Missão Titã - O plano de Hyperion
6 A ponte inversa
Notas iniciais
Bruno nós olha quando me separo dela — Seu maldito, mas e claro que foi difícil — Ignora o que acabamos de fazer — Olhe o estado da sua "amiga" — ou não.
Dou risada e olho para Alice pálida e engulo a risada — Desculpe-me — Ela que abre os olhos e me olha com um misto de desaprovação e riso, posso até afirmar que sua palidez ficou um pouco vermelha.
Vamos! — Bruno comanda rindo
Qual a próxima parte da profecia? — Digo tentando mudar de assunto.
"Seis semideuses irão viajar
No fim do mundo irão procurar
Os objetos que abrem o que está trancado
Cuidado com os dentes
Cuidado com as velhas"
Alice recita me olhando com uma cara que aquele assunto não termina aqui, olho para ela em resposta corando — Ok... — Não sei para qual das mensagens dela eu respondo.
Velhas...se for fúrias to de boa, se for parcas não sei... — Diz Bruno, inconsciente da nossa conversa.
Ou podem ser fantasmas com a Melinoe — Digo lembrando de um sonho.(u.u velha historia.. fica para um capítulo bônus)
Não gosto desses bichos de verdade — Bruno diz me confundindo.
Vocês tem fantasmas? — Pergunto preocupado — Esse não é um dos poderes do seu pai?
Um filho de Hades com medo dos mortos — Diz Alice sendo chata, para variar.
Elas estão além do meu controle... Mesmo eu sendo um filho dele não posso controlar tudo que ele controla... Ele é um Deus, esse é o problema.
Alice ignora o pensante Bruno — Onde ela mora, sabidão?
Ela mora depois do Lete — Engulo em seco — Vamos? — Olho para os meus companheiros que me olham com os olhos arregalados em choque.
Maldito Lete! — Bruno pragueja.
Calma — digo em tom de mal agouro — Um passo por vez.. — Andamos sobre aquela desolada e seca terra, passando por árvores raquíticas e por alguns fantasmas esporádicos, sempre escutando gritos agonizantes que fazem a minha espinha gelar, latidos e uivos do Cérbero e pior, grasnados das Benevolentes, caminhamos devagar e pela sombra para nos proteger e chegamos a uma encruzilhada — Para que lado? — Enquanto pergunto isso vejo de um lado minha avó de relance, quando olho de novo para aquele lugar não há mais nada — Por lá — Aponto e vamos todos por aquela direção, logo escutamos o som de um rio correndo e sabemos que estamos indo para o caminho certo — Obrigado, titânide — rezo sorrindo para ela.
Chegando lá vemos um rio volumoso com uma água quase branca correndo muito rapidamente e engulo em seco — Se uma unica gota nos encostar... — Engulo em seco de novo — Melhor nem pensar nisso..
Vamos em frente. — Bruno diz simplesmente — Para isso que eu estou aqui — Digo em tom de orgulho -Apenas observe — Faço a rio correr no ar usando meu poder sob a gravidade — Vamos?
Olho-o seguindo confiantemente por baixo daquele monstruoso volume d'água interrupto, vejo o imenso poder que faze-lo sair do solo é necessário e sinto meu coração parar com o pensamento na possibilidade dele deixar somente uma simples e mera gota de água sair do controle e cair, atingindo-me ou a um dos meus companheiros. — Vamos! — Começo a travessia.
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