Miss Simpatia

22 Pegando de surpresa


Notas iniciais
Dois tuts tuts tuts!!! Amanhã irei sair, mas já irei pensando no próximo capítulo para não deixá-los na mão. Boa leitura!!!

POV. Daphne.

Acordo envolvida pelos braços de Josh. Tento levantar sem acordá-lo. Adoro vê-lo dormir, principalmente assim, só de cueca e algumas das vezes sem. Coloco uma roupa e vou até a cozinha. Eu estava na casa dele e Phil. Servi-me com um pouco de café e uma maçã, que encontrei no balcão.

Meu celular toca e corro para o atende-lo sem que Josh acorde. Sento-me no sofá da sala e atendo-o.

– Oi, mãe. – digo e dou outra mordida na maçã.

– Minha filha, onde você está? Estou aqui na porta da sua casa tocando a vinte minutos e nada. – diz minha mãe e pulo rapidamente do sofá.

– Hã... eu fui na rua tomar café. – digo, catando meus sapatos para poder sair.

– Volte logo, estou te esperando aqui sozinha. Seu pai ficou no hotel dormindo. Filha, cuidado para não comer nada de gorduroso nestas cafeterias.

– Ta bom, mamãe. Já estou chegando, ok? Beijos, tchau. – desligo meu celular e pego minha bolsa.

Pego um pedaço de papel e escrevo: Tive que ir para casa, ocorreu um problema, te ligo mais tarde. Deixo em cima da cabeceira debaixo da luminária, mas percebo que já há outro papel. Eu não deveria me intrometer na vida dele, mas minha curiosidade vence.

Caro senhor Parker,

Andamos analisando seus projetos e é com muita ansiedade e orgulho que lhe informamos que o senhor conseguiu o emprego integral de fotógrafo para se juntar à nós da Cosmopolitan.

Estamos reprojetando a revista e gostaríamos que trabalhasse na ala turística, para isso deverá viajar. Mas tanto isto como seu salário, expediente [...] serão informados mais profundamente em sua próxima visita à nós. Basta apenas marcar com nossa secretária do setor turístico. Estaremos esperando.

Atenciosamente,

Lauren Di Carmo, Cosmopolitan.

Isso estava servindo como uma facada em meu peito. Eu estava feliz por Josh, ele estava conseguindo realizar seu sonho. Viajar pelo mundo, tirar diversas fotos. O tempo não parou. Iludida fui eu. Eu tenho de conquistar também meu sonho. Mas parece tão impossível. Não posso prendê-lo em um relacionamento escondido da minha mãe até, quem sabe, eu ganhar o concurso de Miss Universo. Ele tem que viajar, não posso acompanhá-lo. Minha mãe com certeza não aprovaria. Isso não vai dar certo...

Olho para Josh. Ele dorme tranquilamente. Quando sinto que começarei a soluçar, deixo o apartamento. Em poucos minutos estou em casa e encontro com minha mãe.

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POV. Josh

Acordo e já são quase onze da manhã. Estou sozinho na cama. Mexo em meus olhos tentando me acostumar com a claridade. Levanto-me, ponho uma bermuda, caso o Phil já tenha voltado para casa.

– Daphne! – digo, procurando-a. Ela não estava na sala, nem na cozinha – Daphne!

Procuro no banheiro e nada. Volto para o quarto e encontro sua carteira no chão. Não havia mais nada dela por ali, até que noto um papel em minha mesa de cabeceira.

Tive que ir para casa, ocorreu um problema, te ligo mais tarde.

Beijos, Daphne.

O que será que deve ter acontecido? Ela nunca sai do nada. Acho melhor, eu ir a casa dela, ver se precisa de ajuda e entregar para ela a carteira. Há várias coisas importantes dentro dela.

Tomo um banho e coloco uma roupa de correr e separo um dinheiro para almoçar na rua, já que esta prestes da hora do almoço. Saio de casa e caminho até a casa de Daphne. Entro no prédio enquanto uma senhora sai. Subo as escadas e em frente à porta de Daphne encontro uma carta. Pego-a para entregá-la e toco a campainha.

– Já vou. – diz uma voz diferente, por trás da porta

Sinto que algo está errado. Está voz não pertence a Daphne. Quando a porta se abre, uma senhora de meia-idade está atrás dela.

– Pois, não? – diz ela.

– Quem é a senhora? – pergunto.

– Sou a mãe de Daphne e você? – diz ela desconfiando e só então passo a entender tudo.

– Hã... Sou o vizinho dela. Ela deixou a carteira cair na portaria e vim lhe entregar esta carta que parou em meu apartamento.

– Ah sim. – ela pega os objetos de minha mão.

– Quem é, mãe? – diz a voz de Daphne, vinda do quarto.

– Apenas um vizinho. – diz ela de volta para a filha – Minha filha é muito distraída. Bom, Muito obrigada. Tenha um bom dia.

– Igualmente. – digo e percebo a tentativa dela de me afastar.

Ela fecha a porta. Desço as escadas e saio do prédio. Começo a correr.

Não dá para acreditar nisto. Como posso querer namorar uma garota que segue tudo o que a mãe quer que ela faça? Eu esperava mais de Daphne. Esperava que um dia ela acordasse antes que ela ficasse velha e não pudesse mais competir nos concursos.

Como que ela pode me dizer para enfrentar meus pais e fazer o que quero, se ela não faz o mesmo? Como que posso entrar numa relação séria, quando a outra faz de tudo para escondê-la? Isso me parece inaceitável. Suspiro e planejo conversar com Daphne, quando toda esta história de Miss Nova York acabar.

Corro para controlar a raiva que sinto neste momento.

Notas finais
T-R-E-T-A!!! O que acharam? Como acham que será isso? Comentem!!! Deem like e recomendem para os amiguinhos. Até a próxima.