Missão Solo
2 Capítulo 2
Notas iniciais
estou tão feliz com os comentários. Me deixou muito surpresa!
Obrigada a todos que leram!
Terá um extra, que será NaLu para todas que leram!
- Fiore é realmente um lugar lindo! – disse boquiaberto, ri com isso, sempre soube que morava em um reino incrível mais ouvir a confirmação de meus pensamentos pela boca de um príncipe me deixa ainda mais certa disso.
-Não é?! – concordei, achando graça de sua expressão boba e feliz. Faz apenas duas horas que estamos na carruagem, mas eu já percebi que Haru é realmente um bom rapaz, oque me deixa feliz, afinal é a primeira missão que a Mira-san me indica que é decente e sem nada estranho. Olhei pro príncipe que esta ao meu lado rindo feito bobo e a sensação de conhece-lo de algum lugar volta com tudo, no entanto, eu me lembraria de um príncipe tão gente boa como ele. Então porque, mesmo eu estando certa disso, essa sensação não passa?
-Você me lembra alguém... – disse de repente atraindo sua atenção para mim – só não consigo saber quem?
-Sério? – acenei confirmando – Quando descobrir me conte certo?
-Claro!
-Que tipo de magia você usa Lucy?
-Eu sou uma maga celestial, tenho alguns contratos! – o olhei vagamente e coloquei minha mão sobre as chaves brilhantes que estavam sobre minha cintura. – E você usa alguma magia, Haru?
-Pode não parecer, mais minha família tem uma longa linhagem de sacerdotes do céu!
-Sacerdotes? Tipo, magia de cura?
-Sim! É uma magia rara, e eu ainda não a dominei bem, mais tenho uma recuperação sobre-humana – riu parecendo orgulhoso de si próprio.
-Na minha guilda temos uma Dragon Slayer do céu que tem magia de cura também – me lembrei de Wendy, ela é tão fofa que às vezes penso em como ela pode ser tão diferente de Natsu e Gajeel.
-Uma magia bem rara... Gostaria de conhece-la! – Disse por fim.
-Na verdade, temos três Dragons Slayers na guilda, a dragoa do céu Wendy, o dragão de ferro Gajeel e o dragão de fogo Natsu – detalhei.
-Nossa, em pensar que é uma magia tão rara – suspirou admirado. Fofo, pensei. Sim, os dois se parecem, conclui por fim, sem entender com quem o comparava. – Sabe, quanto tempo falta até Crocus?
-Só mais algumas horas – falei olhando o céu – enquanto isso, podemos parar e comer algo, oque me diz? – ele me olhou feliz, parecendo um cachorrinho acenando feliz. E assim, seguimos conversando.
Não demorou muito e já estávamos chegando ao palácio da Princesa, que tinha sido todo reconstruído – assim como o porto em Hargeon – por causa do ataque dos dragões que, literalmente, destruiu tudo. Mas, olhando agora, a cidade estava mais bonita, as flores enchem a cidade de cor e os habitantes parecem enérgicos e sem o menor traço de medo, como se nada tivesse acontecido. Oque me surpreendeu, — fora cheiro das flores e pelas novas formas dos prédios — foi que não tinha ninguém esperando por Haru quando chegamos ao palácio.
-Estranho, se eles estão te esperando, deviam vir lhe receber apropriadamente... Então, porque? – disse enquanto olhava ao redor, me preparando para receber, a qualquer momento, uma comitiva especial e exagerada para o príncipe ao meu lado.
-Isso é por que eles não estão me esperando! – disse tranquilamente, enquanto olhava o palácio sem o mínimo interesse. O olhei espantada, afinal, ele me disse que tinha sido convidado pelo rei.
-Como assim?
-Lucy, minha cara, sei muito bem que você é bem mais inteligente do que esse seu cabelo loiro nos deixa pensar. Então pense bem, porque ninguém esperaria um príncipe?
-Você... Oque você fez? – sussurrei em choque.
-Não é bem oque fiz, e sim oque deixei de fazer... Ou de ser – disse por fim, sem mudar sua expressão, que a pouco deixou de ser doce e gentil e se tornou vazia. Ele deixou de ser fofo agora, pensei estupidamente enquanto o encarava feito uma tonta.
-Você não é o príncipe Haru! – acusei. Eu peguei o cara errado, o verdadeiro príncipe pode estar em qualquer lugar e eu aqui com esse impostor... Sabia que essa droga de missão estava boa de mais para se algo indicado pela Mira-san.
-Na verdade, eu realmente me chamo Haru, mais não sou príncipe de país nenhum – me olhou com desdém, como se isso fosse óbvio. Que droga!
-Oque você fez com o verdadeiro príncipe? – perguntei. Se ele for realmente mal não vai me contar, mas não custa tentar.
-Príncipe Louis chegou a Crocus ontem – falou por fim, depois de suspirar ruidosamente. Maldito, eu é que devia estar suspirando.
-Como sabe disso?
-A missão que você aceitou, era só um desvio de atenção, Lucy – disse com um tom paciente, me lembrando um daqueles professores particulares, velhos e cansados.
-Então, o navio enorme, a carruagem extravagante, tudo, até mesmo o restaurante cinco estrelas foi só para desvia a atenção do verdadeiro príncipe? – conclui.
-Sim – disse uma voz leve e grossa, parecendo meio rouca, que eu não conhecia. Ao me virar para o dono da voz, me deparei com um jovem gordinho, baixinho, com muitas espinhas que estava acompanhado de uma ruiva que parecia ser uma cortesã. Conclui que esse era o príncipe Louis. De repente, me senti feliz por ter me enganado de realeza, ou de rapaz, no caso – Bom trabalho Haru, agora pague-a e vamos embora, estou farto deste local.
-Sim, meu senhor – disse ao reverencia-lo respeitosamente, e quando este se afastou Haru me olhou maliciosamente – Foi bom ter te conhecido, foi bem mais divertido do que imaginei, mesmo que em si eu não tenha batido em ninguém.
-Digo o mesmo – disse o olhando meio tonta, ainda, pelo excesso de informação. – Espera, como assim bater? Você não usa magia de cura?
-Eu disse que era uma magia herdada da família real e eu não sou da realeza – eu o olhei atônita e ele prosseguiu – minha magia se baseia em luta corporal, sou da guarda no fim das contas, mas Lucy...
-Sim?
-Um dia eu volto, e quem sabe não lhe visito! – se aproximou e beijou de leve meu nariz deixando uma leve sensação sobre o local. Corei, ele piscou astutamente enquanto apontava para sua mão direita, como referência a minha marca da guilda, e depois jogou um pacote em minha direção, que presumi ser a recompensa.
-Um dia, né?! Espero, que se esse dia chegar, ele volte menos manipulador – ri com isso, enquanto seguia em direção as lojas famosas da cidade. Afinal, devo um presente a certo rosado e a um gato/voador/azul/falante.
____________Dias depois____________
-Oi pessoal, estou de volta! – gritei ao entrar na guilda.
-Lu-chan, que saudades – Levy se jogou em mim, e eu girei com ela nos braços.
-Tadaima Levy-chan, Mira-san!
-Okaeri Lucy, como foi à missão? – Mira me perguntou enquanto limpava alguns copos.
-Foi... Muito boa – disse por fim, sorrindo para ela que piscou com duvida.
-Esse cheiro... LUCY, SUA ESTRANHA, COMO ASSIM VOCÊ SAI EM MISSÃO E NEM ME CHAMA? – Grita o rosado, sem nem mesmo cumprimentar Mira-san ou Levy.
-A culpa é sua, já que come toda a minha comida – sussurrei.
-A Lucy gorda está nos culpando, Natsu – disse o neko irritante.
-Como é? – rosnei – pois não vou lhe dar o peixe que comprei!
-Peixe? Lucy, você sabe que não é gorda aye!
-Interesseiro – alfinetei, vendo ele voar em direção ao frízer do bar da guilda.
-Não me ignore. – Natsu disse por fim, com um bico. Fofo!
-Gomén Natsu, mais foi uma missão rápida, só pensei que como não envolvia brigas você não ia querer ir – menti descaradamente.
-Tsc, na próxima me chame, você do jeito que é, pode acabar sendo enrolada por um cara qualquer – falou me olhando, como se isso fosse uma verdade absoluta. Mesmo que, em si, não seja uma mentira.
-Você se parece com ele... – sussurrei atraindo sua atenção – Você se parece com o Haru – ri gostosamente, saindo da guilda decidida a ignorar o olhar espantado da Mira-san, e confuso e meio zangado de Natsu. Realmente, muito, mas muito fofo. Ele corou e me seguiu.
-Oque você trouxe pra mim? E que cheiro é esse? – falou me olhando corado e fofo ao mesmo tempo em quanto segurava a minha mão.
Fim!
Notas finais
Mais prometo que não irá demorar. Espero que tenha review nesse cap também!
Obrigada a todos!
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