Mistérios Ocultos

19 Capítulo 18


Notas iniciais
pessoinhas, nao postei ontem pq meu pc só funciona quando quer, sabe kk a coisa é uma tragedia. Mas ta ai o post, quero que vocês comentem muito. Sinto que os comentarios nao estao mais animados igual antes, é a historia que ta ficando muito capitao-obvio ou é a falta de posts? Me desculpe, é pouco tempo e muita coisa pra fazer kk enfim, vou tentar escrever melhor e mais.
Beeeeeeijos

Patch havia me deixando em casa, sussurrando uma promessa de que iria me ver amanhã. E lá estava eu na porta de entrada, encarando o carro da minha mãe estacionado. Ela estava lá e provavelmente irada.

Minha mente gritava para me agir naturalmente, mas era meio difícil, já que eu havia acabado de transar com Patch e ser perseguida por um bando de seres que supostamente não deveriam existir. Como ignorar todos esses fatos e fingir que tudo estava normal?

Eu tinha que conseguir. Eu era Nora Grey, eu já havia mentido para várias pessoas, apenas para obter informações para fofocas no jornal da escola. Eu poderia ser eleita a rainha da mentira.

Girei a maçaneta, escutando ela ranger e denunciar minha chegada. Quando coloquei o primeiro pé para dentro, minha mãe surgiu com os olhos esbugalhados e vermelhos, sendo seguida por dois policias. Um era alto e robusto, com uma barba rala no queixo e sobrancelhas juntas, que dava um ar de seriedade ao seu rosto. O outro era menor, porém não era pequeno. Parecia ficar horas na academia, já que os seus músculos estavam destacados na sua farda policial. Isso não o fazia bonito, mas ele parecia o policial brigão e bem humorado do distrito.

Rolei os olhos entediada. Seria bem mais fácil enrolar policiais do que minha mãe. E por que diabos ela os chamou? Eu fiquei algumas horas desaparecida, não um mês.

- Filha, meu amor, aonde você estava? Quer matar sua mãe do coração? O que você pensa que está fazendo? Jesus, por que você esta vestida com uma jaqueta de couro com colônia masculina? – Blythe me bombardeou com perguntas, e eu me amaldiçoei mentalmente por esquecer este detalhe. – Por favor, não me diga que você estava todo esse tempo com um homem. Sem atender o telefone! Meu Deus...

- Mãe, relaxa. – falei lentamente, para adquirir mais tempo para bolar minha mentira. – Essa jaqueta é do meu professor de biologia. Eu fui ao banheiro da escola e sem querer me molhei na pia do banheiro. Minha blusa era transparente e o professor não queria distrações na aula, então ele me deu sua jaqueta. Sobre o dia desaparecida, eu perdi meu celular na praia. Eu passei o dia na praia porque eu precisava de um tempo para esfriar a cabeça. Provas, estudos, sabe como é... Eu não sabia que você estaria em casa, me desculpe. – fiz minha melhor cara de exausta e cocei a cabeça despreocupada.

- Interessante. – o policial menor disse com um tom de sarcasmo. – Então você foi até uma praia movimentada e barulhenta para descansar a cabeça? E com a jaqueta de couro de um homem? Seu professor de biologia? – perguntou cético.

- Sim. – respondi estreitando os olhos. – Estou cometendo algum crime, policial? – indaguei com um cinismo exacerbado.

- Diga-me você, senhorita Grey. Seria uma mera coincidência você com uma jaqueta de couro masculina, sendo que hoje tivemos uma denúncia de uma perseguição, repleta de homens de preto em carros pretos?

- Não acredita em coincidências, senhor? – estreitei os olhos enquanto assistia ele coçar o queixo. O policial grande passou a mão em seus cabelos pretos e ensebados, parecendo impaciente.

- Senhorita Grey, você poderia parar de responder as perguntas do policial Morrison com outras perguntas? – o grande disse irritado e áspero.

- Isso está te irritando? – perguntei gargalhando. – Brincadeirinha, amigão. Eu garanto a vocês três, — olhei para minha mãe, que estava de braços cruzados, parecendo preocupada. – Eu estava na praia. Só precisava esfriar a cabeça. Sou só uma adolescente, o que mais eu poderia fazer?

- Garotinha... – o policial grande grunhiu. Morrison colocou uma mão em seu ombro.

- Não se preocupe, Robert. – ele disse acalmando o homem. – Ela é só uma menina travessa. Estamos de olho em você, Nora.

- Eu não tenho nada a esconder. – dei de ombros.

- Nada disso importa mais. – minha mãe finalmente manifestou. – Agora minha Norinha está segura e eu irei preparar para ela uma tigela de morangos com chantily.

Enganar minha mãe era fácil até demais.

- Ok, estamos de saída, senhora. Nada de sumiços, senhorita. – Robert disse em um rosnado, abrindo a porta da casa e saindo, com Morrison em seu calcanhar.

- Isso, Nora. – Morrison concordou caminhando até a saída. De repente virou para trás, seus olhos azuis brilharam escuros. Senti um arrepio na espinha. – Nada de sumiços.

Estou de olho em você, criança.

E bateu a porta. Me deixando apavorada.