Missão: Armadilha
1 Surpresa no fim do corredor
Notas iniciais
Oie galera!! Aqui estou postando mais uma one, apenas para agradar quem estava com saudade da minha escrita mais hot, como a Tânia, a Aleera, a Laris, a Jessy..a quem dedico esta pequena história. kkkkk
Espero que vocês gostem.. :P
Boa leitura!
Espero que vocês gostem.. :P
Boa leitura!
Entrei e fechei a porta, com cuidado. Subi degrau por degrau, fazendo o mínimo ruído possível. Cheguei ao corredor do segundo andar, era a primeira vez que estava ali em cima, nunca tinha antes passado do hall de entrada ou da cozinha e escritório. Todas as portas estavam fechadas, com exceção da última, no fim do corredor, apenas encostada. Exatamente a porta que Henry me disse ser o seu quarto. Aproximei-me, andando lentamente. Não havia lâmpada alguma acesa, apenas a claridade natural que vinha do sol brilhante lá fora. Quando toquei a maçaneta, para abrir mais a porta, ouvi sons vindos de dentro do quarto. Comecei a suar frio, não podia ser o que eu estava escutando. Mas era. Afastei um pouco mais a porta que, para minha sorte, não rangeu, para ver o interior do quarto, reparando que aquele nunca seria um quarto de criança, ainda mais de um menino. Droga! Aquele era o quarto de Regina. Os ruídos ficaram mais altos, se tornaram mais presentes. Gemidos. Por mais que eu soubesse que não devia, aguçaram minha curiosidade e eu enfiei a cabeça pela fresta aberta da porta. Para quase ter um treco. Regina estava sobre a cama, apenas com uma lingerie preta, rendada, mais sensual seria impossível. Sua mão direita estava enterrada dentro da calcinha e eu podia distinguir os movimentos de seus dedos sob o tecido. As pernas abertas e dobradas, a cabeça apoiada no travesseiro, os olhos fechados e a mão esquerda deslizando pelo vale dos seios em direção ao pescoço. A visão mais deliciosa que eu já havia tido a chance de ter. Quando dei por mim, já estava dentro do quarto. Minha boca salivava e eu sentia um calor imenso percorrendo todo o meu corpo. Sem contar a umidade entre as pernas. Regina parecia alheia à minha presença, já que eu não estaria viva a essa altura se ela tivesse me notado. Eu estava com uma vontade imensa de tocá-la, de sentir aquela pele em minha boca, seu sabor, sua textura, que aparentava ser de uma maciez viciante. Nunca havia olhado para mulheres com desejo, nunca havia me sentido atraída por nenhuma. Até Regina fazer meu mundo virar de cabeça para baixo, me deixar confusa, sem saber como me sentir, sem conseguir reagir. Agora eu descobrira que a tensão entre nós não era apenas por duas rivais estarem frente a frente. Era também porque eu me sentia atraída por ela, como nunca imaginei estar. Tensão sexual. Quem diria? Outra vez voltei dos meus devaneios, os gemidos dela estavam mais altos, seu corpo começava a ondular sobre a cama. Que delícia devia ser aquela mulher no sexo. E, por Deus, eu já estava quase ao lado da cama. Cruzei meio quarto como se estivesse hipnotizada por ela. Estava sendo atraída para a morte, se Regina abrisse os lindos olhos castanhos e me visse ali. Foi inevitável o frio na barriga que senti, me fazendo engolir em seco. No que ela estaria pensando? Ou melhor, em quem? Não poderia negar que, naquele momento, eu senti ciúmes dos pensamentos dela, mesmo sem saber quais eram. Porém, como se adivinhasse o que eu mesma pensava, ela gemeu novamente e meu coração quase saiu pela boca, disparado. – Hmm... Isso... Awn Em...ma...hummm! Meu nome. Ela disse o meu nome em meio aos gemidos mais deliciosos que ouvi em toda a minha vida. A mão esquerda estava apertando um de seus seios, deixando-o descoberto pelo sutiã preto. Eu não podia ver muita coisa sobre o estado dela, mas só de imaginar já estremecia de tesão. Meus próximos movimentos foram puramente instintivos, esquecendo qualquer risco que eu corria se fosse pega. Em silêncio, comecei a me despir: regata, botas, jeans. Pelos deuses, minha calcinha estava tão ensopada que estava colada ao meu sexo. Livrei-me dela em seguida. Estava ali, completamente nua diante de Regina, que ainda gemia na cama, contrariando todas as possibilidades de sair viva desse encontro. Observei atentamente as expressões dela, enquanto me aproximava mais da cama. Subi no colchão, ela sentiu a mudança de peso no mesmo e abriu os olhos castanhos, assustada. Iria gritar, se não fosse meu dedo indicador sobre seus lábios. – Shiu... – Emma?! – Seus olhos arregalados de susto. Não parecia saber se era real ou não. Isso a fez hesitar por um instante no que seria uma reação de pura irritação que, provavelmente, causaria minha morte.
Usei desse tempo para tomar o controle da situação. Minha mão direita desceu pelo seu braço e adentrou a calcinha, junto com a dela. Ela pareceu voltar a si naquele momento. – Miss Swan, o que faz aqui? O que pensa que está fazendo? – Ela se remexeu, tentou levantar, mas meu corpo pesou sobre o dela. – Eu te ouvi. – Sussurrei em seu ouvido, desarmando-a. – Não precisa mais imaginar, estou aqui agora. – Ela estremeceu, se rendendo. – Relaxa e aproveita. Retirei seus dedos do sexo molhado e os substituí pelos meus, acariciando o clitóris inchado e pulsante de excitação. Ela gemeu em meu ouvido, o que me estimulou a continuar. Suas mãos passaram a deslizar pelo meu corpo nu e arranhar minhas costas. Minha boca estava em seu pescoço, beijando, sugando e mordendo, arrancando mais gemidos daqueles lábios carnudos que eu logo tratei de provar. E como eram gostosos! Minha mão esquerda lutou bravamente contra o fecho do sutiã, que logo arranquei de seu corpo, expondo o belo par de seios da morena. Rígidos. Perfeitos. Comecei massageando um, depois outro, enquanto ela estufava o peito em minha direção. Logo minha boca desceu sobre eles e minha língua rodeou o primeiro mamilo. Depois mordi de leve ao redor, até que, finalmente, passei a suga-lo. Nunca imaginei que aquela sensação seria tão boa. Passei para o outro seio, quando o primeiro já estava vermelho e sensível o bastante, repetindo todo o processo e causando gemidos mais altos da morena. Dois dedos meus adentraram o sexo de Regina, tão molhado que deslizaram facilmente. Ela mordeu o lábio inferior e rebolou contra eles, o corpo ondulando e me deixando louca. Suas unhas arranharam minhas costas de baixo pra cima, deixando linhas de fogo por onde passaram, até que seus dedos se enroscaram em meus cabelos, que ela puxou, afastando minha boca de seu seio. Nosso olhar se encontrou, as íris castanhas brilhavam e, tenho certeza, que as minhas também. Ela puxou-me para outro beijo e assim ficamos, meus lábios abafando seus gemidos, até o ar nos faltar. Deslizei o terceiro dedo para dentro dela, que cravou os dentes no meu ombro, me causando uma sensação de dor e prazer sem igual. Aumentei o ritmo, uma velocidade quase alucinante que a fez se contrair num gozo intenso. Como era linda a expressão dela durante um orgasmo. Retirei meus dedos dela, que suspirou em protesto, e levei-os à boca. O gosto dela era viciante. Ela me encarou durante aquele ato, contorcendo-se, manhosa e excitada. – Emma... – Começou, sussurrando em meu ouvido. – Eu quero acreditar, amanhã, que os dedos que senti dentro de mim eram os seus e não os meus. – Quer uma prova de que não está delirando, Madam Mayor? – Dei-lhe um sorriso maroto, carregado de malícia. Ela entendeu, entrando na brincadeira, e apenas acenou que sim com a cabeça. Desci minha boca por seu corpo, beijando e mordendo cada pedaço de pele exposta que encontrava. Livrei-me de sua calcinha, lambi e mordi a parte interna de suas coxas e ela se contorceu, buscando minha boca com o sexo já molhado outra vez. Não a fiz esperar muito, eu mesma já estava enlouquecendo. Mergulhei entre suas pernas, lambendo, explorando, conhecendo cada parte dela, estimulando os pontos em que ela mais desejava. Regina logo agarrou meus cabelos e forçou mais meu rosto contra ela, então passei a sugar seu clitóris como se estivesse esfomeada e seu gosto fosse o único a me saciar. Ela gemia alto, meu nome saía de seus lábios entre sua respiração pesada. Não resisti em penetrá-la com minha língua, o que a fez rebolar mais para mim. Como Regina era gostosa, por Deus, ela era um banquete do qual eu estava me fartando com vontade. Senti minha excitação começar a escorrer por minhas coxas, acabei levando a mão direita entre as pernas para checar minha situação. Eu mal senti meu dedo deslizar pelo meu clitóris, estava tão molhada que ele quase passou direto pelo meu ponto inchado e pulsante. Voltei o dedo, circulando-o e causando uma pressão deliciosa sobre o clitóris com o indicador. Foi impossível não soltar um gemido audível, o que fez Regina perceber o que eu fazia. Novamente as mãos da morena puxaram meus cabelos e afastaram minha boca de seu corpo. Puxou-me para cima, me encarando com o olhar mais safado e lindo que já vi. – Humm... Deixe-me ver o que temos aqui. – Ela sussurrou, passando seus lábios pela linha do meu maxilar, em direção ao pescoço. A mão delicada dela percorreu meu corpo até atingir o ponto certo, arrancando seu nome de minha garganta, em forma de um gemido. Ela pareceu gostar, e muito, disso. Protestei quando ela retirou seu dedo que me estimulava de um jeito tão maravilhoso, mas meus resmungos de frustração logo deram lugar a uma mordida no meu lábio inferior, ao vê-la repetindo o que eu havia feito. Levou os dedos à boca e, um a um, chupou de forma sensual. – Delicioso. – Ela sorriu. – Está frustrada, Miss Swan? – Sua voz era ironia pura, mas de uma forma bem mais sexy e maliciosa. – Talvez eu possa fazer algo a respeito. – Uma de suas sobrancelhas perfeitas se ergueu e, quando dei por mim, estava com as costas no colchão. Regina montou em mim, encaixando seu sexo no meu perfeitamente, como se já tivesse feito algo assim milhares de vezes. Como essa mulher podia ser excelente em tudo? O corpo dela estava ereto, mas ela se inclinou levemente em minha direção, agarrando meus seios com suas duas mãos. Passou a rebolar sobre mim, causando um atrito delicioso no deslizar de seu sexo sobre o meu. Nossos gemidos se misturaram, nossos nomes sendo ditos entre suspiros, a respiração alterada, os corações disparados, os corpos suados. Minhas mãos passeavam por suas coxas e logo alcançaram a cintura fina e seguraram, apertaram e arranharam, acompanhando seus movimentos. Senti o corpo dela se estremecer, despejando uma onda de prazer para o meu próprio corpo, que me fez tremer também e arfar de tesão. Regina passou a rebolar mais rápido e eu segui seus movimentos, de forma instintiva. Vi o corpo dela se arquear e sua cabeça ser jogada para trás, os olhos fechados, curtindo a sensação. Não demorou para que nós duas fossemos pegas pelo orgasmo. O mais alucinante que já tive. O corpo dela caiu sobre o meu e eu a aninhei. Não sei quanto tempo passamos assim, talvez tenhamos chegado a dormir de cansaço, tamanha a intensidade das sensações que tivemos naquela primeira vez que fizemos sexo. Quando voltei para a realidade, mal pude acreditar no que tinha acontecido. Regina estava sentada na cama e parecia refletir sobre o que tínhamos feito. – Regina? O que foi? – Eu disse, temendo o pior. – Como foi que entrou na minha casa, Emma? – Droga, ela tinha que se ater aos detalhes? – A chave reserva embaixo do capacho. Henry me disse onde estava. – E por que ele faria isso? – Só aí me dei conta do meu verdadeiro propósito naquela casa. Quando olhei no relógio digital ao lado da cama, dei um salto. – Henry! – Bati a mão na testa. – Ele pediu que viesse buscar o livro de estudos sociais que ele esqueceu. Disse que você já estaria no trabalho e não queria te aborrecer. Como eu já o tinha levado na escola, pediu pra que eu viesse pegar e levasse antes da última aula. – Miss Swan, essa história não tem o menor fundamento. Henry sabia muito bem que eu estaria de folga hoje. Além disso, a aula de estudos sociais dele foi ontem. – Aquilo me deixou confusa. – Então aquele pestinha armou pra mim. – Eu ainda estava confusa, mas não conseguia ficar brava, só de lembrar o presente que aquela armação tinha se tornado, um sorriso bobo já aparecia no meu rosto. – O horário da escola de Henry acabou há dez minutos. Entendi exatamente o que ela queria dizer com aquilo. Significava que eu devia cair fora. Peguei minhas roupas e comecei a me vestir. Ela fez o mesmo e foi difícil não agarrá-la outra vez e jogá-la na cama. Ao final, ela estava impecável. Acompanhou-me até o hall de entrada e, antes de abrir a porta, voltou-se para mim. – Melhor você ir antes que ele chegue. E não ouse falar nada do que aconteceu para o Henry, você me entendeu? – Acenei que sim com a cabeça, engolindo em seco ao ver seu olhar frio em minha direção outra vez. – Aconteceu o que mãe? – Regina quase perdeu a cor e meu coração foi parar na garganta ao ouvirmos aquela vozinha. – Hey Emma, bom saber que está aqui ainda. Eu imaginei que estaria, quando não apareceu na escola. – Ele riu de forma gostosa.
– Armou pra mim, né Kid? – Por que fez uma coisa dessas, querido? – Para juntar vocês duas, ué. Não é de hoje que eu tenho notado como vocês ficam tensas quando estão perto uma da outra. E dos sorrisos bobos que ficam em seus rostos e dos olhares fixos que vocês trocam. Imaginei que, depois de Neverland, a gente poderia, FINALMENTE, juntar essa família de uma vez. – Ele estava rindo e, quando pronunciou o finalmente, tinha erguido os braços para o céu, caindo numa gargalhada maior depois. – Henry, querido, isso poderia não ter dado certo. – É mesmo Kid. Eu poderia estar morta agora, sabia? – Olhei para Regina com o canto dos olhos, a expressão séria e emburrada dela me fez rir. – Eu sabia que daria certo. Quando está de folga, minha mãe fica o dia todo desanimada, sem brilho no olhar. E isso só muda quando você aparece. Ela fica te olhando com aquela carinha de cachorro sem dono, cheio de amor pra dar. E durante a noite ela fala seu nome dormindo. Pronto, falei. – Ele caiu em outra gargalhada que me fez rir junto, o que deixou Regina bastante envergonhada e irritada. – Henry! – Ela gritou. – Está me envergonhando come essa história. – Dormindo é? – Ela corou, sabendo exatamente que tinha sido pega no flagra. – Relaxa Regina. Eu achei muito fofo saber disso. – Sorri para ela, que me fuzilou com os olhos. – Você não pode falar nada, Emma. Fica ainda mais boba que minha mãe quando está perto dela. E parece entrar em desespero quando ela está longe. – Henry voltou a gargalhar. – Kid! De... De onde... tirou isso? N-não é bem assim também... Isso... is-isso é... exagero. – Fiz beicinho, completamente corada, o que só fez o garoto rir ainda mais, colocando as mãos na barriga e se dobrando pra frente. – Achou mesmo que iria escapar ilesa, Miss Swan? – Regina ergueu uma de suas sobrancelhas perfeitas. – Fica em desespero? Muito interessante. – Ela sorriu e eu fiquei completamente boba, sorrindo, com os olhos fixos nela. – Não se esqueça do boba. Dá uma sacada na cara dela agora. – Henry chorava de tanto rir, fazendo a morena também gargalhar quando eu despertei de meu transe e fiz uma cara emburrada. – Sim, uma cara muito boba. Desculpe Emma, mas é perfeitamente visível. – Ok. Eu pensei que o plano podia ter dado errado. Mas eu tive fé de que daria certo. Eu sabia que você iria sair, mas tive esperança de Emma chegar a tempo e, sei lá, te pegar tomando banho e ter vontade de te agarrar. – Ele riu, corado. – Henry, isso não é coisa que uma criança da sua idade deva pensar. – Nós duas estávamos coradas e com feições bem sérias. – E não sou nenhuma tarada, que fique bem claro. – Estava emburrada. – Eu poderia nem ter agarrado sua mãe, mas admito que não resisti. – Só percebi que falei demais quando ouvi a voz alterada de Regina me gritar e uma nova gargalhada emergir da garganta do meu filho. – Emma! – Ela estava corada e me fuzilava com o olhar. – Ok, eu sei que um dia vou me esquecer dessa. – Henry nos encarou e voltou a rir. – Bom, talvez não, porque eu sei que, de hoje em diante, vou olhar pros rostos das duas todos os dias. Ficaremos juntos pra sempre. – Ele abriu um grande sorriso e nos encarou. – Agora podem parar de fingir, eu preciso me acostumar com a visão. Anda Emma. – Ele riu. Como negar que o garoto estava certo sobre tudo aquilo? Rapazinho esperto, sacou tudo bem antes dessas duas cegas orgulhosas. Tudo o que fiz foi puxar Regina pela cintura e lhe beijar a boca, diante dele. O assovio de comemoração de Henry fez com que eu risse, acabando com o beijo e me fazendo levar alguns tapas no braço, dados por Regina. Ele correu para nos abraçar e nós o abraçamos de volta. Finalmente seríamos uma família. Teríamos nosso final feliz. E eu iria dever isso o resto de minha vida ao meu filho, que além de ser o meu maior orgulho, me deu o melhor presente que eu poderia querer: Meu amor verdadeiro. Em outras palavras: Sua mãe adotiva.
Notas finais
E então, mereço algum review? huahuahua
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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