Missão A Dois

13 Capítulo 12 – Assalto


Notas iniciais
Olá amigos! Estou de volta o/
Uma explicação rápida para quem não me acompanha no facebook: estava sem meu computador até alguns dias atras. Ainda estou sem ele,mas agora estou podendo usar o pc do meu pai. Então agilizei o capítulo da semana passada para posta hoje e domingo se Deus quiser volta tudo ao normal, espero conseguir vir aqui escrever para voltar a postar e dia pra vocês!
Muuuuito obrigada pelos comentários no capítulo anterior! Foi o record de coments da fic até agora, eu adorei todos eles *-*
Agora chega de papo... Boa leitura ;)

Não sabia se eu estava mais impressionada com o fato de meu apartamento ter sido assaltado, ou com o medo que eu estava sentindo naquele momento. Tecnicamente eu não devia temer quem quer que fosse o ladrão que havia feito aquilo, afinal não devia ser nada além de um simples mortal. Porém ele podia ainda estar no prédio ou pior podia ainda, estar ali escondido em algum lugar. E se estivesse armado? Bom, agora já era tarde para tentar fugir. O melhor a fazer era esperar a polícia chegar e enquanto isso tentar fazer o mínimo de barulho. De cara eu já notei que a televisão e o rádio haviam sumido. De onde eu estava não conseguia ver o interior da cozinha, mas não me espantaria se tivessem levado algo de lá também. Já comecei a calcular mentalmente o prejuízo que iamos ter. E como iriamos repor tudo se não encontrassem o assaltante?

Tanto o apartamento quanto boa parte da mobília em seu interior havia sido comprada por nossos pais ou eram presentes de amigos. Mesmo não concordando com a nossa decisão eles não haviam se importado de nos ajudar. Sem esse apoio teríamos demorado muito mais para concretizar o plano de morarmos sozinhos. E agora vendo que poderiamos ter perdido grande parte das nossas coisas, eu simplesmente não sabia o que pensar. Não queria nem começar a imaginar o que fariamos para resolver a situação. Ouvi o barulho do elevador indicando que estava parando em meu andar. Eu ainda estava parada a porta e podia ver o hall de entrada. Fiquei paralisada enquanto as portas deslizavam para os lados. Dei um suspiro de alivio quando percebi que eram dois policiais militares. Sai para que eles pudessem me ver.

Eles fizeram gestos indicando que eu ficasse ali do lado de fora e então entraram com as armar em punho. Cerca de cinco minutos depois os policiais voltaram dizendo que o perímetro estava limpo. Fui acompanhada até o interior do apartamento para conferir o que havia sido levado. Como eu imaginava faltavam muitas coisas. Alem dos aparelhos eletronicos da sala os bandidos haviam levado nosso microondas, a cafeteira, o notebook de Percy, alguns enfeites de prata que Hazel nos dera e até o meu secador de cabelos. Só enquanto conferia o restante da casa é que eu me lembrei que não havia avisado Percy do assalto ainda. Peguei meu celular na mesma hora e disquei seu número. Caiu direto na caixa postal então deixei uma mensagem.

“Percy, não tem um jeito fácil de dizer isso então: nosso apartameto foi assaltado. Me retorne o quanto antes. Já chamei a polícia e eles já estão aqui, vou até a delegacia agora registrar o B.O. Ahhh e eu estou perfeitamente bem, não se preocupe.”

***

Minha última experiência em matéria de delegacias havia sido há uns bons anos atrás. Mesmo assim eu ainda me lembrava que não foi nenhum pouco agradável, afinal eu havia sido detida por um “crime” que eu não havia cometido. Por sorte meus amigos havia conseguido me ajudar a escapar na época. Dessa vez eu não estava lá para ser interrogada nem presa, mas ainda assim me sentia completamente desconfortável. Só aquele ambiente estranho e hostil já me causava náuseas. O delegado começou a me fazer uma série de perguntas, mas eu não tinha muito o que dizer. Quando eu havia chegado os ladrões já não estavam mais lá. Só o que eu sabia era que eles haviam roubado nossas coisas e ainda deixaram tudo de pernas pro ar.

Entretanto, parecia que cada mínima informação que eu pudesse lhes dar era extremamente importante. Eles queriam todos os detalhes possíveis para tentar identificar os criminosos. Perguntaram até mesmo sobre a minha rotina e a de Percy. Sobre nosso ocupações e habitos. Se não haviamos notado nada de diferentes acontecendo. Hesitei um pouco, mas acabei contanto sobre a história do senhor que eu achava que estava me seguindo e no fim era apenas um “caça modelos”. O delegado pareceu se interessar bastante por essa história. Até me pediu que descrevesse o senhor que me abordara na rua. Eu não achava que ele era um criminoso, afinal havia tido várias chances de tentar alguma coisa, e quando enfim se aproximou, ele pareceu inofensivo. Os policiais, porém não pareciam que iriam descartar essa hipótese. Foi então que eu me lembrei de uma coisa que havia reparado no apartamento e que achara muito estranho.

- Senhor delegado, tem mais uma coisa – acrescentei quando ele parecia que não tinha mais perguntas a fazer — Acho que pode ser uma bobagem mas talvez ajude. Enquanto eu checava os comodos percebi que em todos eles havia um forte aroma de rosas. O que é bem estraho já que não temos nenhum daqueles aromatizantes de ambiente.

- Entendo – disse o senhor grande e barbudo a minha frente que aparentava já estar em seus 60 anos – Vamos ver o que podemos fazer com as informações que nos concedeu senhorita Chase. Por hora é só, os meus compaheiros Roger e Bryan irão de acompanhar de volta a sua casa. Qualque novidade sobre os ladrões ou sobre seus pertences entraremos em contato.

E assim eles imprimiram o boletim de ocorrência e me deram uma cópia, eu me retirei da sala do delegado Marins. Quando estava quase na porta de saída de delegacia vi um Percy completamente afobado e apressado adentrando o local. Ele estava tão agitado que demorou para perceber que eu estava bem ali a apenas alguns metros dele. Quando me viu saindo acompanhado de dois guardas sua expressão ficou ainda mais tensa. Ele correu até mim e me abraçou, depois começou a me analisar, como se procucasse por algum ferimento. Eu logo tentei acalmá-lo.

– Percy, está tudo bem. Eu disse que estou bem na mensagem esqueceu? – segurei o rosto dele para que me olhasse nos olhos.

– Você dizer que está bem e estar realmente bem são coisas completamente diferentes! – afirmou ele como se aquilo fizesse todo sentido – Me conte tudo o que aconteceu! Quantos eram os bandidos? Eles te fizeram alguma coisa? Não quer que eu te leve ao hospital?

– Ok, devo ter esquecido de mencionar esse detalhe – falei calmanete enquanto tentava me lembrar o que eu tinha dito na mengagem de voz que deixara no celular dele – Eu não vi o que aconteceu. Quando cheguei no apartamento já não havia ninguém lá. E eu não entrei até que os políciais tivessem chegado para verificar o local. Mais uma vez, eu estou perfeitamente bem. Agora se acalme ok?

Enquanto eu ainda segurava seu rosto percebi que a respiração de Percy ia voltando ao normal. Ele então segurou minhas mãos e as levou até os lábios para beijá-las brevemente. Depois ele deu um longo suspiro de alívio e voltou a me abraçar. E não me soltou por tempo suficiente para aquilo começar a ficar constrangedor. Então eu o empurrei de leve para me afastar. Percy então se dirigiu aos policias para fazer as mesmas perguntas que eu já havia feito há pouco. Se eles conseguiriam encontrar os ladrões, se poderiamos recuperar nossas coisas que foram roubadas e etc. Deixei que os militares respondessem para que Percy ficasse um pouco mais tranquilo em relação ao fato. Se é que isso seria possível, afinal eu mesma ainda me sentia abalada. Voltamos para a casa na viatura e permanecemos em silêncio durante o percurso. Quando chegamos ao apartamento e eu me deparei novamente com aquele triste cenário, não foi mais possível evitar o assunto.

– O que vamos fazer? – perguntei com a voz chorosa enquanto ia colocando tudo de volta no lugar – Não temos como repor tudo que foi roubado. Por que tinha que acontecer isso justo conosco. Tantos apartamentos para eles assaltarem. Tenho certeza de que tem gente nesse prédio com coisas muito melhores para serem roubadas do que nós e…

– Annie, ei, pare com isso – disse Percy numa voz doce vindo em minha direção. Mas eu já havia afundado no sofá e caido no choro antes que ele chegasse até mim – Vai ficar tudo bem. Eu prometo. Vamos dar um jeito. Só não chore, ok? Isso me mata.

– Me desculpe — dei uma fungada forte e tentei segurar o choro para não preocupá-lo ainda mais – E só que eu ainda não acredito que nosso apartamento foi assaltado. Só costumo ver essas coisas na tevê, nunca imaginei que pudesse acontecer conosco. Se ao menos eu estivesse aqui na hora, talvez pudesse ter impedido…

– Não diga bobagens – me repreendeu ele de forma dura mais ao mesmo tempo carinhosa. Seus braços então me envolveram e eu apoiei a cabeça em seu peito – Temos é que agradecer por estarmos bem. Essas coisas materiais podem ser substituídas. Mas eu não me perdoaria nunca se algo acontecesse a você – sua voz fraquejou um pouco ao terminar aquela frase. Percy entou pigarreou para se recompor e continuou – Acho que posso conseguir um segundo emprego de meio período. Assim teremos um dinheiro extra para poder comprar o que for mais urgente.

– Percy — me afastei dele um pouco para poder olhá-lo nos olhos – Acho que deveríamos ligar para os nossos país. Ao menos para avisar do que aconteceu. Eles já nos ajudaram antes, tenho certeza que nos ajudarão agora.

– De jeito nenhum — negou ele sem titubear – Exatamente por eles já terem nos ajudado muito antes é que não podemos recorrer a eles. Temos que sair dessa sozinhos, ou então teremos que dar razão a quem disse que não daria certo esse negócio de morarmo sozinhos. Você tem que concordar que já passamos por apertos muito piores do que esse e nos saímos bem no final.

– Mas isso é diferente, amor. Não se trata de lutar contra criaturas malígnas ou sobreviver em condições extremas para salvar a humanidade, como estávamos acostumados. Somos principiantes no ramo de viver como mortais comuns.

– Você está certa. Tem toda razão como sempre – fechei a cara para ele achando que iria apenas zombar de mim – Estou falando sério. Somos completamente inexperiêntes com esse tipo de situação. Mas isso não quer dizer que não possamos aprender. Vamos passar por isso juntos. Vamos encarar essa barra e ver no que dá. Mesmo se nos sairmos mal, vai ter valido a pena, certo?

– Hmmmm… certo — acabei dando o braço a torcer, não só pelos bons argumentos dele, mas também porque ele estava com quele sorriso irresistível no rosto – Mas vamos deixar claro que se nos sairmos mal a culpa será sua. E então usaremos o plano B.

– Como quiser, minha princesa – disse ele rindo logo em seguida. Eu também não pude deixar de rir porque ele nunca havia falado daquela forma antes – O que? – perguntou ele ao ver que eu estava achando graça – Não posso ser romântico de vez em quando?

– Claro que pode — respondi tentando parar de rir – Só me avise quando isso acontecer. Por que até agora a única coisa que você conseguiu ser foi ridículo.

A cara dele para mim naquele momento foi impagável. Eu devia ter tirado uma foto e guardado de recordação. Mas não tive tempo de fazer isso e nem de pensar em mais nada. Ao perceber que eu estava gargalhando Percy me pegou e me colocou em seu ombro como se eu fosse um saco de batatas. Dei um grito agudo e logo comecei a tentar descer. Mas obviamente não consegui porque Percy era muito mais forte do que eu. Ele me carregou até o quarto enquanto eu me dabetia inutilmente e ria cada vez mais. Depois que caimos na cama e começamos a nos beijar, eu já não pude lembrar de mais nenhum problema. O estresse e a procupação com o roubo foram completamente esquecidos, pelo menos pelas horas seguintes. Ambos já haviamos tirado o restante do dia de folga mesmo. Então nada nos impedia de aproveitar aquela tarde da melhor maneira possível. Talve não fosse a coisa mais sensata e correta a se fazer no dia em que seu apartamento foi assaltado, mas acho que nenhum de nós estava ligando muito para aquilo no momento.

***

Com o episódio do assalto eu quase nem me lembrara da história do diário de Percy. De certa forma isso não fora tão ruim, afinal eu ainda não me sentia preparada para encarar aquele assunto. O caderno continuava na minha bolsa, mas eu não ousei tirá-lo de lá o dia todo. Não conseguia parar de pensar que agora não tinhamos mais como assistir tevê nem escutar música na nossa casa. Eu tive que ir de cabelo molhado para a faculdade e na hora do almoço levei o dobro do tempo para esquentar a comida no fogão. Mas nenhuma daquelas coisas se comparava ao fato de Percy ter perdido seu computador. Lá ele guardava vários arquivos importantes como fotos, vídeos e até algumas coisas do trabalho. Eu nem podia imaginar o que eu faria se fosse o meu laptop que tivesse sido roubado! Por sorte eu o havia levado para faculdade no dia anterior. E de agora em diante eu o levaria sempre comigo. Mesmo que aquilo tecnicamente não fosse muito seguro.

A senhora Sally foi muito legal me deixando faltar ao trabalho no dia anterior. Quando cheguei ao café ela veio diretamente conversar comigo e quis saber tudo o que acontecera. Ela não ia perder por nada aquela fofoca. Mas ao mesmo tempo ela se mostrou bastante preocupada perguntando como eu e Percy estávamos e se precisávamos de alguma coisa. Agradeci imensamente por sua oferta, mas evidentemente disse que não estávamos precisado de nada. Se Percy não aceitara pedir ajuda as nossas famílias, imagina o que ele diria sobre aceitar ajuda da minha chefe? Em todo caso ela já estava me ajudando bastate apenas por me manter empregada. Tentei não me distrair muito com meus problemas e tentar focar no trabalho. Não obtive muito sucesso, inflizmente, mas pelo menos ninguém pareceu se incomodar. Com certeza por compaixão. Eu teria me chateado com aquilo em qualquer outra ocasião, mas no momento até eu estava com pena de mim mesma.

Não fiquei nenhum minuto a mais do meu horário de saída, e obviamente ninguém me pediu que fizesse o contrário. Fui caminhando para a casa enquanto escutava uma música no meu celular. Era uma balada bem melancólica, que combinava perfeitamente com meu estado de espírito atual. Até mesmo o abrir das portas do elevador e os números que piscavam indicando o movimento ascendente pareciam estar no mesmo ritmo deprimido que eu. Encontrei Percy sentado no sofá da sala. Ele encarava a parede branca como se a nossa televisão ainda estivesse ali. Em sua mão havia um papel e na outra estava o telefone. Ao analisar sua expressão percebi que ele estava bem abatido. Não notara minha chegada até que me sentei ao seu lado e coloquei a mão em seu braço.

– O que houve? — perguntei calmamente.

– Hm? — respondeu ele ainda com o olhar perdido ao se voltar para mim – Ahhh sim. Se lembra quando minha mãe disse que deviamos ter feito um seguro para nossos bens e nós achamos que era bobagem? – Ele esperou até que eu concordasse com a cabeça – Devíamos ter dado ouvidos a ela…

– Pois é — concordei – Ela estava certa! Com certeza não era nenhuma bobagem… O que é isso? – perguntei apontando para o papel em sua mão.

– Isso? — respondeu ele me mostrando o papel e dando um riso meio fraco – É a resposta do banco para minha solicitação de empréstimo – apenas ao passar os olhos rapidamente pelo papel eu vi que o empréstimo havia sido negado. Agora eu começava a entender porque Percy estava daquele jeito – Sabe, eu posso não ser nenhum economista, mas até onde eu sei quem precisa pegar dinheiro emprestado normalmente não tem uma renda lá muito boa…

– Percy, eu …

– Sinceramente não entendo esses procedimentos. Nós tecnicamente não temos renda e bens suficietes para que eles possam nos tirar caso não paguemos o empréstimo – ele levou mão a testa e afastou os cabelos e ficou fitando o chão.

Percebi que ele estava suando, o que não era bom sinal. Eu queria muito saber o que dizer para ele se sentr melhor, mas não conseguia. Foi então que eu percebi outro papéis jogados sobre a mesinha de centro. Eu os peguei e reconheci na hora do que se tratava. Eram contas. Mais especificamente, contas atrasadas. Eu não entendia. Percy era quem cuidava daquilo e até onde eu sabia não estavamos com nenhuma dívida. Aparentemente ele havia mentido pra mim. Quando ele voltou a levantar a cabeça, se deu conta do que eu estava fazendo. Ele não tentou me parar nem tirar os papéis da minha mão. Apenas ficou me encarando com aquela expressão triste e abatida.

– O que significa isso Percy? Porque não me disse que não estava conseguindo pagar as contas? Se você não sabe eu também trabalho, poderiamos ter dividido…

– Não Annie, não poderíamos – me interrompeu ele – Seu salário mal dá para as coisas que você tem que comprar para a faculdade. Eu jamais te pediria para ajudar nas contas. Essa é minha responsbilidade. E eu estava conseguindo dar um jeito, mas agora que perdemos tanta coisa… Se ao menos eu conseguisse recuperar meu computador. Lá tinha a solução para todos os nossos problemas.

– Isso não me parece justo, você deveria ter me falado que as contas estavam ficando atrasadas, Percy! Nós temos que resolver essas coisas juntos! O apartamento é de nós dois afinal… E a polícia ainda pode encontrar os ladrões e recuperar nossas coisas, não podemos perder as esperanças.

– Agora não importa mais — falou Percy parecendo nervoso – Eu já ferrei com tudo. Mas vou dar um jeito de concertar o estrago, não se preocupe.

E então ele saiu da sala de forma apressada sem me dar tempo para tentar falar qualquer coisa. Minha cabeça estava quase dando um nó de tão atordoada que eu estava. Havia sido uma verdadeira avalanche de informações e revelações. Eu ainda não havia conseguido processar tudo direito. Só o que eu sabia é que além de termos sido roubados, agora estavamos endividados. Mas o pior era que Percy pretendia tentar resolver tudo isso sozinho. Eu não podia permitir aquilo. Fui até minha bolsa e comecei a procurar. Tinha que estar ali em algum lugar, eu não me lembrava de ter jogado for a. Depois de quase desistir, eu o econtrei. Aquele pequeno pedaço de papel que poderia ser a solução para todos os meus problemas.

Notas finais
COMENTEM MUUUITO! ;)
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beijos ;*
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