Miss Sazume - Daichi e suas seis quase esposas
10 Capítulo 10 - Um aliado importante
Notas iniciais
Passados dois dias desde a última vez que Emi havia falado com Daichi, as meninas ainda aguardavam a chegada do tal amigo com as coisas necessárias para cuidar do Eiji.
– Daichi nos promete um empregado e depois se esquece de manda-lo... – reclama Kin, já impaciente por causa de Eiji, pois não se dava bem com bebês – Da próxima vez, peço eu mesma ao meu pai e ele manda em questão de minutos!
– Ah Kin – Harumi fala bufando – deixa de ser chata! Se ele disse que vai mandar, ELE VAI MANDAR E PRONTO!
– Se acalmem! – exclama Chun, temendo uma discussão, até porque Eiji estava na sala juntamente com elas – Nós compramos algumas coisas e não estamos mais passando necessidades com ele... Além do mais, ele até já está se acostumando com a gente.
Eiji já estava na mansão com as meninas por 3 semanas e elas estavam se desdobrando como podiam para atender às suas necessidades. Ele não falava, então, como já passara da idade de aprender, as meninas pensaram que seria uma boa ideia ensiná-lo a se comunicar, já que esse não era o forte de Daichi. Talvez por isso Eiji ainda não falasse. Momentos depois, logo após aqueles comentários tensos entre Kin e Harumi, a campainha toca. Chun corre para atender, mas é empurrada por Kin, que abre a porta.
Ao olhar aquela pessoa do outro lado da porta, Kin se surpreende, pois esperava um empregado menos arrumado do que aquele. Ele usava uma jaqueta de couro de marca na cor marrom, por baixo, uma camisa estilo social em seda, calça social e belos sapatos também de couro. Sua aparência não lembrava em nada o Daichi e muito menos um empregado. Ele era bem alto e branco; contrastando com sua pele alva, seus cabelos são escuros e seus olhos são claros. Ele tinha feições suaves e pele aparentemente macia; seus cabelos, lisos e bem finos.
– Olá – ele disse.
Kin olha-o de cima a baixo, se escora nos umbrais da porta e indaga-o.
– Nossa... O Daichi tem bom gosto pra escolher empregados... Você veio em ótima hora, pois o Eiji precisa trocar as fraldas e mamar.
– Perdoe-me, mas não vim aqui para ser seu “empregado” – ele foi entrando — , vim aqui a pedido do meu melhor amigo, que está em um momento delicado no momento e precisa de um favor meu. Trouxe as roupas do Eiji e também alguns objetos pessoais, como os brinquedos, chocalhos, chupetas, fraldas, e também um cheque para ajuda-las a arcar com os gastos causados por ele. Caso precisem de mais dinheiro – Estende a mão, oferecendo um papelzinho – liguem para este numero e peçam tudo o que for necessário.
– Nossa – exclama Chun, olhando para o papelzinho – isso parece coisa de mafioso... Cheques, números de telefone anônimos, malas, objetos pessoais... – risos tímidos.
– Bem, se vocês não têm mais duvidas, deem-me licença – foi saindo.
– Ei! – Exclama Mai – é só isso?! Não vai nos ajudar em nada?! Pensei que Daichi mandaria uma pessoa para cuidar do Eiji...
– Não se preocupem meninas – ele diz com voz calma e tom sereno – isso não será preciso.
– Como assim “NÃO SERÁ PRECISO”?! – Kin fica um pouco surpresa com sua visita relâmpago – Você não reparou que o Eiji é um bebê e que nenhuma de nós está habilitada e muito menos treinada para cuidar dele?! Vamos acabar matando-o!
– Não precisa fazer drama, donzelas – ele em momento algum alterou o tom de seu falar – aposto que vocês se saíram muito bem até agora! Pelo que vejo, Eiji me parece ótimo!
– Ah, é?! – Kin começa a falar mais alto e gesticular com as mãos, coisa que fazia apenas quando a “tiravam do sério” – Então deixa eu te contar o que vem acontecendo aqui: ultimamente, desde a chegada do Eiji na mansão, nós nos dividimos e cada uma fica com uma responsabilidade diferente por dia; semana passada, eu fiquei encarregada de coloca-lo para dormir, Hana o alimentaria, Chun trocaria as fraldas, Harumi daria banho e as outras duas meninas revezariam ninando-o. Resumindo: Hana tentou enfiar um pedaço inteiro de bolo na goela do Eiji (mas eu a impedi), Chun sujou o quarto inteiro de cocô trocando as fraldas dele (sem falar o estado em que ela ficou depois...), Harumi quase o congelou na banheirinha (e depois quase o cozinhou), Emi quase o deixou cair e Mai esqueceu-se de passar pomada nele e o coitadinho ficou todo assado.
O rapaz fica sem ação e paralisa-se. Logo depois de se recuperar desse comentário, tomou Eiji de cima da poltrona, olhou-o de cima a baixo, tornou a olhar para elas e disse:
– Meu Deus – assustado – como essa criança ainda está viva?!
– Pois foi exatamente isso que eu quis dizer – Kin fala de braços cruzados.
– Neste caso, pedirei para Daichi me deixar cuidar dele – ele concluiu.
– Isso, isso mesmo! – exclama Kin, em tom de alivio – Leve-o daqui e o livre da morte eminente!
– Não – Ele a interrompe – ele vai continuar aqui. Daichi deixou-me ciente de que Eiji, apesar de tudo, deveria ficar na mansão com vocês.
– Mas não sabemos cuidar dele... – Chun comenta em baixo som, mostrando estar chateada com a situação – Eu, sinceramente, queria aprender a cuidar de crianças, mas acho que é mais difícil do que parece... Mesmo Eiji sendo um bebê quietinho, somos muito atrapalhadas... Odeio admitir, mas Kin tem razão... Se você deixa-lo aqui, ele pode se machucar...
– Vou pedir permissão para ficar aqui com vocês para orienta-las a cuidar dele... Falarei com Daichi a respeito e lhes informarei sobre sua decisão. Posso utilizar um telefone?
– Claro, – diz Emi, apontando para a mesinha ao lado do sofá – está logo ali.
– Obrigado. Levarei apenas alguns minutos.
Ele pega o telefone e liga para Daichi, que se encontrava ainda no hospital. As meninas ficavam olhando-o falar ao telefone, tentando ler seus lábios e adivinhar o que Daichi estaria dizendo. Depois de poucos minutos, o rapaz desliga o telefone e caminha em direção às meninas.
– Bem, ele disse que, se isso salvasse a vida de Eiji, eu poderia ficar aqui e ensinar-lhes algumas coisas sobre como cuidar dele; mas com uma condição: ninguém pode ficar sabendo que eu estou aqui e eu não poderei ficar mais do que 10 dias.
– Ok então... – Kin fala, reclamando, mas conformada – Vamos aprender a cuidar do mini herdeiro.
– Está bem – Diz ele – vou buscar minhas malas.
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