Mistérios Ocultos
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Patch me mandou seguí-lo até a sua cozinha. Meu Deus, aquela bunda deveria ser mais durinha que a minha. Alguém fala para esse homem colocar uma calça, pelo amor de Deus.
Ou pelo menos tirar a cueca. Pensei, inconsciente.
Patch virou para trás e sorriu malicioso. Se ele lesse pensamentos, eu estava definitivamente ferrada.
Ele parou de frente a uma mesa e puxou uma cadeira para mim. Sentei nela e cruzei os braços, esperando o que ele falaria para mim.
Patch apenas me encarava, seus olhos opacos pareciam pensar em alguma coisa. Talvez em me matar depois de contar a verdade. Que não soava tão verdadeira assim, mas que eu fazia um esforço enorme para acreditar.
- Não vai falar nada? – perguntei impaciente, batendo os pés no assoalho.
- Não vai me bombardear de perguntas? – puxou um banco e sentou de frente para mim, com as longas pernas esticadas.
- Ok. Se você foi um anjo, por que caiu?
- Porque a vida no céu era um tédio sem tamanho. Próxima.
- Achei que seria algo mais interessante. Como cair por amor, ou...
- Cair por amor? – ele me interrompeu, rindo horrores. Fiquei com cara de tacho. Claro, ele era o Patch. Provavelmente só ama o espelho. – Eu tinha coisas mais importantes para me preocupar. Humanas não estavam incluidas. Apesar de que depois que eu virei meio-humano, mulheres se tornaram muito mais interessantes para mim.
Seu olhar penetrante e sedutor indicava que aquilo fora uma indireta para mim. Senti minhas bochechas ruborizarem, mas permaneci com uma expressão inabalável.
- Qual foi o objetivo de se tornar humano? – perguntei curiosa, já que não fazia ideia do motivo que um anjo teria para querer ser uma pessoa normal.
Ele sorriu misterioso e seu olhar se tornara indecifrável.
- Próxima.
Resolvi não insistir nessa pergunta. Em outra oportunidade arrancaria a resposta dele.
- Por que guarda aquela pena?
- Questões de segurança. – respondeu, deixando claro que a resposta não seria nada além disso. – Ela foi a única que sobrou da minha asa arrancada.
- Hm. Você pode me explicar um pouco sobre isso de anjos caídos? Por que eu me sinto bem confusa e...
- Droga, garota! – ele exclamou. – Pesquise no Google! Eu acabei de contar que sou uma criatura sobrenatural e tudo o que você faz é uma entrevista comigo?
Dei de ombros, não importando muito com o que ele me dissera. Eu ainda permanecia cética sobre o assunto, mesmo ele tendo sussurrado na minha cabeça e roubado meu calor.
Ah, é isso!
- Por que você roubou meu calor corporal? – perguntei subitamente, fazendo com que ele sorrisse malicioso.
- Por que você é tão curiosa? – indagou irônico, levando suas mãos até seu queixo.
- Por que você faz tantos joguinhos? – bati a mão na mesma exasperada e frustrada por não ter conseguido arrancar muitas coisas dele.
- Porque você gosta. Você me deu espaço para joguinhos. E agora se zangou e não quer mais brincar. Mas eu sou do tipo que permanece no jogo até o final.
- Eu não sei do que você está falando. Nunca disse nada sobre jogos! – exclamei, levantando da cadeira.
- Ah, não? Aquelas provocações no primeiro dia de aula não foram joguinhos? Você achou que eu seria o cordial professor de biologia, não é? – ele se levantou também, e começou a me rodear. – As pessoas só jogam com aquilo que sabem jogar. Por isso você se tornou algo tão divertido para mim, Nora.
Aquela última sentença deixou claro para mim que ele sabia me controlar e eu não fazia o mesmo com ele. Maldição! Espero me lembrar dessa dica no futuro.
- Agora, — ele disse, dando um passo a frente e ficando quase colado ao meu corpo. Inalei fundo seu cheiro de menta e tentei não me sentir atraída. – o que você quer fazer? Tenho sugestões.
Algo me dizia que aquelas sugestões não eram nada boas.
- O gato comeu sua língua? – ele perguntou irônico, sorrindo de lado.
- Preciso de água. – gritei de repente, quando vi que suas mãos estavam prestes a me tocar.
Seu sorriso se alargou, cheio de si. Saí de perto dele e comecei a abrir os armários a procura de um copo, apenas para distraí-lo. Quando me virei, me assustei com a visão de Patch segurando um copo na mão com um sorriso largo, provavelmente rindo do meu desespero.
Agarrei o copo e fui em direção a geladeira. Peguei uma jarra de água e enchi, bebendo tudo. Virei para frente, e lá estava Patch de novo.
Ele segurou meus pulsos, e devido ao meu espanto, deixei o copo cair no chão e quebrar.
- Fugindo de alguma coisa, Grey? – seus lábios desceram até o lóbulo da minha orelha, depositando um beijo lá. – Não é como se eu fosse o predador e você fosse a presa, certo?
Na verdade, era bem isso mesmo.
Meu corpo estava duro como uma pedra, querendo rejeitar a proximidade de Patch.
Finja de morta, Nora. A hora é agora!
- Pare de me tocar. – sussurrei, quando suas grandes e fortes mãos largaram meus pulsos e desceram lentamente até minha cintura, puxando meu corpo e o colando ao seu.
- Pare de deixar a Nora certinha falar por você. – ele murmurou, descendo até dar beijos molhados no meu pescoço, e arrancando suspiros de mim. – Deixe a Nora selvagem dominar.
Nora selvagem? Essa foi ótima, nem eu sabia que ela existia.
- Para a sua informação, a única Nora que existe é essa. E ela não gosta de ser assediada por professores anjos maus. – respondi, tentando me desvencilhar do aperto de suas mãos. Mas ele era mais forte.
- Eu conheci a outra Nora. – ele disse me ignorando e descendo suas mãos até a parte interna das minhas coxas, as apertando de modo nada santo e fazendo com que eu mordesse os lábios com força. – Ela parecia bastante convidativa.
Tentei o empurrar de novo, mas suas mãos subiram até minha bunda e ele me levantou, fazendo com que eu enroscasse minhas pernas na sua cintura, por puro instinto. Senti seu membro excitado tocar em mim, e tombei o pescoço de lado, para que nossos olhares não se encontrassem e eu não ficasse mais tentada do que eu já estava.
Patch aproveitou e passou sua língua quente pelo meu pescoço, me fazendo emitir um gritinho. Mas não um de protesto.
Senti cada pelinho do meu corpo se levantar, e o meu corpo reagir ao toque das suas mãos, ou o dos seus lábios. Percebi que estava no limite, e faltava pouco para eu me descontrolar.
- Me diga uma coisa, senhorita Grey. Eu te excito ao ponto de te transformar de uma jornalista certinha e pirralha para uma mulher devassa? Você sonha comigo dentro de você, enlouquecendo cada centímetro do seu corpo? – ele perguntou indecente, fazendo com que eu levantasse a cabeça pronta para o xingar. Ele foi mais rápido e capturou meus lábios com ferocidade.
Correspondi ao seu beijo mais rápido do que deveria, enfiando minhas mãos em seu cabelo negro e sedoso e sentindo suas mãos apertarem minha bunda com força. Sua língua tocando a minha era deliciosamente erótica.
Separamos nossos lábios, arfantes, e ele sorriu malicioso.
- Acho que a resposta para essa pergunta é um sonoro sim. – sorriu vitorioso e voltou a me beijar, me carregando até a mesa e deitando metade do meu corpo nela.
O gosto da sua boca era de menta, assim como o fraco odor que estava na sua pele. Seu beijo me invadia cada vez mais, enquanto suas hábeis mãos tentavam tirar a minha blusa. Mas não de um jeito desesperado e sim, de modo calmo, como se quisesse apreciar cada momento.
Eu deveria pará-lo. Por que eu não consigo? Meu consciente gritava comigo, enquanto meu subconsciente se deliciava com suas mãos em meus seios e seus lábios quentes tocando minha barriga.
Sua boca subiu de encontro a minha enquanto tentava arrancar minha calça jeans. Quando estava apenas de lingerie, ele fez questão de tocar levemente minha feminilidade. Mordi seu lábio inferior e o puxei, fazendo com que ele sorrisse malicioso.
- Parece que a ovelhinha era apenas uma jovem lobinha fantasiada. Será que você consegue fazer melhor do que um puxar de lábios, Nora? – ele sussurrou no meu ouvido, enquanto arredava minha calcinha de lado e usava seus dedos para brincar comigo. Comecei a arfar e arqueei o pescoço para trás.
E ele entendeu isso como um convite para mais chupões no meu pescoço. Meu Deus, o que eu estou deixando que esse homem faça comigo? Afastei sua mão de mim, o que fez com que ele me encarasse como um cãozinho maléfico e pidão.
- Eu consigo fazer bem melhor. – murmurei rouca, mal me reconhecendo no momento e toquei seu membro, que já estava duro dentro de sua boxer.
Sorri internamente. Ele achava que estava no controle, mas estava tão excitado como eu no momento. Isso me deixa no mesmo patamar de poder que ele estava.
Puxei o elástico de sua cueca e enfiei minha mão lá dentro, constatando que seu amigo era tão grande como eu esperava. Ele sorriu para mim e seus olhos transmitiam um desejo que ele estava tentando controlar, mas parecia estar no limite para não conseguir.
Abaixei sua cueca e comecei a fazer movimentos de vai e vem no seu membro, o que o fez começar a gemer. Me senti incrivelmente poderosa com isso, eu finalmente o tinha nas mãos.
Literalmente.
- O jogo acabou, Nora. – ele disse, tirando minhas mãos de lá e me carregando até seu quarto. Me jogou na sua cama e pulou em cima de mim, rasgando minha calcinha apenas com uma mão e arrancando meu sutiã sem um pingo de romance.
Aula teórica de reprodução animal, aí vamos nós.
Seus lábios começaram a sugar meu mamilo, enquanto uma mão brincava com meu outro seio e seu membro me invadia com fortes estocadas. Meus gemidos saiam altos, mas para Patch ainda não era o suficiente.
Ele aumentou a velocidade e saiu dos meus seios, indo mordiscar meu pescoço.
- Eu quero ouvir mais alto, Nora. Vamos, faça melhor. – ele disse gemendo sensualmente no meu ouvido, subindo com seus lábios até minha boca e a mordendo, sem diminuir as estocadas.
Minhas mãos agarraram os lençóis do colchão e o meu corpo estava mergulhado no mais puro prazer. Eu não conseguiria distinguir o certo do errado agora, Patch me invadira e roubara todo o meu bom senso.
Meus gemidos se tornaram mais altos do que já estavam, o que o fez sorrir de modo sexy.
Você me pertence, anjo. Ele sussurrou na minha cabeça e senti meu corpo e o dele chegarem ao ápice juntos. Meu corpo se tornou fraco, cansado, mas muito satisfeito.
Fechei os olhos e quando os abri, encontrei o olhar negro e opaco de Patch, que ainda estava dentro de mim.
- Não vai sair daí? – perguntei fingindo estar incomodada, mas querendo que ele não saísse mesmo.
- Não. Eu gosto de estar dentro de você. – ele respondeu indiferente, e o seu sorriso que antes era de canto, agora havia se alargado. – E além do mais, a noite é uma criança. Nós estamos apenas começando. – sussurrou. – Vamos tomar um banho juntos?
Ele perguntou, mas sem me dar opção de escolha, já que suas mãos se apossaram da minha cintura e me carregou direto para o banheiro que havia em seu quarto.
A noite iria ser longa.
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