Mistérios Ocultos

26 Capítulo 24


Notas iniciais
gente, consegui escrever um pouco! queria agradecer a todos os comentários, eu vou responder todos, e eu queria que vcs ignorassem meu momento de surto amoroso, nao queria incomodar vcs com esses assuntos kk bom, ta ai o post, beeijinhos e comentem *-*

Meus pés já não me obedeciam mais, e insistiam em caminhar de um lado para o outro, impacientes, esperando a chegada de Patch. Eu havia feito uma produção bastante simples, do jeito que ele pedira e gostava. Uma blusa com listras verticais, azul marinho e branca, uma calça jeans preta e sapatilhas azuis. Um rímel, um brilho labial e uma ajeitada nos cachos foram tudo o que eu fiz para me sentir bonita.

Ele causava isso em mim.

Escutei o som da campainha e corri as pressas para atender. Desci as escadas na velocidade da luz, porém quando cheguei lá em baixo, tive uma surpresa pouco agradável.

Minha mãe, em uma expressão fechada, encarava Patch do outro lado da porta, que exibia um sorriso largo de dentes brilhantes e certinhos.

Aquilo não ia dar certo.

- Então quer dizer que você é... ãn... o professor de biologia da Nora? – escutei minha mãe perguntando enquanto me aproximava, e quis bater no Patch infinitamente.

- Sim. Professor de biologia e namorado. – ele disse na maior cara de pau, parecendo ainda mais bad boy quando me viu atrás de Blythe, quase ficando verde de vergonha e sorriu de canto, maldoso.

Estou me vingando por você ter acreditado em Rixon, ele sussurrou em minha mente.

Bastardo.

- Namorado? – minha mãe perguntou perplexa, e eu engasguei de ódio atrás dela.

Blythe girou os calcanhares para me encarar com uma expressão de pouquíssimos amigos. Desejei sumir, evaporar ou que um buraco abrisse e engolisse esse meu corpo humano.

- Mãe, que... ótimo você ter conhecido o Patch. – disse entre dentes. – Agora nós temos que ir, tchauzinho.

Passei pela minha mãe com a cabeça baixa, peguei a mão de Patch e puxei ele para fora, até o Jipe. Porém, ele me puxou de volta e sorriu, como se tentasse me disciplinar.

- Não seja mal educada, querida. – ele disse com uma ponta de ironia na voz. – Vamos bater um papinho com sua mãe. – rangi os dentes, encarei ele com uma promessa de que eu iria matá-lo e sorri falsa para Blythe. – Sra. Grey, eu queria dizer que à primeira vista, pensei que você fosse uma irmã mais velha de Nora. Agora sei de onde Nora puxou tamanha beleza natural e esses cabelos cacheados e selvagens. A senhora está de parabéns por ter educado uma mulher tão brilhante e linda.

O encarei boquiaberta e percebi que minha mãe ruborizara violentamente, dando um sorriso sem graça para ele.

- Oh querido, — ela balbuciou – não precisa ficar aqui bajulando uma velha. Vá ter seu encontro com Nora. Cuide do nosso tesouro.

- Pode deixar, Blythe. – ele piscou para ela, enroscou um dos seus grandes e quentes braços na minha cintura e caminhou comigo até o Jipe.

Eu não dizia nada. Estava muito assustada com a lábia que ele tinha. Ele não usara controle mental. Ele simplesmente sabia falar a coisa certa, na hora certa e do jeito certo. Esse poder que ele tinha as vezes me assustava.

Entramos no Jipe, e quando ele deu a partida no quarro, virei para ele e o encarei com um meio sorriso. Ele me encarou de volta, ergueu uma de suas sobrancelhas negras e perguntou:

- O que? – simples assim.

- Conte-me mais sobre seu dom de enrolar mães solteiras. – eu disse irônica.

- Eu tenho uma... Experiência. Certas fases da vida a gente nunca esquece. – ele me respondeu em um tom provocador e virou para frente, para começar a dirigir.

- Ah, entendo. – dei uma bufada descontente. – Trate de fazer com que a minha mãe não se apaixone por você, garotão.

- Seria horrível se isso acontecesse, — ele deu de ombros. – afinal, eu estou perdidademente apaixonado pela filhinha irônica e espertinha dela.

Mordi os lábios e fitei a estrada. Hoje tudo seria perfeito.

Patch dirigiu até uma praia deserta que havia perto da minha cidade. Fiquei maravilhada com a vista que aquele lugar tinha a noite.

- As estrelas são mais belas contemplando-as aqui. – ele disse romântico, puxando a minha mão.

Um lado de Patch que poucas conheciam.

Ele me arrastou até um lugar coberto por um pano vermelho, velas acesas e uma cesta de piquinique. Sorri abobalhada. Simples, mas perfeito.

Seria uma bela noite.