—“STORYLINE: Na Inglaterra do século 19, uma praga misteriosa torna o país em um campo de guerra. Ninguém está a salvo uma vez que os mortos voltam para aterrorizar os vivos. A situação faz com que uma jovem moça mestre das artes marciais e armas, una-se a um belo cavalheiro, mas arrogante. Deixando de lado as suas diferenças pessoais, eles se juntam em uma tentativa de salvar seu país.”-

— Meu deus! É sério isso??? – pergunta Taylor Swift, levantando a cabeça e olhando incrédula para Stella Walsh, sua empresária. – Como podem fazer isso com uma história tão boa? – A atriz estava lendo o roteiro do novo filme protagonizado por ela, “Orgulho e Preconceito... e ZUMBIS”, uma nova adaptação do clássico de Jane Austen.

— Amada, a questão é que vai ser um grande sucesso! – responde Stella sem tirar os olhos de seu celular. – Não importa o roteiro, ninguém liga pra isso hoje em dia... – Taylor bufou e revirou os olhos para o comentário de Walsh e decidiu deixar de lado o roteiro por enquanto, não queria mais se estressar com o assunto.

— Tá, vou para meu quarto, tranque a porta quando sair... – disse e recebeu um “Uhum, tá bom amada, beijinhos” em resposta enquanto subia as escadas.

Taylor sentou-se no parapeito da janela de seu espaçoso quarto na casa alugada da Cornelia St. em Nova York, e ficou olhando para os carros e as pessoas passando na rua. Mais um filme desnecessário, pensou ela. Estava cansada desses papéis vazios e nada desafiadores, ainda mais depois de ter ganhado um Oscar, mas não tinha o que fazer, o contrato com a produtora dizia que teria que fazer mais três filmes após o sucesso que foi “La La Land”. Esse era o último e ela estava aliviada por isso.

Após alguns minutos, escutou a porta da frente abrir e fechar. Stella foi embora. Tay trocou de roupa, colocando um conjunto de moletom confortável, prendeu seu cabelo loiro e desceu as escadas, voltando ao primeiro andar. Já estava escurecendo lá fora, era hora de preparar o jantar. Ascendeu as luzes da cozinha e começou a picar os ingredientes para seu ravióli de cogumelos, um ótimo prato para se comer sozinha. Sozinha, repetiu mentalmente e sentiu as lagrimas se formando em seus olhos azuis.

— Não! Nada de chorar por esse idiota, Taylor! – disse para si mesma. – Ele não merece mais nenhuma lagrima...

O idiota em questão era John Mayer, com quem a loira namorou por quase dez meses. Não era muito tempo, mas ela estava magoada com tudo o que aconteceu entre os dois. As brigas, traições, mentiras e tudo isso sendo divulgado abertamente pela mídia, como se os dois fizessem parte de um espetáculo. Aliás, a traição ela descobriu pelas revistas de fofoca, com foto e tudo e Mayer teve coragem de negar na cara dura. Desde então, Taylor sumiu das redes sociais, cansou de todos os ataques e mentiras que era obrigada a ler sobre si mesma. Ela fazia seus filmes, dava entrevistas sobre, ia para as premiações, festas e só. Nada de expor sua vida pessoal novamente.

Enquanto os raviólis cozinhavam, Tay abriu uma garrafa de vinho e encheu sua taça, tomou um longo gole e lembrou novamente do roteiro do filme. Era tão péssimo, pensou, mas pelo menos teria a chance de ir para Londres novamente. Ela amava aquela cidade, amava o sotaque das pessoas, as ruas, os pubs, o chá da tarde... Tudo isso a fazia se sentir muito bem.

A garota terminou de preparar seu jantar fantasiando com seus dias no país da Rainha, serviu-se e se sentou na ilha da cozinha para comer. Satisfeita com sua refeição, Taylor guardou o restante na geladeira, organizou sua cozinha e seguiu para a sala de TV levando junto a taça e a garrafa. Após meia hora procurando algo para assistir, desistiu e colocou sua série confortável – aquela série que você assiste quando não sabe o que assistir – Gilmore Girls. Já estava na quinta taça de vinho, a garrafa quase no fim e seu corpo pesado pelo álcool. Não sabia se tomava banho ou ia direto pra cama...

— Banho antes – decidiu meio grogue e foi em direção ao banheiro da suíte.

Vários minutos se passaram até que Taylor decidiu sair da banheira, a água já estava esfriando e sua pele ficando enrugada. Colocou seu pijama de seda e foi para a cama, enfiando-se debaixo das cobertas, a combinação de vinho com banho quente havia lhe deixado completamente relaxada e não demorou muito a pegar no sono.