Missão Titã - O plano de Hyperion
5 A chave roxa
Notas iniciais
Uma gota de suor escorre fria por sobre o pescoço de Alice, vemos que o esforço de frear o tempo a está esgotando, não temos tempo a perder se realmente queremos fazer isso.
–Se nós três conseguirmos subir juntos, não vamos deixar nenhuma cabeça livre para que ele poder morder, temos que fazer com perfeita sincronia — Olho para meus dois companheiros de "time".
–Certo — Concordam juntos, volto pra estrada e engulo seco, depois me dirijo ao meu lugar, escuto o cão rosnando ameaçador quando de repente Bruno grita — Não! — Olhamos-o alarmados.
–Ele falou comigo — Ele diz receoso e apura seus sentidos pra tentar entender o que Cérbero diz — Ele disse "O que fazem nos meus domínios? O que querem".
–Diga que só queremos passar — minto.
–Querido Cérbero — Bruno diz em língua de cão infernal — Estamos apenas de passagem se nos permitir passar eu agradeceria — o cão ruge uma resposta de volta e cospe um pouco de baba em Bruno — Ele disse que...bem não vou traduzir isso.... Se preparem — Ficamos em posição de expectativa, esperando o sinal — 5..3..... AGORA!
Pulamos cada um em uma cabeça e ao mesmo tempo, ficando eu com a do meio, Bruno com a da esquerda e Alice com a ultima. Percebo que Cérbero atacou exatamente naquele momento, facilitando nosso pulo, um segundo a mais ou a menos e teríamos morrido, seguro em sua coleira — Eia! — Ele tenta me morder com a cabeça embaixo do Bruno, mas o filho de Hades dá um tapa e ela se volta para ele, a mesma coisa acontece em relação a minha cabeça e Alice, mas também faço-a se concentrar em mim também, cada qual utilizando dos seus poderes para acalmar o animal. Nos esforçamos pegar as chaves, quando o conseguimos escapando de suas bocas por muito pouco eu grito a todos — Pulem agora, e vamos nos encontrar longe daqui!
Todos fazem o ordenado e corremos mais ou menos em paralelos até perceber que o poder sob o tempo de Alice ainda está em vigor e que o cachorro desistiu de nós, paramos e a filha de Cronos fica zonza e cai no chão de cascalhos pontiagudos, olho-a preocupado, mas deixo-a se levantar sozinha, em vez de ajuda-la eu seguro as três chaves juntas , vejo que elas podem ser conectadas e assim o faço, elas começam a esquentar muito, mas não me incomoda, levitam e a brilham, me sinto cego com tanta luz e, de repente, tudo para, sinto um peso nas minhas mãos, as chaves voltaram e agora são somente uma unica, preta com listras roxas — Bem.. Temos o primeiro objeto, até que não foi tão difícil — Sorrio e é nesse momento que Alice desmaia -Não! — Corro até ela e a abraço forte — Não, Lice.. Sobreviva, por favor... — Dou um beijo nela.
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