Notas iniciais
Hey yal desculpa pela demora mas está ai o penúltimo capitulo que eu tenho pronto eu tô pensando eu postar uma original que to escrevendo... mas n tenho certeza xoxo

Terceira pessoa.

O sol já estava forte fora do chalé, quando Reyna decidiu sair da cama, eram pelo menos três da tarde, mas não se ouvia barulho dos campistas, Quíron havia dado folga no dia seguinte ao baile, já que nenhum campista conseguiria acordar para as atividades da manhã e muito provavelmente da tarde também. Apesar disso a pretora não tinha conseguido fechar os olhos desde a hora que acordou, há pelo menos cinco horas.

Aquele sonho, realmente a havia perturbado e não podia ter certeza se era real, delírios consequentes do álcool, ou causados pela enorme vontade de voltar para casa. Ela apostava com toda sua força que fosse a segunda ou terceira opção. Mas ainda tinha medo, muito medo e por isso precisava falar com Jason, isso era certo. E tinha que fazer isso imediatamente.

Do outro lado do acampamento, Piper acabava de sair do chalé 10, totalmente frustrada afinal ainda eram 14h00min da tarde e seu principal plano era dormir até às 21h00min, por que quem em sã consciência ou disposição conseguiria acordar antes disso? Ninguém, ela constatou andando pelo vazio acampamento até se aproximar da arena de treinamento onde ouviu som de espadas então se deparou com um Jason nada ofegante treinando. Ela ficou em transe em parte pela beleza dele, em parte por ele estar treinando, como isso era possível? Só despertou quando ouviu a risada dele e se deparou com o sorriso mais lindo que podia existir.

– Oi amor, ainda bem que acordou estava fazendo uma horinha aqui treinando e já ia te acordar. – Jason se aproximou e deu um selinho na namorada.

– Me acordar? Eu não falaria com você, não mesmo. Horinha? Você acordou que horas?

– Não sei exatamente, mas acho que às onze e meia, talvez.

– Como você acordou tão cedo?! A gente saiu da praia pelo menos às seis da manhã!

Ele riu. – No acampamento Júpiter nos tínhamos que acordar as cinco da manhã, e na época antes da Segunda Guerra dos Titãs era normal eu ir dormir as duas, três da manhã, não podendo dormir mais depois, então eu meio que me acostumei a dormir pouco quando fazia isso muito fora de hora.

– Nossa, que horror, eu mal consigo acordar as oito... Lá parece à força armada...

– É Roma, Pipes, não tivemos o maior império de todos os tempos atoa. – disse ele rindo.

Para alguém de fora, esse comentário parecia meio rude, mas Piper entendia que apesar dele gostar muito do Acampamento Meio-Sangue, ele era romano e assim sempre defenderia seu acampamento, suas raízes. Ela imaginava que ele até voltaria para lá, mas bem tudo era possível nesse louco mundo, então ainda tinha um pouco de esperança

– Então o que o romano pretendia ao me acordar? Estão todos dormindo.

– Exatamente por isso que pensei que podíamos aproveitar para fazer algo diferente. – Ele riu e se afastou indo até uma cesta que estava no chão e Piper não tinha percebido antes. – Que tal um piquenique? E só existe uma resposta para o meu pedido, cara namorada grega é: sim ou claro que sim, então?

– É bom saber que você não sofre por falta de confiança, já que não tenho escolha é sim.

Jason ofereceu a mão livre e entrelaçou os dedos com os de Piper, saíram andando a cegas pelo acampamento rindo, “implicando”, brincando, afinal eles tinham uma tarde toda para eles e isso não acontecia a... Quer dizer nunca aconteceu, era bom o sentimento de que sabiam que tinham um tempo somente para eles.

Estavam há algum tempo andando sem rumo, até chegarem em um árvore qualquer e pararam para ver o acampamento, já que eles estavam em uma parte mais alta, podiam ver do pinheiro da Thalia até a praia. Ele estava encostado e ela se apoiava nele, podendo sentir o coração acelerado e apesar de estar vestido, ela podia sentir o calor que ele irradiava fazendo o abraço ser confortável, carinhoso, e a respiração dele em seu pescoço já que estava apoiando o queixo ali, a deixava arrepiada.

E quando sua mente vagava por outros pensamentos, ele percebia que Jason havia começado a depositar beijos aqui e ali em seu pescoço, desde a altura de sua clavícula, até sua orelha.

– Eu senti sua falta Pips – disse ele apertando mais seus braços em volta da cintura dela.

Era impossível não sorrir, e se virando para ele, pode ver que era a mais pura verdade e sem pensar esticou sua mão passando os dedos de leve pelo cabelo loiro dele, sentindo ele se arrepiar tanto quanto ela estava a alguns momentos atrás, e pensava em tudo que já tinham passado e pensando no que ainda poderia acontecer, não importava porque tudo parecia menos real nos olhos azuis que a olhavam, com tanta ternura quanto desejo, que pareciam ser capazes de olhar para dentro dela e ver seu eu mais intimo, suas vontades, seus sonhos.

– Você acha que eles permitirão você ficar aqui ? – perguntou ela em um sussurro – Que quando sua missão acabar, vai poder ficar aqui ? Se quiser é claro, porque isso desrespeitaria toda a tradição de séculos entre vocês... Acredite ou não mais eu andei pesquisando um pouco sobre o Imperio, eles nunca deixariam isso acontecer, e aposto que os deuses também não.

– Se eu quisesse? Não eu não quero... – falou ele com se fosse algo comum – Eu preciso, lembra o que você me falou ? Algum tempo atrás que eu te prometi sem términos ?

Ela concordou, e olhou para baixo, um pouco vermelha.

– Mesmo se eu quisesse, eu não poderia viver sem você Piper, então saiba que a minha escolha será, sempre sempre sempre você.

E por um segundo ela ficou imóvel, apenas olhando para Jason, então o puxou para si, os braços dele a envolveram, ainda mais, quase a levantando do chão, levando-os para uma outra dimensão, que sempre iam quando estavam juntos. A sensação de ter ele assim perto dela era elétrica, e com a mão em sua nuca, Piper o puxava mais para perto, se isso fosse possível.

Ela se afastou milímetros dele, apenas porque precisava respirar, e ele segurou o rosto dela sorrindo ainda de olhos fechados.

– Se o que te preocupa é a decisão deles, nós temos que aproveitar esse tempinho em quanto todos ainda estão dormindo, e eu acho que posso pensar em algumas coisas para fazer... – disse ele sorrindo olhando para ela

– Hmm, que tipo de coisas Jason ?

– Coisas assim...

Ao caminhar pelo lugar, ela teve certeza, os campistas não estavam acordados. Estava com medo, tinha que admitir. Se sentia desconfortável desde o momento que chegara ali, exatamente como tinha sido da ultima vez. E ela ficava até impressionada com Jason, ali parecia uma segunda casa para ele, é claro que ele tinha passado mais tempo que ela lá, e tinha outras razoes para se afeiçoar ao local, mas será que ele não se sente assim?

Andando pelo local, ela via que era um lugar muito bonito, tudo parecia pacifico, em harmonia, tinha algo no local que o deixava quase magico. Ela via a praia, em contraste com a floresta, que eram quase juntas, os campos de morangos que davam um ar feliz, divertido a tudo ali.

Na mente da pretora ela não devia gostar de lá, não que ela gostasse claro. Não que ela nunca tivesse pensado, como seria ficar aqui depois que a missão acabasse. Não ela não podia pensar nessas coisas.

Mas a verdade era que, de ver como Jason ficava ao estar aqui, ela percebeu que queria algo assim também. Queria um motivo para fazer loucuras, para enfrentar o que viesse em sua direção. Ela queria alguém que a amasse.

Essa era a verdade, ao ver Jason e Piper perto daquela arvore, via como eles se amavam, como eles...

Bem, estavam envolvidos em um momento um tanto particular, que não seria legal interromper, por motivos óbvios. Mas como nem sempre a sorte esteve com Reyna, ela teve que pisar em algum tipo de galho ou graveto ou qualquer coisa que fizesse barulho, fazendo o casal sair da sua “bolha” imaginaria.

Ao ouvir o barulho de algo sendo esmagado, Jason logo soltou Piper – por mais que não quisesse – e pôs a mão em sua bainha, para pegar seu gládio se fosse preciso. Mas ele se deparou com, ninguém menos que Reyna, quase que paralisada, de olhos fechados, esperando que eles não tivessem ouvido nada.

– Reyna? – chamou ele.

Então, eles tinham ouvido ela. Depois daqueles segundos tentando ficar invisível, ela arrumou a compostura, voltando a ser “inabalável” e bem era uma visão um tanto inusitada. Ambos com os lábios avermelhados, Piper totalmente ofegante, e Jason com o cabelo bagunçado, nem depois de batalhas ela já tinha visto ele desse jeito.

– Jason, eu preciso falar com você. A sós. – tentou falar ela sem gaguejar, porque bem ela “pura e inocente” ainda estava atônita com o estado dos dois.

– Não tem como ser outra hora não ? Estou meio ocupado – disse ele coçando a nuca, mostrando-se desconfortável com aquela situação. E a única reação da pretora foi levantar a sobrancelha, e olhar o que deveria ter sido discretamente para a menina um pouco mais atrás dele.

– Não, Jason, tem que ser agora. É sobre o Acampamento. O nosso acampamento. – tentou argumentar ela, para mostrar que era algo realmente importante, e que ela precisava falar com ele.

Mas a reação dele foi o contrario do esperado. Ele respirou fundo e olhou para os domínios de seu pai, como se estivesse em duvida e depois olhou para Piper, que já com a respiração normal, olhava para o chão, mordendo o lábio inferior, criando um meio sorriso no rosto do loiro.

– Rey, agora realmente não vai dar, a gente se fala no jantar pode ser? – disse ele olhando para o chão, tentando fugir do olhar acusador que ele sabia que ela faria.

– Jason. É sobre o Acampamento Júpiter. Você pode por favor me acompanhar?! – disse ela em um tom de voz já alterado, como se ela estivesse tentando impor sua vontade sobre ele. Mas bem, ele era o — único – Filho de Júpiter. Não era alguém que gostava de receber ordens, principalmente de seus ‘iguais’

– E eu disse que vou falar com você no jantar. – Devolveu ele olhando diretamente para ela, erguendo o queixo e arrumando a postura, mudando completamente daquele garoto envergonhado para o filho do rei dos deuses. E percebendo aquela mudança, Reyna muito revoltada, abaixou o olhar, em sinal de respeito, porque apesar dela ter sido pretora junto a ele, o mesmo ainda era filho dos Três Grandes.

– Sim, senhor. – respondeu ela, sabendo que ele não gostava quando era chamado assim. E virou as costas andando de volta em direção a qualquer outro lugar bem longe dali, provavelmente a arena, onde ela poderia descontar sua raiva.

Olhando para sua amiga dar as costas, Jason respirou fundo passando a mão pelo rosto, e sentindo uma mão em suas costas, se voltou para sua namorada atrás dele.

– Você não acha melhor, ir atrás dela? Parecia ser algo realmente importante. – disse Piper meio preocupada como o que poderia ser.

– Não, Pips. Ela tem que aprender que nem tudo vai ser na hora que ela quer e que só por ter tido um cargo importante em outro lugar com costumes totalmente diferentes, ela pode fazer a mesma coisa aqui, ou em qualquer outro lugar.

– Mas Jason... eu não gostaria que você perdesse sua amizade com ela, por minha causa, eu sei que ela já não gosta de mim, mas....- interrompendo a fala dela ele colocou a franja que já caia no rosto dela presa em sua orelha, olhando carinhosamente para ela.

– Não. Eu falei que teríamos um piquenique certo ? E é isso que vamos fazer agora. – disse ele puxando Piper para perto da cesta que havia trazido tirando as coisa que lá tinham para sentarem ali, em baixo daquela arvore, apenas para aproveitar a presença um do outro. Sem terem preocupações.

Por em quanto.

Notas finais
E ae o que acharam ? e me digam se vcs querem que eu poste ou não a minha original, qro saber se estão curiosos ou não hahahha dicas: Itália.Seculo XVII.Romance.Shakespeare
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.