Miss Sazume - Daichi e suas seis quase esposas
13 Capítulo 13 – O Grande Plano (Parte 2)
Notas iniciais
— Que droga! – Kin está revoltadíssima – Aposto que a Chun e a Hana combinaram para esse “acidente” acontecer! E o Daichi, tão inocente, caiu direitinho... Essas sirigaitas não vão tirá-lo de mim!
— Oh, Kin, — Hana tenta novamente se explicar – eu juro que não foi de propósito!
— Hum, — Harumi comenta – vindo de você, Hana, eu até acredito... – risos discretos.
Harumi, fora da piscina, segurava Eiji, pois era muito funda. Hana insistia para que Harumi entrasse na água, mas ela não cedia às insistentes petições dela.
— Ah, por favor, Harumi! – Hana insistia.
— Não! Eu não quero! – Harumi já estava ficando nervosa.
Hana, aproveitando a distração de Harumi, a puxou para dentro da água, mas havia um detalhe que ela não sabia: ela não sabia nadar. Harumi se afogou, mas as meninas a socorreram antes que desmaiasse.
— VOCÊ ESTÁ QUERENDO ME MATAR?! – Harumi estava fora de si.
— D-desculpe! Eu não sabia! – Hana estava muito arrependida – Estou me sentindo tão culpada...
— AH, DEVE SER PORQUE A CULPA É SUA! – Harumi falava cada vez mais alto e engasgava-se – AGORA TEM DEZ LITROS DE ÁGUA NOS MEUS PULMÕES GRAÇAS À VOCÊ!
Harumi foi levada à enfermaria. Ao chegar lá, ela vê Daichi, já com curativos na cabeça, cuidando do nariz de Chun, que se queixava constantemente.
— O que você faz aqui? – Daichi se surpreende ao ver Harumi.
— Adivinha... Cof... – Harumi estava muito engasgada — Cof... A Hana...
— AAAAH... – Daichi faz sinal de silêncio – Nem precisa me dizer o que foi que ela fez... Prefiro não saber...
A tarde estava sumindo, a noite estava chegando, e as meninas decidiram sair da piscina e ir para o hotel se secar e dar banho no Eiji. Ao chegar à recepção, todas molhadas, foram ao balcão de informações.
— Com licença – Hana chama um dos recepcionistas – gostaríamos de um lugar para ficar... Por favor, está frio aqui!
— Desculpe-me senhorita, mas não abrigamos pessoas de graça...
— Mas nós temos dinheiro! Olha lá – aponta para um reservatório de bagagens – aquelas são as nossas malas!
— Olha moça, acho melhor a senhorita se retirar ou eu chamo o segurança...
— Ah, — Kin se irrita – sai Hana! – empurra Hana para junto das outras e altera a voz – OLHA AQUI SENHOR, EU NÃO SOU NENHUMA MENDIGA! TODAS NÓS SOMOS PODRES DE RICAS E ESTAMOS HOSPEDADAS AQUI COM NOSSO NAMORADO BILIONÁRIO!
— Segurança! Tem uma senhorita alterada aqui no salão principal!
— ALTERADA?! – Kin se ofende – Pode olhar aí na lista de hospedados! Nossos nomes estão aí!
— Kin, — Mai interrompe baixinho – Lembra que a gente não tinha feito reserva?! O Eiji estava ansioso para ir aos brinquedos e nós só deixamos as malas aqui e fomos ao parque...
— NÃO ACREDITO! – Kin ruboriza-se numa mistura de raiva e vergonha.
— Bem, — Emi fala, tentando se desculpar – perdoe-nos... O erro foi nosso! Vamos ficar aqui esperando o Daichi chegar e fazer o que for preciso para provar que nós somos quem dizermos ser, ok?
— Ok, mas as moças terão que esperar do lado de fora...
As meninas foram resmungando e sentaram-se nas escadas do hotel. 1 hora e 30 min depois, Daichi aparece junto com Chun e Harumi.
— ONDE VOCÊ ESTAVA?! – Kin estava muito nervosa e ardendo em ciúmes.
— Calma... – Daichi estava tranquilo e falava como o de costume: pausadamente – Eu estava resolvendo alguns assuntos... O que está havendo aqui?
Daichi dirigiu-se ao balcão de informações e tentava fazer reservas, mas todos os quartos VIP’s e luxuosos já estavam ocupados. Apesar de ter dificuldade em achar que as meninas aceitariam o que ele conseguiu, ele olhou para traz – onde elas estavam paradas em frente à porta do saguão – e gritou “consegui” acenando com a mão para que se aproximassem.
— Consegui um quarto! Ou melhor, dois quartos... – Daichi parecia um pouco tenso e também envergonhado.
— Por que essa cara? – Emi pergunta, suspeitando que Daichi “esquecera” de contar algo – Você não conseguiu o quarto?
— Bem, – ruboriza-se – na verdade, vamos ter que dividir-nos... Os quartos disponíveis só acomodam no máximo seis pessoas... Como estamos em oito... Erh... Acho que vamos ter que “apertar”...
— O QUE?! – Harumi irrita-se – EU NÃO DORMIRIA NO MESMO QUARTO QUE VOCÊ, QUE DIRÁ NA MESMA CAMA! FICOU MALUCO?!
— Perdão – ele não sabia o que dizer; continua tão avermelhado quanto antes – eu não tive escolha! Pelo menos é uma suíte e não vamos precisar sair do quarto pra tomar banho...
— Engraçado, — Mai revida com olhares cortantes – nisso você pensou, não é?!
No meio da discussão, Eiji, que estava no colo de Chun, começa a chorar.
— Pessoal – Chun interrompe – o Eiji está cansado, eu estou cansada, todos nós estamos exaustos... Por que não paramos de reclamar e vamos subir? Precisamos dar banho no bebê e procurar algo pra comer...
— A Chun tem razão! – Hana comenta em tom baixo, olhando em volta e percebendo que todos prestavam atenção na discussão – Vamos para a suíte e amanhã, fingir que nada disso aconteceu...
Ao chegar no quarto, Daichi parou em frente à porta, virou-se para as meninas, e, muito envergonhado, tentava se explicar.
— Meninas, por favor, não me levem a mal! Minhas intenções são as melhores e eu nunca seria capaz de fazer nada de mal com nenhuma de vocês! Este quarto era o único que podia nos acomodar e estava vago...
— Pare com isso e abre logo a porta! – Harumi comenta impaciente – Nós todas já deixamos isso pra lá... Só queremos descansar e esquecer tudo isso...
Daichi destranca a fechadura e, ao abrir a porta da suíte, elas se deparam com algo completamente diferente do que imaginavam.
— D-DAICHI... ISSO É...
— é.
— TIPO, ISSO É PRA...
—é.
— AI MEU DEUS! COMO VOCÊ PÔDE?! O QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO?!
— É ESSE QUARTO SÓ TEM UMA CAMA!
— QUEM VOCÊ PENSA QUE NÓS SOMOS?! ISSO PARECE QUARTO DE MOTEL!
— Bem... – Daichi não sabia o que dizer – Na verdade... É... Por isso a cama grande...
Em questão de segundos, Daichi foi atacado por tapas e xingamentos das meninas, que não economizaram em tapas e ameaças.
— Você vai dormir no chão! – exclamava Harumi, odiosa.
— T-tudo bem! Eu até prefiro! – Daichi, envergonhado que estava, tentava se consertar.
— Bom — interrompe Kin – eu até gostei do quarto... Tem luzinhas e uma ducha enorme... Ah, meu amor, até que você tem bom gosto pra essas coisas...
Daichi ruboriza-se ainda mais.
— Não foi minha intenção – gagueja.
Eiji acorda e começa a querer brincar com as luzinhas coloridas da luminária da suíte. As meninas preparam o pequeno para tomar banho e pedem que Daichi se apresse em buscar toalhas, pois ele seria o próximo.
— Meninas, o quarto não dispõe de toalhas e nem cobertores... Só aquela colcha que está em cima da cama – a cama era redonda e grande, com uma colcha bordô e rendas nos travesseiros, que eram cheios de plumas de ganso.
As meninas improvisaram algo para secar Eiji e disseram para Daichi tomar banho apenas depois que elas fossem dormir. Depois que o bebê dormiu, as meninas, uma por uma, foram se acomodando na cama redonda. As seis garotas ficaram nas beiras e o pequeno Eiji ficou no meio, com Chun, Harumi, Hana e Mai. Daichi, vendo que as meninas estavam já na cama, aproveitou para tomar banho, enquanto seu irmão não estava em sono pesado. Mas, ao terminar, se dá conta que esqueceu a toalha.
— M-Meninas... Alguma de vocês poderia me trazer uma toalha?
— Ah – Emi reclama – você, espertinho, trouxe só uma toalha e nós usamos pro Eiji...
— Não tem importância, ele é meu irmão!
— É, mas nós esperamos ela secar e colocamos como um cobertor, porque você também não providenciou isso! – Kin, pela primeira vez parecia estar com raiva do pretendente.
— Mas como vou me secar?!
— Dê seu jeito! – Hana fala e vira-se novamente ao pequenino que dormia ao seu lado.
Daichi então, com frio e completamente molhado, se vê obrigado a improvisar. Como nunca havia passado por uma situação assim antes, não sabia bem o que usar. Ele, se vendo sem opções, pega o rolo de papel higiênico e se seca com ele, usando o rolo inteiro. Quando sai do toalete, estava enraivecido, pois elas o obrigaram a passar por tudo isso sem ele ter culpa alguma dos fatos ocorridos. Mas aquele ressentimento é esquecido quando ele volta ao quarto e vê as meninas dormindo tão doce e delicadamente ao lado de seu bem mais precioso, seu irmão caçula.
Tanta ternura o fez pensar se estava mesmo pronto para assumir o compromisso de cuidar e se responsabilizar em fazer uma delas feliz. “Se solteiro eu já fiz essa confusão toda, imagina quando me casar!”, pensou. “Será que estou pronto isso? Não fui capaz de ao menos oferecer um quarto de hotel descente, que dirá o resto!”, ele indagava a si mesmo. “Elas merecem bem mais do que isso; um marido irresponsável que eles nem conhecem direito, tendo que conviver para o resto da vida e se contentar em cuidar da casa, dos filhos e do esposo... Elas têm muito potencial e não deveriam se submeter a uma pessoa como eu...” ele pensava e repensava várias vezes.
Passou a noite inteira pensando sobre isso e chegou à conclusão que não se casaria sem conhecer de verdade cada uma delas. Ele tinha um plano. Ao amanhecer, Eiji acordou com o sol e, antes que ele acordasse as meninas, Daichi o pega em seu colo e o leva para fora da suíte. Alguns minutos passados e as meninas também acordam, preocupadas, procurando por Daichi e Eiji. Ao perceber que o bebê se acalmou, Daichi volta ao quarto e depara-se com elas, inquietas, andando em círculos, tentando deduzir onde os dois estariam. Daichi sorri e coloca Eiji em cima da cama.
— Eu pensei e refleti a noite toda sobre isso... – ele disse, querendo explicar seus planos futuros.
— Sobre “isso”? – Chun indaga – O que é exatamente “isso”?
— Sobre o casamento com uma de vocês... – explica – Nós praticamente não nos conhecemos e não sabemos nada uns dos outros... Vocês não sabem do que eu gosto, eu não sei do que vocês gostam... Nem sabemos se temos algo em comum!
— Você não está dizendo que... – Kin, ao falar, esboça feição de desespero – Que quer desistir de se casar com uma de nós?! É isso?!
— Não... Eu...
— Mentira! Você só queria uma desculpa para nos abandonar às vésperas de um noivado! – Kin estava revoltada – O que foi? Não somos boas o suficiente para você, playboy?
— Na verdade são. – silêncio absoluto no quarto – Por isso eu acho que deveríamos nos conhecer melhor e eu acho que sei como fazer isso...
— Ah é? – Mai fica um pouco confusa com os argumentos dado por Daichi – E como você pretende fazer isso? Vai entrevistar as nossas famílias? Pesquisar nosso passado? O que?
— Vou sair com todas vocês...
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