Mistérios Ocultos

24 Capítulo 22


Notas iniciais
opa, olha eu aqui kkkkk aproveitem o capítulo, leitoras *-* beeeeeeijos :*

Eu permanecia cética sobre tudo aquilo que havia ouvido de Rixon. Caminhei mecanicamente até a escola, direto pra sala de biologia, e, para minha surpresa, Patch estava lá, sentado em cima da mesa, encarando os alunos com seus olhos negros opacos, que tudo absorviam.

Absorve calor. Absorve as almas.

Engoli em seco meu último pensamento e escorreguei no assento ao lado de Vee, que parecia estar brava comigo. Provavelmente pelo meu sumiço desses dias anteriores. Eu não tinha mais tempo para ela. A vida é assim. Ponto.

- Bom dia, classe. — ele disse cordial e seco. — Como vocês sabem que eu adoro vocês de montão, elaborei um teste surpresa valendo metade dos pontos da nota de vocês.

Murmúrios de raiva se espalharam pela sala. Vee engasgou-se do meu lado e disse em voz alta:

- Isso é uma injustiça! Testes surpresas deveriam valer pouco, professor.

Os olhos frios e ásperos de Patch pousaram nela e a cortou como uma espada de aço.

- Você quer ver a verdadeira injustiça? Espere até eu tirar metade dos pontos do seu teste e de sua parceira, aí sim você saberá o significado real dessa palavra.

Vee Sky o encarou incrédula e cruzou os braços descontente, não antes de resmungar algo sobre ele ser um grande otário.

Ele entregou as provas, e quando chegou em minha mesa, fez questão de olhar nos meus olhos e dizer.

- Boa sorte.

- Eu não preciso. — respondi arrogante, arrancando um sorriso selvagem de seus lábios. Senti meu corpo esquentar e tentei não morder os lábios.

Naquele momento, eu percebi que não importa se Patch era o mocinho ou o bandido, eu sempre iria me sucumbir aos seus desejos. Acredite, esse pensamento não veio de uma forma romântica, e sim, odiosa.

Acabei a prova na velocidade da luz, e mesmo brava comigo, Vee colou a prova inteira de mim. Entreguei a prova e esperei pacientemente até todos acabarem, o sinal bater e eu poder ir embora.

Quando saia da sala, uma mão acariciou meus braços em um toque carinhoso e me puxou.

- Preciso conversar com você, senhorita. — a voz rouca e sedutora de Patch disse em um murmúrio. Patch fechou a porta da sala, que já estava vazia, caminhou ate a mesa e sentou-se nela.

- Eu vi você conversando com Rixon na lanchonete próxima daqui. — notei um tom de mágoa vindo dele. — Por favor, não acredite em nada do que ele fala. Apenas não acredite. — ele desviou o olhar, e pela primeira vez presenciei o outro lado de Patch. Aquele arrependido, magoado, sensível.

- É verdade, Patch? — minha voz saiu em um sussurro quase inaudível. — Você matou uma mulher? Uma mulher que você amava?