Missão Viúva-Negra
1 Prólogo
Notas iniciais
- Espero que gostem! Comentem, se possível ♥
A imagem da câmera de segurança não era nítida o suficiente para identificar todos os indivíduos que entravam e saíam da casa noturna O Cabaret. Brandy Stewart bagunçava distraidamente a franja ruiva enquanto operava o sistema de segurança do local à procura de atividades suspeitas. Cindy Cooper estava no interior da casa noturna serpenteando entre as mesas com uma bandeja cheia de bebidas. Serena Dawson fazia uma dança particular para três homens em uma mesa afastada das demais. Ramona Stein não estava muito preocupada com o que tinha que fazer naquela noite, mas sabia que deveria seguir o roteiro que lhe fora entregue. Ela odiava ter que frequentar esse tipo de lugar, mas fazia parte de seu ofício. Enquanto isso, Ruby Granger penteava a peruca castanho escuro que escondia seus fios louros. Ela encarou seu reflexo no espelho do backstage das dançarinas e sorriu. Estava satisfeita com o disfarce que usava, pois não parecia ela mesma. Naturalmente loira e com olhos azuis celestes, agora ela usava uma peruca escura e lentes de contatos cor esmeralda. Nesta noite ela era Babee, uma dançarina de cabaré substituta.
− Faltam vinte minutos para o início do show. Rocky, prepare um Dry Martini e entregue ao homem que está molestando a Camaleão. – ordenou Brandy, que agora observava as imagens da câmera de segurança no interior d’O Cabaret.
Cindy balançou os cabelos negros ondulados e sorriu para o bartender, dando a volta no balcão do bar e procurando os ingredientes para fazer o Dry Martini. O bartender a encarou sem entender como ela fora parar ali ou quem era aquela mulher. Ela continuou preparando a bebida enquanto ele a observava com receio. Depois de pronta, Cindy seguiu para a mesa onde Serena estava fazendo um “show” particular.
− Aqui está a sua bebida – ela disse, entregando-a para um homem de meia idade. – Aurora, estão chamando você no backstage.
− Com licença, mocinha. Eu não pedi nenhuma bebida.
− Neste caso, é cortesia da casa. – Cindy piscou, deixando o homem extasiado.
Elas foram juntas para o backstage, passando por Ruby que estava se maquiando. Serena deslizou sobre o ombro a alça do top branco com lantejoulas prateadas que estava usando, um sinal para Ruby se preparar para entrar no palco. Ela verificou se estava com tudo o que precisava e, após certificar-se, andou até a cortina vermelha que separava o palco e os fundos da casa noturna, abriu uma fresta e observou a plateia. Casa cheia, mau sinal.
Do outro lado, uma mulher alta e magra subia no palco para anunciar o show da noite.
− Boa noite damas e cavalheiros, ou devo dizer, cavalheiros sedutores. – ela disse, fazendo alguns dos homens na plateia soltarem risadas constrangidas. – Nossas meninas prepararam um número que vai deixar os senhores de queixo caído. Preparem-se e aproveitem.
Uma porto-riquenha esbelta e sensual apareceu do lado esquerdo do palco enquanto a melodia de Cell Block Tango ecoava dos alto-falantes. Ela vestia um espartilho preto e um quimono de renda da mesma cor. Começou a caminhar lentamente para o centro do palco, enquanto bagunçava o cabelo com as mãos e depois as deslizava desde os seios até as coxas.
− “Certo. E agora, as seis alegres assassinas do presídio Cook County. Em sua versão de “Cell Block Tango.” – disse ela, postando-se em seu lugar.
As cortinas vermelhas d’O Cabaret se abriram e lá estavam as seis lindas dançarinas, incluindo Ruby Granger. A primeira delas começou recitando a parte inicial da música, fazendo movimentos que atraiam os olhares dos homens presentes no lugar.
“Ele mereceu, ele mereceu. Colheu uma flor na hora sublime. Depois a usou e a abusou. Foi um homicídio, mas não um crime.”
O homem a quem Cindy entregara uma taça de Dry Martini agora estava com a cabeça tombada de lado em sua cadeira confortável. Estava inconsciente, enquanto seus parceiros deleitavam o show.
“Eu conheci Ezekiel Young na cidade de Salt Lake à dois anos. E ele me disse que era solteiro, e nos demos bem imediatamente. Então, começamos a viver juntos. Ele ia trabalhar, ele chegava em casa eu fazia sua bebida, para o jantar.
Então eu descobri
“Solteiro”, ele me disse.
Solteiro o cassete. Não só ele estava casado, oh não! Ele tinha seis esposas! Um daqueles mórmons, você sabe. Então, naquela noite, quando ele chegou em casa eu fiz sua bebida, como de costume.
Você sabe, nem todos reagem bem a arsênico.”
Ramona estava observando a apresentação com uma falta de interesse que só era exclusiva a ela. Sentou-se em um local no fundo do salão, retirou a faca que estava presa em um suporte em sua coxa esquerda e começou a girá-la na superfície prateada da mesa.
“Agora, eu estou de pé na cozinha. Preparando o frango para o jantar, pensando nos meus negócios. E entrou meu marido Wilbur em um surto de ciúmes.
‘Está fazendo com o leiteiro’, ele disse.”
Ramona observou um homem que estava sentado à frente do palco levantando-se para ir ao banheiro. Sorriu com malícia, umedecendo os lábios. Saiu de onde estava e o seguiu com cautela, andando na escuridão da casa noturna. Esperou do lado de fora do banheiro masculino, então quando ele saiu, olhou para ela como se esta fosse um pedaço de carne, e deu o primeiro passo. Apoiou-se na parede onde Ramona estava encostada e sussurrou algo que ela não pôde compreender, mas fingiu que entendia. Ela soltou uma risada rouca, levou o dedo indicador até a boca e o mordeu, deixando o homem excitado. Em seguida, colocou as mãos pequenas nos ombros largos dele e o guiou para o lado oposto do corredor com certa rapidez. Ordenou aos sussurros que ele fechasse os olhos, quando ele fez, o esfaqueou bem no lado esquerdo do tórax.
“Ele estava louco e continuou gritando, ‘Está fazendo com o leiteiro.’
E então se atirou na minha faca. Se atirou na minha faca dez vezes.”
Serena circulava por entre as mesas lotadas de homens sedentos por carne fresca coberta com purpurina. Sorria para alguns enquanto atravessava o recinto. Ela fitava um homem estranho que não parecia ser o tipo que frequentava casas noturnas ou boates.
− Quem é o homem sentado na mesa 23? – perguntou, colocando a mão em concha à frente da boca.
− Não sei, eu acho que ele acabou de chegar. Vou tentar descobrir. Por enquanto, dê o sinal à Raposa para que ela distraia Martin Kerkow. – disse uma voz em um ponto eletrônico na orelha direita de Serena. A garota estava grampeada.
Martin Kerkow era um poderoso mafioso de Las Vegas, responsável pela morte de mais de 150 pessoas. Ele estava sentado bem à frente do palco, seus olhos mal desgrudavam das garotas. Ele costumava frequentar diferentes casas noturnas da cidade, mas seu padrão se repetia ocasionalmente. O Cabaret era um de seus locais preferidos; era reservado, elegante e possuía uma boa variedade de garotas sedutoras.
Serena aproximou-se discretamente do palco e esperou que Ruby olhasse em sua direção. Não podia arriscar estragar o disfarce de ambas. Ruby finalmente cruzou seu olhar com o de Serena, que mordeu os lábios, um sinal que haviam combinado para indicar que era a hora de distrair Kerkow.
Ruby levou as mãos até o pescoço e deslizou sobre a cabeça, passando pela lateral do rosto impecavelmente maquiado e traçando um caminho até os seios. Salto ante salto ela foi até o mafioso, sentando no colo dele e colocando as mãos frias e assassinas do homem em suas coxas magras e brilhantes. Ele olhou para ela com desejo e depositou cem dólares em seu sutiã. Ela sorriu para ele com seus dentes parecendo pérolas contornadas por um lábio vermelho sangue.
Serena andava para todos os lados como se fosse a Miss Estados Unidos, procurando mais um suspeito. O primeiro havia sido eliminado por Cindy; o segundo fora assassinado por Ramona, algo que Serena achava extremamente desnecessário. Mais dois suspeitos estavam no local, mas um deles postava-se ao lado de Kerkow. E Ruby sabia disso. Não atacara os dois, pois seria um ato muito arriscado para ela e para quem estava por trás de tudo aquilo. Precisava fazer tudo por debaixo dos panos.
− O alvo número dois está ao lado de Kerkow, Collie. Não tem como dominá-lo. – ela sussurrou ao ponto eletrônico em seu ouvido.
− Tente fazê-lo sair de lá, use todo o seu potencial. Você provou ser capaz, Camaleão.
Naquele exato momento ela observou o alvo sussurrar algo para Martin Kerkow, e os dois seguiram em direção ao banheiro. Ruby tentou distraí-lo novamente, andando ao redor do homem enquanto deslizava suas mãos no corpo dele, que olhou para ela com um sorriso debochado.
“Deu merda”, ela pensou.
− Sua piranha imunda, tire essas mãos de cima de mim, ou eu explodo agora mesmo este lugar. – Kerkow sussurrou.
Ruby tentou ficar calma e fingir espanto com o que ele acabara de dizer. Ele caminhou despreocupado em direção ao banheiro, seguido de perto por seu comparsa, sem se preocupar com os outros. Ruby correu em direção às portas duplas da entrada frontal da casa noturna, mas esbarrou em alguém.
− Me desculpe, madame. – ele disse, seguindo para o balcão de bebidas.
Ruby correu novamente para fora d’O Cabaret e contornou a esquina do quarteirão, direto para onde localizava-se as janelas do banheiro masculino, mas antes de chegar, ouviu um som de explosão e temeu ter acontecido o pior.
O comparsa de Martin Kerkow não havia explodido a casa noturna, mas sim a parede do banheiro, para cortar caminho e fugir na limusine que o esperava no beco escuro atrás d’O Cabaret. Ruby correu até a van onde estava Brandy Cooper e seus equipamentos de espionagem, e ordenou que ela pisasse no acelerador e seguisse o automóvel que levava Kerkow para longe dali.
A limusine estava com alguns quilômetros de vantagem. Muitos carros separavam o veículo deles e a van onde Ruby e Brandy perseguiam ansiosas o mafioso mais perigoso da atualidade. Elas desviaram de pelo menos três táxis, quebrando o espelho retrovisor de um deles. Ouviram alguém xingar ao longe, mas estavam mais interessadas em prender os criminosos.
Houve um estampido nas portas traseiras da van, e Ruby virou-se para olhar. Não ficou surpresa quando descobriu que estavam sendo seguidas por mais um comparsa de Kerkow. Ele sacou a arma que carregava e disparou mais uma vez contra Ruby, que estava com a cabeça para fora da janela. Ela tirou a própria arma do suporte em sua coxa esquerda e destravou o gatilho, mirando na direção do perseguidor em um carro preto com janelas escuras. Ele enfiou a cabeça rapidamente dentro do carro e acelerou, tentando ficar lado a lado com a van que Brandy dirigia a toda velocidade. Um carro acabou ultrapassando-o, impedindo que ele fizesse o que pretendia. Aproveitando que a atenção dele estava voltada para a estrada, Ruby decidiu atirar mais uma vez contra ele, mas desta vez tinha o intuito de estourar o pneu do carro.
− Deu certo! – ela gritou triunfante ao perceber que o carro atrás dela estava perdendo a velocidade.
− Deu certo para ambos os lados, então. Perdemos Martin Kerkow de vista neste exato minuto – disse Brandy lentamente.
− O quê? Como isso é possível? – gritou Ruby, correndo para o banco da frente, em busca do carro do mafioso.
− A Diretora vai nos matar! – sentenciou Brandy, agourentamente.
De fato, a diretora estava furiosa quando elas chegaram à organização. Ninguém sabia seu verdadeiro nome, ela era chamada apenas de “Diretora”. Uma mulher sedutora de meia idade, com seus longos cabelos negros e olhos em um tom tão verde, que era impossível desviar deles. Ela andava de um lado para o outro, mordendo os lábios vermelho escarlate e tamborilando os dedos nos braços cruzados.
− O que vocês fizeram hoje foi a coisa mais estúpida que eu já vi desde a primeira vez que comecei a trabalhar para esta organização. – ela disse, olhando para as cinco garotas que agora estavam ali, com as cabeças abaixadas. – Quem teve a brilhante ideia de nos entregar?
− Me desculpe, senhora diretora... Madame... – começou Brandy – Mas eu não acho que tenha sido culpa de alguma de nós.
− Foi sim, a culpa é toda da Ruby. – disse Ramona, com um sorriso malicioso.
− Eu sinto muito, Diretora, é verdade. Eu estava com Martin Kerkow no momento em que ele resolveu fugir. – assumiu Ruby, mesmo sem ter certeza se a culpa realmente era dela.
− Não! Eu acho que alguém que trabalha para Kerkow nos entregou. – insistiu Brandy.
− E quem seria? Vocês não aniquilaram dois dos três comparsas dele? – perguntou a diretora, impaciente.
− Sim, mas havia um homem suspeito n’O Cabaret. – ela disse, andando até sua mochila e pegando um cd em um dos bolsos. – Veja.
Ela colocou o cd em um dos complexos computadores da organização e começou a procurar o suspeito que ela vira nas imagens da câmera de segurança da casa noturna naquela noite. Acelerou até o momento em que ele aparece, entrando no lugar sem nem ao menos ser notado.
− É ele! – constatou Ruby – Ele também esbarrou em mim quando eu corri atrás de Kerkow.
− Ele deve trabalhar para eles, é óbvio! – falou Cindy, que estava em uma cadeira ao lado de Brandy.
− Tente identificar o rosto do suspeito e sua identidade. Descubra para quem exatamente ele trabalha, o que faz quando não serve para mafiosos e tudo o mais que for possível descobrir. – ordenou a diretora, decidida.
Brandy passou a tarde inteira procurando todas as informações disponíveis sobre o suspeito. Enquanto Ruby sentia-se cada vez mais culpada por tudo o que tinha acontecido na noite anterior. O fracasso da operação. O risco que fez suas companheiras passarem. O fiasco que era sua vida pessoal. Ela não conseguia imaginar o que faria se fosse expulsa da organização, pois aquilo era tudo para ela. Não namorou desde que se tornara membro das Aniquiladoras, uma agência filiada ao FBI, com o intuito de fazer o trabalho sujo que eles não são capazes de fazer.
− Descobri quem é ele! – gritou Brandy, em êxtase.
As cinco garotas estavam esperando a resposta de Brandy havia horas, enquanto a Diretora já tinha ido cumprir suas tarefas como ser humano normal membro da sociedade e voltado.
− Vamos ver o que tem para dividir com a turma – a Diretora sentou-se em uma cadeira à frente de Brandy.
− O nome dele é Wes Hunt, mas está usando o disfarce de Adam Frank, um empresário da indústria Literária. Vem de família rica, doa milhões para diferentes causas, como crianças carentes, famintas ou desamparas. É quase um Michael Jackson dos mafiosos. Solteiro atualmente, mas já foi casado há dez anos. Aparentemente um erro que cometeu em uma despedida de solteiro do melhor amigo em Las Vegas. Trabalha para uma agência que protege grupos mafiosos, traficantes e assassinos. Tem vinte e sete anos, não frequenta boates, como eu havia previsto, e seu signo é sagitário. – soltou Brandy, mecanicamente.
− Bom trabalho, agente 811. – parabenizou a diretora, impressionada.
Ela levantou da cadeira e andou até onde as meninas estavam esperando o resultado. Elas imediatamente levantaram do chão e ficaram eretas olhando para a Diretora, que parecia mais intimidadora do que antes.
− Eis o seguinte: estamos criando uma nova missão. Ela será chamada de “Missão Viúva-Negra”. – disse, andando de um lado para o outro lentamente – Ruby Granger será a responsável, já que foi a culpada pelo desastre da operação. Seu trabalho é seduzir Wes Hunt, descobrir quem são as pessoas para quem ele trabalha e quem está no topo da agência a qual ele faz parte, e depois, eliminá-lo.
Ruby quis protestar contra aquela missão, mas a culpa pelo fiasco da operação anterior ainda a dominava. Ela apenas sacudiu a cabeça afirmativamente e continuou parada onde estava.
− Brandy, monte uma identidade nova para a agente 013. Quero que tudo pareça real, está me entendendo? Um emprego, amigos, casa. Tudo. – a Diretora ordenou novamente, saindo da sala.
Brandy e Ruby sentaram lado a lado para criar a vida que substituiria aquela que Ruby já havia ignorado faz tempo. Era difícil. A loira estava acostumada à rotina de perseguição, lutas e disfarces. Agora, seu disfarce seria por tempo indeterminado. O pior, nem lembrava mais o significado da palavra “flertar”, muito menos como faria para conquistar Wes Hunt.
Ela olhou novamente para o perfil de Wes, demorando-se na foto que havia ali. Ele parecia muito bonito. Olhos azuis feito miosótis; cabelos castanhos lisos e rebeldes. Traços leves, porém, masculinos e atraentes. Lábios nem finos nem grossos, mas rosados. Nariz longo e empinado, com bochechas magras e coradas. Parecia italiano, na verdade. Com aquelas sobrancelhas grossas e naturalmente bem desenhadas.
Não seria fácil conquistá-lo, disso ela tinha certeza, mas estava determinada a chegar ao fim da operação.
− Veja isso! – gritou Brandy, apontando para a tela do computador.
− O que houve? – perguntou Ruby, sentando ao lado de Brandy.
− Wes avisou Kerkow! Foi ele quem disse que estávamos lá. Ele deve ter suspeitado de uma de nós. – a gênia da informática mostrou Wes Hunt na tela, que aparentava estar sussurrando algo a um ponto eletrônico.
− Martin Kerkow também estava grampeado! – Ruby se deu conta. – É claro que um homem como ele deve ser prevenido.
− Agora é tarde – Brandy deu de ombros – Por falar em prevenir, aqui está sua nova identidade.
Brandy deslizou as rodinhas da cadeira em que estava sentada até outro computador, onde revelou os novos dados de Ruby. A partir de agora, ela seria conhecida como Olivia Fox, uma aspirante a romancista de vinte e seis anos. Brandy explicou que ela seria dispensada de todas as outras operações, tendo de voltar sua total atenção para a Missão Viúva-Negra. O que fez o coração de Ruby murchar, pois a moça já estava acostumada à rotina agitada.
− Não fique triste, Olivia – confortou Brandy, fazendo Ruby acostumar-se à nova identidade. – Eu também coloquei a Cindy nesta missão, ela será sua melhor amiga, Kirby Winstone.
− Aposto que ela vai odiar esse nome – caçoou Ruby.
− Desculpe, foi o único que passou pela minha cabeça – a colega retorquiu, cansada.
− E quando começa a missão? Onde eu vou morar? – questionou Ruby, lembrando que já não poderia dividir um apartamento com Serena, agora que a operação estava em andamento.
− Mandei algumas agentes procurarem um apartamento para você em um lugar estratégico, não muito longe da base e próximo ao prédio onde Wes mora. – informou Brandy, olhando para o computador.
− Vocês pensam em tudo – Ruby disse, receosa com o fato de ter que viver outra vida.
Notas finais
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