Misinterpreted My Dirty Mind
25 Part 24: The Pince Charming
Notas iniciais
- Omma? Acorda homem – Ouvia uma voz ao longe, como se fosse um fantasma me chamando pro além... ESPERA, EU NÃO QUERO IR PRO ALÉM, SOU MUITO DYVO PRA MORRER AGORA.
- Amor, acorda, por favor – Calma, isso não foi um fantasma e sim o meu Jong me chamando. Agora eu lembro, eu desmaiei.
- Gatinho! – Ouvi uma voz realmente infantil, deve ser o bebê. Acho melhor eu acordar.
- O que você disse? Do que chamou o Key? – Perguntou Minho e deu pra perceber que ele estava assustado por que ainda não tínhamos ouvido essa criança falar.
- Do que realmente eu sou – Falei ainda de olhos fechas, porém não por muito tempo, pois logo os abri e pude ver as caras preocupadas e com olhos arregalados me fitando.
- Você esta bem amor? – Perguntou Minho com o bebê nos braços.
- Estou sim, mas ainda sinto um pouco de dor na cabeça – Pus a mão na testa e realmente ainda doía como se eu estivesse de ressaca.
- Acho melhor te levarmos ao médico – Disse Jonghyun.
- NÃO. Eu estou de saco cheio de consultórios e hospitais, eu já estou bem, não se preocupa amor – Me apoiei em Jonghyun pra me levantar.
- GATINHO! – Disse mais uma vez o bebê.
- Owwwn – Dei um beijo no bebê – Gente, qual deve ser o nome desse bebê?
- LEO – Gritou o bebê levantando os bracinhos como se estivesse comemorando.
- MAS O QUE? – Perguntamos todos juntos.
- Esse é seu nome, bebê? – Perguntou Minho.
- Leo – Ele repetiu e apontou pra mim – Gatinho!
- Ai como ele é mordível, vem cá – Peguei ele no colo e o apertei num abraço.
- Será que a gente deve lembrar do assunto do Tio Yunho, Appa? – Escutei Taemin cochichando com Minho. Acreditem, minha audição é bem aguçada e já que a casa estava – Quase – silenciosa, eu consegui ouvir.
- Não precisa, eu não esqueci e terei um boa conversa com meu pai – Disse seco e todos ficaram com cara de ‘ele ouviu?’ – Agora vou cuidar um pouco dessa coisa lynda – Sorri para o bebê e fui em direção ao sofá.
- Amor, nós temos que entrega-lo a polícia, não podemos ficar com essa criança – Disse Minho alarmado.
- Mas porque? A gente pode adotar ele – Propus.
- Eu sempre quis ser pai — Disse Jong com os olhos brilhando e vindo sentar ao meu lado e me abraçando junto com o bebê.
— As coisas não são tão fáceis assim, gente – Disse Minho.
- É verdade, vocês devem alertar a polícia e esperar um tempo até que o bebê seja devolvido a sua família – Interviu Kai. Ok, senhor C.S.I.
- Mas que tipo de família deixa um bebê dyvo assim no LIXO? – Me revoltei.
- Calma amor, é difícil de explicar, mas nós devemos entrega-lo. Se não o fizermos isso é uma espécie de sequestro e nós podemos ser presos por isso – Explicou Minho pacientemente.
- Ah, eu não que ser um pai na prisão. Devolve esse bacuri – Exclamou Jonghyun.
- Cagão – Falei pra Jonghyun. Me levantei com o – agora – Leo nos braços – Minho, você liga pra polícia que eu vou curtir os últimos momentos com essa coisa lynda.
- Ok! – Ele respondeu.
- Omma, eu vou à casa da minha irmã com o Kai. Tenho uns assuntos pendentes – Disse Taemin.
- Certo meu anjo, não chegue tarde – Mandei um beijo aéreo pra ele e um olhar reprovador pra Kai quando o vi colocando a mão na cintura do Taemin. Nos despedimos e eu subi as escadas.
Fui com o Leo para o meu quarto a fim de tentar faze-lo dormir, acho que ele deve estar cansado. É bom aproveitar esse tempo pra pensar um pouco em tudo que esta acontecendo a minha volta. Deitei o bebê no meu colo e comecei a balança-lo e resolvi cantar uma música pra ele dormir mais rápido, mas parece que ele não queria dormir ainda e de repente ele me encarou bem nos olhos. Foi o olhar mais intenso que eu já vi. Um bebê de no máximo um ano e pouco estava me olhando como se soubesse cada pensamento que eu tinha e os compreendesse.
- Gatinho – Ele disse suavemente, quase como um sussurro e colocou sua mãozinha sobre minha bochecha. Ele continuava me encarando, mas agora um brilho diferente se fazia presente em seus olhos e era o brilho de uma lágrima, uma lágrima de medo. Automaticamente eu lembrei de mim mesmo e de quando minha mãe nos deixou. O Leo estava com medo, o mesmo medo que eu tive antes que a minha mãe morresse – Gatinho! – Ele abraçou forte o meu pescoço e começou a chorar ao ponto de soluçar e eu fiz o mesmo. Deus, de onde veio essa criança? Ela é tão... diferentemente, igual a mim! Eu nunca fui encarado por ninguém da mesma forma que esta criança me encarou.
- Calma bebê... Seu gatinho está aqui – Sorri fraco e alisei suas costas. Voltei a cantar a música.
É incrível só agora perceber que a minha vida mudou completamente em apenas cinco meses. Foi tanta coisa que parece que o relógio resolver tirar uma com a minha cara e andou mais do que devia. São tantas respostas a buscar, tantos problemas pra resolver, mas o que eu mais queria agora era tentar consolar essa criança em meus braços. Foi um choque ver Minho com ele nos braços. Eu cheguei a pensar em realmente entregar essa criança de volta pra onde fosse que ela veio ou mandar o porteiro cuidar dela, mas agora eu percebi que o Leo é uma criança diferente e principalmente especial. Por isso, não importa se minha vida mudou completamente em cinco meses, se ela puder continuar mudando pelos próximos anos, eu deixarei que mude e que junto com essas mudanças, venham surpresas, MUITAS surpresas.
Sai dos meus devaneios quando meu celular vibrou em meu bolso. Olhei para a tela. Amber.
Onew’s Pov On
- Aló?
- Onew, é a Amber!
- Ah, oi Amber. O que é que manda?
- Eu falei com o detetive Changmin sobre a localização do Jay Park e também já falei com o Key. O detetive conseguiu alguns policiais amigos e nós estamos indo pra sua casa agora – Ela declarou.
- Como assim? Mas já? – O que? Minha casa agora é delegacia? Ou um cabaré pra todo mundo chegar, aproveitar e fazer o que bem entede?
- Você é surdo ou lerdo? Enfim, estamos indo pra ai. NÃO SAIA DE CASA E NOS ESPERE, seu cagão – Mais uma vez ela desligou na minha cara. Mas que garota atrevida.
Pouco tempo depois a “patrulha” chegou. Dessa vez o Taemin não veio e nem o namoradinho água-e-sal dele. Só estavam Key, Jonghyun, Amber, o detetive, o pai do Key e mais quatro policiais brutamontes.
A campainha foi tocada loucamente, aposto que era a Amber doida pra afundar o dedo no interruptor. Garota bruta.
- Já disse que não precisa quebrar, sua cavala – Abri a porta e dei as costas voltando para a sala. Eles já conhecem (até demais) o caminho, não devo educação.
- Vá a merda, cara de frango – Amber rebateu.
- Onew, você sabe onde o Jay esta? – Perguntou Key um pouco ansioso.
- Sei sim, acho que a Amber contou mais ou menos a história. Então, ele esta hospedado naquela pousada logo ali a frente.
- Ok, disso vós sabemos, agora o que temos a fazer é interrogar esse cara pra saber quem foi o mandante do ataque do Taemin – Disse o detetive Changmin – Pra isso vamos ter que ir à pousada e entrar pra falar com o Jay Park.
- Mas pra entrar lá, não é preciso um mandado? – Questionou Jonghyun. Tá ficando esperto hein?
- Sim, mas o meu companheiro aqui tem um tipo de mandado especial que o permite entrar em qualquer lugar – O detetive se referiu a um dos policiais brutamontes – Agora o plano é o seguinte... – Ele começou a explicar a tática pra chegar ao tal de Jay Park. Estou me sentindo num seriado americano policial.
Onew’s Pov Off
Jay’s Pov On
Ainda estou rindo da cara que aquele viadinho fez quando apontei a arma pra ele. Otário, quase se mijava nas calças.
- Ai como é bom ser vida louca – Me joguei na cama do quarto da pousada – Mas que grana preta eu consegui só em ter dado um susto no merdinha do Taemin. Imagina quanto teriam me pago pra apaga-lo? – Bufei cansado – Tenho que sair daqui o mais rápido possível, mas antes eu vou dormir um pouco, depois eu saio dessa merda de país poluído.
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Mal consegui dormir e alguém chega e começa a bater na porta.
- MAS QUE DROGA – Me levantei estressado – QUEM É PORRA?
- Serviço de quarto – Responderam do outro lado.
- VÁ PRO INFERNO, EU NÃO PEDI SERVIÇO NENHUM – Gritei de volta porem ouvi uma segunda voz.
- Deixa que eu resolvo – Logo depois a porta praticamente veio a baixo e seis homens entraram no quarto.
- Muito bem Amber – Disse um dos homens elogiando a... garota? Corrigindo, cinco homens e o uma garota.
- Mas que merda é essa? O que vocês querem? – Coloquei a mão esquerda nas minhas costas e segurei o cabo da arma que estava presa a minha cintura.
- Calma ai, Jay. Nós só viemos conversar – Respondeu a tal Amber.
- Conversar um caralho, eu não tenho nada com vocês. SAIAM DAQUI, ou morrem – Apontei a arma pra ela e quase que automaticamente todos (menos a garota) apontaram mais armas pra mim.
- Se você atirar já sabe – Disse a garota – Agora abaixa isso e vamos conversar civilizadamente, ok? – Vi que estava em desvantagem e abaixei a minha arma – Senta ai garotão – Ela indicou o sofá que estava ao meu lado e me sentei. Só tomara que eu não vá em cana (de novo)
- Bom, eu sou o detetive Changmin e investigo o caso peculiar de agressão a um jovem chamado Lee Taemin... Acho que você o conhece – Começou se apresentando o cara que elogiou a menina que arrombou a porta.
- Eu não conheço ninguém com esse nome – Me prontifiquei a afirmar.
- Por favor Jay, não seja besta e colabore, é o melhor a fazer ou será pior pra você. Só dizendo – Disse a tal garota macho.
- Changmin, olha o que eu achei – Um dos policiais apareceu ao meu lado com o meu pacote de dinheiro que recebi do meu cliente. Quando foi que essa cara passou por mim que eu nem notei?
- Nossa, é muito dinheiro pra se guardar num quarto de pousada, não? – Perguntou o detetive irônico. Percebi que o outros policiais começaram a vasculhar o quarto inteiro.
- Achei isso aqui na mala dele – Mais um policial voltou com o saco escuro que eu escondia no funda da minha mala – Drogas.
- MAS COM QUE DIREITO VOCÊS ESTÃO FAZENDO ISSO? VOCÊS NEM TEM MANDADO SEUS PORRA – Me revoltei, como pode sou um criminoso de bem ora porra. Me levantei com a arma em mãos mas congelei ao sentir algo metálico em minha nuca.
- Acho bom você ficar bem quietinho antes que o Henry atire e eu devo avisar que ele não é nem um pouco paciente – Alertou o detetive sobre o policial que apontava a arma para minha cabeça – É garoto, parece que você esta bem encrencado. Você esta sendo preso por porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas, morou?
Jay’s Pov Off
Amber’s Pov On
Enquanto o detetive Changmin e os caras lá algemavam o Jay senti meu celular vibrar. Era uma ligação do... Appa? Ai meu Deus, o que será que ele quer?
- A-Appa? – Perguntei receosa. Acreditem, meu pai dá medo em qualquer um. Ele é a pessoa mais fodona que eu conheço.
- Amber, você pode me explicar o porquê que a conta conjunta que eu abri pra questões familiares teve um desfalque enorme hoje pela manhã? – Ele perguntou furioso – E o saque foi feito em uma agência em Tóquio.
- Mas Appa, eu não peguei dinheiro nenhum – Justifiquei. Eu realmente não peguei dinheiro nenhum.
- Eu estou no Japão, vim resolver isso pessoalmente. Sei que não foi seu irmão, pois eu o mandei pra Inglaterra pra um curso de verão.
- Pois é Appa, acho que o Ren conseguiu te enganar mais uma vez pois ele esta em Tóquio e esta no hospital – Falei um pouco receosa com a reação do Appa.
- O QUE? EU VOU MATAR ESSE MENINO. ONDE ELE ESTA? E O MEU IRMÃO? ONDE ESTÁ? POR QUE NÃO ME AVISARAM ANTES? — Fodeu.
- Calma Appa. O tio Yunho só não quis te preocupar. Ligue pra ele e que o próprio te explica tudo direitinho.
- Certo, mas antes eu tenho que resolver esse roubo. Se o banco estiver cobrando taxas abusivas novamente, eu o faço ir a falência num estalar de dedos. NINGUÉM faz o grandioso Heechul de besta – Saudades modéstia, Appa. Pensando bem agora...
— Appa, me responde uma coisa. Quem é autorizado a ter acesso a esse dinheiro?
- Eu, você e seu irmão, por que?
- Bom, se não fui eu e nem você... Espera fique na linha – Tirei o celular de perto do ouvido e virei para o detetive Changmin que segurava o papelote do dinheiro que achamos com o Jay – Changmin, quanto mais ou menos tem de dinheiro ai nesse papelote?
- Huuuuum – Ele analisou – Acho que uns vinte mil dólares, se considerarmos o tamanho desse saco — Era realmente grande.
- Obrigado – Voltei ao celular – Appa, quanto foi retirado da conta?
- Vinte e um Mil dólares – Ele respondeu.
- Ai meu Deus, ele foi longe demais – Só agora consegui encaixar as peças – Appa ligue pro tio Yunho e nos encontre no hospital, tenho uma coisa pra resolver antes.
- Como assim garota? Quem foi longe demais? Amber... – Desliguei na cara dele. Ele me mata depois. Disquei os números que eu sabia de cor e iniciei uma nova chamada.
- Key? Vá com o Jonghyun e o Onew para o hospital e não saia de perto do Ren. O Meu Pai esta indo pra ai e eu também – Desliguei na cara dele. Amo fazer isso – Changmin, encontrei o culpado.
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