Missão
15 Estamos aqui de novo.
Pov. Isabel.
–então fomos convidados por Dumbledore?- perguntou Heloisa.
–sim, ele pediu onde iríamos passar as férias. — expliquei. – o que acham de convidar o mini voldy?
–para mim esta bem. – Draco e Heloisa assentiram.
Não falamos mais nada durante os próximos cinco minutos. Eu estava perdida nos meus pensamentos em com fazer algum tipo de contado com Riddle. Quando foi atingida por uma bola de neve. Ainda com o gelo percorrendo o meu rosto mirei os dois sonserinos. Heloisa esta apontando para Draco e ele para a morena.
Catei um pouco de neve, e atirei nos dois. E assim ficamos por uma boa quantia de tempo. Antes de perceber já brincávamos perto do lago negro, não avia salgueiro lutador, e podemos assim nos divertir sem preocupações sobre ser arremessados por um dos seus ramos.
Não sei por quando tempo ficamos escondidos, essa era a ultima parte da brincadeira, quem fosse atingindo seria eliminado. Esquivei-me para uma das arvores na entrada da floresta proibida e fiquei esperando, que um dos dois fosse me procurar. Assim os atingiria antes de ser descoberta. Foi quando ouvi o som de passos que enchi a minha mão de neve, me virei e atingi quem imaginei ser meu primo. Porem quem fora a minha vitima era um sonserino, contudo o sonserino errado.
– Riddle, — o ajudei a se limpar. Ele me encarava cheio de ódio. A neve avia atingindo bem o meio da sua cara, e o nariz estava vermelho tanto pelo frio que pela bola de neve. Naquela hora, sabia que o melhor era correr como se não houvesse amanha. E foi o que eu fiz.
– com licença, vou pular meus muros diários. — disse enquanto corria.
Passei a todo o vapor ate Heloisa e Draco, estes me olharam curiosos. Apenas manei a cabeça, acho que quando viram quem estava me perseguindo também ficaram com medo. Escondi-me na parte de mais afastada da trilha da floresta proibida, quando cheguei ate a clareira, parei e recuperei o ar.
Antes que pudesse conseguir me virar e ver se a versão ten de você-sabe-quem avia me seguido, senti um golpe seco nas minhas costas. Riddle avia me atingindo com uma bola de neve. Ele sorria como se sugerisse que avia ganho.
–Parabéns, você venceu- o cumprimentei.
–e o que eu ganho?
–uma revanche, — o atingi com a neve que avia escondido por trás das costas.
Tom estava com o cabelo encharcado. E naquele momento pensei que talvez ele ainda fosse um garoto normal. O caminho de volta foi tranquilo. Atingi e foi atingida algumas vezes antes de chegar ate o fim da floresta, e perceber o quando assustados estavam Heloisa e Draco.
–esta tudo bem, — os tranqüilizei- Riddle me venceu.
– eu vou indo, — Tom sai logo depois que terminei de falar. – ainda tenho astronomia.
– mas já? Agora estamos em numero par fica melhor a brincadeira- Heloisa tentou dar um dos meus sorrisos fofos. Draco acertou uma cotovelada nela.
–fica para outro dia, — se desculpou. — ate mais senhoritas, senhor Black. — então caminhou dignamente ate os corredores, e antes olhou para trás.
– você convidou o mini voldy para a nossa brincadeira?- indagou o loiro com raiva.
–com ciúmes?- ela debochou, meu primo apenas negou. — deveria, Riddle é um belo bad boy.
Heloisa começou a falar bobagens para irritar o sonserino, ele como um bobo levou a serio.
Não sei por que, mas esse comentário me deixou com pouco incomodada.
– o que acham de entrar? -esfreguei os braços. — Estou morrendo de frio!
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O refeitório estava enfeitado com milhares de bolas coloridas. E no teto pediam faíscas coloridas que explodiam perto da borda, deixando ate os alunos veteranos encantados.
Naquela noite, o diretor informou sobre o cronograma de fim de ano. Nas vésperas do natal haveria transportes, para que quisesse ir para a casa, e quem ficasse em hogwarts teriam que assinar uma lista. A folha estava presa perto da entrada.
–lembrando que após as férias de fim de ano teremos o “famoso baile de inverno”. — o diretor foi aplaudido, pelo jeito todos gostavam da festa, — obrigado, apenas um aviso, não quero nem uma das peças, que alguns alunos da sonserina e da grifinoria gostam de pregar. Esse ano o baile será aberto para a comunidade mágica.
Nem todos estavam felizes com isso, o trote aos novatos era uma tradição. Muitos murmuravam, outros pareciam aliviados com a noticia. Jessica não estava ao meu lado, como monitora foi escolhida para sortear o tema.
Logo depois de terminar, com uma folha nas mãos Jesse subiu ate o púlpito.
– antes do jantar vamos conhecer qual é o tema do baile. — ela explicou com um sorriso. — é será, — fez uma pausa dramática- mascaras!
Olhei para a mesa da sonserina, nem Heloisa nem Draco estavam lá.
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Pov. Heloisa.
–então é verdade que você esta namorando aquele loiro lindo?
–quem? O Black?- ouvi um coro de sins. — a sim, ele acredita que somos almas gêmeas.
Antes de ir para o refeitório foi a banheiro feminino. Logo que cheguei ouvi a conversa.
–mais e ai?- quis saber uma das sonserinas. — ele é muito gato sem roupa?
– um deus grego, — deu uma risada maliciosa.
Sai da cabine e rumei para a pia. As garotas tinham cabelos claros, olhos azuis e um “que” de vadias superficiais.
–em você, não é Heloisa Shather?-perguntou uma delas.
– sim, — sequei as mãos.
– Você veio junto com os alunos transferido? Não é?- começaram a rir.
Apenas maleie a cabeça.
– espero que não espalhe a novidade, — ameaçou.
–e qual seria?
A loira apenas ergueu a mão em direção a mim, no dedo tinha um delicado anel de noivado, dessas bem barrelas para dizer a verdade.
–Hum, belo anel.
–não é apenas um anel bonito, — ela respondeu, — ele foi dado pelo seu amigo, Draco Black.
Meu sangue subiu Draco nunca pediria alguém tão sem graça em namoro.
–acho então que ele tem um péssimo gosto, — respondi- para jóias e para noivas.
–isso tudo é inveja?- debochou- não se preocupe. Garotas como você só servem para garotos solitários se divertir.
– pelo que eu saiba a única vadia daqui, é você. — respondi.
Sabia que ela iria me atacar, mas não que seria tão repentina. Quando percebi rolávamos pelo chão do banheiro sem nem uma classe.
Toda aquela raiva se tornou ódio mortal, não lutávamos com feitiços e sim unhando e puxando o cabelo. As amigas delas incentivam que tirasse toda a minha maquiagem à tapa.
Ela estava por cima, e eu puxava seus cabelos, ate conseguir tirar uma das mechas. Quando trocamos de posição, me unhou perto do olho, com o sangue escorrendo fomos separadas.
–Heloisa se acalme. — aconselhou Isabel, — ela não vale à pena.
–que você disse que não vale nada?- a loira se levantou do chão. — é você que é uma desclassificada, escoria!
Naquela hora sabia que fora a pior decisão dela, Isabel nunca gostou de ser chamada assim.
A lufa-lufa deu um soco no rosto da loirinha, ela cambaleou e voltou a cair no chão.
–cala boca! — Isabel gritou, — ou eu é que vou terminar com você!
Quando o circo terminou de pegar fogo, as coisas pioram ainda. O diretor e os professores chegaram e viram tudo, ou melhor, viram uma aluna estirada no chão com um nariz quebrado e quase careca, uma monitora chefe socando ela, e uma sonserina pouco confiável atiçando a briga.
É preciso dizer que fomos parar na direção?
–eu estou decepcionado com as senhoritas!- trovejou- como duas das melhores alunas causam todo esse tumulto?
Isabel estava com a mão inchada, e eu toda unhada.
–podemos explicar!- disse. – Aquele sonserina começou tudo!
–por favor, eu vi vocês atacando ela, quase mataram a garota! O que direi para os pais delas?
–que ela é uma encrenqueira!
Dumbledore chegou acompanhado por um homem, parecia ter mais de quarenta anos moreno e alto. Era o pai da loira.
Os diretores explicaram toda a situação, o senhor Nicolau não parecia muito preocupado com a filha.
– quanto está disposto a aceitar para encerrar o assunto?- o diretor perguntou.
–vão resolver isso com dinheiro?- indaguei.
–é melhor que ser expulsas do colégio. – Dumbledore retalhou.
– as duas senhoritas são de famílias tradicionais, creio eu que podem pagar uma boa quantia. — disse o homem.
– nunca fizemos nada disso, — Isabel explica, — achamos melhor que o diretor dê a soma.
Depois de solver o chá ele decide que 1.000.000 galeões estaria bom. O pai da sonserina concorda.
–fico feliz que tudo possa ser resolvido, — o professor de transfigurações o acompanha ate a lareira, Isabel teve que assinar uma ordem de pagamento.
–espero que isso não volte a acontecer, pois na próxima vez, não vou fazer vista grossa. — o diretor ameaça.
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–soube que você brigou por mim. — o loiro sorriu arrogante.
Estávamos na enfermaria, tinha limpado todo o sangue e curado os aranhões. Isabel não avia se machucado muito, por isso foi liberada depois de tomar algo para a dor.
–não se ache tanto, — me afastei dele. — não foi por você!
– soube que foi. Se não, qual o motivo?
–ela me chamou de vadia, e fácil. – expliquei, — Isabel chegou para separar, e acabou dando um belo soco nela.
– e ai vocês subornaram o pai da garota. Eu sei disso também.
A poção para a dor estava fazendo efeito, me sentia cansada.
–se sabe de tudo, porque está aqui? – perguntei irritada.
–eu não sei de tudo, — o loiro explicou, — o que ela disse para você?
As luzes da enfermaria apagaram, Draco esperava a minha resposta, sentado na cadeira ao lado da minha cama.
–falou que você avia pedido ela em namoro. Até tinha um anal de péssimo gosto no dedo dela.
–não acredito que você caiu na conversa. — reclamou, — eu nunca vou me amarrar em alguém, muito menos nela.
– sabia que ela estava mentindo. — disse com raiva.
–você esta bem?- ele perguntou- Heloisa?
Fingi que estava dormindo, fiquei muito quieta e controlei a respiração.
– Acho melhor o senhor sair, — a enfermeira informou.
–posso ficar mais um pouco? Gosto de ver ela enquanto dorme.
–certo, mas daqui a pouco saia.
Draco se encostou a cadeira, e acabou cochilando. Dormi com o som da sua respiração.
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