Mistérios Ocultos

18 Capítulo 17


Notas iniciais
ficou pequeno porque eu estou morta de sono e escrevi isso agora kkkkkk amanhã cedo eu posto mais, porque estou com uma vontade repentina de escrever. Ah, outra coisa: a fic já esta chegando ao seu final :( eu vou pensar se vou escrever outra, até lá, deixo um recadinho pra vcs s2 beijos e comentem!
ps.: 70 comentários? isso me deixou extremamente feliz, obrigada mesmo gente s2

Sentei no chão sujo de madeira da cabana que nós havíamos acabado de adentrar. Nós não poderíamos ir embora agora, Patch havia me explicado que um bando de nefilins e anjos caídos estavam o perseguindo e provavelmente vasculhando cada canto da cidade.

Ele estava cercado. E por conseqüência, eu também. Dica do dia: nunca durma com um anjo caído. Isso pode acarretar sérios danos.

Vee e Blythe deveriam estar surtando agora. Blythe porque não sabe aonde eu dormi e Vee por causa do seu precioso Neon. Eu já estava me preparando psicologicamente para escutar o sermão das duas.

Pensar nisso me desanimava. Se eu pudesse largava tudo para trás e fugia com Patch.

Patch andava de um lado para o outro, com o olhar vago, distante. Cada volta que ele dava pela minúscula cabana parecia um plano que ele acabava de pensar e na mesma hora via as variadas falhas que nele apresentava.

- Eu vou me esconder aqui. – ele disse, passando o dedo na fresta da única janela que tinha no lugar e o limpando na sua calça. – É o que eu posso fazer temporariamente.

- Temporariamente. – repeti desanimada. – E depois? O que vai acontecer? – perguntei, sentindo alguma coisa entalada no fundo da minha garganta.

Você sabe a resposta para essa pergunta, Nora. Sua voz era como uma carícia indecente para a minha mente. Era triste demais pensar que isso estava para acabar em breve. Isso é o que eu chamo de relacionamento meteórico.

- Eu sei. – sussurrei. Eu não queria prendê-lo aqui. Patch havia me contado que pulava de cidade para outra, sempre distante, para que sua localização nunca fosse descoberta. Se ele ficasse e algo acontecesse com ele, eu nunca me perdoaria.

Ele caminhou ate mim e ofereceu sua mão para que eu levantasse. Ele me puxou de encontro ao seu corpo e colou seu rosto na curva do meu pescoço, arrancando um suspiro de mim.

- Eu queria ficar. – ele sussurrou, dando beijos no meu ombro. – Queria sentir seu cheiro e poder te amar de todas as formas para sempre. Venha comigo, Nora. – ele pediu, pegando meu rosto com as mãos, os olhos negros suplicando por isso.

Senti meus olhos queimarem em lágrimas por trás, mas eu não ousaria chorar. Não queria ser um fardo na sua vida.

- Eu não posso. – respondi com a voz entrecortada. – Não é tão simples para mim jogar tudo para o ar. Eu tenho família, amigos e ainda quero me formar, ter um futuro.

Ele parecia triste, e aquilo fez o meu coração murchar.

Eu entendo. – seus dedos acariciaram minha bochecha. – Eu vou te levar para casa e irei te visitar essa semana. Vamos aproveitar o tempo juntos da melhor maneira possível. – a malícia em sua voz fez com que a minha vontade de o socar surgisse. Mas tudo o que eu fiz foi rir.

- Voltou a ser o Patch professor de Biologia tarado, é?

- Você que faz isso comigo, Nora. Me deixa louco. É melhor nós irmos antes que eu faça algo nessa cabana. Não quero expor seu corpo nu as bactérias desse lugar. Só eu posso aproveitar ele. – ele dizia em meu ouvido e me abraçou por trás, enlaçando minha cintura e me guiando até a saída.