Miss Nothing
7 E lá se vai a minha vida- Parte I
Notas iniciais
Anteriormente em Miss Nothing...
Todos encaravam um papel. Melhor, uma lista.
–Lista dos Rótulos. – leu Jason.
(...)
Nem acredito que já estávamos quase chegando às férias de inverno! Faltam dois dias.
(...)
Como está indo o seu dia? – perguntou ele, sorrindo. Mas não era qualquer sorriso, era o sorriso do Lorcan.
–Extremamente comum.
–Então eu tenho a chance de fazê-lo especial.
Dei graças a Merlin por Scorpius estar na biblioteca com Ross e Al. Porque naquela hora, ele me beijou.
[N/A: Sempre quis fazer isso! Me sentindo aqui]
POV Tessa
– E...Eu – Pense em alguém patético. Sou eu nesse momento. Poxa, o garoto acaba de me beijar e eu lá gaguejando. Não que ele estivesse prestando atenção. Ele olhava para algo atrás de mim. E sorria, mas não o sorriso lindo que ele tem. Ele parecia mais um psicopata tarado.
Eu me virei, mas não pude ver nada, pois Lorcan me beijou, outra vez.
– O que você está fazendo? – perguntei brava.
–Te beijando. – respondeu ele naquele tom de “Não é óbvio sua mula?”. Eu odiava aquele tom, mas antes de reagir eu senti algo acertar a parte de trás da minha cabeça.
Eu, burra como sou, me virei para ver que droga era aquela e, é claro, fui acertada por mais mil daquelas bexigas. Sim, eram espécies de bexigas, só que em vez de ar, por dentro havia um pó colorido.
– O que diabos é isso?
– Você parece uma pequena fadinha do arco íris emburrada – Comentou Lucy. Realmente, seus exemplos eram péssimos. Bufei irritada.
[N/A: Gente, não é exemplos o nome disso, mas eu não consigo lembrar, enfim, vou deixar assim até lembrar]
–Vamos Lorcan – disse o pegando pela mão. Mas ele a retirou.
–Eu não vou com você.
– O quê? – perguntei com uma cara confusa.
– Você é surda? Eu NÃO vou com você! – Ok, agora ele foi bem claro. E admito que isso doeu.
–Por quê? – perguntei olhando em volta nervosa, todos que estavam ali olhavam para nós. E Lucy tinha um sorriso de “Bitch please, sou incrível” em seus lábios.
– Por quê?! Olha pra você! Eu não ficaria com você nem por pena! – Ouch. Reuni o pouco de voz que ainda tinha para perguntar:
– Então por que ficou? – Quem me dera não ter perguntado!
– Porque, querida – Se intrometeu Lucy -eu pedi. E acredite, foi um sacrifício convencê-lo. Você até que é bonitinha, mas devia cuidar de você mesma. Pentear o cabelo não arranca pedaço, e seria bom parar de ter preguiça e levantar mais cedo para passar uma maquiagem. Ah, e além de tudo isso: existe uma coisa chamada pinça, é para suas sobrancelhas.
Olhei em volta, um bolinho havia se formado para ver a “briga”, não acho que pode ser considerado uma briga já que eu era a única que “apanhava”. Uns me olhavam com pena, outros seguravam o riso.
– O primeiro amor – suspirou ela voltando a tacar aquelas bexigas em mim – pena que foi uma farsa.
Depois dessa eu abri caminho entre o bolinho desviando de algumas bexigas e sai com as lágrimas escorrendo por meu rosto.
–-
Eu não podia ir para o dormitório. Provavelmente Alice e Rose já devem ter ouvido falar do ocorrido e estariam me esperando lá. Respirei fundo. Andei de um lado para outro tentando raciocinar. Tudo que eu queria era um lugar para ficar quieta, um lugar para curar um coração partido, um lugar que ninguém pudesse me encontrar. Foi só terminar esse pensamento que, ao meu lado, uma porta surgiu.
Óbvio que eu sabia que lugar era aquele. A Sala Precisa. Ou vai e vem. Ou qualquer nome que você queira dar. Sem pensar duas vezes passei pela porta.
O espaço que havia atrás da porta era grande, mas nem tanto. Havia uma cama california king encostada na parede, [N/A: In this California king bed we’re ten thousand miles apart] na frente dela uma TV. Ela era fina e grande. Eu não sei como chama esse tipo TV, já estou assustada por saber o tipo da cama. Em um gesto teatral me taquei nela fazendo as milhões de almofadas e bichinos de pelúcia — que antes se encontravam sobre a colcha branca — caírem no chão.
Peguei o bichinho mais próximo de mim e o abracei. Era uma porquinha.
–Tacar suco em alguém? Clássica. Colocar tinta no xampu e fazer o cabelo de alguém ficar verde? Engraçado. Mas isso? Isso foi baixaria – eu disse encarando a porquinha – Não precisa falar, só me abrace.
Fiquei ali uns 10 minutos a abraçando e chorando. Até que eu percebi que isso dava fome.
– O que acha de pegarmos algo para comer porquinha sem nome definido ainda? Concordo com você concordando que é uma ótima ideia.
Eu estava saindo, mas eu lembrei que eu provavelmente estaria toda colorida. Desejei um espelho e ele apareceu na minha frente. Queria não o ter desejado.
–Argh! Eu pareço como uma garota com cabelo despenteado e sobrancelhas não feitas que mergulhou no arco-íris em busca do pote de ouro, mas deu de cara no chão. – Ok, meus exemplos [N/A: Ainda não lembro a palavra] provavelmente foram influenciados pela Lucy.
–-
Depois de tomar um banho na Sala Precisa, eu fui direto para a cozinha e ninguém me viu já que o resto dos alunos estavam em aula agora.
– Licença, senhora elfo doméstico. – chamei o primeiro elfo que vi. Sim, eu sei que eles amam ser chamados de “senhor” por isso o bajulei.
–Meu nome é Effy senhora – respondeu ela corando por causa do “senhora”
– Ok, então. Effy pode me fazer um favor? – ela concordou com a cabeça e eu continuei- Você pode me trazer muita comida gordurosa e vários doces?
–É pra já senhora – concordou ele.
–Na verdade, é Tessa. – corrigi.
Depois de uns 5 minutos ele me trouxe todo tipo de comida numa bandeja, eu agradeci. Ele fez uma reverência.
Eu voltei para a Sala Precisa que, graças a Deus, ainda estava lá.
–Sentiu minha falta porquinha sem nome definido ainda?
–-
Já devia fazer umas 4 horas que eu estava lá sentada na cama, comendo, enrolada em uma manta – a sala precisa é fria! –, rodeada por bichinhos de pelúcia e almofadas, agarrada na porquinha e assistindo seriados.
Bom, acontece que embaixo da TV havia um aparelho chamado DVD e vários filmes/ séries. No começo eu não entendi porque assistir isso iria me ajudar então escutei as músicas que a Sala me fornecia, mas aí enjoei e resolvi tentar isso. E, sinceramente, é muito bom.
Acontece que as séries/filmes abriram meus olhos! Eu estava fazendo tudo errado. Tudo que eu tinha que fazer com a Lucy tinha que ser sútil e ir aos poucos .Eu tinha que planejar algo que tivesse um “grand finale”. Do mesmo jeito que a Lucy e o Lorcan fizeram comigo.
“Eu não ficaria com você nem por pena!”.
Não importa o quanto tempo eu passasse na Sala Precisa, as palavras de Lorcan vinham e iam na minha cabeça. Talvez ele não saiba, mas você nunca deve falar algo assim para uma garota. Porque a partir desse momento ela pode querer dar o troco.
–-
Eu simplesmente perdi a noção do tempo já eram oito horas da noite, e eu me encontrava correndo até o Salão Principal junto das minhas coisas e da porquinha – que era minha agora!-.
Entrei no Salão Principal e desfilei até a mesa da Grifinória sem nem olhar para a mesa da Sonserina. Mas antes de me sentar eu joguei o cabelo, olhei para a mesa das cobras e pisquei.
Se você acreditou nisso você vive no mundo dos sonhos! Porque isso não acontece no mundo real! Eu estava correndo pelos corredores, mas antes de chegar ao Salão trombei na McGonagall, estaria tudo mais ou menos se ela não tivesse acompanhada pelo meu pai.
– Tessa, onde você estava?! – perguntou ele bravo. Bem bravo. – Estou te procurando já faz uma hora! Eu te procurei por TODO o castelo.
– O que você está fazendo aqui?!
– Responda a minha pergunta Tessa!
– O que você está fazendo aqui? – Insisti. Eu não podia falar que estava na Sala Precisa!
–Responda a minha pergunta!
–Eu estava na Sala Precisa. – respondi e emendei antes dele poder falar algo: — O que você está fazendo aqui?
–Eu vim te tirar de Hogwarts!
–O que? – perguntei assustada.
N/A: Gente, a partir de agora eu estou aceitando sugestões para o nome da porquinha! Isso msm, eu taquei a responsabilidade em vcs pq sou péssima com nomes!
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