Notas iniciais
Desculpe pela demora para postar! Pelo menos o capitulo ficou grande e saiu em um dia muito especial né?

Mesmo eu implorando, explicando, pedindo, chorando litros e litros, meu pai ainda foi capaz de me mandar para Beauxbatons. Por isso eu e ele estávamos naquela carruagem gigante puxada por cavalos alados da Beauxbatons, um trem seria bem mais prático.

–Estamos quase chegando. – comentou meu pai sorrindo para mim. Acho que ela estava se sentindo um pouco culpado, mas não tão culpado para me mandar de novo para Hogwarts. Eu desviei o olhar para a janela. Não estávamos nos falando, correção, eu não estava falando com ele. Ai meu deus! Todos os meus pensamentos foram embora. Beauxbatons era linda! Era um castelo enorme, talvez um palácio, ele parece ser mais novo que Hogwarts, mais luxuoso também. Odeio ter que dizer isso, mas ele é mais bonito que Hogwarts, mas não passa a sensação aconchegante, a sensação de casa que Hogwarts passa.

–Acho que já vamos aterrissar. — disse meu pai fazendo mais uma tentativa para me fazer falar com ele. Mas eu não ia, ele que me tirou de Hogwarts, ele que aguante meu silêncio!

Depois de pousarmos, fomos falar com Madame Maxime. Foi uma conversa chata sobre como deveria me comportar e coisas sobre a escola, eu não consegui prestar atenção em uma palavra. Quando terminou de falar ela me entregou um livro com as regras da escola. Me despedi do meu pai. Eu estava pronta para ir para o meu dormitório arrumar minhas coisas. Mas eu tinha um problema. Onde ficavam os dormitórios? Droga! A Madame Maxime deve ter falado.

–Oi! Você poderia me dizer onde ficam os dormitórios? – perguntei para uma garota mais velha em inglês. Madame Maxime disse que os alunos eram obrigados a aprender inglês como segunda língua em casa. Essa foi uma das únicas partes que me chamou atenção.

–Você está com o livro na mão, porque não procura nele? – disse ela fria, com aquele sotaque ridículo. Bom, eu tinha um bom motivo para não procurar no livro. Ele devia ter umas mil páginas, eu ia demorar anos até achar!

–Você precisa de ajuda? – perguntou uma garota morena, alta com olhos castanhos. Ela tinha um olhar louco (no bom sentido), mas simpático. O seu sorriso era simpático também, como se dissesse: Vamos ser grandes amigas.

–Sim, onde ficam os dormitórios?

–Madame Maxime não te explicou? – Agora pude perceber o seu horrível sotaque. – Já sei. Não prestou atenção.

–Por aí.

–Vem, eu te levo lá. – disse ela com um gesto de cabeça me indicando a direção. –Então você é a garota nova? Desculpe, esqueci de falar meu nome é Charlotte.

–Sim, sou Tessa.

–------- Cinco anos depois --------------

–Cala a boca Scorpius! – Berrei para o meu irmão, como era o meio das férias e nós dois estávamos em casa nós brigávamos o dia inteiro.

–E porque eu te obedeceria? – perguntou ele em um tom desafiador.

–Porque eu sou a mais velha! – disse subindo a escada em direção ao meu quarto.

– Três minutos! – rebateu Scorpius, mas eu ignorei e fechei a porta. Fui direto para a minha cama e liguei a TV, antes que eu pudesse colocar em um canal bom, uma coruja marrom com pintinhas brancas veio e pousou na minha cama, é Reyna a coruja de Charlotte, ou como a apelidei depois que vi um seriado trouxa, Charlie.

–Oi Reyna, como vai? – disse a acariciando e pegando a carta de seu bico. Reyna tinha esse nome por ter uma personalidade forte, assim como a Reyna de Heróis do Olimpo, que, na minha opinião, se parece muito com a personalidade da Charlie também.

“E aí? Como vai a vida? Como se você fosse ter alguma novidade né? Só estou escrevendo essa carta porque já faz um tempinho que não enviamos cartas e como você sabe: EU VOLTEI DE VIAJEM! Tenho muitas novidades e preciso esfregar na sua cara que enquanto você estava na sua casa comendo e brigando com o Scorpius eu estava na Disney e em Nova York! Morra de inveja! Ok, parei. Só mais uma coisa! Eu como a boa amiga que sou te trouxe um presente! Não vejo a hora de te ver.

Beijos da melhor,

Charlie.”

A minha amiga tem alguma sanidade mental? Não, isso é para os fracos! Ok, mas ela me disse uma coisa interessante: presente!

Fui até a minha escrivaninha e peguei o papel de carta e a pena.

–Filha! – berrou minha mãe do andar debaixo.

–Fala! – berrei de volta.

–Vem aqui por favor! – Aquilo me fez pensar em todas as coisas erradas que fiz nos últimos meses em Beauxbatons, mas era muito tarde para Madame Maxime só falar com os meus pais agora. Eu ia ter que descer e ver do que se trata.

Quando cheguei a sala, meus pais estavam sentados no sofá e Scorp também. Elas tinham grandes sorrisos no rosto.

–Acho melhor você sentar! – disse minha mãe sorrindo tanto quanto o gato da Alice.

–Tá bom. – disse em um tom desconfiado.

–Filha, eu acho que erramos... – começou meu pai, mas minha mãe lhe deu uma cotovelada. – eu errei em te tirar de Hogwarts naquela época, principalmente pelas minhas justificativas, os seus amigos, os amigos de Scorp, são até que... boa gente. – Aquilo era uma tentativa de melhorar o clima? Depois que meu pai me tirou de Hogwarts nossa relação nunca mais foi a mesma. Não, não estou mais dando gelo nele, mas aquela relação de pai e filha em que ele era meu herói foi embora.

– A questão é... – disse minha mãe. -Você vai voltar para HOGWARTS! – Eles disseram a ultima parte juntos e ficaram esperando minha reação, mas eu não sabia como reagir.

–Vocês não podiam ter pensando nisso anos atrás – disse dando um sorrisinho, essa não era a reação que eles esperavam, nem a que eu esperava, acho que a ficha não havia caído. Involuntariamente senti meu sorriso se abrir mais – Ai meu deus! Ai meu deus! Eu vou voltar pra Hogwarts! –A ficha estava caindo. – MEU DEUS. – berrei pulando no sofá, quando finalmente a ficha caiu. – Obrigada! Obrigada! Obrigada! – disse dando um beijo no meu pai, um na minha mãe e empurrando o Scorpius.

–Então minha filha, acho melhor comprar seu material logo. Já falamos com Madame Maxime sobre a sua transferência da Beauxbatons...

–Charlie! – disse eu, toda animação havia ido embora. – Como vou ficar sem a Charlie?

–Meu amor, você não pode ter tudo. Se você for para Hogwarts você não vai ver a Charlie, mas isso não quer dizer que vocês vão deixar de ser amigas. Vocês podem se ver nas férias.

–Não vai ser a mesma coisa! Eu... Eu preciso pensar. – disse subindo para o meu quarto, eu precisava escrever a carta para Charlie.

“E aí Charlita? Quero saber TODOS os detalhes sobre a sua viajem. Eu tenha uma notícia boa/ruim, depende do seu ponto de vista. Meus pais vieram me contar que eu posso voltar para Hogwarts se eu quiser, mas eu como vou te deixar sozinha Charlie? Você não sobreveria sem mim, eu sou a razão da sua existência! O que eu faço?

Beijos,

Tess”

Fui procurar Reyna para lhe entregar a carta, mas obviamente, ela não estava mais lá. Me virei para a minha coruja, Snow, ela era cinza e branca.

–------- No dia seguinte --------------

Devia ser umas três da tarde quando ouvi o barulho de alguém aparatando. Sai correndo até a janela mais próxima para ver quem era.

–Charlie?! – perguntei em voz alta. Ela estava chegando perto da porta, então eu fui abrir.

–Oi! – disse ela entrando com sua mala como se tivesse sido convidada. – Posso ficar um tempo aqui?

–Claro – disse – Só deixa eu avisar minha mãe.

– Ok.

–MÃE. – berrei.

– O QUE? – berrou ela de volta.

– A Charlie pode passar um tempo aqui?

–Pode, quando ela vem? – disse minha mãe descendo a escada.

–Ela já está aqui. – respondi.

–Ah, oi Charlie, como vai? – disse minha mãe se dirigindo a Charlie

–Oi senhora Malfoy. – cumprimentou Charlie.

–Porque você não me avisou que ela vinha? Eu teria preparado alguma coisa!

–Se eu soubesse que ela vinha!

–Desculpe senhora Malfoy eu vim sem avisar, mas eu e Tessa realmente precisamos conversar. – disse Charlie se intrometendo.

–Claro, não tem problema querida.

–Eu e Charlie vamos para o meu quarto, ok? – disse puxando Charlie para subir a escada. Quando chegamos ao quarto ela colocou suas coisas em um canto e foi se sentar na minha cama.

–Nós temos muito a conversar. – disse ela pegando alguma coisa da mala. –Mas antes seu presente! – disse ela entregando uma caixa pra mim. Ela me entregou uma caixa até que grande, e pesada. Abri e tirei o isopor, quase morri quando vi. Ela havia me dado globos de neve! Eu amo globos de neve. Um deles tinha o castelo da cinderela, embaixo estava escrito “Dreams come true”. O outro tinha o Empire State Building e outros prédios, mais a frente tinha a estatua da liberdade.

–Eles são tão lindos! Eu amei! – disse abraçando Charlie.

–Eu sabia que você iria amar! Mas precisamos tratar de assuntos sérios. Você tem que ir para Hogwarts.

–Mas Charlie...

–Cala a boca e me deixa continuar! – fiz o que ela disse e ela continuou. – Você sempre quis voltar! Ferre-se eu. Eu fico muito bem sozinha. Além disso você sempre – ela deu muita ênfase ao sempre. – disse o quanto quer esfregar na cara das pessoas o quanto mudou. Você sempre diz que quer uma chance para se vingar daquela vagabunda. Essa é sua chance!

–Você está certa, eu vou! Você vai sentir minha falta? – disse abrindo um sorriso.

–É claro... que não – disse ela me tacando uma almofada.

–Tá, sei. – disse e ela tacou outra. Quando vi já havíamos começado uma guerra de travesseiro.

Notas finais
Esse é o último capítulo no passado! Eeeeeee. Gostaram da Charlie? Se tiver little liars aí acho que vcs devem ter percebido quem é a Charlie, fiquei triste pq não consegui colocar tantas loucuras delas!!!