Mistérios Ocultos
27 Capítulo 25
Notas iniciais
Patch esticava seu corpo em cima do meu e me deitava no pano vermelho. Nós já tínhamos terminado de comer e passamos horas conversando sobre nossas vidas. Eu achei estranho o jeito que Patch estava agindo, tão carinhoso, apreensivo e cuidadoso.
Ele colocou um dos meus cachos atrás da minha orelha e me fitou com um sorriso triste. Depositou um beijo macio em meus lábios e outro no meu queixo, carregando um olhar entristecido.
- Eu não posso te deixar, Nora. – ele sussurrou, enterrando a cabeça na curva do meu pescoço e beijando, me fazendo arrepiar.
- Você não vai me deixar... Não é? – perguntei, já sabendo a resposta.
Droga. Por isso a noite incrível, o jeito romântico, as perguntas sobre a minha vida. Ele só queria uma lembrança feliz antes de me abandonar. Cretino.
Ele não respondeu e me encarou silencioso.
- Patch, — eu sussurrei com a voz tremula. – quando você vai?
- Eu não quero que você sofra Nora, eu...
- Quando? – perguntei firme, sentindo meus olhos arderem.
- Amanhã. – disse em um bufado frustrado.
Soquei seu abdomên, fazendo ele recuar e ficar de pé. Levantei e saí andando pela praia.
- Não seja infantil, Nora. – ele gritou quando eu já estava longe, fazendo com que eu me virasse, irradiando fúria.
- Não ser infantil? – eu gritei de volta, andando até ele e enfiando o dedo indicador em seu peitoral. – Você pelo menos planejava me contar antes de ir?
- Não. Eu queria que essa memória para você fosse... – sua voz falhara.
- Feliz? – completei, sentindo as lágrimas quentes e salgadas rolarem no meu rosto. – Eu pareço feliz para você?
- Você sabia que eu iria embora! – ele exclamou irritado.
- Eu sei... – minha voz saiu quase inaudível. – Eu sei.
Virei de costas e saí andando praia afora, querendo ficar sozinha. Eu estava triste, devastada.
- Você não pode ir embora sozinha. Vá caminhar, esfriar a cabeça, eu ficarei aqui te esperando. Em cinco minutos, se você não voltar, eu te busco a força.
Não me faça te buscar a força, mocinha, ele sussurrou na minha cabeça. E eu ignorei.
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