Notas iniciais
As Meninas não sabem o que esperar...

– S-senhor?! — Disse Hana, com voz tímida e desconcertada – Por que fez isso?!

Todas as outras meninas ficam surpresas pelo que acabaram de presenciar. Elas ficam boquiabertas, mas Kin ficou realmente louca ao ver aquela cena. Daichi olha para o rosto rosado de Hana e começa a gargalhar.

– Essa garota é muito desastrada! Uma completa idiota! Por que você a escolheu mesmo, papai?! – Diz Daichi, quebrando o silencio.

Hana começa a lagrimar e sai correndo em direção ao quarto. Logo após isso, a governanta chama-os para o almoço. Todos se acomodam em volta da mesa, menos Hana, que demora a se arrumar. Após a refeição principal, vêm as sobremesas feitas pelas moças. Cada uma se levanta e traz sua sobremesa. Quando chega a vez de Kin, ela se levanta e começa a se explicar.

– Mr. Sazume, eu gostaria de me explicar. Na noite passada, fiz um bolo confeitado magnífico, a especialidade da minha mãe. Mas uma desprezível máquina de comer acabou com ele... E eu não tive como fazer de novo, pois passei a noite inteira fazendo e este incidente aconteceu esta manhã...

– Oh, até imagino quem seja a culpada... Diz Daichi, olhando para Hana.

– Mas ela refez minha obra prima! Não tão bem quanto eu, CLARO, mas deve estar, pelo menos, engolível...

Hana volta para cozinha a fim de buscar o bolo que tinha “refeito”. Ao voltar, dá-se logo de cara com o olhar reprovador de Kin. O bolo não estava bonito, e muito menos apetitoso. Sua habilidade de errar uma receita simples de bolo era incrível.

Ao chegar ao salão principal onde Daichi e seu pai estavam Hana colocou o “bolo” em cima da mesa de centro e se distanciou um tanto acanhada, mas mais com medo do que com vergonha. Kin e seus olhares não perdoavam e as outras garotas davam risinhos, pois a aparência do bolo lembrava o rosto de um javali. Ao visualizar melhor, Daichi solta uma gargalhada estridente e não se deixa intimidar pela presença do pai, Mr. Sazume, que tenta segurar o riso em respeito à Hana.

– Nossa! – Diz surpreso o Mr. Sazume – Está com uma cara ótima!

– O que?! Está brincando, não papai?! – Daichi, ainda rindo, ironiza a resposta gentil do pai – é a coisa mais feia que eu já vi! – risos.

– Vamos comer logo antes que as moscas comam tudo... – comenta Harumi, sussurrando para as outras.

Ao “tentar cortar o bolo”, Hana machuca o dedo.

– Esse bolo tá tão duro que nem com essa casa em cima ele se desfaz... – Fala Mai, em um tom sério e confuso.

Hana começa a gemer do dor, achando que “quebrou” o dedo. Ela começa a pular “histericamente” e correr em círculos.

– AAAAAAI! QUE DOOOOOR! – Hana grita com voz aguda.

– Oh, vou procurar a caixa de primeiros socorros! – ele sai correndo e sobe as escadas rumo à mini enfermaria que construíra do terceiro andar de sua mansão.

Daichi, gargalhando, move-se vagarosamente na direção de Hana, que ainda corria e girava; ele a para com as duas mãos, levanta a mão machucada e começa a observar.

– Como eu pensava... Não quebrou nada... Só tem um pequeno corte, nada que um band-aid não resolva... – “mas como ela é dramática...” ele pensou.

Daichi se senta na poltrona e começa a improvisar um curativo. Kin olha atentamente, mas com expressão de desaprovação. Ela não sabia que reprovava Hana por estar tão vermelha ou Daichi por estar “cuidando” de Hana. Emi logo começa a supor que havia ali rolado uma pequena “química” entre os dois.

– Huuum! Vejo que Daichi já escolheu! – Emi comenta, não com ironia, mas como uma suposição.

Daichi larga a mão de Hana em um ato rápido e finge que nada havia acontecido.

– Isso aí nem me importa... Tomara que seu dedo caia! – Diz ele, ruborizado, mas metido – Vamos embora papai! Não há mais nada que me interesse aqui nesta casa tediosa!

– Meu filho, pelo menos se despeça das moças! Elas foram muito calorosas em sua recepção! Seja educado! – Mr. Sazume já dizia quase o obrigando.

– Eu não preciso me despedir de ninguém. Elas é que deveriam estar honradas com a minha presença! Hrum! Que falta de educação a delas... – Daichi falava já do lado de fora da mansão, perto (quase dentro) do helicóptero que chegou para busca-los.

– Meninas, em minha próxima visita, trarei um novo morador, que ficara aqui com vocês por um tempo indeterminado, mas creio que ele lhes fará ótima companhia! – “afinal, falta masculinidade nesta casa...” pensou. Muito obrigado por nos receber! Até breve!

– Huuum! Uma “ótima companhia”?! Ai deve ser companhia masculina! – Comenta Emi.

– Ai, será que é bonito?! – “responde” Mai.

Veremos!

Notas finais
O que será que as aguarda? ;) Fiquem na spec!