Mistérios Ocultos
15 Capítulo 14
Notas iniciais
Levantei minha calcinha e meu sutiã diante dos meus olhos e não gostei da visão que tive. Bom, as duas estavam rasgadas, já que o animal do Patch não serve nem para tirar uma lingerie de forma decente.
Gritei-o do quarto e em alguns segundos ele apareceu.
- Não consegue se vestir sozinha? Quer uma mãozinha? – perguntou irônico e malicioso, e tive vontade de arrancar de seu rosto o sorriso presunçoso que tinha.
- Você rasgou minha lingerie. – o ignorei, balançando os farrapos da minha calcinha para que ele visse.
- O que você quer que eu faça? Quer uma cueca emprestada? – ele andou até mim e arrancou a calcinha rasgada da minha mão. – Aliás, isso vai ficar para mim de lembrancinha.
- Lembrancinha? Então você guarda calcinhas de lembrança? Deve ter um guarda roupa cheio dessas aqui. Se isso não fosse tão nojento, pegaria uma das suas amantes emprestada. – murmurei sarcástica, me enrolando melhor no lençol e levantando da cama. Nem pensar que aquele pervertido iria ficar com a parte de baixo da minha lingerie. Isso seria demais para o meu orgulho já ferido.
Sim, eu ainda tinha um pouquinho de orgulho, mesmo tendo dormido com ele.
- Está com ciúmes das minhas amantes, anjo?
- O que eu estou sentindo está longe de ser ciúmes de você. Nojo, talvez. – retruquei, caminhando até ele e tentando roubar minha calcinha do mesmo jeito que ele havia feito, porém sem sucesso.
- Ops, nada de roubar. – ele disse rindo, segurando a calcinha acima de sua cabeça.
Bastardo idiota.
- Ótimo. Meu sutiã também está rasgado. Por que você não destrói o resto das minhas roupas, para o meu dia ficar cada vez melhor? – enquanto eu lamuriava, Patch pegou sua jaqueta de couro e me entregou.
- Ninguém vai ver seus seios se você vestir isso. Ela é grossa o suficiente. E a única opção que eu tenho são cuecas. Pegar ou largar. – que situação mais constrangedora.
Todas as vezes que eu me fantasiei tendo a minha primeira vez perfeita com o cara perfeito foi para o saco.
- Eu aceito a cueca.
**
Depois de algum tempo tomando banho e me vestindo – sim, eu me recusei ir embora sem um banho, já que o que tivemos ontem não poderia ser chamado disso. -, Patch me guiou até sua moto na garagem.
- De cueca e sem sutiã. Tem como piorar? – critiquei minha situação em voz baixa, mal humorada o bastante para assassinar alguém.
- Você reclama demais. Normalmente as pessoas ficam felizes depois de uma boa noite de sexo. – ele disse como se aquilo fosse uma rotina normal do dia dele.
Ah, é. Aquilo era uma rotina normal do dia dele.
- Quando é com uma pessoa que elas gostam, elas ficam bem humoradas. E além disso... – Patch tampou minha boca com as mãos, me impedindo de falar, enquanto a porta da garagem subia.
Comecei a protestar, tentando dar cotoveladas no seu peitoral, mas o seu forte aperto fez com que meus golpes não surtissem efeito algum.
- Tem alguém aqui dentro. – sussurrou no meu ouvido. – Seja boazinha e pare de matracar.
Ele me soltou lentamente e me colocou de lado, enquanto entrava em casa.
Barulhos de passos ecoaram do lado de fora. Patch e eu olhamos simultaneamente para o portão escancarado da garagem e demos de cara com um homem negro, sorrindo de forma maligna.
- Patch. Velho amigo. Finalmente nos encontramos de novo. – ele disse, sua voz grossa e máscula, que contrastava com sua estatura. Ele era menor do que eu, considerando que eu era mediana.
- Francis. – Patch respondeu o cumprimento com um duro aceno com a cabeça, parecendo irritado. – Devo perguntar por que você está aqui?
- Não se faça de bobo, amigo. – ele disse, com uma grande ironia na palavra amigo. – Queremos o seu segredo.
Ahá! Sabia que tinha um segredo.
- Caindo na conversa fiada de alguns anjos caídos, hein. Nunca pensei que você fosse desse tipo. – Patch provocou Francis, me assustando pela menção de anjos caídos.
Seria essa alguma gangue da cidade?
- Quem é essa humana? – ele perguntou, olhando para mim.
- Não diga seu nome para ele. – Patch me fuzilou com seus olhos negros e percebi que ele estava falando sério. A última coisa que eu faria agora é desafiá-lo.
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