Missão

3 Terceiro capitulo. Adivinhe em que ano estamos.


Notas iniciais
Esse capitulo foi feito pela Anna Bianca,

Pov. Isabel.

Assim que as coisas voltaram ao lugar, pode perceber a enrascada em que nos metemos.

O quarto que estávamos, era igual ao meu, porem uns anos mais novo, e sem pôsteres de bandas famosas de rock, ou roupas espalhadas pelo chão.

A pior parte é que estávamos em quatro pessoas, e isso complicava mais as coisas. Olhei em volta ate ver todos, Heloisa parecia assustada, Draco surpreso. Severus chegou por trás deles, e com as duas mãos estendidas deu um tapa na cabeça dos dois.

– Idiotas!- ele disse.

– Doeu. — falou Draco.

– vocês têm ideia do que fizeram? Estamos presos no passado!-Gritou.

– e como iríamos saber que isso ia acontecer?-indagou Heloisa.

Nisso percebo que no certo não deveríamos estar ali, estávamos a mais de cinquenta anos no passado.

– eu odeio acabar com a diversão, -falei- mas devemos sair o mais rápido possível daqui.

* * *

Não foi difícil sair, o pior era não sermos descobertos.

Mas por sorte meu primo e eu conhecíamos a mansão toda, e não avia uma única passagem que já não tivéssemos usado.

Esgueiramo-nos por toda a casa, corremos ate o portão, e depois ate a rua movimentada. Nisso percebo mais uma coisa interessante sobre a década de cinquenta, você com certeza chama a atenção quando está vestida para uma ceia de natal-aniversario em pleno meio dia. Muitos garotos olhavam para as pernas de Heloisa, — o que deixava Draco extremamente raivoso- e outros olhavam para o meu decote sem nem um tipo de discrição.

– Pelo visto, no passado os garotos eram muito mais assanhados- Draco disse entre os dentes.

– Nem me diga!-exclamou Heloisa.

–O primeiro passo vai ter que ser trocar de roupas. – constatei.

–Mas temos dinheiro?- perguntou Heloisa.

–Para a nossa sorte sim, Dumbledore pensou em tudo- respondeu o professor de poções. – Infelizmente, o plano era apenas para duas pessoas, porem vocês se meteram. — coçou a cabeça.

Heloisa o olhou com olhar ferido, quase de cão que caiu da mudança, o professor pareceu não notar o seu olhar fofo e continuo, com passos apresados, a caminhada ate o banco dos bruxos. E lá fomos atendidos por um anão impaciente.

–a chave?-perguntou com desgosto.

O professor a pegou. Era uma serie de linhas finas que terminavam formando um brasão. Ele entregou nas mãos do anão, este que antes demonstrava impaciência, agora fazia uma serie de reverencias, nos indicando o lugar mais confortável, para que esperássemos o diretor do banco.

Então um homem de rosto fino e jovial nos atendeu, era o diretor.

– É um prazer conhecê-los, -falou enquanto apertava fortemente as nossas mãos- Realmente, a família Living tem uma das mais antigas contas.

Nos três (Draco, Heloisa e eu), não sabíamos o que falar, mas o mestre de poções se pronunciou.

– É verdade, como pode ver estou com muita pressa- dizendo isso encostou as mãos nos meus ombros, e falou suspirando profundamente- A nossa família esta diretamente envolvida na guerra, e a única herdeira que nos resta, é a minha sobrinha.

Então me lembrei da historia que aviamos ensaiado para contar.

– entendo o Senhor quer retirar todo o dinheiro?- perguntou o diretor.

– na verdade não. Quero retirar uma pequena quantia, para custos com o colégio, porem fora isso, precisa transferir a pose da chave para a minha sobrinha.

Nisso o gerente se engasga,

–mas é muito dinheiro para ficar com uma dama tão jovem. – então recebe um olhar de puro ódio- podemos é claro abrir uma exceção, digo, para clientes como a família Living.

Quando chegamos ao cofre, tive uma visão que fez o meu queixo cair. Os cofres dos Black’s junto os cofres dos Malfoys parecia uma armário de vassouras, se comparados com esse. As pilhas de galeões e de joias iam ate o teto, e eram mais extensos, que as vigas de sustentação de qualquer ponte.

–nossa!-disse Draco.

– carambola!- exclamou Heloisa.

–pegue tudo o que puderem. Precisamos ir atrás de matérias e roupas.

Nem pensamos duas vezes, nos acabamos no meio de todas aquelas moedas. Com as bolsas cheias, saímos de lá.

–isso não errado?- engatou Draco. — digo isso é roubar!

–não é roubo, — falei- essa família foi apoiadora, ou vai ser apoiadora dos massacres contra os “usurpadores” da magia, com esse dinheiro, vão ser contratados mercenários para eliminar mestiços e nascidos trouxas.

– e agora vão virar lindos sapados Vitor Hugo. — disse alegremente Heloisa. — por onde começaremos? Pelas joalherias, ou pelas lojas de bolsas?

–nem uma das duas, na década de cinqüenta, não existia tanta mordomia de compras – explicou Severus- estamos no meio da Segunda Guerra Mundial.

Acabamos encontrando, muitas lojas com costureiras. Outras de sapateiros, e logo as sacolas se tornaram pesadas, e nossos bolsos mais leves.

Livramo-nos das roupas chamativas, as substituindo por vestidinhos de cores claras que viam ate o joelho, meias calças brancas, e sapatos de boneca. Eu não me reconhecia no espelho, nem Heloisa, que tentou de todo o jeito deixar o vestido um palmo mais curto.

Draco ainda tentava sem sucesso paquerar uma garota do passado. E mesmo quando Heloisa sugeriu, que poderia bem ser uma avó ou uma bisa avó dele, o garanhão não desistiu.

Severus avia me entregado a chave do cofre.

– é para usar com qualquer coisa, não poupe. -disse ele.

Enquanto escrevia uma carta, me dava conselhos sobre com agir quando chegasse a Hogwarts, como me portar, e noções básicas para manter intrusos longe da minha mente.

–essa carta- falou quando me entregou um envelope- é a sua passagem para o colégio, não a perca!

–mas você não vai nos levar?-perguntei.

–graças aos seus amiguinhos, tenho que voltar para o futuro. -pegou a caneta, e me mostrou- Consegue ver? A poção de energia acabou e só tem uma carga. Vou voltar para recarregar. Pode ser que eu demore, mas vou voltar para buscá-los.

Nesse horário Draco e Heloisa, dormiam pesadamente em seus colchões. Despedi-me de Severus, e voltei para hotel.

Sem demora mandei a carta para o diretor. E adormeci num sono sem sonhos.

* * *

Acordei combatidas frenéticas na janela. Era uma coruja marrom, na pata carregava uma mensagem.

Cara senhorita Living.

Ontem à noite recebi a carta de seu tio,

E fiquei muito comovido com a sua historia.

Sem duvida ele fez uma ótima escolha, em aceitar a nossa proposta,

Como a senhorita deve saber Hogwarts é extremamente segura, e um ótimo lugar para ser chamado de lar.

Nesse mesmo envelope, esta a sua e as cartas de admissão dos seus amigos para esse ano letivo.

E também a lista de materiais do sexto ano.

Atenciosamente Albus Dumbledore

Diretor substituído.