Notas iniciais
Estou aqui, como prometido. E com um capítulo "porreta"! ❤ Obrigada pelo carinho e digo mais... Leiam o capítulo logo!

José Alfredo parou e fitou Lucas, que levantou-se subitamente do sofá. Ele não entendia como o filho havia chegado à Ísis, e muito menos o interesse dele por ela. Mas sabia muito bem que aquilo tinha dedo de Marta.

– Ele precisa de uma surra. E muito boa. Uma surra daquelas que não dei quando ele era criança. — José Alfredo falou desafivelando o cinto —

– Nada disso! — Marta gritou — Agora você vai bater no nosso filho por causa de uma qualquer?

– Pai, foi só uma vez. — Lucas levantou a mão em sinal de rendição — E ela nem correspondeu o beijo.

– Você tá me testando, moleque! — O comendador partiu para cima de Lucas, que foi coberto por Marta —

– Pai, vamos conversar. — Ele falou ao pai, com sinceridade —

– Você tem 10 minutos para me convencer em não te dar uma bela surra. — Disse e foi para o escritório, seguido de Lucas e Marta. — Só o Lucas!

– Mãe, fica aí. Depois a gente fala.

José Alfredo sentou-se na cadeira, seguido de João Lucas, que sentou à sua frente.

– 10 minutos.

– Eu tava gostando da sua... amante. — Lucas sorriu fraco. — Mas percebi que ela gosta mesmo de você.

– Mas por que você fez isso? — Alfredo respirou fundo — Como ficou sabendo dela? Sua mãe, não é?

– A mãe só queria salvar o casamento de vocês e...

– Achou que você pegando a Ísis, faria ela se afastar de mim e eu voltar pra ela. — Ele sorriu com escárnio — Meu casamento com a sua mãe afundou! Não tem mais volta! — Alfredo fitou o teto — Mas o que me deixou perplexo foi você entrar na dela. Logo você, meu filho. Que sempre foi o "desencanado", que nunca ligou para as coisas dela...

– Eu... desculpa, pai. — Lucas falou arrependido — Eu não pensei em nada, nas consequências. Eu só... queria saber como é passar por cima de você uma vez na vida. Se sentir tão poderoso quanto você.

– Você não precisa disso, Lucas! — Alfredo passou a mão pelos cabelos grisalhos — Olha pra você! É jovem, bonito. E foi logo na minha garota!

– Pai! Eu errei, tá? Mas é porque eu fui tido como o pior. O infrator. — ele falou já com lágrimas nos olhos — Eu queria que minha mãe gostasse de mim. Que ela me desse atenção. E então, ela deu a ideia...
Mas eu juro, juro mesmo que nunca mais vou ver essa garota!

– Olha, eu te perdoo. Mas porque sei que isso tem dedo da sua mãe. E que você, seu sem vergonha foi levado pela sua safadeza! O que você fez comigo não tem perdão! Mas eu sou teu pai, e vou te dar essa chance. Vou acreditar em você. A última vez que dou crédito para você, tá entendido?

– Tá, pai.

– Dispensado temporariamente. Ainda vou conversar com sua mãe sobre a clínica.

– O quê?

– Estou pensando nessa possibilidade. Agora sai daqui antes que eu te dê uma surra de aprendizado.

Lucas abriu a porta do escritório, ignorando sua mãe e as perguntas sobre o que seu pai falou e correu rumo ás escadas, entrando no quarto e fechando a porta. Jogou-se sobre a cama, com lágrimas nos olhos.

– Eu menti. Eu ainda penso nela. — Socou a cama — Demônio ruivo. Enfeitiçou meu pensamento.

**

– O que seu pai falou? — Maria Marta o encontra na cozinha, quando estava fazendo um lanche —

– Nada. Eu quero ficar só. Posso?

– Lucas... — Maria Marta pôs a mão sobre o ombro do filho —

– Me deixa! Eu não aguento mais essa pressão. Se quiser me internar, vai em frente! Só me deixa em paz!

– Você falhou em seduzir aquelazinha e põe culpa em mim? — Marta zombou —

– E você falha no seu casamento e quer que eu salve ele? Se conforma, mãe! Acabou! Acabou...

As lágrimas vão descendo uma a uma no rosto de Maria Marta, e ela olha com desprezo para Lucas.

– Você foi o filho mais problemático. Até na hora de nascer. Passei por tudo aquilo. Quase morro. Pra você crescer ingrato, beijando o chão que seu pai pisa!

– Mãe? Lucas? — Clara entra na cozinha — Que confusão é essa?

– Nada, Clara. Nada. — Lucas passa por elas, e saí para o quarto. —

– Mãe. Vem cá me dar um abraço... — Clara chora e abraça sua mãe. — Vai passar.

– Eu temo que não, Clara.

* *

Silviano liga para o telefone do quarto de Lucas informa que Du chegara, e que parece bem nervosa.

– Manda ela subir. — Lucas levanta da cama e destranca a porta. — Oi, Du. O que houve com você? — Lucas abre a porta do quarto e a fita com preocupação —

– Posso dormir aqui? — A garota falou, já com lágrimas nos olhos. —

– Claro.

A garota abraça Lucas apertado e chora em seu peito. — Eu não sei mais o que fazer.

– Shiii, calma.- João Lucas passa a mão no cabelo da jovem, que soluça — Vamos entrar primeiro.

Eles entram no quarto, o maior fecha a porta e senta-se na cama com Du.

– Que foi que aconteceu?

– Meu pai. — Ela enxuga a face, mas logo torna a molhá-lha novamente — E-ele é terrível. Brigou com a família inteira. Ameaçou tomar meu irmão da minha mãe se ela pedir o divórcio...

– Ei... ele não vai fazer isso. — Lucas a abraçou. — Calma.

Du o fitou, ainda soluçando. — Eu tive que vir para cá. Não tinha outro lugar, Lek. — sorriu fraco — E pelo que percebi lá em baixo, o clima também não está bom.

– Meu pai descobriu o lance lá. Brigou comigo, com minha mãe... a mesma coisa de sempre. Bati boca com minha mãe. Foi tenso.

– Eu devia ter procurado outro lugar. — ela abaixou a cabeça — Acho que vou embora.

Du fez menção de levantar-se, mas o rapaz a puxou de volta.

– Fica aqui comigo. — ele sorriu fraco — A gente se entende. E além do mais, só você me faz ficar calmo.

Lucas passou a mão pelo rosto de Du, limpando as lágrimas. A garota sentiu um choque elétrico no local onde a mão passou.

– Lucas, eu... — Du sibilou baixo —

– Shii... — Lucas a puxou mais para perto e a beijou —

Foi um beijo lento e apreciado. Lucas passeou as mãos pela cintura de Du, que correspondeu, agarrando seu cabelo, e apertando seu braço. Aos poucos os dois foram ficando sem ar, e partiram o beijo.

– Desculpa, desculpa! Eu não sei o que deu em mim. — Du o falou, com vergonha —

Lucas a fitou divertido. — E nem eu sei o que deu em mim. Mas adorei. — E a puxou de volta. -

Notas finais
SEGUREM SEUS FORNINHOS, POR QUE O MEU CAIU!