Mistérios Ocultos
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Acordei sentindo vários cobertores felpudos me cobrindo. Meu corpo estava estirado em uma superfície macia. Um colchão, obviamente.
Tentei levantar a cabeça, mas senti que ela estava pesada e cansada. Desisti de levantá-la e a bati no travesseiro, encarando o teto.
O quarto estava escuro, mas uma pequena fresta da janela fazia com que a luz da lua entrasse no quarto. Um abajur, uma escrivaninha, pantufas cor-de-rosa no chão...
Eu estava no meu quarto. Como eu havia chegado aqui? Minha mente começou a dar voltas e mais voltas. Meu corpo estava fraco, mas consegui sentar na minha cama e ligar o abajur.
Patch estava encostado no meu guarda roupa, escondendo um sorriso perverso no seu rosto. Abafei um grito de susto e senti meu coração disparar. Aquele maldito estava em todos os lugares ultimamente. Primeiro na escola, depois na minha cabeça e agora no meu quarto.
Tem como ficar melhor?
– Anjo, — ele disse, andando ate mim e colocando as costas das mãos na minha testa. – parece que sua febre altíssima passou. Foi preocupante.
Recuei para trás de medo. O que aquele maníaco estava fazendo aqui?
– Saia do meu quarto. Agora. – ordenei, tendo calafrios de ódio dele, e daquele seu olhar misterioso.
– Que falta de consideração. Estou só cuidando de você enquanto Blythe está em uma viagem de negócios em Seattle. – ele disse sorrindo, provavelmente rindo da minha cara de abobalhada. Se ele sabia onde minha mãe estava, ele também saberia outras coisas sobre mim.
Acabei de descobrir um fato sobre Patch: ele sempre esta a um passo à frente de você. Sempre.
– Patch... – suspirei nervosa, levantando da cama. – você venceu. Sem entrevistas, sem perguntas, sem reportagens. Pode ir embora agora.
– Pernas legais. – ele me ignorou, olhando para baixo com um sorriso malicioso. – Acho que escolhi bem seu pijama.
Que beleza! Só agora que eu tinha percebido que vestia apenas uma calcinha e uma blusa. Aquele pervertido desgraçado.
Avancei nele e comecei a estapear seu peitoral que mais parecia de mármore. Ele nem se movia, apenas ficava me encarando entediada.
Eu batia como uma garotinha. Devia ter pegado aquelas benditas aulas de kickboxing.
– Já acabou? – ele perguntou irônico quando percebeu que eu já estava começando a ficar cansada.
Eu poderia ficar batendo naquele idiota a noite inteira, mas meu corpo parecia ter carregado um elefante africano.
– Já. – cruzei meus braços e fiquei de frente para ele, o encarando com os olhos semicerrados. A luz da lua iluminava seu cabelo e seus traços de forma graciosa. Sua boca ficara altamente convidativa com aquela iluminação. O maldito era lindo demais. – Agora, se você não se importa, eu vou trocar de roupa, e quando eu voltar, quero que você já tenha desaparecido.
Virei para trás sem dar a chance de ele retrucar. Mas Patch não era do tipo que obedecia, então puxou meu braço brutalmente e me jogou na cama.
Em apenas um instante, ele estava por cima de mim. Senti meu corpo encolher cada vez mais, parecendo querer se fundir com o colchão e sair de perto dele.
– Com medo? – ele perguntou com o rosto próximo ao meu, nossos hálitos se misturando e o meu coração quase saltando do meu peito.
Dar uma de corajosa não deu certo da última vez. Eu teria que mudar de tática. Fechei meus olhos, os apertando com força.
– Sim. – confessei.
– Você precisa relaxar, Nora. – ele disse, descendo as mãos até as minhas coxas e as apertando. Soltei um suspiro pesado e o meu corpo traidor queria a todo o custo tocar sentir mais do seu toque. – Relaxe. – sussurrou.
Ele começou a subir seus dedos e sua mão entrou de baixo da minha blusa.
– Você ainda não está relaxada. – afirmou convicto. Nossa, é mesmo? Achei que ter um professor maligno de biologia em cima de mim me relaxaria completamente.
Ele desceu sua cabeça até minha clavícula, e a beijou. Aquilo já estava virando uma seção de tortura grátis.
Sem nenhuma paciência e nenhum pingo de vergonha na cara, puxei seu rosto e o beijei esfomeada. Senti seu sorriso vitorioso entre o beijo. Claro, ele queria que eu me rendesse o beijando e não o contrário.
Sua língua invadiu a minha boca, quente e saborosa. Suas mãos vagueavam pelo o meu corpo, até que chegou à minha bunda e a apertou com força. Maldito pervertido! O pior de tudo era que eu estava gostando.
O puxei mais ainda pela gola de sua camisa, tentando esmagar nossos lábios até que se transformassem em um só. Parece fofo, mas a cena já estava quase animalesca.
Suas mãos agora resolveram entrar na minha blusa e a arrancar de mim. Fiz o mesmo com a sua e a joguei no chão. Arranhei seu peitoral com força. Aquilo iria deixar vergões, eu tinha certeza.
Sua boca foi de ataque para o meu pescoço, dando chupões tão fortes, que eu agora gemia de satisfação. Me lembrem de usar um cachecol antes de ir para a escola.
Enquanto ele trabalhava no meu pescoço, sua mão brincava com o elástico da minha calcinha. Aquilo estava indo longe demais.
Seus lábios sairam do meu pescoço e voltou até a minha boca. Ele me deu um selinho, acariciou minha intimidade por cima do pano da calcinha e disse:
– Acorda, acorda, bela adormecida. – quando olhei para ele, seu corpo se transformava em névoa, e tudo no quarto começara a se dissipar.
Acordei assustada, minha respiração estava descompassada e os lençois por baixo de mim estavam todos embolados. Olhei para minha roupa e eu estava vestindo exatamente igual ao sonho.
Passei a mão no meu pescoço e senti algumas partes dele um pouco doloridas. Nos lugares aonde Patch tinha beijado.
Deus, que isso tenha sido apenas um sonho louco e que essas marcas tenham uma explicação coerente.
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