finais
E aew? Fácil de acertar agora, né? Tive essa ideia quando eu tava falando com a Lyne, bem antes de começar nossa fic juntas, então pensei: bora então! A propósito, o próximo de BTTP é dela, se demorar, a culpa é dela u.u #2bjin