Missão
25 Tudo que precisa saber- Primeira Parte
Notas iniciais
E se não houvesse luz?
Nada errado, nada certo
E se não houvesse tempo?
E nem razão, nem rima
E se você tivesse que decidir
Que você não me quer ao seu lado
Que você não me quer na sua vida
What If?- Coldplay
Pov. Isabel.
Não podia ver mais nada, as paredes geladas das masmorras impediam que a luz passasse. Já não sabia dizer que horas eram, ou dia. Ouvia os outros prisioneiros sendo interrogados, machucados e depois nada, um silêncio mortal.
Então a porta foi aberta, fiquei cega nos primeiros instantes.
–Tom? – sussurrei.
Quando meus olhos se acostumaram pude ver que meu pai avia aberto.
–Pai? – gaguejei. – como consegui entrar aqui?
– calma, — me ajuda a levantar. – viemos te levar daqui.
Nisso saímos da cela, os corredores estavam vazios, todos já deveriam ter indo para a batalha final. Então vi Bellatriz.
Minha mãe fez algo que julgava ser impossível.
– meu amor, você está bem? – disse quando me abraçou.
– tudo bem, — Hugo disse, — foi ela que me ajudou.
– me solte, — pedi, — as minhas costas estão doendo.
– perdão querida, — preocupada passou as mãos pelo ferimento, não era muito grave o sangue já avia parado de escorrer. Estava toda suja e grudenta.
– Ele não está mais aqui? – perguntei.
– não, todos foram para hogwarts. – o loiro responde, — essa é à hora de irmos embora.
– seus amigos já foram para um lugar seguro, — minha mãe fala. – viemos para te buscar, é ótimo tem um quintal grande...
– eu não quero ir, — interrompo.
– você tem que ir! — Bellatriz manda.
– ela vai! — meu pai apóia.
– me desculpe, mas tenho que terminar o que comecei, — beijo os dois, e corro para fora — amo vocês!
Eu ainda tinha a pena; imaginei os portões do colégio e rezei a Merlin que fosse a tempo.
Um dia antes...
Quando meu professor me disse aquilo tive vontade de chorar, Dumbledore não podia ter indo, era ele que devia me ajudar. As coisas me pareceram mais sombrias e sem esperança.
Eu pensei que estivesse fazendo a coisa certa, — ou pelo menos imaginei isso boa parte do tempo – mas pelo jeito não era o suficiente.
– precisamos voltar o mais rápido possível. – Snaper advertiu.
– mas, eu não entendo fiz tudo certo. – reclamo. – Tom não pode se transformar em Voldemort.
Nisso ouço um barulho muito alto, como se um pedaço do teto caísse. Todos automaticamente começam a cercar o lugar, no principio me pareceu que um dos enfeites tivesse despencado, mas não era.
A faixa de boas vindas estava caída e no lugar avia em letras vermelhas, “Bem vindos, esse é o ultimo ano dos impuros de sangue” as ultimas parte era bem feia dizia que os sangues mestiços seriam exterminados como ratos imundos, e outras coisas. Olhei automaticamente para os outros todos estavam por perto, metade ria e a outra estava chocada.
– que coisa abominável, — ouvi uma senhora cochichando.
– bem feito, sempre souberam que isso não ia dar certo. – um rapaz disse.
Os diretores tentaram apagar, mas sem sucesso, a tinta vermelha era encantada, só sairia com o tempo. Aquilo era caro, e possivelmente feito sob encomenda.
Tom se aproxima, pela primeira vez senti um arrepio na espinha, de um modo assustador.
– que bom que te achei, — ele sorri, — vamos dançar?
O ex professore de poções faz menção de impedir, mas dou a mão a ele.
–tudo bem, — sussurrou.
– você tem algo a ver com aquilo? – pergunto a queima roupa.
– não. Por que acha isso?
– Tom, não minta para mim! — grito.
– não estou, -me arrasta pelo salão ate os corredores – olha acho que está exausta, por que não dorme? Amanha discutimos.
– você não foi ao cemitério, foi buscar a tinta. – cai a minha ficha, — o que fez, além disso? Colocou fogo em algum povoado trouxa?- O sonserino faz uma cara assustada.
– que tipo de pessoa você pensa que eu sou? – pergunta magoado. – nunca machucaria ninguém.
– e a murta que geme? – tive vontade de morder a minha língua depois de falar aquilo.
Riddle faz a pior cara possível, de quem não parece saber como responder.
– onde ouvi isso? — diz com a mandíbula travada.
Estávamos na porta do dormitório.
– eu conto como soube disso e você fala a verdade, o que acha? – ele concordou.
– ninguém me contou- menti. – eu juntei os pontinhos.
O monitor não parecia convencido.
– eu realmente fiz isso.
– pelas barbas de Merlin, por que raios isso?
–Não existe uma boa explicação, eu acho que nasci para ser mau. É o meu destino.
Ouvir isso dele foi doloroso, entrei, e corri para as escadas.
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– onde acha que vai? – perguntou quando desci com as minhas malas.
– vou embora, — respondo, — estou voltado para Alemanha, e por isso que meu tio está ai.
– quando ia me contar? – fica no caminho.
– Riddle sai da minha frente.
– não.
Bufo irritada.
– você realmente precisa me ouvir, — pede, — Isabel, não vai.
– me dê um bom motivo. – digo. – só um.
O moreno me olha profundamente do modo que só ele sabia.
–você vai para com tudo isso?- perguntei, — eu fico se largar o seu grupo.
Tom se manteve em silencio, saiu do meu caminho.
– eu te amo. – expõe.
Mas isso não era o suficiente, amar não significa automaticamente não matar, não ser mau. Não poderia o esperar por toda a eternidade. Ele tinha seu futuro, e eu o meu.
– Eu realmente tenho que ir. – disse entre lagrimas
Eu cheguei a imaginar que ele não me deixaria partir. Acho que estava tão chocado que não fez nada, apenas ficou observando enquanto Juno e eu íamos.
Deixei a gatinha, que já estava na reta final da gestação com Dumbledore. Ele pareceu gostar muitíssimo da surpresa, ali eu sabia que ela ia ser bem cuidada.
Era uma pena que não a veria mais, não podia levar nem uma criatura do passado.
– não acha que a viagem pode fazer mal a criança? – Draco indaga assim que o professor de poções chega.
– se demoramos mais talvez, — ele responde, — por agora ainda é seguro.
Pela segunda vez na minha vida imaginei o ano, senti o cheiro forte da “tinta”, mas o desconforto no estomago não era tão forte, dessa era o meu coração que doía.
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