Miss Sazume - Daichi e suas seis quase esposas
14 Capítulo 14 – O Primeiro Encontro
Notas iniciais
Mais um capítulo pra vocês, galera! Daichi já vai começar a sair com as meninas e conhece-las melhor.. Ele está cada vez mais perto de escolher! Boa leitura!
— Ainda não entendi o que o Daichi quis dizer com “namorar todas nós”... Eu acho que ele não mudou nada e só quer “experimentar de tudo”...
— Olha Mai – Hana, delicadamente, coloca a mão em seu ombro e comenta – eu acho que ele realmente foi sincero ao dizer que queria mesmo conhecer todas nós e assim decidir qual vai escolher... Eu até prefiro que seja assim, porque eu, se estivesse no lugar dele, odiaria descobrir que, além de ser obrigado a escolher alguém, esse alguém seja a pessoa errada...— Também acho que ele tem boas intenções... Já estamos no fim do ano e ele ainda não se decidiu... – Chun comenta, logo após Hana, apoiando-a.— Hum! – Kin interrompe – Pois eu aposto que se o Mr. Sazume estivesse aqui, Daichi e eu já teríamos nos casado há muito tempo...De repente, o telefone toca e, mais que depressa, Emi atende. Ela apenas fazia careta e não dizia uma palavra sequer. As meninas estavam muito intrigadas, pois há uma semana esperavam uma ligação de Daichi. Emi desliga o telefone e anda em direção às meninas, que estavam na sala de estar.— Era o— Daichi!— Sasaki...— O que?!— É— O que ele disse?!— Disse pra eu me arrumar... Eu e Daichi vamos sair... AI MEU DEUS! ELE ME ESCOLHEU PRIMEIRO!— Aff... – Kin "bufa" – Você só deu sorte de atender ao telefone primeiro... Aposto que foi aleatório, por que se fosse por ondem prioritária, COM CERTEZA eu seria a primeira a ser chamada...— Cala a boca Kin! – Chun corta o assunto – Ai que bom Emi! Venha que eu vou te ajudar a escolher um vestido! Ele disse pra onde o Daichi vai te levar?— Não... Poxa! Nem sei o que vestir... Foi tão de repente... De surpresa!Emi, Hana e Chun subiram para o quarto a fim de ajudar a amiga a se arrumar. O ciúme mortal de Kin não se disfarçava. Ela fazia questão de mostrar que não estava satisfeita com a situação. Uma hora depois, Emi desce as escadas da bela mansão com um vestido azul marinho justo até os joelhos e solto até encostar levemente no chão cor de porcelana da sala de estar. Seus cabelos longos estavam soltos, ao natural, pouca maquiagem, perfume lembrando a brisa do verão e modesta quanto à escolha das jóias. Ao chegar ao fim das escadas, Emi dá um giro e mostra para as outras como ficou.— Está bom assim? – ruborizada – Vocês acham que eu exagerei?!— Menina! – Harumi rouba as falas – Você está...— RIDÍCULA... – Kin interrompe um tanto alto – Hã, parece que está indo ao aniversário do seu priminho na casa de campo dos seus avós... Se é que seus avós têm uma casa de campo, né... — Você acha mesmo...? – Emi murmura.— Mentira dela, – Harumi interrompe – você está linda! Melhor impossível!— Ai Harumi, deixa de ser falsa! – Kin, mal humorada, altera-se – Ela está horrível! Parecendo uma mendiga “bem vestida”... Você só diz isso porque quer que o Daichi a veja assim e você faça melhor! Hum, você fica aí dizendo que odeia ele e que não o ama, mas na verdade, você está apenas fazendo joguinho pra gente pensar que não deve se preocupar com você! Mas você está muito enganada, porque EU vou ser a noiva do Daichi e estarei de olho em você...— Mas como se atreve?! – Harumi levanta-se da poltrona em que estava sentada – Não ouse falar comigo nesse tom, pois eu não tenho medo de chutar galinha!— Ah Harumi, confesse! É só olhar pra Emi e verá que não tem chance... Poucas jóias, pouco investimento no vestido, cabelo por fazer, quase nada de maquiagem... Parece que eu sou a única aqui que parece mais feminina... E você também não tem chance alguma! Daichi não está caindo no seu joguinho de “odeio você” e não vai ficar caindo aos seus pés porque você o ignora! Pode até me chamar de galinha ou de atirada, mas pelo menos o Daichi sabe o que eu sinto de verdade por ele. Será que ele pensa o mesmo de você? – silêncio – É eu acho que não... – Vira-se, indo em direção ao quarto.— Hum, — Harumi interrompe a saída de Kin – então vamos ver...Emi estava aos prantos e sendo acolhida por Hana e Mai, que estavam tentando acalmá-la. Quando menos esperavam, a campainha tocou. O motorista estava lá para busca-la. — Não sei mais se quero ir! – Emi falava soluçando – Não quero que Daichi veja o quando eu sou ridícula!— Não falei isso! – Chun interrompe assim que pode – Assim você só provará pra Kin que ela está certa! Aja diferente! Seja você mesma! Faça com que Daichi nunca mais esqueça esse encontro! Vá até ele e mostre quem você é! Cabeça erguida!Emi sorriu, enxugou as lágrimas e foi vagarosamente indo em direção à porta. Ela vira-se e dá um “sorrisinho” e fecha a porta.O carro parou em frente a um hangar, onde lhe esperava um helicóptero. — O que é isso?! – pergunta ao motorista.— Bom, minha senhorita, o Sr. Daichi queria leva-la a um lugar especial, mas achou que ir de avião seria monótomo para uma dama como a senhorita, então, resolveu variar um pouco.— Nossa! – perplexa – É tão luxuoso! Vamos jantar no helicóptero?!— Não sei senhorita, mas o meu senhor está à sua espera!Emi se aproxima do helicóptero e analisa-o. Quando ela entra, senta-se e começa a indagar, nervosa, o motorista.
— Hã, meu senhor, — ela coloca a mão em seu ombro, estando ele de costas – será que sabe para onde iremos?— Olá, linda senhorita! – vira-se para ela num gesto rápido, surpreendendo-a — Vamos simplesmente para onde a dama quiser!— Mas o que?! – surpresa – Daichi?! – ele entra em risos descontraídos – você sabe pilotar isso, não é?!— Mas é claro! – rindo não só da situação – Fiz várias simulações, mas você vai ser minha primeira felizarda passageira!— SIMULAÇÕES?! VOCÊ NUNCA PILOTOU ISSO DE VERDADE?!— Não, mas vamos pensar positivo! Se eu morrer esta noite, estarei muito bem acompanhado! – sorri.Emi fica avermelhada.A decolagem foi um tanto radical, mas, depois de um passeio deslumbrante como aquele, Emi não se importava mais com esse pequeno detalhe. Pousaram num prédio espelhado. Parecia ser uma casa de vidro, um sonho, um cristal iluminado pela lua. Eles pousam no telhado e Daichi a conduz para o elevador que levava para dentro do recinto. Primeiramente ele a leva para conhecer o interior do local e depois, vão para uma espécie de sala conjugada com um pequeno bar.— Este é o local onde iremos jantar! – abre os braços e apresenta o ambiente.— Olha, — interrompe – não quero parecer rude, esse lugar é lindo e chique, mas onde é, exatamente?!— Ah, me desculpe! Não me dei conta de que não a havia dito que estamos em minha casa! Na verdade, essa é apenas uma das minhas casas... Esta é a de verão... Digo que esta casa é minha porque gosto muito de passar o tempo aqui... Este lugar é muito importante pra mim! Foi aonde meu irmão nasceu... E aonde, futuramente, quero que meus filhos nasçam! — Nossa! Isso é muito bonito! Este lugar é mesmo bem aconchegante – olha em volta e não vê muitos móveis.— Este cômodo ainda está em reforma, mas eu vim aqui ontem limpar tudo e preparar o lugar pra nossa super noite! — Ah, estou lisonjeada! Mas, quem vai preparar o jantar?!— Erh, então... Meu chef ficou doente e eu não confio em mais ninguém para fazer algo que a agrade, então – pega dois aventais – eu serei o chef hoje!— Nossa! – ela começa a rir – Desde quando o filho do homem mais rico do país cozinha?!— Bom, desde hoje de manhã... Na verdade – estica a mão em direção dela – pensei que talvez possamos fazer isso em equipe! – sorri, quase rindo.— Se eu soubesse que iria cozinhar, tinha vindo de roupas mais simples!— Ora, mas por quê? Você está linda! Vestida como uma ajudante de chef sofisticada!Os dois caem em gargalhadas. Daichi tira da geladeira alguns legumes e panelas de dentro dos compartimentos aéreos. Emi parece estar familiarizada com aqueles instrumentos e começa logo a arrumar o balcão e cortar alguns vegetais. Daichi fica observando os movimentos precisos que ela realizava e quão perfeitamente ela executava os cortes. Ela percebe que está sendo observada e ruboriza-se. — Oh, o que houve?! – ajeitando o cabelo para trás da orelha.— Nossa – ele observa e aponta para os vegetais picados no balcão – você parece uma profissional! Onde aprendeu a cozinhar? — Na verdade, não aprendi... Não sei cozinhar... Quando criança, eu ficava olhando as empregadas fazendo as refeições e acabei pegando o gosto pela culinária! Ainda não sou boa nisso, mas pretendo fazer gastronomia assim que essa loucura toda acabar!— Poxa! Isso é incrível! Vou ser o seu cliente mais assíduo! Emi ruboriza-se novamente e ri. Ele se aproxima e ela o ensina a cortar os legumes.— O que você quer comer? – ela pergunta.— Que tal se nós fizermos um yakisoba? — Adoro!Eles dois ficam totalmente entretidos com a preparação do jantar. Quando eles terminam de fazer o prato e limpam o balcão, antes de jantar eles se aproximam da sacada, que era uma das mais altas da cidade.— Aqui estamos! O mundo em que eu cresci! Eu vi tudo isso se desenvolver ao longo dos anos... – olhando para a cidade – Nunca imaginaria que, um dia, herdaria todo o governo desse lugar do meu pai... Minha única preocupação era meu irmão e meu único anseio era o de sair dessa casa e ser livre para conhecer o mundo, conhecer pessoas novas, fazer amigos e não tutores, políticos e professores de etiqueta... Eu era só uma criança... Tudo o que eu queria era uma família... – abaixa a cabeça e esfrega os olhos.— Ei... – aproxima-se e acaricia seus cabelos – Olhe pra quem você se tornou! Um homem importante, herdeiro de todos os bens da família! Uma pessoa maravilhosa, criativa e cuidadosa! Mesmo passando por tudo isso, eu te admiro por quem você é hoje e pelo que você superou, não só por você, mas também por aquele bebezinho lindo que é seu irmão! Você é forte, mas sensível ao mesmo tempo... — Tudo o que eu queria era mudar o passado...— Você não pode mudar o que já aconteceu Dai-sama, mas pode fazer um futuro que faça valer a pena tudo o que você passou!Eles, por alguns minutos se olham... Aproximam-se, e Daichi sussurra.— Tem alguma coisa queimando...— AI MEU DEUS!Ambos correm para a cozinha e o jantar havia virado uma cola preta e viscosa.— Nossa... Como isso aconteceu?! – Daichi mexe a panela, tentando tirar uma colherada daquela substância grudenta e escura.— Acho que esquecemos o fogo ligado! – Emi percebe e desliga o fogo – Ah! Que raiva! Não acredito! Finalmente conseguimos fazer o jantar e ele "resolve" queimar!— Bom, isso não é importante agora... Temos que achar algo para comer...— Mas nós usamos tudo o que tinha nos armários! – ela estava muito decepcionada consigo por ter esquecido o fogão aceso.— Você gosta de pizza? – sorri, com o telefone na mão.Ela acena positivamente com a cabeça. Ele pede a pizza e depois, ambos sentam-se num sofá improvisado – um cobertor dobrado na varanda. — Que céu mais lindo! Nunca vi noite tão estrelada! – Emi parecia perder o olhar no infinito azul marinho do céu, que quase combinava com seu vestido. Daichi apenas a observava e escutava atentamente cada palavra que saía de sua boca. Demorados 15 min, a pizza chega e eles, enfim, jantam. Ao fim do jantar, eles deitam-se no cobertor macio e ficam olhando o céu novamente. Emi, escorada no ombro de Daichi, fechou os olhos e caiu no sono. Ele, ao ver que ela havia dormido, pega-a no colo e a leva para o helicóptero. Daichi fez questão de leva-la até a mansão. Ele pousa no jardim da parte de trás da casa, para evitar acordar alguém, pois já era madrugada. Ele a pega novamente em seus braços e carrega até o casarão. Sobe as escadas, abre a porta do quarto, acomoda-a em seu leito, beija sua testa, acaricia seus longos cabelos, e sussurra.— Boa noite Emi.Fecha a porta do quarto e vai embora.
Notas finais
Gente, o que acharam? Emi foi a primeira.. Quem será a próxima? Aguardem!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
Fale com o autor